{"id":46838,"date":"2023-06-13T11:42:45","date_gmt":"2023-06-13T14:42:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=46838"},"modified":"2025-07-02T04:22:47","modified_gmt":"2025-07-02T07:22:47","slug":"amazonia-a-importancia-de-conhecer-para-proteger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/amazonia-a-importancia-de-conhecer-para-proteger\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia: a import\u00e2ncia de conhecer para proteger"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">H\u00e1 um ano, embarc\u00e1vamos pelo cora\u00e7\u00e3o de uma importante floresta p\u00fablica do Amazonas para conhecer todos os tipos de vidas que habitam ali. Em menos de um m\u00eas, encontramos mais de 600 esp\u00e9cies.<br><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/06\/a22226f8-gp1sxnzf-1-1024x683.jpg\" title=\"Expedi\u00e7\u00e3o \u201cAmaz\u00f4nia Que Precisamos\u201d no Amazonas - Pesquisadores de Herpetofauna<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Tuane Fernandes \/ Greenpeace<\/div>&#8221; alt=&#8221;Expedi\u00e7\u00e3o \u201cAmaz\u00f4nia Que Precisamos\u201d no Amazonas &#8211; Pesquisadores de Herpetofauna<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Tuane Fernandes \/ Greenpeace<\/div>&#8221; class=&#8221;wp-image-46840&#8243;\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Expedi\u00e7\u00e3o \u201cAmaz\u00f4nia Que Precisamos\u201d no Amazonas &#8211; Pesquisadores de Herpetofauna<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Tuane Fernandes \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Dizem que \u201co que os olhos n\u00e3o veem, o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o sente\u201d. Talvez seja por isso que muitos defendem uma economia da destrui\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia: olhando de cima, muitos n\u00e3o veem a quantidade de vidas que habita aquela gigantesca mancha verde formada por milh\u00f5es de \u00e1rvores e rios sinuosos.<\/p>\n\n<p>Pensando nisso, h\u00e1 um ano, o Greenpeace Brasil embarcava na expedi\u00e7\u00e3o \u201c<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/expedicao-a-amazonia-que-precisamos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Amaz\u00f4nia que Precisamos<\/a>\u201d rumo ao interior do Amazonas, com destino a Manicor\u00e9, a quinta \u00e1rea mais desmatada do estado desde 2015. Formada por um mosaico de Terras Ind\u00edgenas (TIs), florestas e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs), a regi\u00e3o tem mais de 1,3 milh\u00e3o de hectares de florestas p\u00fablicas n\u00e3o destinadas &#8211; terras de dom\u00ednio p\u00fablico que ainda n\u00e3o foram designadas para um uso espec\u00edfico, como a cria\u00e7\u00e3o de UCs e TIs, ou a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e a reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n\n<p>A partir do porto de Manaus, navegamos por tr\u00eas dias at\u00e9 atracar no rio Manicor\u00e9. Sim, era longe. Levamos conosco 27 pesquisadores incr\u00edveis do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e outras quatro institui\u00e7\u00f5es para estudar a biodiversidade da regi\u00e3o, al\u00e9m de<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/fake-news-pelas-curvas-do-rio-na-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> lideran\u00e7as ribeirinhas<\/a> que nasceram no meio daquelas florestas. Sim, h\u00e1 fam\u00edlias inteiras vivendo ali &#8211; cerca de 4 mil pessoas no total.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em quase um m\u00eas de expedi\u00e7\u00e3o, assistimos entusiasmados aos pesquisadores trabalharem dia e noite &#8211; muitas vezes em conjunto com os ribeirinhos &#8211; para estudarem as esp\u00e9cies de aves, r\u00e9pteis, mam\u00edferos e plantas da regi\u00e3o. Dentre elas, vale destacar que foram encontradas em Manicor\u00e9:<\/p>\n\n<ul class=\"has-gp-green-background-color has-background wp-block-list\">\n<li class=\"has-medium-font-size\">34 esp\u00e9cies de aves com import\u00e2ncia global e outras 13 esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">257 esp\u00e9cies de plantas, 76 esp\u00e9cies