{"id":50010,"date":"2023-11-01T19:19:16","date_gmt":"2023-11-01T22:19:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=50010"},"modified":"2023-11-01T20:54:41","modified_gmt":"2023-11-01T23:54:41","slug":"em-meio-a-seca-historica-amazonia-tem-recorde-de-queimadas-em-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/em-meio-a-seca-historica-amazonia-tem-recorde-de-queimadas-em-outubro\/","title":{"rendered":"Em meio a seca hist\u00f3rica, Amaz\u00f4nia tem recorde de queimadas em outubro"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O n\u00famero de focos de calor registrados no bioma no \u00faltimo m\u00eas chegou 22.061, \u00e9 o maior n\u00famero dos \u00faltimos 15 anos para o m\u00eas de outubro, segundo dados do Inpe<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3bb5f677-gp0stx8zz_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50011\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3bb5f677-gp0stx8zz_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3bb5f677-gp0stx8zz_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3bb5f677-gp0stx8zz_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3bb5f677-gp0stx8zz_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3bb5f677-gp0stx8zz_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Queimada em desmatamento recente na Gleba Abelhas, uma floresta p\u00fablica n\u00e3o destinada federal localizada no munic\u00edpio de Canutama, Amazonas, registrado em agosto de 2023. (\u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Dados apresentados nesta quarta-feira (1) pelo Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam que outubro teve o maior n\u00famero de focos de calor na Amaz\u00f4nia para o m\u00eas desde 2008. As informa\u00e7\u00f5es do INPE mostram 22.061 focos de calor no bioma, em meio a um cen\u00e1rio de seca hist\u00f3rica na regi\u00e3o que vem afetando milhares de pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O Par\u00e1 (41,5%), o Maranh\u00e3o (15,6%) e <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/queimadas-no-amazonas-batem-recorde-para-o-mes-de-outubro\/\">Amazonas <\/a>(14,1%) registraram o maior n\u00famero de focos de calor nos estados da Amaz\u00f4nia Legal. \u201cO n\u00famero surpreendente de focos na Amaz\u00f4nia tem como facilitador a seca severa que se instalou na regi\u00e3o. No entanto, muitas \u00e1reas queimam como parte do processo de desmatamento e na reforma de lavouras e pastagens. Nos \u00faltimos anos, grandes por\u00e7\u00f5es de floresta foram desmatadas e n\u00e3o queimadas, o prolongamento e intensifica\u00e7\u00e3o do per\u00edodo seco \u00e9 prop\u00edcio para concretizar tais atividades\u201d explica Cristiane Mazzetti, porta-voz do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<p>Focos de calor s\u00e3o pontos geogr\u00e1ficos captados por sat\u00e9lites de monitoramento &#8211; esses pontos apresentam temperatura acima de 47\u00baC e \u00e1rea m\u00ednima de 900 m\u00b2, ou seja, s\u00e3o fortes indicadores de inc\u00eandios ou queimadas.<\/p>\n\n<p>O estado do Par\u00e1 registrou o segundo pior m\u00eas de outubro da s\u00e9rie hist\u00f3rica, perdendo apenas para outubro de 2008. J\u00e1 os estados do Amazonas e Acre bateram recorde: registraram o maior n\u00famero de focos para outubro de toda a s\u00e9rie, iniciada em 1998. Vale tamb\u00e9m mencionar que a cidade de Manaus est\u00e1 encoberta h\u00e1 dias pela fuma\u00e7a das queimadas e inc\u00eandios.<\/p>\n\n<p>Entre os munic\u00edpios que concentraram o maior n\u00famero de focos de calor est\u00e3o Portel (PA), com 859 focos, e L\u00e1brea (AM), com 515 focos. Sete, dos 10 munic\u00edpios com mais focos, est\u00e3o no Par\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Cerrado: na mira do Agro que desmata<\/strong><\/p>\n\n<p>Considerando todos os estados e biomas do Brasil, o Piau\u00ed ficou em 3\u00ba lugar entre os que mais queimaram em outubro de 2023. O estado abriga \u00e1reas de Caatinga e de Cerrado, e faz parte da \u00e1rea de interesse econ\u00f4mico da agroind\u00fastria denominada de <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/concentracao-de-renda-desmatamento-e-esgotamento-dos-recursos-naturais-o-retrato-do-agronegocio-no-cerrado\/\">MATOPIBA <\/a>(acr\u00f4nimo de Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia).&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em 2023, de janeiro a outubro, o Cerrado registrou uma \u00e1rea de 6.613 km2 com alertas de desmatamento (at\u00e9 dia 20\/10), um aumento de 30,3% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado (considerando outubro fechado), e 45.232 focos de calor. S\u00f3 em outubro, foram 8.371 focos. No Piau\u00ed, foram registrados 3982 focos de calor, ou 10% de todos os focos registrados no Pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cNo Cerrado a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante. O bioma j\u00e1 perdeu metade da sua forma\u00e7\u00e3o original, \u00e9 uma fronteira ativa de expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio e a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais permissiva para o desmatamento, em compara\u00e7\u00e3o com a Amaz\u00f4nia, e n\u00e3o h\u00e1 iniciativas privadas e setoriais que levem ao fim de seu desmatamento. Estamos caminhando para extinguir um ecossistema de extrema relev\u00e2ncia clim\u00e1tica e para a biodiversidade\u201d, alerta Mazzetti.