{"id":47483,"date":"2023-07-10T11:15:00","date_gmt":"2023-07-10T14:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=47483"},"modified":"2023-08-23T00:04:17","modified_gmt":"2023-08-23T03:04:17","slug":"paises-vao-discutir-possibilidade-de-mineracao-em-aguas-profundas-greenpeace-alerta-para-riscos-ambientais-incalculaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/paises-vao-discutir-possibilidade-de-mineracao-em-aguas-profundas-greenpeace-alerta-para-riscos-ambientais-incalculaveis\/","title":{"rendered":"Pa\u00edses v\u00e3o discutir possibilidade de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas; Greenpeace alerta para riscos ambientais incalcul\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Explora\u00e7\u00e3o do fundo do mar pode destruir bioma sens\u00edvel e intocado, com repercuss\u00f5es negativas imprevis\u00edveis em todo o planeta;<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Oceanos s\u00e3o um dos principais aliados no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas &#8211; nos \u00faltimos dois s\u00e9culos, t\u00eam absorvido metade de toda a polui\u00e7\u00e3o de carbono produzida pela atividade humana;<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"451\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/07\/b79899c6-gp0stqhby_web_size_with_credit_line.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-47484\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/07\/b79899c6-gp0stqhby_web_size_with_credit_line.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/07\/b79899c6-gp0stqhby_web_size_with_credit_line-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/07\/b79899c6-gp0stqhby_web_size_with_credit_line-768x433.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/07\/b79899c6-gp0stqhby_web_size_with_credit_line-510x288.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Corais da Amaz\u00f4nia | Foto: \u00a9 Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, 10 julho de 2023 &#8211; <\/strong>A partir de segunda-feira (10), a <a href=\"https:\/\/www.isa.org.jm\/\">Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos<\/a> (ISA, na sigla em ingl\u00eas para <em>International Seabed Authority<\/em>), \u00f3rg\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, vai se reunir em Kingston (Jamaica) para deliberar sobre a possibilidade de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas internacionais. O Greenpeace Brasil, que vai acompanhar presencialmente o evento, alerta que \u00e9 necess\u00e1rio frear a explora\u00e7\u00e3o das profundezas do oceano antes mesmo que ela se inicie.<\/p>\n\n<p>Se forem permitidas as atividades econ\u00f4micas deste setor, m\u00e1quinas gigantescas, que pesam mais do que uma baleia azul, chegar\u00e3o ao fundo dos oceanos destruindo um bioma extremamente sens\u00edvel e ainda intocado, que precisa de prote\u00e7\u00e3o. Participam do ISA pa\u00edses signat\u00e1rios da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Direito do Mar, entre os quais est\u00e1 o Brasil.<\/p>\n\n<p>Enrico Marone, porta-voz do Greenpeace Brasil sobre Oceanos, vai participar do encontro, previsto para ocorrer at\u00e9 28 de julho na capital jamaicana. &#8220;\u00c9 fundamental que os pa\u00edses impe\u00e7am a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas, para assegurar a prote\u00e7\u00e3o de longo prazo aos oceanos&#8221;, afirma Marone. &#8220;Os impactos ainda s\u00e3o incalcul\u00e1veis, mas certamente desastrosos &#8211; equipamentos pesados de minera\u00e7\u00e3o causariam danos graves e irrepar\u00e1veis aos ecossistemas do oceano profundo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O especialista ainda complementa que \u201ca polui\u00e7\u00e3o sonora e luminosa gerada pela minera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode afetar as criaturas marinhas. Os mam\u00edferos marinhos, como as baleias, por exemplo, usam o som como principal meio de comunica\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o no oceano e podem ser impactadas pela perturba\u00e7\u00e3o sonora causada pelas m\u00e1quinas\u201d.<\/p>\n\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es da ONU, os oceanos geram 50% do oxig\u00eanio necess\u00e1rio para a vida humana, absorvem 25% de todas as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono e capturam 90% do excesso de calor gerado por essas emiss\u00f5es. N\u00e3o s\u00e3o apenas &#8216;os pulm\u00f5es do planeta&#8217;, mas tamb\u00e9m seu maior &#8216;sumidouro de carbono&#8217; \u2013 uma prote\u00e7\u00e3o vital contra os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Atividades mineradoras nos oceanos podem causar danos irrevers\u00edveis ao planeta, com altera\u00e7\u00f5es no ciclo do carbono que podem alterar o clima global.<\/p>\n\n<p>Atualmente, a ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode atuar em \u00e1guas internacionais, mas n\u00e3o h\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o definitiva sobre o tema e h\u00e1 enorme press\u00e3o de empresas e governos para que a atividade seja permitida, devido \u00e0s grandes quantidades de metais e min\u00e9rios presentes no fundo do mar.<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m de impactar a biodiversidade dos oceanos, a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas tamb\u00e9m poderia colocar em risco os meios de subsist\u00eancia das comunidades costeiras e pesqueiras das ilhas do Pac\u00edfico, onde est\u00e3o sendo realizados testes de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p><strong>Campanha global do Greenpeace&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p>A campanha Parem a Minera\u00e7\u00e3o em \u00c1guas Profundas (Stop Deep Sea Mining) \u00e9 uma mobiliza\u00e7\u00e3o global que, em 2023, tem como objetivo principal impedir que a ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas consiga autoriza\u00e7\u00e3o para iniciar suas atividades ainda este<\/p>\n\n<p>ano, pressionando os governos para que se posicionem contra a atividade.<\/p>\n\n<p>O setor da minera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas visa encontrar metais e min\u00e9rios para process\u00e1-los e vend\u00ea-los para a ind\u00fastria de tecnologia. Elementos como mangan\u00eas, cobre, l\u00edtio, cobalto, entre outros, s\u00e3o usados em produtos eletr\u00f4nicos como smartphones, computadores e desenvolvimento de baterias no geral.<br><br>Embora a atividade ainda n\u00e3o seja autorizada em \u00e1guas internacionais, a press\u00e3o das empresas \u00e9 enorme. O que est\u00e1 em jogo precisamente s\u00e3o as \u00e1guas que est\u00e3o para al\u00e9m das denominadas Zonas Econ\u00f4micas Exclusivas (ZEE) &#8211; faixas localizadas al\u00e9m das \u00e1guas territoriais sobre a qual cada pa\u00eds costeiro tem prioridade para a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos naturais. Saiba mais sobre o assunto<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-e-a-mineracao-em-aguas-profundas\/\"> aqui.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo, julho de 2023 &#8211; A partir de segunda-feira (10), a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em ingl\u00eas para International Seabed Authority), \u00f3rg\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":47484,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[48,64],"tags":[7,47,27],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-47483","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-climatica","category-oceanos","tag-energia","tag-internacional","tag-oceanos","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47483","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47483"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47483\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47485,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47483\/revisions\/47485"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47484"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47483"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=47483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}