de fungos e 77 de bri\u00f3fitas;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">115 esp\u00e9cies de peixes, sendo que quatro delas est\u00e3o sendo estudadas como potenciais novas esp\u00e9cies para a ci\u00eancia;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">40 esp\u00e9cies de anf\u00edbios e 34 de r\u00e9pteis;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Um potencial de at\u00e9 84 esp\u00e9cies de mam\u00edferos;<\/li>\n<\/ul>\n\n<p><strong>O esp\u00edrito de Chico Mendes<\/strong><\/p>\n\n<p>Dentre v\u00e1rios achados cient\u00edficos nas florestas p\u00fablicas de Manicor\u00e9, dois nos emocionaram, especialmente. O primeiro trata-se de uma esp\u00e9cie de p\u00e1ssaro que havia sido registrada anteriormente, muito distante dali. Como tal esp\u00e9cie bateu asas e voou para t\u00e3o longe? \u00c9 o que os ornit\u00f3logos est\u00e3o investigando. Por ora, como uma homenagem ao ativista que fez a import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia ressoar mundo afora, os pesquisadores batizaram o<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/nos-precisamos-fazer-o-que-e-certo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> p\u00e1ssaro de Chico Mendes<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201c<em>Ao trazer este passarinho desconhecido \u00e0 luz da ci\u00eancia, invocamos o esp\u00edrito de Chico Mendes para nos ajudar a fazer o certo\u201d, diz o texto etimol\u00f3gico escrito por um dos ornit\u00f3logos.<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/06\/326e8cdb-gp1sxnwo_pressmedia-1024x683.jpg\" title=\"Pesquisadora de Avifauna durante a expedi\u00e7\u00e3o &#039;&#039;Amaz\u00f4nia Que Precisamos&#039;&#039;\" alt=\"Pesquisadora de  Avifauna durante a expedi\u00e7\u00e3o ''Amaz\u00f4nia Que Precisamos'' \" class=\"wp-image-46842\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/06\/326e8cdb-gp1sxnwo_pressmedia-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/06\/326e8cdb-gp1sxnwo_pressmedia-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/06\/326e8cdb-gp1sxnwo_pressmedia-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/06\/326e8cdb-gp1sxnwo_pressmedia-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/06\/326e8cdb-gp1sxnwo_pressmedia-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/06\/326e8cdb-gp1sxnwo_pressmedia-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisadora de Avifauna durante a expedi\u00e7\u00e3o &#8221;Amaz\u00f4nia Que Precisamos&#8221; <div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Tuane Fernandes \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O segundo, trata-se de uma nova leguminosa encontrada nas florestas de v\u00e1rzea inundada (igap\u00f3), batizada pelos bot\u00e2nicos de \u201cPaulo Boca\u201d, uma homenagem ao parabot\u00e2nico Paulo Ap\u00f3stolo Costa Lima Assun\u00e7\u00e3o, o Paulo Boca, que morreu de Covid-19 durante a pandemia sem conseguir dar adeus \u00e0s florestas que tanto conhecia e amava.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para quem n\u00e3o sabe, <a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/essenciais-para-pesquisa-na-amaz%C3%B4nia-parabot%C3%A2nicos-correm-risco-de-desaparecer\/a-62623985\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">parabot\u00e2nicos s\u00e3o pessoas locais que foram treinadas por pesquisadores bot\u00e2nicos<\/a> para ajudarem a identificar esp\u00e9cies no meio da floresta. S\u00e3o important\u00edssimos profissionais que misturam conhecimento tradicional com cient\u00edfico, que sabem como andar na floresta, navegar nos rios e escalar \u00e1rvores gigantes. Assim como a floresta amaz\u00f4nica, tal profiss\u00e3o est\u00e1 amea\u00e7ada por falta de incentivo e recursos, restando poucos parabot\u00e2nicos em atividade atualmente.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Terras de ningu\u00e9m? N\u00e3o!