{"id":44740,"date":"2023-01-27T09:31:58","date_gmt":"2023-01-27T12:31:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=44740"},"modified":"2024-04-01T12:50:46","modified_gmt":"2024-04-01T15:50:46","slug":"os-corais-da-amazonia-estao-sob-ameaca-entenda-porque-devemos-protege-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/os-corais-da-amazonia-estao-sob-ameaca-entenda-porque-devemos-protege-los\/","title":{"rendered":"Os Corais da Amaz\u00f4nia est\u00e3o sob amea\u00e7a; entenda por que devemos proteg\u00ea-los"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Petrobras quer extrair petr\u00f3leo na foz do rio Amazonas, impactando a biodiversidade e comunidades locais<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"577\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/c6fbf05d-gp0stqhbn_medium_res-1-1024x577.jpg\" title=\"Imagem do fundo do mar retrata um recife de corais na foz do Rio Amazonas\" alt=\"Imagem do fundo do mar retrata um recife de corais na foz do Rio Amazonas\" class=\"wp-image-44741\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/c6fbf05d-gp0stqhbn_medium_res-1-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/c6fbf05d-gp0stqhbn_medium_res-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/c6fbf05d-gp0stqhbn_medium_res-1-768x433.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/c6fbf05d-gp0stqhbn_medium_res-1-510x288.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/c6fbf05d-gp0stqhbn_medium_res-1.jpg 1199w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Forma\u00e7\u00e3o encontrada no Grande Sistema de Recifes do Amazonas \/ Greenpeace <\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O <strong>Dia Mundial dos Corais da Amaz\u00f4nia<\/strong> \u00e9 celebrado em 28 de janeiro, data criada para exaltar a grande biodiversidade do Grande Sistema de Recifes da Amaz\u00f4nia, t\u00e3o \u00fanico e encantador. Em 2023, mais do que comemorar a exist\u00eancia desse sistema de recifes, ressaltamos a necessidade de proteg\u00ea-lo! E temos urg\u00eancia nesse chamado: a <strong><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ap\/amapa\/noticia\/2022\/11\/04\/petrobras-envia-sonda-a-foz-do-amazonas-na-busca-por-licenca-de-perfuracao-diz-fonte.ghtml\">Petrobras quer explorar a Foz do Amazonas<\/a>,<\/strong> o que pode gerar um efeito devastador para o recife de corais, fundamental para a sa\u00fade das \u00e1guas, e para comunidades locais.<\/p>\n\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o da petrol\u00edfera para conseguir a licen\u00e7a ambiental acontece desde o ano passado. O plano para a Margem Equatorial, como \u00e9 chamada a \u201cnova fronteira explorat\u00f3ria\u201d, conta com a previs\u00e3o de 16 po\u00e7os explorat\u00f3rios que se estendem do Amap\u00e1 ao Rio Grande do Norte, com<a href=\"https:\/\/petrobras.com.br\/fatos-e-dados\/novo-plano-estrategico-2023-2027-preve-investimentos-de-us-78-bilhoes-nos-proximos-cinco-anos.htm\"> investimentos de aproximadamente US$ 3 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/a><\/p>\n\n<p>Quando uma empresa petrol\u00edfera inicia atividades em uma \u00e1rea, junto delas v\u00eam o risco de derramamentos acidentais que amea\u00e7am diretamente a vida das esp\u00e9cies de animais e plantas. Quando se trata da Foz do Amazonas, onde o rio encontra o Oceano Atl\u00e2ntico, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais delicada pois estamos falando de uma<strong> biodiversidade gigantesca, \u00fanica e ainda desconhecida <\/strong>&#8211; os Corais, por exemplo, foram descobertos em 2016 e ainda h\u00e1 muito a ser estudado e catalogado pela ci\u00eancia.<\/p>\n\n<p>O projeto da Petrobras tamb\u00e9m \u00e9 uma amea\u00e7a iminente para as comunidades ind\u00edgenas, quilombolas e ribeirinhas, que t\u00eam a biodiversidade dos mares como fonte de renda e subsist\u00eancia. Exatamente por isso, as unidades do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal do Par\u00e1 e do Amap\u00e1 emitiram uma <a href=\"https:\/\/www.mpf.mp.br\/pa\/sala-de-imprensa\/noticias-pa\/mpf-no-para-e-no-amapa-pedem-suspensao-de-perfuracao-maritima-da-petrobras-na-foz-do-rio-amazonas\">recomenda\u00e7\u00e3o conjunta<\/a> ao Ibama (Instituto Brasileiro de Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis) e \u00e0 Petrobras, para que a perfura\u00e7\u00e3o mar\u00edtima na regi\u00e3o seja suspensa.<\/p>\n\n<p>Segundo os \u00f3rg\u00e3os, a atividade vai impactar quatro povos ind\u00edgenas no Amap\u00e1 (Karipuna, Palikur-Aruk Wayne, Galibi Marworno e Galibi Kali), localizados no munic\u00edpio de Oiapoque, e comunidades no Par\u00e1. Al\u00e9m disso, n\u00e3o houve a consulta pr\u00e9via, livre e informada, um direito desses povos garantido pela <a href=\"https:\/\/www.oas.org\/dil\/port\/1989%20Conven%C3%A7%C3%A3o%20sobre%20Povos%20Ind%C3%ADgenas%20e%20Tribais%20Conven%C3%A7%C3%A3o%20OIT%20n%20%C2%BA%20169.pdf\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.oas.org\/dil\/port\/1989%20Conven%C3%A7%C3%A3o%20sobre%20Povos%20Ind%C3%ADgenas%20e%20Tribais%20Conven%C3%A7%C3%A3o%20OIT%20n%20%C2%BA%20169.pdf\">Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho.&nbsp;<\/a><\/p>\n\n<p>A empresa tamb\u00e9m n\u00e3o apresentou estudos suficientes sobre os riscos de um poss\u00edvel vazamento de \u00f3leo. Caso a Petrobras consiga o necess\u00e1rio aval do estado do Par\u00e1 e a licen\u00e7a final do Ibama, a costa da Amaz\u00f4nia Atl\u00e2ntica pode ser alvo de danos ambientais com potencial para atingir at\u00e9 o mar territorial da Guiana Francesa.