{"id":48318,"date":"2023-08-29T12:14:05","date_gmt":"2023-08-29T15:14:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=48318"},"modified":"2023-08-29T12:17:34","modified_gmt":"2023-08-29T15:17:34","slug":"derramamento-de-petroleo-no-ne-completa-4-anos-e-pescadores-ainda-lutam-por-reparacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/derramamento-de-petroleo-no-ne-completa-4-anos-e-pescadores-ainda-lutam-por-reparacao\/","title":{"rendered":"Derramamento de petr\u00f3leo no NE completa 4 anos e pescadores ainda lutam por repara\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Consequ\u00eancias do vazamento criminoso ainda impactam comunidades, que se preocupam com novos projetos de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo&nbsp;<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/90b57653-whatsapp-image-2023-08-29-at-11.02.23-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-48320\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/90b57653-whatsapp-image-2023-08-29-at-11.02.23-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/90b57653-whatsapp-image-2023-08-29-at-11.02.23-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/90b57653-whatsapp-image-2023-08-29-at-11.02.23-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/90b57653-whatsapp-image-2023-08-29-at-11.02.23-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/90b57653-whatsapp-image-2023-08-29-at-11.02.23-453x340.jpeg 453w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/90b57653-whatsapp-image-2023-08-29-at-11.02.23.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ativistas da campanha Mar de Luta realizaram protesto nesta ter\u00e7a (29), em Bras\u00edlia, para denunciar os impactos do derramamento (Foto: Mar de Luta\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>\u201cO<strong> desespero foi t\u00e3o grande<\/strong>, que a gente mesmo colocou as m\u00e3os naquele petr\u00f3leo. N\u00e3o era adequado, mas<strong> a gente queria tirar aquela coisa preta dali<\/strong>\u201d, recorda a pescadora Rita de C\u00e1ssia sobre <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/manchas-de-petroleo-no-nordeste-mostram-o-despreparo-do-governo-na-questao-ambiental\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/manchas-de-petroleo-no-nordeste-mostram-o-despreparo-do-governo-na-questao-ambiental\/\" target=\"_blank\">as manchas de \u00f3leo cru <\/a>que h\u00e1 quatro anos chegavam \u00e0 Praia do Pirangi, no munic\u00edpio Parnamirim, no Rio Grande do Norte.<\/p>\n\n<p>Ela, que se dedica \u00e0 pesca de mariscos desde os 7 anos e carrega com orgulho o of\u00edcio aprendido com a av\u00f3, chegou a pensar que <strong>o derramamento de \u00f3leo que atingiu mais de mil localidades<\/strong> da costa brasileira entre Maranh\u00e3o e Rio de Janeiro, daria fim \u00e0 atividade que sempre garantiu o sustento de sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n<p>\u201cS\u00f3 quem sentiu na pele \u00e9 quem sabe.<strong> Veio na cabe\u00e7a que a nossa vida tinha acabado, que o mar n\u00e3o ia voltar a ser o que era<\/strong>. A gente chegava com o nosso pescado e n\u00e3o tinha para quem vender. Chegamos a entregar um quilo do melhor peixe por R$ 3 ao atravessador\u201d,&nbsp; lamenta a potiguar, que mora em Macau e faz parte da Articula\u00e7\u00e3o Nacional das Pescadoras do Brasil (ANP).<\/p>\n\n<p>As primeiras manchas de \u00f3leo daquele que se tornaria a maior trag\u00e9dia ambiental brasileira em extens\u00e3o come\u00e7aram a aparecer no dia 30 de agosto de 2019, na Para\u00edba. Nas semanas seguintes, <strong>mais de 3 mil km\u00b2 em 11 estados litor\u00e2neos <\/strong>foram atingidos.