<\/strong><\/p>\n\n<p>Contrapondo a economia da destrui\u00e7\u00e3o defendida pela bancada ruralista do Congresso Nacional, o objetivo da expedi\u00e7\u00e3o \u201cA Amaz\u00f4nia que Precisamos\u201d era o de discutir duas coisas essenciais quando pensamos na prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia:&nbsp;<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-medium-font-size\">Apoiar novos modelos de desenvolvimento econ\u00f4mico para a regi\u00e3o que sejam baseados no potencial da floresta, no conhecimento de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e tradicionais;<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-medium-font-size\">Incentivar a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e o conhecimento na Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Apesar das florestas p\u00fablicas serem consideradas pelos invasores como \u201cterra de ningu\u00e9m\u201d, grande parte das terras n\u00e3o destinadas na Amaz\u00f4nia s\u00e3o, h\u00e1 muitos anos, habitadas por popula\u00e7\u00f5es tradicionais que fazem uso ancestral e cultural dos locais, com casas de farinha de mandioca, agroflorestas e produ\u00e7\u00e3o artesanal de \u00f3leos naturais com fins medicinais, entre tantos outros conhecimentos. S\u00e3o popula\u00e7\u00f5es essenciais para a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, mas que n\u00e3o possuem o t\u00edtulo fundi\u00e1rio das suas terras, estando expostas a invas\u00f5es e viol\u00eancia.<\/p>\n\n<p>Por isso, tamb\u00e9m participaram da expedi\u00e7\u00e3o as lideran\u00e7as Central das Associa\u00e7\u00f5es Agroextrativistas do rio Manicor\u00e9 (Caarim), que batalha h\u00e1 16 anos pela cria\u00e7\u00e3o de uma Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (RDS), um tipo de UC categorizada como de \u201cuso sustent\u00e1vel\u201d, onde \u00e9 poss\u00edvel aliar a conserva\u00e7\u00e3o da natureza com o uso sustent\u00e1vel de parte dos recursos naturais.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Apesar da luta dos ribeirinhos, a regi\u00e3o do Manicor\u00e9 sofre com invas\u00f5es de grileiros, extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira e expans\u00e3o predat\u00f3ria da pecu\u00e1ria e da produ\u00e7\u00e3o de soja h\u00e1 d\u00e9cadas. Essa n\u00e3o \u00e9 a Amaz\u00f4nia que precisamos. A Amaz\u00f4nia que precisamos \u00e9 a da floresta em p\u00e9, dos rios saud\u00e1veis e dos povos tradicionais vivos &#8211; povos esses&nbsp; sabidamente chamados por Chico Mendes de \u201cpovos da floresta\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Todo o nosso respeito \u00e0s comunidades ribeirinhas do rio Manicor\u00e9 e \u00e0s lideran\u00e7as que estiveram com o Greenpeace Brasil na expedi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Todo o nosso respeito aos pesquisadores e parabot\u00e2nicos que tamb\u00e9m embarcaram conosco nessa miss\u00e3o, e a tantos outros que passam mais tempo no ch\u00e3o da floresta do que no conforto de suas casas e fam\u00edlias.&nbsp;<\/p>\n\n<p>E por falar em povos da floresta, lembramos que garantir os direitos dos povos ind\u00edgenas tamb\u00e9m \u00e9 fundamental. Junte-se a mais de 400 mil pessoas:<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-cta\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/marco-temporal-nao\/\"> Participe do abaixo-assinado pela rejei\u00e7\u00e3o do Marco Temporal!<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um ano, embarc\u00e1vamos pelo cora\u00e7\u00e3o de uma importante floresta p\u00fablica do Amazonas para conhecer todos os tipos de vidas que habitam ali.<\/p>\n","protected":false},"author":100,"featured_media":46840,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,5],"tags":[22,26],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-46838","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-greenpeace","tag-florestas","tag-biodiversidade","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/100"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46838"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46838\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58524,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46838\/revisions\/58524"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46838"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=46838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}