{"id":50114,"date":"2023-11-09T19:13:45","date_gmt":"2023-11-09T22:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=50114"},"modified":"2023-11-09T19:30:26","modified_gmt":"2023-11-09T22:30:26","slug":"rio-madeira-em-agonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rio-madeira-em-agonia\/","title":{"rendered":"Rio Madeira em agonia"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Saiba como a pior seca das \u00faltimas seis d\u00e9cadas castigou a vida dos ribeirinhos de Rond\u00f4nia<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/6a1653bf-gp0sty7uv_pressmedia-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50133\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/6a1653bf-gp0sty7uv_pressmedia-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/6a1653bf-gp0sty7uv_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/6a1653bf-gp0sty7uv_pressmedia-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/6a1653bf-gp0sty7uv_pressmedia-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/6a1653bf-gp0sty7uv_pressmedia-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/6a1653bf-gp0sty7uv_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em 2023, o rio Madeira chegou a 1,20 metro, o \u00edndice mais baixo das \u00faltimas seis d\u00e9cadas<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Porto Velho (RO) &#8211;<\/strong> \u201cA gente fica sem entender o que acontece com a natureza, sabe? Tem que botar nas m\u00e3os de Deus. D\u00e1 uma tristeza ver as coisas se acabando\u2026 <strong>o rio Madeira tinha praias lindas, com gaivotas colocando ovo na areia, peixe na beira<\/strong>. Hoje n\u00e3o tem nada nada nada. T\u00e1 tudo virando tipo um deserto, com \u00e1gua muito quente, clima muito quente\u201d. \u00c9 dessa maneira que o pr\u00e1tico Jos\u00e9 Maria Nogueira, 51, define o que aconteceu recentemente com o rio Madeira<\/p>\n\n<p>O Madeira \u00e9 um dos principais rios do Brasil e o mais longo e importante afluente do rio Amazonas. Sua bacia hidrogr\u00e1fica \u00e9 enorme, com 125 milh\u00f5es de hectares, segundo a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA). O Madeira banha tr\u00eas pa\u00edses: Brasil, Bol\u00edvia e Peru e, al\u00e9m da import\u00e2ncia socioambiental, possui imensa relev\u00e2ncia econ\u00f4mica, pois possibilita a pesca, o transporte hidrovi\u00e1rio e o plantio de diversos produtos em suas margens. Ele possui mais de 1,3 mil quil\u00f4metros naveg\u00e1veis, fazendo dele um grande canal de integra\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio do Norte do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Este rio, t\u00e3o importante para os amaz\u00f4nidas, n\u00e3o passou inc\u00f3lume pela crise clim\u00e1tica que estamos enfrentando: nas \u00faltimas semanas, ele passou pela maior seca das \u00faltimas seis d\u00e9cadas. O cen\u00e1rio por l\u00e1 \u00e9 muito similar ao visto em diversos outros pontos da Amaz\u00f4nia: onde antes havia um rio caudaloso &#8211; segundo a ANA, o Madeira chega a aumentar sua largura em dez vezes durante os per\u00edodos mais cheios &#8211; agora \u00e9 um trajeto marcado por terra nua, ch\u00e3o de terra batida e diversos barcos, voadeiras e casas atolados em lama e areia.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/emergencia-amazonia\/p\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quer ajudar as fam\u00edlias que sofrem com a seca? Doe para o Asas da Emerg\u00eancia!<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/b7a3cc29-gp0sty7v4_pressmedia-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50136\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/b7a3cc29-gp0sty7v4_pressmedia-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/b7a3cc29-gp0sty7v4_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/b7a3cc29-gp0sty7v4_pressmedia-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/b7a3cc29-gp0sty7v4_pressmedia-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/b7a3cc29-gp0sty7v4_pressmedia-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/b7a3cc29-gp0sty7v4_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O