{"id":50402,"date":"2023-08-28T12:55:00","date_gmt":"2023-08-28T15:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=50402"},"modified":"2023-11-29T13:01:42","modified_gmt":"2023-11-29T16:01:42","slug":"derramamento-de-petroleo-no-ne-maior-crime-ambiental-brasileiro-em-extensao-completa-4-anos-e-comunidades-ainda-lutam-por-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/derramamento-de-petroleo-no-ne-maior-crime-ambiental-brasileiro-em-extensao-completa-4-anos-e-comunidades-ainda-lutam-por-justica\/","title":{"rendered":"Derramamento de petr\u00f3leo no NE, maior crime ambiental brasileiro em extens\u00e3o, completa 4 anos e comunidades ainda lutam por justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Trag\u00e9dia de 2019 refor\u00e7a necessidade de interromper explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo em prol de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa e popular &#8211; \u00e9 preciso proteger a Amaz\u00f4nia da amea\u00e7a petrol\u00edfera<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/f8a3d099-gp0stu3r6_low_res_with_credit_line.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50403\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/f8a3d099-gp0stu3r6_low_res_with_credit_line.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/f8a3d099-gp0stu3r6_low_res_with_credit_line-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/f8a3d099-gp0stu3r6_low_res_with_credit_line-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/f8a3d099-gp0stu3r6_low_res_with_credit_line-453x340.jpg 453w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00d3leo Encontrado em Recife, Pernambuco | Foto: \u00a9 Joyce Farias \/ Greenpeace Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo (SP), 28 agosto de 2023 &#8211; <\/strong>No pr\u00f3ximo dia 30 de agosto, completam-se quatro anos\u00a0 desde que o Brasil come\u00e7ou a sentir os impactos da maior trag\u00e9dia ambiental j\u00e1 registrada em sua hist\u00f3ria. Segundo dados do Ibama, mais de cinco mil toneladas de \u00f3leo atingiram as praias de todos os estados do Nordeste, al\u00e9m de Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro, no Sudeste.<br>\u00a0A campanha Mar de Luta, formada por v\u00edtimas do derramamento, denuncia que as comunidades ainda sentem as consequ\u00eancias do vazamento diante do descaso do Estado, considerando que os mares s\u00e3o fonte de alimento, vida e trabalho.<\/p>\n\n<p>\u201cO problema da fome foi grande porque n\u00e3o tinha como pescar, nem como vender e at\u00e9 hoje a gente v\u00ea o impacto, porque mariscos mortos ainda continuam aparecendo, ostras tamb\u00e9m. Houve a diminui\u00e7\u00e3o dos peixes, dos camar\u00f5es e n\u00e3o teve nenhum reparo ambiental, n\u00e3o teve pesquisa. Ainda por cima, o benef\u00edcio que houve do governo federal, poucos receberam\u201d, critica a pescadora Joana Mousinho, de Itapissuma (PE), integrante da campanha Mar de Luta.<\/p>\n\n<p>Estima-se que o epis\u00f3dio tenha afetado mais de 300 mil pessoas, de aproximadamente 130 munic\u00edpios, cuja subsist\u00eancia vinha das atividades de pesca, principalmente artesanal. De acordo com valores publicados pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, foram gastos cerca de R$ 188 milh\u00f5es para a limpeza das praias e oceano. O preju\u00edzo ambiental, no entanto, \u00e9 imensur\u00e1vel &#8211; o petr\u00f3leo atingiu mais de 3 mil quil\u00f4metros do litoral brasileiro, devastando a fauna e a flora marinhas, poluindo as praias e colocando em risco a sobreviv\u00eancia das comunidades que vivem do mar.<\/p>\n\n<p>Marcelo Laterman, porta-voz de Oceanos do Greenpeace Brasil, afirma que o epis\u00f3dio \u00e9 um triste lembrete do tipo de destrui\u00e7\u00e3o que o petr\u00f3leo pode causar na natureza, na popula\u00e7\u00e3o e na economia.<\/p>\n\n<p>\u201cManter a mem\u00f3ria deste crime e seus impactos brutais na vida de milhares de pescadores, pescadoras e comunidades \u00e9 fundamental para que o pa\u00eds n\u00e3o volte a repetir os mesmos erros que atentam \u00e0 sobreviv\u00eancia dessas pessoas. O Estado brasileiro se mostrou inapto em conter os impactos do petr\u00f3leo, acionar um plano de conting\u00eancia eficaz&nbsp; e garantir a seguran\u00e7a alimentar do seu povo. Ainda assim, insiste em avan\u00e7ar com fronteiras de explora\u00e7\u00e3o em \u00e1reas extremamente sens\u00edveis do ponto de vista social e ambiental, como \u00e9 o caso da bacia da Foz do Amazonas. A luta por repara\u00e7\u00e3o no nordeste deve continuar, e tamb\u00e9m por um futuro livre das amea\u00e7as do petr\u00f3leo \u00e0s popula\u00e7\u00f5es tradicionais\u2019, ressalta.<br>Para o Greenpeace Brasil e para a campanha Mar de Luta, \u00e9 inadmiss\u00edvel que ainda coloquemos em risco ecossistemas inteiros e regi\u00f5es sens\u00edveis em nome do lucro por meio de uma fonte de energia que \u00e9 uma das principais respons\u00e1veis pelas emiss\u00f5es de gases de efeito-estufa e pela emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trag\u00e9dia de 2019 refor\u00e7a necessidade de interromper explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo em prol de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa e popular &#8211; \u00e9 preciso proteger a Amaz\u00f4nia da amea\u00e7a petrol\u00edfera<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":50403,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[27,23],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-50402","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-oceanos","tag-mobilizacao","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50402"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50402\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50404,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50402\/revisions\/50404"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50403"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50402"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=50402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}