{"id":4928,"date":"2018-09-26T12:33:34","date_gmt":"2018-09-26T15:33:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=4928"},"modified":"2023-08-23T00:07:08","modified_gmt":"2023-08-23T03:07:08","slug":"um-canudinho-incomoda-muita-gente-7-bilhoes-incomodam-muito-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/um-canudinho-incomoda-muita-gente-7-bilhoes-incomodam-muito-mais\/","title":{"rendered":"Um canudinho incomoda muita gente&#8230; 7 bilh\u00f5es incomodam muito mais"},"content":{"rendered":"<h4>Estabelecimentos que oferecerem canudinhos pl\u00e1sticos no Rio de Janeiro come\u00e7am a ser multados e os oceanos agradecem<\/h4>\n<div id=\"attachment_4969\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4969\" class=\"wp-image-4969 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/081e12db-gp0stsbcz_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"Canudinhos encontrados na praia.\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/081e12db-gp0stsbcz_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/081e12db-gp0stsbcz_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/081e12db-gp0stsbcz_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/081e12db-gp0stsbcz_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/081e12db-gp0stsbcz_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-4969\" class=\"wp-caption-text\">Os canudinhos de pl\u00e1stico n\u00e3o s\u00e3o reciclados e v\u00e3o parar nos oceanos, onde muitos animais acabam ingerindo os produtos e passam por s\u00e9rias complica\u00e7\u00f5es.<\/p><\/div>\n<p>O Rio de Janeiro se tornou a <strong>primeira cidade brasileira<\/strong> a proibir o uso de canudos de pl\u00e1stico em estabelecimentos comerciais. A lei foi sancionada em julho deste ano mas, apenas na semana passada as multas passaram a ser aplicadas aos restaurantes, bares, barracas de praia e demais estabelecimentos que oferecem o canudinho de pl\u00e1stico aos clientes.<\/p>\n<p>O valor cobrado ap\u00f3s a primeira infra\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 1.650, por\u00e9m a penalidade pode subir para at\u00e9 R$ 6 mil caso o estabelecimento seja flagrado novamente pela fiscaliza\u00e7\u00e3o. A determina\u00e7\u00e3o \u201cobriga os restaurantes, lanchonetes, bares e similares, barracas de praia e vendedores ambulantes do munic\u00edpio, a usar e fornecer a seus clientes apenas canudos de papel biodegrad\u00e1vel e\/ou recicl\u00e1vel individualmente e hermeticamente embalados com material semelhante\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, precisamos ajudar a lei a &#8220;pegar&#8221;. Se for a um restaurante, por exemplo, e te oferecerem um canudinho pl\u00e1stico, n\u00e3o aceite. Os donos de estabelecimentos precisam saber que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 disposta a usar outras alternativas, como os canudinhos de vidro, papel, metal, silicone e bambu, todos bem menos danosos ao meio ambiente e, em muitos casos, reutiliz\u00e1veis.<\/p>\n<p>A medida \u00e9 um avan\u00e7o para diminuir o lixo pl\u00e1stico no mundo. Estudos indicam que, se nosso ritmo de consumo n\u00e3o diminuir e o descarte dos res\u00edduos n\u00e3o for feito de forma adequada, <strong>em 30 anos teremos mais pl\u00e1stico do que peixes nos oceanos.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a <a href=\"http:\/\/time.com\/money\/5343736\/how-many-plastic-straws-used-every-day\/\">revista Time<\/a>, cientistas estimam que existem 7,5 milh\u00f5es de canudos de pl\u00e1stico poluindo as costas americanas e algo em torno de 437 milh\u00f5es a 8,3 bilh\u00f5es de canudos pl\u00e1sticos nos litorais ao redor do mundo. A pr\u00f3pria Time destaca que canudos de pl\u00e1stico s\u00e3o uma pequena porcentagem dos mais de oito milh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas de pl\u00e1stico que acabam no oceano todos os anos!<\/p>\n<h3>E as sacolinhas?<\/h3>\n<p>A cidade de S\u00e3o Paulo regulamentou uma lei em 2015 que proibiu as lojas e supermercados de realizar a distribui\u00e7\u00e3o gratuita de sacolinhas pl\u00e1sticas. As antigas &#8220;sacolinhas brancas&#8221; foram substitu\u00eddas pelas sacolas verde e cinza, de biopl\u00e1stico, mais resistentes, menos prejudiciais ao meio ambiente e cobradas individualmente.