{"id":51116,"date":"2024-01-26T07:00:00","date_gmt":"2024-01-26T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=51116"},"modified":"2024-01-31T20:04:53","modified_gmt":"2024-01-31T23:04:53","slug":"yanomami-levantamento-mostra-que-garimpeiros-continuam-abrindo-novas-areas-dentro-da-terra-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/yanomami-levantamento-mostra-que-garimpeiros-continuam-abrindo-novas-areas-dentro-da-terra-indigena\/","title":{"rendered":"Yanomami: levantamento mostra que garimpeiros continuam abrindo novas \u00e1reas dentro da terra ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><em>Nota t\u00e9cnica aponta que, em 2023, territ\u00f3rio registrou mais de mil alertas de desmatamento associados ao garimpo e perdeu 240 hectares para a extra\u00e7\u00e3o ilegal de ouro e cassiterita&nbsp;<\/em><\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/18c85860-gp1sv87y_pressmedia-1-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-51117\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/18c85860-gp1sv87y_pressmedia-1-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/18c85860-gp1sv87y_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/18c85860-gp1sv87y_pressmedia-1-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/18c85860-gp1sv87y_pressmedia-1-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/18c85860-gp1sv87y_pressmedia-1-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/18c85860-gp1sv87y_pressmedia-1-2046x1366.jpg 2046w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/18c85860-gp1sv87y_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A \u00e1rea explorada pelo garimpo ilegal dentro da terra Yanomami aumentou 7% em 2023<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Uma nota t\u00e9cnica lan\u00e7ada pela Hutukara Associa\u00e7\u00e3o Yanomami (HAY) nesta sexta-feira (26) mostra que, apesar de um ano de interven\u00e7\u00e3o federal dentro da Terra Ind\u00edgena Yanomami,<strong> o garimpo n\u00e3o s\u00f3 continua naquele territ\u00f3rio como permanece abrindo novas \u00e1reas<\/strong> e prejudicando gravemente a sobreviv\u00eancia dos povos origin\u00e1rios que vivem naquela regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O documento \u00e9 referendado por outras organiza\u00e7\u00f5es &#8211; como Associa\u00e7\u00e3o Wanassedume Ye\u2019kwana (Seduume) e a Urihi Associa\u00e7\u00e3o Yanomami &#8211; e contou com apoio t\u00e9cnico do Instituto Socioambiental (ISA) e do Greenpeace Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p>De acordo com a nota t\u00e9cnica, <strong>foram registrados no territ\u00f3rio Yanomami, entre janeiro e dezembro do ano passado, 1.127 alertas de novas \u00e1reas de desmatamento<\/strong> associadas ao garimpo, que somaram 238,9 hectares.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Os meses que mais registraram alertas foram janeiro (310), mar\u00e7o (193) e outubro (119). Chama aten\u00e7\u00e3o o fato de que nos \u00faltimos dois meses o territ\u00f3rio j\u00e1 estava sob interven\u00e7\u00e3o, com presen\u00e7a de for\u00e7as de seguran\u00e7a. Em janeiro, foram 67,7 hectares devastados; em mar\u00e7o, 52,3; e em outubro, 22,6 hectares. Cada hectare \u00e9 equivalente ao tamanho de um campo de futebol.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/acervo.socioambiental.org\/acervo\/documentos\/atualizacoes-sobre-o-garimpo-na-terra-indigena-yanomami-e-seus-impactos-na\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leia aqui a nota t\u00e9cnica<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p><strong>Regi\u00f5es mais devastadas<\/strong><\/p>\n\n<p>A regi\u00e3o mais devastada em 2023 foi a regi\u00e3o do rio Couto de Magalh\u00e3es, que totalizou, ao longo de todo o ano passado, 78 hectares destru\u00eddos por conta do garimpo. Este rio est\u00e1 situado na regi\u00e3o central do territ\u00f3rio Yanomami e \u00e9 um afluente do rio Mucaja\u00ed.