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/0500533c-gp0stu3r6_medium_res-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-48323\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/0500533c-gp0stu3r6_medium_res-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/0500533c-gp0stu3r6_medium_res-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/0500533c-gp0stu3r6_medium_res-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/0500533c-gp0stu3r6_medium_res-453x340.jpg 453w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/0500533c-gp0stu3r6_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Primeiras manchas de \u00f3leo come\u00e7aram a aparecer no litoral brasileiro no dia 30 de agosto de 2019; Na imagem, moradores limpam praia de Recife (PE) (Foto: Joyce Farias\/Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Os <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org.br\/relatorio-anual-2019\/oleo-no-nordeste\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org.br\/relatorio-anual-2019\/oleo-no-nordeste\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">n\u00fameros trazem a dimens\u00e3o da trag\u00e9dia<\/a>, que segue impactando as comunidades. Rita de C\u00e1ssia conta que a situa\u00e7\u00e3o financeira das fam\u00edlias ainda est\u00e1 fragilizada e que, at\u00e9 hoje, h\u00e1 receio na hora da venda dos mariscos e do pescado diante da possibilidade de consumo de peixes contaminados.&nbsp;<\/p>\n\n<p>E n\u00e3o \u00e9 pra menos: em Pirangi, algumas manchas ainda aparecem com certa frequ\u00eancia. \u201c<strong>O \u00f3leo fica dentro dos mangues.<\/strong> A mar\u00e9 vai desenganchando o \u00f3leo da raiz do mangue e trazendo aos poucos, descolando da ostra, do sururu, que vai morrendo com aquele \u00f3leo.\u201d<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/666f95c2-whatsapp-image-2023-08-23-at-12.52.01-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-48322\" width=\"384\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/666f95c2-whatsapp-image-2023-08-23-at-12.52.01-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/666f95c2-whatsapp-image-2023-08-23-at-12.52.01-225x300.jpeg 225w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/666f95c2-whatsapp-image-2023-08-23-at-12.52.01-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/666f95c2-whatsapp-image-2023-08-23-at-12.52.01-1025x1366.jpeg 1025w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/666f95c2-whatsapp-image-2023-08-23-at-12.52.01-255x340.jpeg 255w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/666f95c2-whatsapp-image-2023-08-23-at-12.52.01.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rita de C\u00e1ssia \u00e9 pescadora desde os 7 anos<br> (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Descaso<\/strong><\/p>\n\n<p>\u00c0 \u00e9poca do derramamento, a informa\u00e7\u00e3o de que <strong>mais de R$ 188 milh\u00f5es <\/strong>foram direcionados pelos poderes p\u00fablicos federal, estadual e municipal para a limpeza de praias e oceano foi amplamente divulgada. Segundo a Marinha brasileira,<strong> mais de 5 mil toneladas de petr\u00f3leo cru<\/strong> foram retirados da costa.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para os pescadores, no entanto, os governantes deixaram muito a desejar. Raimundo Siri, coordenador nacional do Movimento de Pescadores e Pescadoras do Brasil (MPP), relata que os munic\u00edpios n\u00e3o se organizaram para combater as manchas de \u00f3leo que chegavam \u00e0s praias, nem para dar suporte aos pescadores artesanais que realizaram o trabalho bra\u00e7al de limpeza.<br><br>&#8220;O munic\u00edpio n\u00e3o teve nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o, foi jogando a responsabilidade dele pro governo e consequentemente o governo do estado jogava responsabilidade para o governo federal, que tamb\u00e9m n\u00e3o tinha import\u00e2ncia nenhuma com a gente. <strong>Foi um descaso do Estado como um todo<\/strong>&#8220;, declara o pescador artesanal.<\/p>\n\n<p>Siri \u00e9 pescador artesanal da comunidade Cova da On\u00e7a, no munic\u00edpio de Cairu, no sul da Bahia. Assim como no Rio Grande do Norte, as \u201cbolotas de \u00f3leo\u201d, como ele chama, aparecem por l\u00e1 de vez em quando. A suspeita \u00e9 que ainda exista uma quantidade consider\u00e1vel de petr\u00f3leo preso nas pedras e nos recifes.<\/p>\n\n<p>De acordo com ele, o aux\u00edlio emergencial liberado pelo governo federal n\u00e3o chegou a todos os pescadores e, nos anos seguintes, n\u00e3o houve uma pol\u00edtica p\u00fablica eficaz que garantisse o suporte para a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos atingidos.