<\/p>\n<p>Muita gente achou que a medida seria um desastre. Em 2016, no entanto, a Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Supermercados relatou que <strong>houve uma redu\u00e7\u00e3o de 70% no consumo de embalagens pl\u00e1sticas na cidade.<\/strong> Hoje, muitos paulistanos adotam as sacolas conhecidas como &#8220;ecobags&#8221;, mais resistentes, espa\u00e7osas e reutiliz\u00e1veis.<\/p>\n<div id=\"attachment_4967\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4967\" class=\"wp-image-4967 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/97c51624-gp0stsdp0_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"Sacolinhas pl\u00e1sticas encontradas na praia.\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/97c51624-gp0stsdp0_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/97c51624-gp0stsdp0_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/97c51624-gp0stsdp0_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/97c51624-gp0stsdp0_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/97c51624-gp0stsdp0_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-4967\" class=\"wp-caption-text\">Quem nunca se deparou com as sacolinhas pl\u00e1sticas no meio do mar ou na areia naquele dia de descanso na praia?<\/p><\/div>\n<p>Em junho deste ano, o Rio de Janeiro acompanhou a medida e tamb\u00e9m proibiu as sacolinhas de pl\u00e1stico em todo o estado. A determina\u00e7\u00e3o prev\u00ea at\u00e9 18 meses para que os estabelecimentos se adequem \u00e0s novas regras e realizem a substitui\u00e7\u00e3o pelas sacolas biodegrad\u00e1veis ou reutiliz\u00e1veis, confeccionadas com materiais produzidos a partir de fontes renov\u00e1veis.<\/p>\n<h3>Pontap\u00e9 inicial<\/h3>\n<p>Precisamos come\u00e7ar de algum lugar se queremos diminuir consideravelmente a quantidade de lixo pl\u00e1stico no mundo e salvar os oceanos e esp\u00e9cies marinhas que muitas vezes acabam ingerindo ou inalando os canudinhos por confundirem os objetos com alimentos.<\/p>\n<p>O caminho para salvar os oceanos do pl\u00e1stico n\u00e3o passa apenas pela proibi\u00e7\u00e3o dos canudinhos ou das sacolinhas, mas medidas como essas ajudam a criar a consci\u00eancia que se expande globalmente com a ado\u00e7\u00e3o de novos h\u00e1bitos de consumo.<\/p>\n<p>Afinal, um canudinho incomoda muita gente&#8230; mas 7 bilh\u00f5es deles podem amea\u00e7ar a sobreviv\u00eancia de nossos oceanos e esp\u00e9cies marinhas.<\/p>\n<div id=\"attachment_4968\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4968\" class=\"wp-image-4968 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/67af243b-gp0str6il_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"Mulher carrega sacola com lixo pl\u00e1stico.\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/67af243b-gp0str6il_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/67af243b-gp0str6il_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/67af243b-gp0str6il_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/67af243b-gp0str6il_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/09\/67af243b-gp0str6il_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-4968\" class=\"wp-caption-text\">Vamos todos juntos reduzir o consumo e descarte de pl\u00e1stico no mundo?<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estabelecimentos que oferecerem canudinhos pl\u00e1sticos no Rio de Janeiro come\u00e7am a ser multados e os oceanos agradecem<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":4969,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64,3],"tags":[23,27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-4928","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","category-proteja-a-natureza","tag-mobilizacao","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4928"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4928\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5059,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4928\/revisions\/5059"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4969"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4928"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=4928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}