{"id":44859,"date":"2023-02-07T09:08:52","date_gmt":"2023-02-07T12:08:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=44859"},"modified":"2023-02-07T20:07:06","modified_gmt":"2023-02-07T23:07:06","slug":"previsao-do-tempo-com-chuvas-enchentes-e-alertas-de-abandono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/previsao-do-tempo-com-chuvas-enchentes-e-alertas-de-abandono\/","title":{"rendered":"Previs\u00e3o do tempo com chuvas, enchentes e alertas de abandono"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Em menos de um ano, moradores de Ilh\u00e9us, na Bahia, viveram duas vezes o medo de perder suas casas ap\u00f3s chuvas intensas<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"461\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/02\/408b4772-chuvas-bahia-1024x461.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44860\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/02\/408b4772-chuvas-bahia-1024x461.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/02\/408b4772-chuvas-bahia-300x135.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/02\/408b4772-chuvas-bahia-768x346.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/02\/408b4772-chuvas-bahia-1536x691.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/02\/408b4772-chuvas-bahia-510x230.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/02\/408b4772-chuvas-bahia.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Alagamento no bairro Teot\u00f4nio Vilela, na cidade de Ilh\u00e9us, Bahia, em 02\/12\/22. <strong>\u00a9<\/strong> Marcos Lessa \/ Conam.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Em menos de um ano, moradores do bairro de Teot\u00f4nio Vilela, na cidade de Ilh\u00e9us, Bahia, tiveram de deixar suas casas duas vezes ap\u00f3s enchentes provocadas por fortes chuvas. As consequ\u00eancias s\u00e3o resultado tamb\u00e9m da falta de pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam moradia segura para todas as pessoas, especialmente \u00e0quelas que j\u00e1 vivem em lugares mais suscet\u00edveis a trag\u00e9dias como essa.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cHoje n\u00f3s tememos que essas enchentes continuem se repetindo. Em 24 de dezembro de 2021, as pessoas passaram o Natal tirando os m\u00f3veis de suas casas, tentando salvar o que foi poss\u00edvel e, principalmente, salvar suas vidas. Em 02 de dezembro de 2022, veio outra enchente\u201d, relata Marcos Lessa, conselheiro da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Associa\u00e7\u00f5es de Moradores (CONAM) na Bahia.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Um <a href=\"https:\/\/www.cnm.org.br\/cms\/biblioteca\/ET_Defesa%20Civil_2023-01-04_Danos%20e%20preju%C3%ADzos%20causados%20por%20excesso%20de%20chuvas%20em%20todo%20Brasil%20entre%2001%20e%2031%20de%20dez%202022.pdf\">levantamento<\/a> feito pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios (CNM) dos desastres que aconteceram em consequ\u00eancia das chuvas em todo Brasil, entre 1\u00ba e 31 de dezembro de 2022, aponta que o estado com o maior n\u00famero de v\u00edtimas foi a Bahia. Mais de 11 mil pessoas ficaram desabrigadas e 33,4 mil, desalojadas. O relat\u00f3rio tamb\u00e9m denuncia o abandono do poder p\u00fablico. <strong>Entre janeiro e dezembro de 2022, ano que teve o maior n\u00famero de mortes provocadas por chuvas no pa\u00eds, o governo federal pagou apenas 51,7% do valor autorizado para programas de prote\u00e7\u00e3o e defesa civil<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A cada palavra aqui escrita ou lida, cerca de 9 milh\u00f5es de pessoas que moram em \u00e1reas de risco no Brasil (IBGE\/Cemaden) seguem com suas vidas amea\u00e7adas diante de uma realidade que necessita urgentemente ser transformada. N\u00e3o podemos mais seguir inertes \u00e0 urg\u00eancia de cobrar e ecoar a luta pela vida de quem mais est\u00e1 sofrendo as consequ\u00eancias e vivendo sob o medo, as perdas e a falta de acesso a uma vida digna.