{"id":46072,"date":"2023-03-10T15:24:00","date_gmt":"2023-03-10T18:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=46072"},"modified":"2023-04-28T15:35:58","modified_gmt":"2023-04-28T18:35:58","slug":"alertas-de-desmatamento-chega-a-322-km2-na-amazonia-e-bate-novo-recorde-governo-deve-encontrar-novas-solucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/alertas-de-desmatamento-chega-a-322-km2-na-amazonia-e-bate-novo-recorde-governo-deve-encontrar-novas-solucoes\/","title":{"rendered":"Alertas de desmatamento chega a 322 Km\u00b2 na Amaz\u00f4nia e bate novo recorde; governo deve encontrar novas solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>A volta do PPCDAm e do Fundo Amaz\u00f4nia pode auxiliar no combate ao desmatamento que registrou em fevereiro um aumento de 61,8% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas no ano passado<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/04\/fa233bb5-gp1symmy_web_size_with_credit_line-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-46074\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/04\/fa233bb5-gp1symmy_web_size_with_credit_line-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/04\/fa233bb5-gp1symmy_web_size_with_credit_line-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/04\/fa233bb5-gp1symmy_web_size_with_credit_line-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/04\/fa233bb5-gp1symmy_web_size_with_credit_line-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/04\/fa233bb5-gp1symmy_web_size_with_credit_line.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Monitoramento de Desmatamento e Queimadas na Amaz\u00f4nia em 2022 | Foto: Christian Braga \/ Greenpeace Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, 10 de mar\u00e7o de 2023 &#8211;&nbsp; <\/strong>Fevereiro bateu o recorde de alertas de desmatamento da s\u00e9rie hist\u00f3rica, chegando a 322 km\u00b2, conforme os dados apresentados hoje (10) pelo sistema Deter-B, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). Os dados representam um aumento de 61,8% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas no ano de 2022, que chegou a 199 km\u00b2 de \u00e1rea desmatada. Os estados que concentram as maiores \u00e1reas de alertas de desmatamento s\u00e3o o Mato Grosso com 162 km\u00b2 (50,3% do total), seguido de Par\u00e1 e Amazonas, ambos com 46 km\u00b2&nbsp; (14.2% do total).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>J\u00e1 no m\u00eas de janeiro, o acumulado de alertas de desmatamento foi de 167 km\u00b2, registrando uma queda de 61% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo em 2022. Para R\u00f4mulo Batista, porta-voz de Amaz\u00f4nia do Greenpeace Brasil, o aumento dos alertas de desmatamento em fevereiro, comparado ao ano anterior, pode ser interpretado por in\u00fameros fatores: \u201cPrimeiro, \u00e9 necess\u00e1rio entender a metodologia do programa de monitoramento realizado pelo INPE, que \u00e9 refer\u00eancia nacional e internacional. Os sistemas s\u00e3o baseados em sat\u00e9lites \u00f3pticos e eles n\u00e3o conseguem enxergar abaixo das nuvens. Isso pode ter sido respons\u00e1vel por essas diferen\u00e7as t\u00e3o grandes nos dois primeiros meses, tendo em vista que estamos no inverno amaz\u00f4nico que se caracteriza pelas chuvas e coberturas de nuvens muito intensas. Ou seja, parte do desmatamento que foi registrado agora em fevereiro poderia ser do m\u00eas de janeiro ou at\u00e9 mesmo de outros meses anteriores, e tamb\u00e9m n\u00e3o basta olharmos apenas a quantidade de nuvens que temos a cada m\u00eas, mas tamb\u00e9m entender onde elas est\u00e3o, j\u00e1 que a regi\u00e3o sul e sudeste da Amaz\u00f4nia s\u00e3o as fronteiras de desmatamento mais ativos e a cobertura de nuvens n\u00e3o s\u00e3o homog\u00e9nea na Amaz\u00f4nia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A troca no comando do governo federal, considerando que o anterior era favor\u00e1vel ao desmatamento, tamb\u00e9m pode ser um dos fatores que corroboram esse aumento: \u201cAcabamos de sair de um governo que apoiava o desmatamento. Enquanto a fiscaliza\u00e7\u00e3o e o controle n\u00e3o chegam em todo territ\u00f3rio, os desmatadores ilegais podem estar aproveitando para expandir esse desmatamento enquanto essas a\u00e7\u00f5es do Estado n\u00e3o incidem sobre o territ\u00f3rio\u201d, salienta R\u00f4mulo.<\/p>\n\n<p>H\u00e1 uma movimenta\u00e7\u00e3o por parte do atual governo para redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, como os retornos do Plano de A\u00e7\u00e3o para Preven\u00e7\u00e3o e Controle do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal (PPCDAm) e do Fundo Amaz\u00f4nia, este que tem mais de R$ 3 bilh\u00f5es que podem ser usados tamb\u00e9m para financiar a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o, ambos foram essenciais para redu\u00e7\u00e3o do desmatamento entre 2004 e 2012 mas ainda n\u00e3o \u00e9 o bastante: \u201cForam iniciativas que j\u00e1 surtiram efeito no passado, no entanto o momento agora \u00e9 outro. A Amaz\u00f4nia e o Brasil de hoje n\u00e3o \u00e9 o mesmo de 10, 20 anos atr\u00e1s. Vai ser necess\u00e1rio muito mais trabalho repondo os quadros de fiscais ambiental e tamb\u00e9m inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, legais e infralegais, para combater as queimadas, o desmatamento, a viol\u00eancia contra os povos da florestas e o garimpo ilegal, que n\u00e3o s\u00f3 estiveram fora do controle, como foram apoiados pelo \u00faltimo governo\u201d. Finaliza R\u00f4mulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A volta do PPCDAm e do Fundo Amaz\u00f4nia pode auxiliar no combate ao desmatamento que registrou em fevereiro um aumento de 61,8% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas no ano passado<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":46074,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,5],"tags":[46],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-46072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-greenpeace","tag-desmatamento","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46072"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46072\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46076,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46072\/revisions\/46076"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46074"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46072"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=46072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}