{"id":51056,"date":"2024-01-19T16:50:27","date_gmt":"2024-01-19T19:50:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=51056"},"modified":"2024-01-19T18:28:18","modified_gmt":"2024-01-19T21:28:18","slug":"genero-clima-e-poder-apenas-5-mulheres-presidiram-uma-cop-em-28-edicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/genero-clima-e-poder-apenas-5-mulheres-presidiram-uma-cop-em-28-edicoes\/","title":{"rendered":"G\u00eanero, clima e poder: apenas 5 mulheres presidiram uma COP em 28 edi\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Enquanto isso, a crise clim\u00e1tica mata 14 vezes mais mulheres e meninas de baixa renda. \u00c9 inaceit\u00e1vel que Confer\u00eancias do Clima da ONU continuem ocorrendo sem paridade de g\u00eanero nas negocia\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"571\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/a27e54c6-gp0styowq_low_res.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-51058\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/a27e54c6-gp0styowq_low_res.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/a27e54c6-gp0styowq_low_res-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/a27e54c6-gp0styowq_low_res-768x548.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/a27e54c6-gp0styowq_low_res-476x340.jpg 476w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Movimentos de mulheres marcaram participa\u00e7\u00e3o nos protestos da COP 28<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Marie Jacquemin \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Ap\u00f3s repercutir internacionalmente que o comit\u00ea organizador da <strong>COP29<\/strong> seria composto apenas por homens, o governo do Azerbaij\u00e3o, anfitri\u00e3o da Confer\u00eancia do Clima da ONU em 2024, voltou atr\u00e1s e <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2024\/jan\/19\/women-cop29-climate-summit-committee-backlash\">informou nesta sexta-feira (19) a inclus\u00e3o de 12 mulheres e de um novo homem <\/a>no mecanismo.<\/p>\n\n<p>Originalmente formado por 28 homens, agora o comit\u00ea organizador da COP29 passa a ter 12 mulheres e 29 homens &#8211; uma disparidade de g\u00eanero ainda de 68%. Inaceit\u00e1vel. &nbsp;Para se ter uma compara\u00e7\u00e3o, no comit\u00ea da COP28, em Dubai, 63% dos membros eram mulheres.<\/p>\n\n<p>\u201cN\u00e3o ter mulheres em espa\u00e7os importantes de decis\u00f5es, como uma Confer\u00eancia do Clima, pode significar que n\u00e3o ser\u00e1 uma prioridade global reduzir as desigualdades de g\u00eanero no contexto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e das crescentes crises humanit\u00e1rias que ela tem desencadeado. <a href=\"https:\/\/www.unhcr.org\/media\/gender-displacement-and-climate-change\">Dados mostram <\/a>que mulheres e meninas de baixa renda s\u00e3o, em m\u00e9dia, 14 vezes mais suscet\u00edveis a serem mortas por desastres clim\u00e1ticos do que homens, e isso n\u00e3o pode ser ignorado em um espa\u00e7o decis\u00f3rio como uma COP\u201d, analisa a <strong>Especialista de Pol\u00edtica Internacional do Greenpeace Brasil, Camila Jardim<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>21% das COPs foram presididas por mulheres<\/strong><\/p>\n\n<p>Um levantamento do Greenpeace Brasil p\u00f5e esse abismo de g\u00eanero nos espa\u00e7os de poder da COP em outra perspectiva: em 28 edi\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia, apenas cinco delas foram presididas por mulheres. <\/p>\n\n<p>Ou seja, entre 1995 e 2023, apenas 21% da presid\u00eancia das COPs foi conduzida por mulheres.<\/p>\n\n<p>Foram as cinco mulheres que j\u00e1 presidiram uma COP:<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Angela Merkel, ex-primeira ministra da Alemanha, presidenta da COP1, em 1995;<\/li>\n\n\n\n<li>Maria Julia Alsogaray, ex-ministra de Recursos Naturais da Argentina, presidenta da COP4, em 1998;<\/li>\n\n\n\n<li>Patr\u00edcia Espinosa, ex-ministra das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do M\u00e9xico, presidenta da COP16, em 2010;<\/li>\n\n\n\n<li>Mait\u00e9 Nkoana- Mashabane, ministra da Mulher, Juventude e Pessoas com Defici\u00eancia da \u00c1frica do Sul, presidenta da COP17, em 2011;<\/li>\n\n\n\n<li>Carolina Schmidt, ex-ministra de Meio Ambiente do Chile, presidenta da COP25, em 2019.