{"id":46433,"date":"2023-05-22T16:02:45","date_gmt":"2023-05-22T19:02:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=46433"},"modified":"2025-07-02T04:22:57","modified_gmt":"2025-07-02T07:22:57","slug":"como-o-garimpo-ameaca-a-biodiversidade-da-amazonia-em-4-pontos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/como-o-garimpo-ameaca-a-biodiversidade-da-amazonia-em-4-pontos\/","title":{"rendered":"Como o garimpo amea\u00e7a a biodiversidade da Amaz\u00f4nia em 4 pontos"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">De ca\u00e7a ilegal \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de rios que servem como ber\u00e7\u00e1rios para esp\u00e9cies de peixes, o rastro de destrui\u00e7\u00e3o da atividade garimpeira vai muito al\u00e9m do merc\u00fario!<br><br><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/05\/aea2e9ca-gp0jy5-1-1024x683.jpg\" title=\"Foto de um peixe morto por conta de seca severa em rio na Amaz\u00f4nia.\" alt=\"Foto de um peixe morto por conta de seca severa em rio na Amaz\u00f4nia. \" class=\"wp-image-46436\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/05\/aea2e9ca-gp0jy5-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/05\/aea2e9ca-gp0jy5-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/05\/aea2e9ca-gp0jy5-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/05\/aea2e9ca-gp0jy5-1-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/05\/aea2e9ca-gp0jy5-1.jpg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto ilustrando a perda da biodiversidade por conta do garimpo na Amaz\u00f4nia. Na imagem h\u00e1 um peixe morto. <div class=\"credit icon-left\"> \u00a9  Greenpeace \/ Alberto Cesar Ara\u00fajo<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A Amaz\u00f4nia brasileira \u00e9 um dos biomas mais ricos e diversos do mundo, lar de centenas de povos e milh\u00f5es de esp\u00e9cies, muitas delas ainda desconhecidas pela ci\u00eancia. Apesar disso, o bioma vem sendo sistematicamento destru\u00eddo por atividades econ\u00f4micas incapazes de conviver com a floresta, como \u00e9 o caso do garimpo.&nbsp;<\/p>\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade que a atividade garimpeira vem se espalhando por toda a Amaz\u00f4nia, amea\u00e7ando terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o &#8211; de onde saem ilegalmente toneladas de ouro e outros minerais -, assim como toda a sa\u00fade p\u00fablica dos mais de 30 milh\u00f5es de pessoas que habitam a regi\u00e3o &#8211; em especial, os povos ind\u00edgenas -, por meio da contamina\u00e7\u00e3o pelo merc\u00fario.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Neste 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, tamb\u00e9m n\u00e3o podemos nos esquecer que, n\u00e3o bastasse ser uma amea\u00e7a aos diversos povos da Amaz\u00f4nia, o garimpo tamb\u00e9m se expande \u00e0 custa da morte de rios que servem de ber\u00e7\u00e1rios para a reprodu\u00e7\u00e3o da vida aqu\u00e1tica em bacias importantes para a conserva\u00e7\u00e3o do bioma amaz\u00f4nico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Listamos abaixo quatro formas que mostram como o garimpo vem afetando a biodiversidade amaz\u00f4nica:<br><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center has-grey-05-color has-orange-hover-background-color has-text-color has-background\"><strong>1- Com pistas de pouso clandestinas no meio da floresta<\/strong>:<\/p>\n\n<p>Um <a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/cerca-de-um-terco-das-pistas-de-pouso-na-amazonia--esta-dentro-de-alguma-area-protegida\">levantamento do MapBiomas mostrou que existem 320 pistas de pouso<\/a> no interior de terras ind\u00edgenas sendo operadas pelos garimpeiros. Apenas dentro da terra ind\u00edgena Yanomami, s\u00e3o 75 pistas de pouso. E para construir essas pistas, \u00e9 preciso derrubar muita \u00e1rvore e vegeta\u00e7\u00e3o nativa.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center has-grey-05-color has-orange-hover-background-color has-text-color has-background\"><strong>2- Com a ca\u00e7a ilegal promovida pelos garimpeiros<\/strong>:<\/p>\n\n<p>Pois \u00e9, n\u00e3o s\u00e3o somente os produtos usados pelo garimpo que destroem a biodiversidade local, mas os pr\u00f3prios garimpeiros, que ca\u00e7am animais na floresta para se alimentarem.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Um <a href=\"https:\/\/imazon.org.br\/impactos-da-garimpagem-de-ouro-na-amazonia-n-2\/\">estudo<\/a> do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon) mostrou que a presen\u00e7a de garimpeiros afeta de maneira s\u00e9ria a vida silvestre ao redor dos rios. Os garimpeiros ca\u00e7am indiscriminadamente macacos, pacas, cotias, tatus e capivaras, entre outros animais. Acontece que v\u00e1rias dessas esp\u00e9cies se alimentam de frutos e desempenham pap\u00e9is importantes nos processos de dispers\u00e3o de sementes e poliniza\u00e7\u00e3o. \u00c0 medida que o tamanho de uma determinada popula\u00e7\u00e3o de animais diminui, essas fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas ficam comprometidas.