{"id":51149,"date":"2024-01-31T12:35:17","date_gmt":"2024-01-31T15:35:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=51149"},"modified":"2024-02-12T15:45:28","modified_gmt":"2024-02-12T18:45:28","slug":"impacto-ambiental-da-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-e-de-nivel-maximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/impacto-ambiental-da-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-e-de-nivel-maximo\/","title":{"rendered":"Impacto de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Foz do Amazonas \u00e9 de n\u00edvel m\u00e1ximo"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>C\u00e1lculo foi feito pelo Ibama, que analisa pedido da Petrobras para explorar a regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/473b1477-gp0stqc0t_medium_res-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-51150\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/473b1477-gp0stqc0t_medium_res-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/473b1477-gp0stqc0t_medium_res-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/473b1477-gp0stqc0t_medium_res-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/473b1477-gp0stqc0t_medium_res-1-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/473b1477-gp0stqc0t_medium_res-1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A costa do estado do Amap\u00e1, no extremo norte do Brasil, est\u00e1 na mira da ind\u00fastria petrol\u00edfera internacional. O local congrega ecossistemas variados, como mangues,  florestas tropicais e o Grande Sistema de Recifes da Amaz\u00f4nia<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Victor Moriyama \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O grau de impacto ambiental da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo do bloco 59, na Bacia da Foz do Amazonas, <strong>\u00e9 de n\u00edvel m\u00e1ximo<\/strong>, de acordo com avalia\u00e7\u00e3o do Ibama. As informa\u00e7\u00f5es foram publicadas pela <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2024\/01\/ibama-preve-impacto-ambiental-em-nivel-maximo-em-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas.shtml\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2024\/01\/ibama-preve-impacto-ambiental-em-nivel-maximo-em-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas.shtml\">Folha de S. Paulo <\/a>nesta quarta (31). O \u00f3rg\u00e3o ambiental est\u00e1 reavaliando o pedido de licenciamento da Petrobras, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/decisao-do-ibama-sobre-foz-do-amazonas-e-vitoria-da-biodiversidade\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/decisao-do-ibama-sobre-foz-do-amazonas-e-vitoria-da-biodiversidade\/\">ap\u00f3s negativa em maio de 2023.<\/a><\/p>\n\n<p>O c\u00e1lculo feito pela autarquia objetiva definir o valor a ser pago como compensa\u00e7\u00e3o ambiental em empreendimentos de grande porte. Os indicadores considerados s\u00e3o:<strong> biodiversidade, magnitude dos impactos, persist\u00eancias dos impactos e comprometimento de \u00e1rea priorit\u00e1ria,<\/strong> denominada cone amaz\u00f4nico recortado.<\/p>\n\n<p>A escala varia de 0 a 0,5%, conforme a legisla\u00e7\u00e3o vigente, e atingiu o \u00edndice de 0,5% &#8211; grau m\u00e1ximo &#8211; em todos os n\u00edveis. Apesar da publica\u00e7\u00e3o dos dados neste momento, os pareceres foram elaborados pelo Ibama em abril de 2022, aproximadamente um ano antes da licen\u00e7a ser negada.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-100 has-custom-font-size is-style-cta has-medium-font-size\"><a class=\"wp-block-button__link has-beige-100-color has-blue-green-800-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/petroleo-na-amazonia-nao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">PARTICIPE DO ABAIXO-ASSINADO &#8220;<strong>PETR\u00d3LEO NA AMAZ\u00d4NIA N\u00c3O<\/strong>&#8220;<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p>O corpo t\u00e9cnico da autarquia tamb\u00e9m registrou 18 impactos negativos, dos quais 4 com alta magnitude. Entre eles a altera\u00e7\u00e3o de comportamento de mam\u00edferos aqu\u00e1ticos e tartarugas. Ainda assim, <strong>a Petrobras recorreu da decis\u00e3o <\/strong>e, tanto a press\u00e3o do setor, quanto o apoio do governo federal, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/passagem-de-lula-na-cop-28-evidencia-que-petroleo-ainda-e-prioridade-brasileira\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/passagem-de-lula-na-cop-28-evidencia-que-petroleo-ainda-e-prioridade-brasileira\/\">seguem em alta para que o petr\u00f3leo avance na Amaz\u00f4nia.<\/a><\/p>\n\n<p>Para Marcelo Laterman, porta-voz da frente de oceanos, o valor m\u00e1ximo dos \u00edndices de impacto avaliados devem orientar, para al\u00e9m de um alto valor de compensa\u00e7\u00e3o para a empresa, a inviabilidade socioambiental do empreendimento.<br><br>\u201cAl\u00e9m dos potenciais impactos conhecidos, a \u00e1rea t\u00e9cnica do Ibama aponta elevados riscos de comprometimento de \u00e1rea priorit\u00e1ria cuja import\u00e2ncia seria <strong><em>\u2018insuficientemente conhecida\u2019.