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Vale destacar que o famoso <strong>Acordo de Paris<\/strong>, fruto da COP21, foi arquitetado por uma mulher, <strong>Christiana Figueres<\/strong>, que era a secret\u00e1ria-executiva da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima na \u00e9poca.<\/p>\n\n<p>H\u00e1 de se considerar nessa conta, ainda, a den\u00fancia ocorrida na presid\u00eancia da COP15 (Dinamarca, 2009). Aquela edi\u00e7\u00e3o seria presidida por Connie Hedegaard, ent\u00e3o ministra do Clima e Energia da Dinamarca, mas Connie demitiu-se do cargo ap\u00f3s uma <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2009\/dec\/16\/connie-hedegaard-copenhagen-resigns\">reportagem do Guardian denunciar que a parlamentar seria apenas um &#8220;cargo representativo&#8221;<\/a>, uma vez que o primeiro-ministro dinamarqu\u00eas Lars L\u00f8kke Rasmussen era quem fazia as decis\u00f5es finais da COP15. Ap\u00f3s a ren\u00fancia de Connie, Lars virou o presidente da COP 15.\u00a0<\/p>\n\n<p><strong>A crise do clima afeta homens e mulheres de modo desigual<\/strong><\/p>\n\n<p>Os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 s\u00e3o sentidos por todos, mas n\u00e3o igualmente.&nbsp;<\/p>\n\n<p>&#8220;As mulheres tendem a carregar sozinhas os cuidados e trabalho dom\u00e9sticos de forma geral. Elas t\u00eam acesso inferior a recursos, servi\u00e7os, informa\u00e7\u00e3o, emprego e participa\u00e7\u00e3o nos processos de tomada de decis\u00e3o. Nas regi\u00f5es rurais, onde a depend\u00eancia da agricultura de subsist\u00eancia \u00e9 elevada, as mulheres costumam ser as principais fornecedoras de alimentos, \u00e1gua e combust\u00edvel, mas tamb\u00e9m s\u00e3o as mais afetadas pela desnutri\u00e7\u00e3o. Como a crise clim\u00e1tica leva \u00e0 escassez de recursos, as tarefas socialmente desempenhadas pelas mulheres se tornam cada vez mais dif\u00edceis, limitando a capacidade delas de adapta\u00e7\u00e3o. Esses s\u00e3o apenas alguns exemplos, que se somam \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o e \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero. Por tudo isso, os espa\u00e7os de tomadas de decis\u00e3o das COPs n\u00e3o deveriam reproduzir a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero&#8221;, conclui Jardim.<\/p>\n\n<p>Um relat\u00f3rio da ONU, de 2019, alertou que os<a href=\"https:\/\/www.gender-nr-peace.org\/gender-climate-security\"> investimentos dedicados ao empoderamento das mulheres s\u00e3o particularmente baixos em setores relacionados com o meio ambiente e recursos naturais<\/a>, como a agricultura e o acesso \u00e0 energia, a \u00e1gua e saneamento.<\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><\/p>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas matam 14 vezes mais mulheres e meninas de baixa renda. \u00c9 inaceit\u00e1vel que Confer\u00eancias do Clima da ONU continuem ocorrendo sem paridade de g\u00eanero nas mesas de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":121,"featured_media":51058,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"G\u00eanero, clima e poder: apenas 5 mulheres presidiram uma COP em 28 edi\u00e7\u00f5es","p4_og_description":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas matam 14 vezes mais mulheres e meninas de baixa renda. \u00c9 inaceit\u00e1vel que Confer\u00eancias do Clima da ONU continuem ocorrendo sem paridade de g\u00eanero nas mesas de negocia\u00e7\u00e3o.","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[5,4,48],"tags":[57,6],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-51056","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-greenpeace","category-ativismo","category-justica-climatica","tag-cop","tag-clima","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51056","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/121"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51056"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51056\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51084,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51056\/revisions\/51084"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51058"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51056"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=51056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}