<\/p>\n\n<p>&#8220;As pessoas deixaram de comprar e deixamos de vender. E isso acarretou em d\u00edvidas, as contas n\u00e3o pararam de chegar. <strong>Quatro anos se passaram e ainda tem companheiro nosso pagando divida que fez em 2019<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/5ffab39e-whatsapp-image-2023-08-22-at-10.38.31-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-48321\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/5ffab39e-whatsapp-image-2023-08-22-at-10.38.31-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/5ffab39e-whatsapp-image-2023-08-22-at-10.38.31-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/5ffab39e-whatsapp-image-2023-08-22-at-10.38.31-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/5ffab39e-whatsapp-image-2023-08-22-at-10.38.31-453x340.jpeg 453w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/5ffab39e-whatsapp-image-2023-08-22-at-10.38.31.jpeg 1296w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Raimundo Siri durante a\u00e7\u00f5es de limpezas das praias, na Bahia, em 2019 (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Para al\u00e9m dos danos financeiros, os pescadores tamb\u00e9m se preocupam com os <strong>impactos \u00e0 sa\u00fade que o \u00f3leo pode causar <\/strong>a longo prazo em raz\u00e3o do consumo dos peixes, \u00fanica fonte de alimento das comunidades, e do contato direto com o \u00f3leo durante as a\u00e7\u00f5es de limpeza.<\/p>\n\n<p>An\u00e1lises do material realizadas por universidades federais e pela Marinha apontaram que a subst\u00e2ncia que invadiu a costa brasileira \u00e9 t\u00f3xica, com preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade humana e aos animais por meio de contamina\u00e7\u00f5es agudas e cr\u00f4nicas. At\u00e9 mesmo o <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/noticia\/2019\/11\/hpa-substancia-cancerigena-invisivel-do-petroleo-que-atinge-o-nordeste.html\">desenvolvimento de c\u00e2ncer<\/a> foi indicado como uma possibilidade.<\/p>\n\n<p><strong>Quem foi o respons\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n\n<p>Ap\u00f3s dois anos de investiga\u00e7\u00e3o, a Pol\u00edcia Federal concluiu que um navio grego foi respons\u00e1vel pelo vazamento. A empresa n\u00e3o teve o nome revelado, mas seus propriet\u00e1rios, o comandante e chefe de m\u00e1quinas do navio foram indiciados pelos crimes de polui\u00e7\u00e3o, descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o ambiental e danos a unidades de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Esse resultado, no entanto, \u00e9 questionado por movimentos sociais, pesquisadores e <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/reportagens-especiais\/o-misterio-por-tras-dos-vazamentos-de-oleo-no-nordeste-em-2019\/#page18\">pela pr\u00f3pria imprensa<\/a> a partir de uma s\u00e9rie de inconsist\u00eancias e perguntas n\u00e3o respondidas.<\/p>\n\n<p>Na vis\u00e3o do Greenpeace Brasil, \u00e9 importante considerar que o Estado brasileiro tamb\u00e9m tem responsabilidade sobre os impactos do evento, que afetou a sa\u00fade e a seguran\u00e7a alimentar das comunidades.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<lite-youtube style=\"background-image: url('https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/Z_Og82EICPs\/hqdefault.jpg');\" videoid=\"Z_Og82EICPs\" params=\"rel=0\"><\/lite-youtube>\n<\/div><\/figure>\n\n<p><strong>Novos projetos de explora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<p>A Campanha Mar de Luta tem como premissa que <strong>\u00e9 preciso recordar a trag\u00e9dia de 2019 para que ela n\u00e3o se repita<\/strong>. De fato, a possibilidade de novos projetos de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo preocupa popula\u00e7\u00f5es que vivem em outras \u00e1reas, como \u00e9 o caso da Bacia da Foz do Amazonas, no Amap\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A Petrobras entrou com pedido de licenciamento ambiental para explorar a \u00e1rea, mas <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/decisao-do-ibama-sobre-foz-do-amazonas-e-vitoria-da-biodiversidade\/\">recebeu uma negativa do Ibama<\/a> devido a alta sensibilidade socioambiental da regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Delaine Rocha, pescadora do Bailique, distrito de Macap\u00e1 pr\u00f3ximo \u00e0 Foz, afirma que o hist\u00f3rico dos outros estados do pa\u00eds soa como um alerta.