pr\u00e1tico Jos\u00e9 Maria Nogueira: &#8220;O rio Madeira tinha praias lindas, com gaivotas colocando ovo na areia, peixe na beira. Hoje n\u00e3o tem nada nada nada&#8221;<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Instabilidade<\/strong><\/p>\n\n<p>Em seu pior momento &#8211; no dia 10 de outubro, quando chegou a 1,20 metro &#8211; o Madeira fez com que diversas comunidades enfrentassem problemas de abastecimento, tivessem dificuldades para escoar produtos e <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ro\/rondonia\/noticia\/2023\/10\/11\/caerd-diz-que-esta-captando-23-milhoes-de-litros-de-agua-por-hora-do-rio-madeira-ja-ha-racionamento-em-porto-velho.ghtml\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/g1.globo.com\/ro\/rondonia\/noticia\/2023\/10\/11\/caerd-diz-que-esta-captando-23-milhoes-de-litros-de-agua-por-hora-do-rio-madeira-ja-ha-racionamento-em-porto-velho.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">obter \u00e1gua pot\u00e1vel<\/a>. At\u00e9 ent\u00e3o, o \u00edndice mais baixo registrado pelo rio ocorreu ano passado, quando chegou a 1,43 metro. Com muita instabilidade, o rio continuou baixo por muito tempo, subiu um pouco e semana passada voltou para 1,20 metro. Desde ent\u00e3o, voltou a subir com const\u00e2ncia, e nesta quarta (8) registrou 3,08 metros.<\/p>\n\n<p>As opera\u00e7\u00f5es na Usina de Santo Ant\u00f4nio, a quarta maior hidrel\u00e9trica do Brasil, ficaram duas semanas paralisadas por conta da <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/ro\/rondonia\/noticia\/2023\/10\/16\/seca-do-madeira-operacoes-da-usina-de-santo-antonio-sao-retomadas-apos-duas-semanas-de-paralisacao-em-ro.ghtml\" target=\"_blank\">baixa vaz\u00e3o do rio<\/a>. A falta de \u00e1gua chegou \u00e0s casas da popula\u00e7\u00e3o de Porto Velho &#8211; em bairros das zonas Sul e Leste da capital, como Marcos Freire, Ronaldo Arag\u00e3o e Ulisses Guimar\u00e3es, a vaz\u00e3o n\u00e3o tem sido suficiente para encher as caixas d&#8217;\u00e1guas das resid\u00eancias.<\/p>\n\n<p>Diversas embarca\u00e7\u00f5es interromperam ou reduziram suas atividades por conta das dificuldades de navega\u00e7\u00e3o. Em outro ponto do Madeira &#8211; ao Norte, mais pr\u00f3ximo de Manaus &#8211; grandes navios cargueiros pararam de trafegar, prejudicando a entrada e sa\u00edda de insumos e mercadorias do <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/amazoniareal.com.br\/seca-causa-ferias-coletivas-na-industria\/\" target=\"_blank\">P\u00f3lo Industrial de Manaus<\/a>. Recentemente, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/am\/amazonas\/noticia\/2023\/11\/07\/dragagem-emergencial-do-rio-madeira-deve-facilitar-escoamento-de-cargas-e-produtos-no-amazonas.ghtml\" target=\"_blank\">o governo federal deu in\u00edcio \u00e0 dragagem<\/a> da regi\u00e3o conhecida como Tabocal. A expectativa \u00e9 que o tr\u00e1fego fluvial seja normalizado naquela \u00e1rea apenas no final de dezembro.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/38fea365-gp0sty7u8_pressmedia-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50134\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/38fea365-gp0sty7u8_pressmedia-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/38fea365-gp0sty7u8_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/38fea365-gp0sty7u8_pressmedia-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/38fea365-gp0sty7u8_pressmedia-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/38fea365-gp0sty7u8_pressmedia-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/38fea365-gp0sty7u8_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio, a 4\u00aa maior do Pa\u00eds, ficou duas semanas parada por conta da baixa vaz\u00e3o do Madeira<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Dificuldade de transporte<\/strong><\/p>\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/seca-na-amazonia-a-outra-face-dos-eventos-climaticos-extremos\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/seca-na-amazonia-a-outra-face-dos-eventos-climaticos-extremos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">const\u00e2ncia dos eventos clim\u00e1ticos extremos<\/a> por ali tamb\u00e9m assusta: em 2014, o Madeira passou pela maior cheia dos \u00faltimos 300 anos, atingindo a marca de 19,74 metros. <strong>O impacto de tudo isso sob a diversidade ainda \u00e9 desconhecido e carece de estudos mais aprofundados<\/strong>.