<\/em> <\/strong>A explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o fere, portanto, o princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea a n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o no meio ambiente caso haja incerteza sobre os impactos das a\u00e7\u00f5es humanas, especialmente em casos em que nem a ci\u00eancia pode oferecer respostas conclusivas sobre as consequ\u00eancias dessas atividades\u201d, afirma.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n<p>Segundo o porta-voz, outro indicador que coloca em xeque a explora\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o \u00e9 o de temporalidade, que tamb\u00e9m foi avaliado com grau m\u00e1ximo de impacto.<br><br> \u201cQuando se assume o risco de impactos caracterizados como \u2018negativos e irrevers\u00edveis\u2019, eles devem ser evitados &#8211; e n\u00e3o compensados uma vez que a compensa\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o \u00e9 capaz de endere\u00e7\u00e1-los\u201d, ressalta Laterman.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Nos \u00faltimos meses, o Greenpeace Brasil tem articulado uma campanha para <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/greenpeace-brasil-lanca-abaixo-assinado-contra-exploracao-de-petroleo-na-amazonia\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/greenpeace-brasil-lanca-abaixo-assinado-contra-exploracao-de-petroleo-na-amazonia\/\">pressionar o governo federal a cumprir o compromisso de proteger a Amaz\u00f4nia,<\/a> a declarando uma zona livre de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n<p>O presidente Lula tem colocado o Brasil como lideran\u00e7a clim\u00e1tica e amaz\u00f4nica, mas esse protagonismo est\u00e1 amea\u00e7ado pela aposta na expans\u00e3o do petr\u00f3leo em \u00e1reas sens\u00edveis, como a bacia da Foz do Amazonas. A <strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/cop-28-lanca-luz-sobre-a-contradicao-de-lula-ao-apostar-em-mais-petroleo\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/cop-28-lanca-luz-sobre-a-contradicao-de-lula-ao-apostar-em-mais-petroleo\/\">contradi\u00e7\u00e3o do governo federal <\/a><\/strong>ficou ainda mais exposta para o mundo na COP28, quando foi anunciada a entrada do pa\u00eds na Opep+.<\/p>\n\n<p><strong>Direitos ind\u00edgenas<\/strong><\/p>\n\n<p>Na regi\u00e3o da Bacia da Foz do Amazonas est\u00e3o localizadas as Terras Ind\u00edgenas dos povos Karipuna, Palikur-Aruk Wayne, Galibi Marworno e Galibi Kali\u00f1a, localizados no munic\u00edpio de Oiapoque, no Amap\u00e1, elevando ainda mais a sensibilidade socioambiental da regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Em outubro do ano passado, o Ibama pediu \u00e0 Funai um parecer sobre a explora\u00e7\u00e3o do bloco 59. A Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas, por sua vez, recomendou a <a href=\"https:\/\/climainfo.org.br\/2024\/01\/28\/funai-recomenda-medir-impacto-da-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-para-indigenas\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/climainfo.org.br\/2024\/01\/28\/funai-recomenda-medir-impacto-da-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-para-indigenas\/\">realiza\u00e7\u00e3o de pr\u00e9via avalia\u00e7\u00e3o ambiental<\/a> da bacia que contemple consulta \u00e0s comunidades ind\u00edgenas da regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>A consulta pr\u00e9via, livre e informada, \u00e9 um direito desses povos garantido pela Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho. Os povos do Oiapoque t\u00eam um protocolo de consulta espec\u00edfico para grandes empreendimentos, <a href=\"https:\/\/acervo.socioambiental.org\/acervo\/livros\/protocolo-de-consulta-dos-povos-indigenas-do-oiapoque\">que pode ser consultado aqui.<\/a><\/p>\n\n<p>\u201cO empreendimento apresenta potenciais impactos diretos e indiretos sobre territ\u00f3rios ind\u00edgenas, quilombolas e comunidades tradicionais. <strong>A Conven\u00e7\u00e3o estabelece que esses povos t\u00eam o direito de serem consultados,<\/strong> de acordo com seus pr\u00f3prios protocolos, sobre toda e qualquer decis\u00e3o administrativa que afete seus direitos, modos de vida e territ\u00f3rios\u201d, reitera o porta-voz do Greenpeace.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00e1lculo foi feito pelo Ibama, que analisa pedido da Petrobras para explorar a regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":98,"featured_media":51150,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-51149","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51149","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/98"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51149"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51149\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51450,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51149\/revisions\/51450"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51150"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51149"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51149"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51149"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=51149"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}