{"id":50433,"date":"2023-09-13T14:23:00","date_gmt":"2023-09-13T17:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=50433"},"modified":"2025-07-02T04:22:14","modified_gmt":"2025-07-02T07:22:14","slug":"empresas-francesas-sao-condenadas-por-comercializar-madeira-ilegal-do-brasil-no-mercado-europeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/empresas-francesas-sao-condenadas-por-comercializar-madeira-ilegal-do-brasil-no-mercado-europeu\/","title":{"rendered":"Empresas francesas s\u00e3o condenadas por comercializar madeira ilegal do Brasil no mercado europeu"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>ISB e Pierre Robert ir\u00e3o pagar 100 mil e 20 mil euros, respectivamente, de multa por caso de descumprimento de legisla\u00e7\u00e3o ambiental, revelado em 2018 pelo Greenpeace Brasil<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"534\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/746ced32-gp0stskhq_low_res_with_credit_line.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50434\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/746ced32-gp0stskhq_low_res_with_credit_line.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/746ced32-gp0stskhq_low_res_with_credit_line-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/746ced32-gp0stskhq_low_res_with_credit_line-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/11\/746ced32-gp0stskhq_low_res_with_credit_line-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Desmatamento na Terra Ind\u00edgena Karipuna (RO) | Foto: \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, 13 de setembro de 2023 &#8211;<\/strong> A empresa ISB France foi considerada culpada no tribunal penal na Fran\u00e7a pelo crime de comercializar madeira brasileira sem realizar as verifica\u00e7\u00f5es exigidas pela regulamenta\u00e7\u00e3o europeia. O caso foi revelado pelo Greenpeace Brasil em 2018 e publicado no relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/03\/Relatorio_ArvoresImaginariasDestruicaoReal.pdf\">\u00c1rvores Imagin\u00e1rias, Destrui\u00e7\u00e3o Real<\/a>, que denunciou a exporta\u00e7\u00e3o de madeiras, com base em documentos oficiais, que apresentavam fortes ind\u00edcios de ilegalidade. Ao todo, a empresa foi condenada a pagar multa de 100 mil euros por violar a legisla\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais ao Greenpeace Fran\u00e7a e \u00e0s associa\u00e7\u00f5es France Nature Environnement e Canop\u00e9e Association.<\/p>\n\n<p>Para o porta-voz do Greenpeace Brasil, R\u00f4mulo Batista, a condena\u00e7\u00e3o da empresa que adquiriu madeira brasileira ilegal, pode ser considerada uma grande vit\u00f3ria: &#8220;Essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto de uma pesquisa e den\u00fancia da organiza\u00e7\u00e3o e trouxe uma grande contribui\u00e7\u00e3o para a discuss\u00e3o sobre importar madeira na Fran\u00e7a, j\u00e1 que essa condena\u00e7\u00e3o criminal foi a primeira a ocorrer no pa\u00eds. Al\u00e9m de trazer uma esperan\u00e7a que a nova lei que regula a importa\u00e7\u00e3o de diversos produtos com desmatamento de todos os pa\u00edses pela Uni\u00e3o Europeia seja ainda mais rigorosa na sua aplica\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m possa ser mais r\u00e1pida para punir quem n\u00e3o cumpri-la&#8221;.<br><br>A organiza\u00e7\u00e3o acredita que a explora\u00e7\u00e3o fraudulenta do ip\u00ea, e de qualquer outra \u00e1rvore nobre, pode levar a esp\u00e9cie \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, causando danos irrevers\u00edveis \u00e0 floresta: \u201cJ\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel presenciar os danos causados pela extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira, que continua muito alta na Amaz\u00f4nia, como o avan\u00e7o da degrada\u00e7\u00e3o florestal, a cria\u00e7\u00e3o de estradas ilegais dentro da floresta, al\u00e9m da perda da biodiversidade e o aumento de invas\u00f5es de terras protegidas e da viol\u00eancia no campo. Que essa a\u00e7\u00e3o venha coibir ainda mais a mercantiliza\u00e7\u00e3o ilegal da floresta\u201d, finaliza R\u00f4mulo.<br>Essa a\u00e7\u00e3o segue os passos da primeira condena\u00e7\u00e3o criminal de uma empresa por colocar madeira ilegal no mercardo franc\u00eas, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o de uma lei sobre importa\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas e florestais que promovem desmatamento. O novo texto absorve a antiga regulamenta\u00e7\u00e3o sobre madeira da Uni\u00e3o Europeia. Na ocasi\u00e3o, a condenada foi Pierre Robert, tamb\u00e9m denunciada no mesmo relat\u00f3rio. A multa aplicada foi menor, 20 mil euros, considerando que o volume de madeira importado pela empresa era bem menor.<\/p>\n\n<p><strong>Entenda o caso<\/strong><\/p>\n\n<p>Em 2018, o Greenpeace Brasil, em parceria com o Ibama e o Departamento de Ci\u00eancias Florestais da ESALQ\/USP, realizou uma pesquisa que comprovou que algumas \u00e1rvores declaradas como madeira de ip\u00ea n\u00e3o existiam ou estavam superestimadas em seu volume de madeira na regi\u00e3o. O estudo <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/03\/Relatorio_ArvoresImaginariasDestruicaoReal.pdf\">\u00c1rvores Imagin\u00e1rias, Destrui\u00e7\u00e3o Real<\/a> apresenta todo o caminho da ilegalidade. Para iniciar a explora\u00e7\u00e3o de madeira na Amaz\u00f4nia, \u00e9 preciso apresentar um invent\u00e1rio florestal com uma estimativa de c\u00e1lculo do volume aproveit\u00e1vel de madeira das \u00e1rvores que ir\u00e3o receber autoriza\u00e7\u00e3o para corte. Com base nessa estimativa, s\u00e3o emitidos cr\u00e9ditos de movimenta\u00e7\u00e3o de madeira para o transporte e comercializa\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n\n<p>No entanto, o que o relat\u00f3rio revelou foi uma grande quantidade inventada no volume das \u00e1rvores indicadas nos invent\u00e1rios florestais, para gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos falsos. Uma vez transferidos, os cr\u00e9ditos entram na contabilidade das serrarias, dando um lastro de legalidade \u00e0 madeira roubada de florestas em terras ind\u00edgenas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras p\u00fablicas n\u00e3o destinadas, onde essa atividade \u00e9 proibida ou destinada \u00e0s popula\u00e7\u00f5es tradicionais.<\/p>\n\n<p>Em 2019, o Greenpeace Fran\u00e7a, junto com a France Nature Environnement e Canop\u00e9e, apresentou uma den\u00fancia contra a Pierre Robert por ter importado madeira de Ip\u00ea do estado do Par\u00e1 para o mercado europeu, no ano de 2017, sem realizar as verifica\u00e7\u00f5es exigidas pela regulamenta\u00e7\u00e3o europeia sobre madeiral. A condena\u00e7\u00e3o foi a primeira ap\u00f3s o regulamento sobre produtos a desmatamento&nbsp; entrar em vigor na Uni\u00e3o Europeia em Junho de 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo, 13 de setembro de 2023 &#8211; A empresa ISB France foi considerada culpada no tribunal penal na Fran\u00e7a pelo crime de comercializar madeira brasileira sem realizar as verifica\u00e7\u00f5es&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":50434,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[26,46],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-50433","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-biodiversidade","tag-desmatamento","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50433"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50433\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58514,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50433\/revisions\/58514"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50434"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50433"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=50433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}