<\/p>\n\n<p><strong>Quem mais sofre, como sempre, s\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es tradicionais e comunidades que moram \u00e0 beira do rio<\/strong>, que passam a ter que andar mais para conseguir \u00e1gua, relatam dificuldades para se alimentar (na \u00e9poca da seca os peixes somem do que sobrou dos leitos dos rios) e t\u00eam mais dificuldades para chegar \u00e0s cidades, seja para retirar benef\u00edcios sociais ou escoar a produ\u00e7\u00e3o, como banana e melancia.<\/p>\n\n<p><strong>Navega\u00e7\u00e3o mais demorada<\/strong><\/p>\n\n<p>Jos\u00e9 Maria Nogueira, pr\u00e1tico do barco chamado OGP II, faz a rota Porto Velho-Manicor\u00e9 toda semana, saindo de Rond\u00f4nia rumo ao Sul do Amazonas. Ele conta que, por conta da estiagem, a embarca\u00e7\u00e3o navega com metade de sua lota\u00e7\u00e3o e metade de sua capacidade de carga &#8211; atualmente, o OGP II cruza o Madeira com 200 passageiros e 200 toneladas. <\/p>\n\n<p>Um andar inteiro do barco fica vazio, sem redes, malas e fardos comumente encontrados nesses ve\u00edculos, como arroz, farinha e feij\u00e3o. A navega\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ficou mais demorada: agora s\u00e3o necess\u00e1rias seis horas a mais para chegar na cidade amazonense.<\/p>\n\n<p>\u201cDesde o final de julho ficou mais dif\u00edcil conduzir por aqui. <strong>A gente precisa andar mais devagar, tem que manobrar mais<\/strong> para desviar dos bancos de areia e das praias que v\u00e3o aparecendo. Essa seca t\u00e1 muito grave\u201d, explicou Nogueira.\u00a0<\/p>\n\n<p>O navegador contou que todos ficaram assustados com a velocidade com que o rio Madeira desceu em 2023. \u201cFoi tudo muito r\u00e1pido, ele desceu de uma vez. <strong>Tem trechos que a gente navegava que dava de oito metros, mas agora a gente mete a r\u00e9gua e v\u00ea que t\u00e3o com dois, dois metros e meio<\/strong>. As coisas est\u00e3o se complicando cada vez mais no rio. A gente que \u00e9 ribeirinho, a gente que navega \u00e9 quem sabe\u201d, disse Jos\u00e9 Maria.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/44b3cdb5-gp0sty7ub_pressmedia-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50137\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/44b3cdb5-gp0sty7ub_pressmedia-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/44b3cdb5-gp0sty7ub_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/44b3cdb5-gp0sty7ub_pressmedia-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/44b3cdb5-gp0sty7ub_pressmedia-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/44b3cdb5-gp0sty7ub_pressmedia-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/44b3cdb5-gp0sty7ub_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O condutor Jos\u00e9 Ribamar da Penha e sua companheira, Maria Dinaires: &#8221; \u201cAs pessoas est\u00e3o com dificuldade pra tirar \u00e1gua. N\u00e3o d\u00e1 pra lavar roupa, nem vender a produ\u00e7\u00e3o. Ficou tudo muito dif\u00edcil\u201d<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>\u00c1gua suja<\/strong><\/p>\n\n<p>Propriet\u00e1rio do flutuante Beira Rio, o condutor Jos\u00e9 Ribamar da Penha, 55, contou que <strong>a seca de 2023 tem prejudicado de maneira muito s\u00e9ria as comunidades que vivem \u00e0s margens do Madeira<\/strong> e longe da capital rondoniense.<\/p>\n\n<p>\u201cO grande problema das comunidades aqui tem sido a falta de \u00e1gua. <strong>Muita gente ficou sem ter o que beber depois que o rio baixou<\/strong>. Tem gente que tem po\u00e7o que secou e tem gente que come\u00e7ou a tirar \u00e1gua suja do po\u00e7o\u201d, disse Jos\u00e9 Ribamar, que trabalha conduzindo ribeirinhos dessas comunidades para Porto Velho.