<\/p>\n\n<p>\u201cEstamos nos sentindo amea\u00e7ados. [Considerando] Tudo que houve, toda perda, toda fome, tudo que eles matam\u2026 S\u00f3 de enfrentar simula\u00e7\u00f5es e pesquisas em rela\u00e7\u00e3o ao petr\u00f3leo na nossa foz, nos traz a preocupa\u00e7\u00e3o de que tudo isso, essa mesma situa\u00e7\u00e3o, pode acontecer com a gente, esses mesmos desastres\u201d, lamenta Delaine.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/db62632c-gp0stu9l9_medium_res-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-48319\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/db62632c-gp0stu9l9_medium_res-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/db62632c-gp0stu9l9_medium_res-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/db62632c-gp0stu9l9_medium_res-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/db62632c-gp0stu9l9_medium_res-453x340.jpg 453w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/08\/db62632c-gp0stu9l9_medium_res.jpg 1199w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Moradores de ecovila em Piracanga, praia da pen\u00ednsula de Mara\u00fa, no sul da Bahia, realizaram mutir\u00f5es de limpeza para tirar o \u00f3leo da praia em 2019. (Foto: Nilmar Lage)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O avan\u00e7o do petr\u00f3leo na costa amaz\u00f4nica tamb\u00e9m \u00e9 criticado por Marcelo Laterman, porta-voz da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil. <\/p>\n\n<p>Segundo ele, o<strong> Estado brasileiro se mostrou inapto em conter os impactos do petr\u00f3leo em 2019,<\/strong> n\u00e3o acionou um plano de conting\u00eancia eficaz&nbsp; e n\u00e3o garantiu seguran\u00e7a alimentar do seu povo.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cAinda assim, [o Brasil] insiste em avan\u00e7ar com fronteiras de explora\u00e7\u00e3o em \u00e1reas extremamente sens\u00edveis do ponto de vista social e ambiental, como \u00e9 o caso da <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/podcast\/as-arvores-somos-nozes-85-petroleo-na-foz-do-amazonas-nao-e-solucao\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/podcast\/as-arvores-somos-nozes-85-petroleo-na-foz-do-amazonas-nao-e-solucao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">B<\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/podcast\/as-arvores-somos-nozes-85-petroleo-na-foz-do-amazonas-nao-e-solucao\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/podcast\/as-arvores-somos-nozes-85-petroleo-na-foz-do-amazonas-nao-e-solucao\/\" target=\"_blank\">acia da Foz do Amazonas<\/a>. A luta por repara\u00e7\u00e3o no nordeste deve continuar, e tamb\u00e9m por um futuro livre das amea\u00e7as do petr\u00f3leo \u00e0s popula\u00e7\u00f5es tradicionais\u201d, ressalta.<\/p>\n\n<p>O incentivo \u00e0 explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera tamb\u00e9m segue preocupando as pessoas impactadas pelo derramamento. Rita de C\u00e1ssia, por exemplo, sabe que os blocos de petr\u00f3leo na Bacia Potiguar s\u00e3o cobi\u00e7ados por diferentes empresas.<\/p>\n\n<p>\u201cO mar \u00e9 a nossa vida, de quem \u00e9 da pesca. \u00c9 onde a gente se liberta. O mar \u00e9 tudo. \u00c9 a renda das fam\u00edlias, principalmente<strong>. Por mim, n\u00e3o furava mais nenhum po\u00e7o de petr\u00f3leo<\/strong>&#8220;, defende a pescadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vazamento criminoso ainda impacta comunidades, que se preocupam com novos projetos de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":98,"featured_media":48320,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-48318","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/98"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48318"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48318\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48328,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48318\/revisions\/48328"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48320"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48318"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=48318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}