{"id":51024,"date":"2024-01-12T13:32:04","date_gmt":"2024-01-12T16:32:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=51024"},"modified":"2024-01-12T13:32:10","modified_gmt":"2024-01-12T16:32:10","slug":"desmatamento-2023-queda-na-amazonia-e-alta-no-cerrado-escancara-descaso-com-o-bioma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desmatamento-2023-queda-na-amazonia-e-alta-no-cerrado-escancara-descaso-com-o-bioma\/","title":{"rendered":"Desmatamento 2023: queda na Amaz\u00f4nia e alta no Cerrado escancara descaso com o bioma"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Com menos prote\u00e7\u00e3o e forte atua\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, Cerrado viu a \u00e1rea com alertas de desmatamento aumentar em 43% em 2023, enquanto na Amaz\u00f4nia houve queda de 50%<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"449\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7fa49b36-gp0stxhg8_low_res.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-51025\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7fa49b36-gp0stxhg8_low_res.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7fa49b36-gp0stxhg8_low_res-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7fa49b36-gp0stxhg8_low_res-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7fa49b36-gp0stxhg8_low_res-510x286.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Desmatamento registrado em Porto Velho, em agosto de 2023, durante o monitoramento de desmatamento e queimadas o Greenpeace Brasil. (\u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Dados do sistema Deter-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados nesta sexta-feira (12), indicam 5.153 km\u00b2 de alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia em 2023. Isso representa uma redu\u00e7\u00e3o de 49,86% em compara\u00e7\u00e3o com os alertas de desmatamento de 2022, que totalizaram 10.278 km\u00b2 no per\u00edodo. Em contrapartida, Cerrado viu o desmatamento disparar.<\/p>\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia, foi registrada tamb\u00e9m uma diminui\u00e7\u00e3o de 14,25% nos focos de calor, em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2022, apesar das <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/seca-historica-rios-da-amazonia-atingem-minimas-recorde\/\">condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas <\/a><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/seca-na-amazonia-a-outra-face-dos-eventos-climaticos-extremos\/\">intensificadas pelo El Ni\u00f1o<\/a> no ano passado. Os estados com as maiores \u00e1reas de alertas foram Par\u00e1 (1.904 km\u00b2), Mato Grosso (1.408 km\u00b2) e Amazonas (895 km\u00b2), que v\u00eam se mantendo no topo do ranking dos tr\u00eas estados com mais alertas de desmatamento.<\/p>\n\n<p>Observando os munic\u00edpios mais desmatados, \u00e9 relevante destacar Altamira (PA) com 234,49 km\u00b2, Apu\u00ed (AM) com 208,90 km\u00b2 e Feliz Natal (MT) com 183,46 km\u00b2. Entre os dez munic\u00edpios amaz\u00f4nicos com mais alertas de desmatamento, o estado do Amazonas ocupa quatro posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m disso, observou-se uma redu\u00e7\u00e3o nos alertas de desmatamento em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) e Terras Ind\u00edgenas na Regi\u00e3o Norte do pa\u00eds. O desmatamento total atingiu 99,24 km\u00b2 dentro das TIs e 341,66 km\u00b2 dentro das UCs, representando uma diminui\u00e7\u00e3o de 48,19% e 67,37%, respectivamente, em compara\u00e7\u00e3o com o ano de 2022. \u00c9 fundamental ressaltar que, apesar da diminui\u00e7\u00e3o, esses desmatamentos n\u00e3o deveriam ocorrer nessas \u00e1reas, que, de modo geral, n\u00e3o permitem a retirada da vegeta\u00e7\u00e3o nativa &nbsp;<\/p>\n\n<p>Para Ana Clis Ferreira, porta-voz do Greenpeace Brasil, a redu\u00e7\u00e3o de alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia est\u00e1 atrelada \u00e0 forte atua\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o: \u201cEm 2023, \u00f3rg\u00e3os como Ibama, que sofreram um desmonte durante o governo anterior, tiveram autonomia para trabalhar, fiscalizar e multar os desmatadores e propagadores de inc\u00eandios florestais. \u00c9 poss\u00edvel afirmar que essas a\u00e7\u00f5es colaboram diretamente para a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento e dos focos de calor na Amaz\u00f4nia ao longo do ano. Infelizmente, o \u00f3rg\u00e3o essencial para a fiscaliza\u00e7\u00e3o dessas ilegalidades, encontra-se de greve, frente a cont\u00ednua desvaloriza\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios que exigem melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e reajuste salarial.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Cerrado entregue ao agro destruidor<\/strong><\/p>\n\n<p>Apesar do cen\u00e1rio de queda na Amaz\u00f4nia, o Cerrado perdeu 7.852km\u00b2 de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em 2023, um aumento de 43,73% em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior, segundo o sistema de alertas de desmatamento.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/c7f6d4a8-image-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-51026\" width=\"472\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/c7f6d4a8-image-8.png 601w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/c7f6d4a8-image-8-300x248.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/c7f6d4a8-image-8-412x340.png 412w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dados do Deter Cerrado, referente \u00e0 2023. (Inpe)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A \u00e1rea desmatada \u00e9, pela primeira vez em anos, maior do que a \u00e1rea desmatada na Amaz\u00f4nia, e se concentrou na regi\u00e3o conhecida como<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/concentracao-de-renda-desmatamento-e-esgotamento-dos-recursos-naturais-o-retrato-do-agronegocio-no-cerrado\/\"> Matopiba (Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia), considerada \u201cmodelo\u201d para o agro que desmata<\/a>. Segundo dados do Deter, dos dez munic\u00edpios que concentraram maior \u00e1rea com alertas de desmatamento, os nove primeiros integram o Matopiba, com destaque negativo para S\u00e3o Desid\u00e9rio, na Bahia (357 km\u00b2).<\/p>\n\n<p>O segundo maior bioma do Brasil j\u00e1 perdeu metade da sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa e o desmatamento segue aumentando, tendo como principal vetor a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de commodities, entre elas a soja. Em um contexto de emerg\u00eancia clim\u00e1tica e r\u00e1pida perda da biodiversidade, \u00e9 preciso olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para as pol\u00edticas p\u00fablicas, estaduais e federais, que regulam a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e o desmatamento na regi\u00e3o, onde, pelo C\u00f3digo Florestal, \u00e9 permitida a supress\u00e3o de at\u00e9 65% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa de uma propriedade, enquanto na Amaz\u00f4nia essa porcentagem m\u00e1xima \u00e9 de 20%.<\/p>\n\n<p>\u201cPara que possamos continuar diminuindo os alertas de desmatamento e de fogo na Amaz\u00f4nia e mudar o cen\u00e1rio atual do Cerrado, \u00e9 preciso uma a\u00e7\u00e3o coordenada entre governo federal e os governos estaduais, somado a valoriza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os e das pessoas que atuam diretamente no campo. Desta forma, podemos come\u00e7ar a avan\u00e7ar para alcan\u00e7ar a meta de desmatamento zero\u201d, completa Ferreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com menos prote\u00e7\u00e3o e forte atua\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, Cerrado viu a \u00e1rea com alertas de desmatamento aumentar em 43% em 2023, enquanto na Amaz\u00f4nia houve queda de 50%<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":51025,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[26,46],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-51024","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-biodiversidade","tag-desmatamento","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51024"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51024\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51027,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51024\/revisions\/51027"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51024"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=51024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}