<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center has-grey-05-color has-orange-hover-background-color has-text-color has-background\"><strong>3- Pela contamina\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00e3o dos ecossistemas aqu\u00e1ticos<\/strong>:<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m do merc\u00fario, a atividade garimpeira lan\u00e7a diversos outros sedimentos nos rios. Munidos de escavadeiras e sistemas hidr\u00e1ulicos de alta press\u00e3o (Bico Jato), os garimpos s\u00e3o em grande medida uma das principais fontes de sedimento para os rios da regi\u00e3o, em especial ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o das escavadeiras hidr\u00e1ulicas, que&nbsp; conseguem destruir em&nbsp; um dia&nbsp; o que tr\u00eas&nbsp; garimpeiros levariam 40 dias para destruir, segundo o relat\u00f3rio publicado pelo Greenpeace Brasil, em parceria com o Greenpeace do leste asi\u00e1tico,<a href=\"https:\/\/amazonialivredegarimpo.org.br\/\"> \u201cParem as M\u00e1quinas: por uma Amaz\u00f4nia livre de garimpo\u201d<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Esses sedimentos aumentam a turbidez, reduzindo a entrada de luz na \u00e1gua. Assim, peixes que dependem de luz para ca\u00e7ar s\u00e3o muito prejudicados e diversas din\u00e2micas de predadores e presas s\u00e3o modificadas. Os sedimentos tamb\u00e9m podem afetar processos respirat\u00f3rios dos peixes, grudando nas br\u00e2nquias (os gr\u00e3os respirat\u00f3rios) desses animais e interferindo nas trocas gasosas.<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center has-grey-05-color has-orange-hover-background-color has-text-color has-background\"><strong>4- Pela localiza\u00e7\u00e3o dos garimpos, geralmente em \u00e1reas de desova de peixes<\/strong>:<\/p>\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">O garimpo ilegal na Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m afeta esp\u00e9cies de peixes que dependem das cabeceiras de rios para seus processos de desova, uma vez que os garimpos ocorrem majoritariamente nesses lugares.<br><br><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-grey-80-color\"><strong>O que \u00e9 biodiversidade, afinal?<\/strong><br><\/mark><br>Em 2022, o Greenpeace Brasil organizou uma expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica pelo rio Manicor\u00e9, no interior do Amazonas, para estudar as esp\u00e9cies de uma floresta p\u00fablica at\u00e9 ent\u00e3o nunca estudada. Foi a expedi\u00e7\u00e3o A<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-sapinho-do-tinder\/\"> Amaz\u00f4nia que Precisamos<\/a>.<\/p>\n\n<p>Em uma das v\u00e1rias incurs\u00f5es pela floresta com uma equipe de bot\u00e2nicos, ouvimos a professora Martinha &#8211; Marta Regina, da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) &#8211; lamentar que \u201co desmatamento e o garimpo est\u00e3o destruindo esp\u00e9cies que nem tivemos a chance de conhecer ainda\u201d, dizia.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Martinha sempre nos lembrava que ainda n\u00e3o conhecemos nem estudamos metade dos 5 milh\u00f5es de km\u00b2 da Amaz\u00f4nia e, por isso, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar o quanto a Amaz\u00f4nia \u00e9, de fato, biodiversa. Ou melhor, megabiodiversa.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cO que sabemos \u00e9 que tem mais vida embaixo da terra do que na sua superf\u00edcie\u201d, afirma a bot\u00e2nica, nos lembrando que os solos abrigam um mundo m\u00e1gico de milhares de microrganismos, importantes para a produ\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios, \u00e0 agricultura e at\u00e9 \u00e0 qualidade e quantidade de alimentos que consumimos. \u201cTem um mundo invis\u00edvel sob nossos p\u00e9s\u201d, dizia Martinha.<\/p>\n\n<p>O quanto a Amaz\u00f4nia \u00e9 megabiodiversa? N\u00e3o sabemos. O que sabemos \u00e9 que precisamos parar de destruir a floresta para que pelo menos tenhamos a chance de conhecer a variedade de vida existente na Amaz\u00f4nia. Chega de garimpo e desmatamento, a Amaz\u00f4nia precisa urgentemente de um novo modelo de desenvolvimento que n\u00e3o seja baseado na destrui\u00e7\u00e3o. Chega de garimpo na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/amazonialivredegarimpo.org.br\/\">Voc\u00ea tamb\u00e9m apoia uma Amaz\u00f4nia Livre de Garimpo? Ent\u00e3o assine a nossa peti\u00e7\u00e3o!<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De ca\u00e7a ilegal \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de rios que servem como ber\u00e7\u00e1rios para esp\u00e9cies de peixes, o rastro de destrui\u00e7\u00e3o da atividade garimpeira vai muito al\u00e9m do merc\u00fario!<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":46436,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[26,60],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-46433","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-biodiversidade","tag-garimpo","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46433"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46433\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58526,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46433\/revisions\/58526"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46433"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=46433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}