&nbsp;<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-100 has-custom-font-size is-style-secondary\" style=\"font-size:15px\"><a class=\"wp-block-button__link has-grey-100-color has-green-800-background-color has-text-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/proteja-os-oceanos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Participe de nosso abaixo-assinado e apoie a cria\u00e7\u00e3o do Tratado Global dos Oceanos<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p>H\u00e1 um hist\u00f3rico de mobiliza\u00e7\u00e3o a ser levado em conta. Em 2017, a petroleira francesa Total tamb\u00e9m tentou perfurar perto dos Corais da Amaz\u00f4nia, mas o projeto foi barrado quando 2 milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo se uniram e participaram da campanha \u201cDefenda Os Corais da Amaz\u00f4nia\u201d. O Ibama negou a permiss\u00e3o para a empresa ap\u00f3s press\u00e3o p\u00fablica, uma vit\u00f3ria para a biodiversidade brasileira.<\/p>\n\n<p>\u201cA Petrobras assumiu a opera\u00e7\u00e3o de blocos os quais gigantes do petr\u00f3leo, como a francesa Total e a brit\u00e2nica BP, desistiram devido \u00e0 press\u00e3o da sociedade brasileira e aos riscos socioambientais, econ\u00f4micos e reputacionais. Vemos este movimento com grande preocupa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a estatal deveria ser a primeira a zelar pela soberania dos povos e ter responsabilidade sobre nossos recursos naturais\u201d, afirma Marcelo Laterman, da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<p>O especialista complementa ainda que epis\u00f3dios como o<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/manchas-de-petroleo-no-nordeste-mostram-o-despreparo-do-governo-na-questao-ambiental\/\"> derramamento criminoso de \u00f3leo no nordeste <\/a>em 2019, mostram que o Brasil est\u00e1 despreparado para lidar com esse tipo de evento.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/fe17007e-gp0stqn9o_medium_res-2-1024x575.jpg\" title=\"Uma imagem a\u00e9rea da orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, com a mensagem &quot;Defenda os Corais da Amaz\u00f4nia&quot; escrita na areia.\" alt=\"Uma imagem a\u00e9rea da orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, com a mensagem &quot;Defenda os Corais da Amaz\u00f4nia&quot; escrita na areia.\" class=\"wp-image-44742\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/fe17007e-gp0stqn9o_medium_res-2-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/fe17007e-gp0stqn9o_medium_res-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/fe17007e-gp0stqn9o_medium_res-2-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/fe17007e-gp0stqn9o_medium_res-2-510x286.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/01\/fe17007e-gp0stqn9o_medium_res-2.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em 2018, na praia de Copacabana, uma imagem de 100 metros de comprimento foi formada por mais de 500 pessoas. Cerca de 200 eram estudantes de escolas p\u00fablicas do Rio de Janeiro. A a\u00e7\u00e3o foi coordenada pelo artista John Quigley junto ao Greenpeace Brasil para a campanha Defenda os Corais da Amaz\u00f4nia.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Fernanda Ligabue\/Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Saiba mais sobre os Corais da Amaz\u00f4nia<\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n<p>Os Corais tiveram sua exist\u00eancia registrada pela ci\u00eancia em 2016. No in\u00edcio do ano seguinte, o Greenpeace Brasil realizou uma <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/greenpeace-inicia-nova-expedicao-aos-corais-da-amazonia\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/greenpeace-inicia-nova-expedicao-aos-corais-da-amazonia\/\">expedi\u00e7\u00e3o com pesquisadores <\/a>que revelou, de forma in\u00e9dita, imagens de dezenas de esp\u00e9cies de peixes, esponjas-do-mar, corais e rodolitos (algas calc\u00e1rias).<br><br>Os primeiros registros mostraram ao mundo <strong>um verdadeiro tesouro natural.<\/strong> Um ecossistema rico em texturas, cores e formatos, que sobrevive em \u00e1guas profundas e com pouca luminosidade. O recife dos Corais da Amaz\u00f4nia est\u00e1 pr\u00f3ximo ao encontro do Rio Amazonas com o Atl\u00e2ntico, e, de uma maneira \u00fanica, se adaptou bem a uma mistura de \u00e1gua doce e salgada.&nbsp;<br><br>A princ\u00edpio, os pesquisadores imaginavam que Corais tivessem 9,5 mil quil\u00f4metros quadrados, mas, ap\u00f3s a expedi\u00e7\u00e3o, os cientistas estimam que a \u00e1rea dos recifes possa ter at\u00e9 56 mil quil\u00f4metros quadrados \u2013 o tamanho do estado do Rio de Janeiro. Clique <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/5-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-os-corais-da-amazonia\/\">aqui<\/a> e confira mais curiosidades sobre os Corais da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Petrobras quer extrair petr\u00f3leo na foz do rio Amazonas, impactando a biodiversidade e comunidades locais<\/p>\n","protected":false},"author":98,"featured_media":44741,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[5,64],"tags":[27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-44740","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-greenpeace","category-oceanos","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/98"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44740"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44740\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51897,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44740\/revisions\/51897"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44740"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=44740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}