\u00a0<\/p>\n\n<p>Segundo ele, as fam\u00edlias que moram em comunidades como Nazar\u00e9, Terra Ca\u00edda e Demarca\u00e7\u00e3o t\u00eam sido bastante prejudicadas. <strong>Para que as pessoas saiam de l\u00e1 e cheguem \u00e0 Porto Velho, s\u00e3o cerca de 3 a 4 horas de viagem<\/strong>: \u201cAs pessoas est\u00e3o com dificuldade pra tirar \u00e1gua, tem que andar muito pra arranjar um pouco. N\u00e3o d\u00e1 pra lavar roupa, nem vender a produ\u00e7\u00e3o. Ficou tudo muito dif\u00edcil\u201d.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n<p><strong>Seca hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n\n<p>Morador da regi\u00e3o do M\u00e9dio Madeira, no munic\u00edpio de Manicor\u00e9, no Amazonas, o l\u00edder comunit\u00e1rio Reginaldo Freitas faz coro \u00e0s queixas dos rondonienses: \u201cT\u00e1 sofrido, sim. T\u00e1 muito quente, n\u00e9? A gente tem que lidar com essa quentura toda. <strong>Como a gente n\u00e3o tem energia 24 horas, as pessoas sofrem para armazenar os alimentos. Tem que salgar o peixe, a carne, deixar tudo no sa<\/strong>l. A gente n\u00e3o tem como tomar \u00e1gua gelada, por exemplo. Quem sofre mais s\u00e3o os nossos idosos, eles sofrem bastante com tudo isso\u201d. Reginaldo preside a Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores da Reserva Extrativista do Lago do Capan\u00e3 Grande.\u00a0<\/p>\n\n<p>A regi\u00e3o Amaz\u00f4nica est\u00e1 vivendo uma seca hist\u00f3rica, que mostra a gravidade dos eventos clim\u00e1ticos extremos. E milhares de pessoas est\u00e3o sentindo os efeitos deste desastre na pele. Por isso, o Greenpeace retomou a campanha Asas da Emerg\u00eancia, que j\u00e1 levou 50 toneladas de alimentos e outros itens essenciais para as comunidades mais afetadas. Agora, precisamos do seu apoio para chegar mais longe. Por favor, clique <a href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/emergencia-amazonia\/p\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a> e fa\u00e7a uma doa\u00e7\u00e3o emergencial!<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/emergencia-amazonia\/p\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quer ajudar as fam\u00edlias que sofrem com a seca? Doe para o Asas da Emerg\u00eancia!<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3f3be922-gp0sty7vh_pressmedia-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50135\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3f3be922-gp0sty7vh_pressmedia-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3f3be922-gp0sty7vh_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3f3be922-gp0sty7vh_pressmedia-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3f3be922-gp0sty7vh_pressmedia-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3f3be922-gp0sty7vh_pressmedia-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/3f3be922-gp0sty7vh_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com a seca hist\u00f3rica de 2023, enormes bancos de areia e nuvens espessas de fuma\u00e7a passaram a fazer parte da paisagem amaz\u00f4nica<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba como a pior seca das \u00faltimas seis d\u00e9cadas castigou a vida dos ribeirinhos de Rond\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"author":90,"featured_media":50133,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[48],"tags":[62],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-50114","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-climatica","tag-adaptacao-climatica","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/90"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50114"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50114\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50140,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50114\/revisions\/50140"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50133"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50114"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=50114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}