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Logo ap\u00f3s a regi\u00e3o do Couto Magalh\u00e3es, veio a regi\u00e3o do rio Mucaja\u00ed, que registrou no ano passado 55 hectares devastados. Este rio sempre teve forte presen\u00e7a garimpeira e, <strong>em 2023, sua nascente foi bastante prejudicada com a abertura de novas \u00e1reas para explora\u00e7\u00e3o ilegal de ouro e cassiterita<\/strong>.&nbsp; Foi no rio Mucaja\u00ed que, em novembro do ano passado, foi registrada a queda de um avi\u00e3o de garimpeiros.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>A terceira regi\u00e3o mais devastada do territ\u00f3rio em 2023 foi a \u00e1rea do rio Uraricoera, que registrou 32 hectares. Esta regi\u00e3o teve uma enorme redu\u00e7\u00e3o da atividade garimpeira e foi um dos focos de atua\u00e7\u00e3o das for\u00e7as federais ano passado &#8211; mas, ainda assim, os criminosos conseguiram abrir novas \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o ilegal por ali tamb\u00e9m.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Este levantamento foi feito atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o de imagens de sat\u00e9lites de 4,7 metros de resolu\u00e7\u00e3o da Planet. Foram utilizados os mosaicos mensais e, em algumas situa\u00e7\u00f5es, os di\u00e1rios, para identifica\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas de desmatamento abertas pela atividade garimpeira.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/d52b6809-gp1sv88p_pressmedia-1-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-51119\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/d52b6809-gp1sv88p_pressmedia-1-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/d52b6809-gp1sv88p_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/d52b6809-gp1sv88p_pressmedia-1-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/d52b6809-gp1sv88p_pressmedia-1-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/d52b6809-gp1sv88p_pressmedia-1-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/d52b6809-gp1sv88p_pressmedia-1-2046x1366.jpg 2046w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/d52b6809-gp1sv88p_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O garimpo \u00e9 vetor de in\u00fameros problemas socioambientais dentro da terra Yanomami<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Falta prote\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<p>De acordo com estudo, o garimpo desacelerou em 2023, mas ainda teve a sua \u00e1rea dentro da Terra Ind\u00edgena Yanomami ampliada em 7%. A \u00e1rea total devastada j\u00e1 acumula 5.432 hectares e impacta 21 das 37 regi\u00f5es existentes. O ano teve ainda o registro de 308 mortes de Yanomami e Ye\u2019kwana sem que servidores da sa\u00fade conseguissem atender comunidades vulner\u00e1veis por medo dos garimpeiros ilegais. <strong>Dessa forma, mortes por doen\u00e7as trat\u00e1veis seguiram ocorrendo em escala semelhante a dos \u00faltimos anos.<\/strong><\/p>\n\n<p>O l\u00edder Yanomami e presidente da HAY, Davi Kopenawa, pediu que o governo federal reforce as a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade em toda a Terra Ind\u00edgena Yanomami, mantendo um trabalho coordenado que garanta a assist\u00eancia para os Yanomami e Ye\u2019kwana: \u201cJ\u00e1 completou um ano. Agora em 2024, vamos come\u00e7ar de novo? Eu queria conversar com o Ex\u00e9rcito e com os militares porque eles est\u00e3o l\u00e1 para proteger a floresta nacional, a floresta Amaz\u00f4nica, mas n\u00e3o est\u00e3o protegendo. S\u00f3 protegem os quart\u00e9is e o territ\u00f3rio Yanomami precisa de prote\u00e7\u00e3o porque essa floresta \u00e9 uma prote\u00e7\u00e3o para o Brasil\u201d.