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/942db71f-gp0stsncq_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50012\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/942db71f-gp0stsncq_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/942db71f-gp0stsncq_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/942db71f-gp0stsncq_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/942db71f-gp0stsncq_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/942db71f-gp0stsncq_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> A regi\u00e3o entre os estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, conhecida como MATOPIBA, \u00e9 considerada a vitrine do agroneg\u00f3cio brasileiro. N\u00e3o por um acaso, \u00e9 onde o desmatamento avan\u00e7a mais violentamente no bioma. (\u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Prolongamento da estiagem favorece as queimadas na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n\n<p>Este ano, o ver\u00e3o amaz\u00f4nico, quando o clima mais seco favorece a a\u00e7\u00e3o de criminosos para o desmatamento e as queimadas, foi potencializado pelo fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o, causado pelo aumento das temperaturas do oceano Pac\u00edfico, e por <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/2024-podera-ser-o-ano-mais-quente-da-historia-e-hora-de-agir\/\">um clima ainda mais quente que o normal.<\/a> Isso aumentou o per\u00edodo com condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para as queimadas criminosas no bioma, alimentando um ciclo destrutivo que amea\u00e7a a integridade das florestas, de seus povos e de toda a vida no planeta.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u00c9 importante ressaltar que o desmatamento \u00e9 a principal fonte de emiss\u00f5es de gases do efeito estufa (GEE) no Brasil. Relat\u00f3rio do Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es e Remo\u00e7\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG) aponta a categoria \u201cmudan\u00e7a do uso da terra\u201d como respons\u00e1vel por 49% das emiss\u00f5es do pa\u00eds para o ano de 2021. E a piora das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas significa aumento de intensidade e frequ\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos, como secas severas, inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos, epis\u00f3dios que t\u00eam sido cada vez mais recorrentes em todo o mundo.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O cen\u00e1rio combinado de inc\u00eandios, seca e fuma\u00e7a na Amaz\u00f4nia evidencia a <a href=\"https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\/144281-tripla-crise-planet%C3%A1ria-impacta-severamente-direitos-humanos-alerta-bachelet\">crise tripla<\/a> que vivemos com o agravamento da urg\u00eancia clim\u00e1tica, perda de biodiversidade e tamb\u00e9m a polui\u00e7\u00e3o do ar, com impactos na sa\u00fade das pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cEsse cen\u00e1rio j\u00e1 era previsto, e mais a\u00e7\u00f5es poderiam ter sido direcionadas para preven\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e resposta. O m\u00eas de outubro \u00e9 um novo lembrete para que governos ajam rapidamente e com mais ambi\u00e7\u00e3o, seja em a\u00e7\u00f5es emergenciais, a\u00e7\u00f5es para preven\u00e7\u00e3o e controle dos inc\u00eandios e desmatamento e nas pol\u00edticas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u201d, finaliza Mazzetti.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>A humanidade j\u00e1 ultrapassou quatro, dos nove <a href=\"https:\/\/www.stockholmresilience.org\/research\/planetary-boundaries\/the-nine-planetary-boundaries.html\">limites planet\u00e1rios<\/a> que viabilizam a vida na Terra. Um desses limites, j\u00e1 parcialmente excedido, \u00e9 o da <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/a-crise-da-biodiversidade-e-o-papel-do-brasil-nesta-emergencia-global\/\">integridade da biosfera<\/a>, que diz respeito \u00e0 diversidade gen\u00e9tica que \u00e9 importante na adapta\u00e7\u00e3o do planeta \u00e0 mudan\u00e7as abruptas. E uma vez superados esses limites, isso pode levar a mudan\u00e7as irrevers\u00edveis para todos. \u00c9 preciso agir agora para frear esse processo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O numero de focos de calor registrados no bioma no \u00faltimo m\u00eas chegou 22.061, \u00e9 o maior n\u00famero dos \u00faltimos 15 anos para o m\u00eas de outubro<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":50011,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,70],"tags":[46],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-50010","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-biodiversidade","tag-desmatamento","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50010"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50010\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50018,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50010\/revisions\/50018"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50011"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50010"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=50010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}