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Rodrigo Jesus, porta-voz da campanha de Clima e Justi\u00e7a do Greenpeace Brasil, comenta sobre um modelo de urbaniza\u00e7\u00e3o historicamente excludente e a urg\u00eancia necess\u00e1ria do poder p\u00fablico priorizar a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 c\u00edclico, racista e intencional a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas de preven\u00e7\u00e3o a cat\u00e1strofes com o hist\u00f3rico de fortes chuvas no pa\u00eds. O Brasil ainda <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/quem-mais-sofre-as-consequencias-da-crise-do-clima-nas-cidades\/\">reproduz um retrato colonial <\/a>e sist\u00eamico da falta de acesso e infraestrutura destinada ao povo perif\u00e9rico e pobre. Ao inv\u00e9s de aprofundar e investir em medidas de adapta\u00e7\u00e3o para assegurar vidas a m\u00e9dio e longo prazo, o poder p\u00fablico continua apostando apenas em a\u00e7\u00f5es de resposta r\u00e1pida no momento em que a cat\u00e1strofe apresenta danos humanos&#8221;.<\/p>\n\n<p>Atualmente, no Brasil, 195 munic\u00edpios est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia por conta do risco de chuvas intensas, enxurradas, alagamentos e inunda\u00e7\u00f5es, segundo a Defesa Civil Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cEnquanto n\u00e3o tiver um projeto, um programa de governo que compreenda todos os d\u00e9ficits habitacionais e garanta moradia digna e segura, infelizmente, os trabalhadores e trabalhadoras seguir\u00e3o sendo empurrados a buscar alternativas de moradia e sobreviv\u00eancia\u201d, comenta Lessa, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Moradores de Ilh\u00e9us &#8211; Bahia. E essas alternativas nem sempre s\u00e3o seguras, mas as poss\u00edveis para essas popula\u00e7\u00f5es. &nbsp;<\/p>\n\n<p>Lessa complementa dizendo que os moradores locais t\u00eam lutado por projetos que garantam moradia digna e assegurem caminhos para a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas ocupadas. Em seu depoimento, ele revela ter esperan\u00e7a. \u201cAl\u00e9m da nossa participa\u00e7\u00e3o no Conselho Municipal, agora, com o retorno do Minist\u00e9rio das Cidades, com programas habitacionais como \u201cMinha Casa Minha Vida&#8221; e outros, a gente espera conseguir moradia digna para a popula\u00e7\u00e3o e recuperar as \u00e1reas degradadas\u201d, afirma.<\/p>\n\n<p>A emerg\u00eancia n\u00e3o deixa mais escolha para os governos, \u00e9 urgente destinar recursos para enfrentar a crise clim\u00e1tica, adaptar as cidades e evitar que mais vidas sejam perdidas e amea\u00e7adas. Em momentos como este, a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/a-solidariedade-salva-ajude-as-comunidades-mais-afetadas-pelas-fortes-chuvas\/\">solidariedade<\/a> pode fazer toda diferen\u00e7a.<\/p>\n\n<p class=\"has-grey-900-color has-grey-200-background-color has-text-color has-background\"><strong>A crise clim\u00e1tica mata. A solidariedade salva. <\/strong>O Greenpeace Brasil est\u00e1 apoiando iniciativas de assist\u00eancia a comunidades diretamente afetadas pelas chuvas. Somos uma organiza\u00e7\u00e3o independente, que n\u00e3o aceita recursos de empresas, governos ou partidos pol\u00edticos. Dependemos do apoio de pessoas como voc\u00ea, que se importam com a justi\u00e7a clim\u00e1tica. <strong><a href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/emergencia-climatica\/p?donationType=Single&amp;appeal=19548&amp;entrypoint=banner&amp;_ga=2.59319594.660483603.1675686965-850920683.1659627262\">Doe agora<\/a><\/strong> e ajude quem mais precisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em menos de um ano, moradores de Ilh\u00e9us, na Bahia, viveram duas vezes o medo de perder suas casas ap\u00f3s chuvas intensas<\/p>\n","protected":false},"author":67,"featured_media":44860,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"not set","p4_local_project":"not set","p4_basket_name":"not set","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[48],"tags":[42],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-44859","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-climatica","tag-justica-climatica","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/67"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44859"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44859\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44902,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44859\/revisions\/44902"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44859"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=44859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}