<\/p>\n\n<p><strong>Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n<p>Das 308 mortes de Yanomami em 2023, 129 foram por doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias (21%) e doen\u00e7as respirat\u00f3rias (21%). Casos destes tipos seriam facilmente trat\u00e1veis se a estrutura de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade Yanomami funcionasse. No entanto, <strong>o novo relat\u00f3rio aponta que o garimpo intimida servidores da sa\u00fade e impede que esses profissionais atuem<\/strong> em comunidades mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n<p>A presen\u00e7a do garimpo impacta tamb\u00e9m na cobertura vacinal de crian\u00e7as. Conforme dados do Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena Yanomami e Ye\u2019kwana (DSEI-YY), <strong>menos da metade de crian\u00e7as de at\u00e9 um ano, em 29 polos de sa\u00fade, recebeu todas as vacinas<\/strong>. Na faixa de 1 a 4 anos, 14 p\u00f3los tiveram menos da metade das crian\u00e7as totalmente vacinadas. Na regi\u00e3o do Xitei, onde profissionais de sa\u00fade est\u00e3o impedidos de visitar casas coletivas em raz\u00e3o do garimpo, a vacina\u00e7\u00e3o atingiu apenas 1,8% das crian\u00e7as de at\u00e9 1 ano, e 4,2% das crian\u00e7as de 1 a 4 anos.<\/p>\n\n<p>A mal\u00e1ria tamb\u00e9m \u00e9 um dos problemas ainda n\u00e3o solucionados. Mesmo sem a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos dados de novembro e dezembro de 2023, o ano acumulou mais de 25 mil casos, tendo uma m\u00e9dia de quase dois mil casos para 12 meses. <strong>Ano passado os dois p\u00f3los mais afetados pela mal\u00e1ria foram Auaris e Palimi\u00fa. Juntos, eles concentraram 37% de todos os casos<\/strong> da Terra Ind\u00edgena Yanomami &#8211; mais de 9 mil casos. Em ambas as regi\u00f5es, sabe-se da influ\u00eancia do garimpo como principal vetor da doen\u00e7a.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7e818a36-53457594854_1f4c35ee9f_o-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-51120\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7e818a36-53457594854_1f4c35ee9f_o-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7e818a36-53457594854_1f4c35ee9f_o-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7e818a36-53457594854_1f4c35ee9f_o-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7e818a36-53457594854_1f4c35ee9f_o-1-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/7e818a36-53457594854_1f4c35ee9f_o-1.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nas \u00faltimas semanas, uma comitiva interministerial esteve em Roraima para anunciar novas medidas de combate ao garimpo. Nesta foto, Davi Kopenawa (de azul) conversa com Weibe Tapeba, Secret\u00e1rio de Sa\u00fade Ind\u00edgena, e Sonia Guajajara, Ministra dos Povos Ind\u00edgenas  <div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Leo Otero \/ Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas (MPI)<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Retorno massivo<\/strong><\/p>\n\n<p>Estima-se que at\u00e9 80% dos invasores tenham sido retirados nos primeiros seis meses de opera\u00e7\u00e3o federal. No entanto, durante o segundo semestre, houve retorno massivo dos garimpeiros ilegais. Os&nbsp; ind\u00edgenas da regi\u00e3o de Palimi\u00fa relatam acordar todos os dias com o barulho de motores de alta pot\u00eancia furando um bloqueio no Rio Uraricoera. Al\u00e9m de Palimi\u00fa, o Sistema de Alertas da Terra Ind\u00edgena Yanomami confirmou a presen\u00e7a de garimpeiros em Alto Catrimani, Alto Mucaja\u00ed, Apia\u00fa, Auaris, Homoxi, Kayanau (Papiu), Maturac\u00e1, Miss\u00e3o Catrimani, Papiu (Maloca Papiu), Uraricoera, Waik\u00e1s, e Xitei.<\/p>\n\n<p>A presen\u00e7a de for\u00e7as oficiais dentro do territ\u00f3rio tamb\u00e9m fez com que os garimpeiros sofisticassem seus m\u00e9todos: eles tem usado de diversos novos expedientes, como trabalhar de noite; evitar o corte de \u00e1rvores para que o desmatamento n\u00e3o apare\u00e7a nas imagens de sat\u00e9lite; e a coloca\u00e7\u00e3o de estacas em campos abertos, para impedir que avi\u00f5es e helic\u00f3pteros pousem em estradas e clareiras abertas no meio da mata. <strong>Lideran\u00e7as tamb\u00e9m contam que os garimpeiros mudaram seus centros log\u00edsticos para a Venezuela,<\/strong> em lugares como Alto Orinoco, Shimada Ocho, Alto Caura, Santa Elena; e t\u00eam adotado novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o para se antecipar \u00e0s opera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es para interromper o avan\u00e7o do garimpo na Terra Ind\u00edgena Yanomami, segundo o novo relat\u00f3rio<\/strong>:<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Retomada urgente das opera\u00e7\u00f5es de retirada de garimpeiros;<\/li>\n\n\n\n<li>Fortalecer a articula\u00e7\u00e3o entre as a\u00e7\u00f5es e planejar o desenvolvimento delas de maneira integrada, atrav\u00e9s de uma coordena\u00e7\u00e3o intersetorial;<\/li>\n\n\n\n<li>Elabora\u00e7\u00e3o de um Plano de Prote\u00e7\u00e3o Territorial, que reduza a vulnerabilidade das calhas de rio que d\u00e3o acesso ao territ\u00f3rio; que promova o bloqueio fluvial e o controle do espa\u00e7o a\u00e9reo; que garanta uma rotina de patrulhamento nos rios; que promova o desenvolvimento de atividades de recupera\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica das comunidades; que envolva os ind\u00edgenas nas a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia; e que fa\u00e7a fiscaliza\u00e7\u00e3o no entorno de pistas de pouso, portos e postos de combust\u00edvel.<\/li>\n\n\n\n<li>Desenvolver um plano para estimular o desarmamento volunt\u00e1rio em regi\u00f5es sens\u00edveis;<\/li>\n\n\n\n<li>Apoiar o reassentamento de comunidades afetadas pelo garimpo que tenham interesse de se mudar para novos locais;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Cria\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a-tarefa para o controle da mal\u00e1ria na Terra Ind\u00edgena Yanomami;<\/li>\n\n\n\n<li>Amplia\u00e7\u00e3o das parcerias com organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade que possam ajudar a enfrentar a crise sanit\u00e1ria;<\/li>\n\n\n\n<li>Melhorar algumas a\u00e7\u00f5es que j\u00e1 ocorrem na \u00e1rea da sa\u00fade &#8211; como fazer reformas nas estruturas de sa\u00fade destinadas a atender os Yanomami, bem como nas pistas de pouso que atendem os postos de sa\u00fade; investir na mobilidade segura dos funcion\u00e1rios dentro de territ\u00f3rio; criar novas unidades de sa\u00fade; e garantir o controle social dos or\u00e7amentos do Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena Yanomami e Ye\u2019kwana (DSEI-YY).<\/li>\n<\/ul>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/532e3982-gp0stvyn3_pressmedia-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-51118\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/532e3982-gp0stvyn3_pressmedia-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/532e3982-gp0stvyn3_pressmedia-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/532e3982-gp0stvyn3_pressmedia-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/532e3982-gp0stvyn3_pressmedia-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/532e3982-gp0stvyn3_pressmedia-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/532e3982-gp0stvyn3_pressmedia-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em 2023, a lideran\u00e7a J\u00falio Ye &#8216;kwana esteve conosco numa a\u00e7\u00e3o que exigiu da empresa sul-coreana Hyundai que retirasse suas m\u00e1quinas escavadeiras de dentro do territ\u00f3rio Yanomami<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Tuane Fernandes \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota t\u00e9cnica aponta que, em 2023, territ\u00f3rio registrou mais de mil alertas de desmatamento associados ao garimpo<\/p>\n","protected":false},"author":90,"featured_media":51117,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[43],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-51116","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51116","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/90"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51116"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51116\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51165,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51116\/revisions\/51165"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51116"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=51116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}