{"id":51153,"date":"2024-01-31T13:27:04","date_gmt":"2024-01-31T16:27:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=51153"},"modified":"2024-05-27T17:54:48","modified_gmt":"2024-05-27T20:54:48","slug":"tempo-seco-favorece-crime-ambiental-na-amazonia-e-fogo-avanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/tempo-seco-favorece-crime-ambiental-na-amazonia-e-fogo-avanca\/","title":{"rendered":"Tempo seco favorece crime ambiental na Amaz\u00f4nia e fogo avan\u00e7a\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Em janeiro de 2024 o n\u00famero de focos de calor no bioma j\u00e1 \u00e9 quase o dobro do registrado em 2023. Ainda sob forte influ\u00eancia do El Ni\u00f1o, desmatadores ganharam tempo para destruir<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/09\/a7eb15bd-gp0stxhg6_web_size.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-48847\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/09\/a7eb15bd-gp0stxhg6_web_size.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/09\/a7eb15bd-gp0stxhg6_web_size-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/09\/a7eb15bd-gp0stxhg6_web_size-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2023\/09\/a7eb15bd-gp0stxhg6_web_size-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c1rea rec\u00e9m desmatada e queimada em Porto Velho, Rond\u00f4nia, em 2023.  (Foto: Marizilda Cruppe\/Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>De acordo com dados do Banco de Dados de Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de 1 a 29 de janeiro de 2024, a Amaz\u00f4nia teve 45,9% de todos os focos de calor registrados no Brasil. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, isso significa um aumento de 85,70%, passando de 1.056 em janeiro de 2023, para 1.961 este ano.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A expressiva alta pode ter sido influenciada, sobretudo, pela amplia\u00e7\u00e3o do per\u00edodo seco na regi\u00e3o, que viabiliza a queima de pastagens e o processo de desmatamento, em raz\u00e3o dos efeitos do El Ni\u00f1o, que foi intensificado pelas Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e deve perdurar por mais alguns meses em 2024.<\/p>\n\n<p>\u201cEstamos enfrentando uma anomalia em 2024 devido ao El Ni\u00f1o. Esse padr\u00e3o clim\u00e1tico mais seco e quente, al\u00e9m de propiciar o aumento dos focos de calor e o alastramento das chamas,&nbsp; favorece as condi\u00e7\u00f5es para que os desmatadores e propriet\u00e1rios de gado e soja queimem. \u00c9 preciso aten\u00e7\u00e3o, pois essa situa\u00e7\u00e3o deve perdurar at\u00e9 pelo menos mar\u00e7o\u201d, avalia Ana Clis Ferreira, do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<p>Em 2023, houve um aumento significativo nos focos de calor, principalmente nos meses de outubro, novembro e dezembro, indicando uma intensifica\u00e7\u00e3o nas pr\u00e1ticas de queima. As queimadas, que historicamente s\u00e3o provocadas com mais intensidade em meados de julho e atinge o pico em setembro, foram favorecidas pela extrema seca, resultando em um ambiente mais suscet\u00edvel ao espalhamento do fogo quando comparado ao mesmo per\u00edodo no ano anterior.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"337\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/4089afee-mapa-monitor-de-secas.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-51155\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/4089afee-mapa-monitor-de-secas.png 337w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/4089afee-mapa-monitor-de-secas-225x300.png 225w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/01\/4089afee-mapa-monitor-de-secas-255x340.png 255w\" sizes=\"auto, (max-width: 337px) 100vw, 337px\" \/><\/figure>\n\n<p>O El Ni\u00f1o atual (2023\/2024) \u00e9 classificado como &#8220;Forte&#8221;, compar\u00e1vel ao registrado em 2015\/2016, o ano com o maior n\u00famero de focos de calor em janeiro da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Mas este ano o fen\u00f4meno ainda teve uma grande colabora\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Recentemente, <a href=\"https:\/\/spiral.imperial.ac.uk\/handle\/10044\/1\/108761\">uma an\u00e1lise do World Weather Attribution (WWA), que contou com participa\u00e7\u00e3o de pequisadores do Brasil, Reino unido, Holanda e Estados Unidos<\/a>, apontou que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 reduzindo a precipita\u00e7\u00e3o e aumentando o calor na Amaz\u00f4nia, o que foi respons\u00e1vel por tornar a estiagem sem precedentes de 2023 cerca de 30 vezes mais prov\u00e1vel do que ocorreria apenas pela a\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201c\u00c0 medida que o clima se aquece, uma potente combina\u00e7\u00e3o de diminui\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o e aumento do calor est\u00e1 impulsionando a seca na Amaz\u00f4nia\u201d, <a href=\"https:\/\/noticias.ufsc.br\/2024\/01\/mudanca-climatica-foi-principal-causa-da-seca-historica-da-amazonia-aponta-estudo-internacional-com-participacao-de-pesquisadora-da-ufsc\/\">explica a pesquisadora Regina Rodrigues, professora de Oceanografia F\u00edsica e Clima da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)<\/a>, que contribuiu com o estudo.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O prolongamento do per\u00edodo quente e seco tamb\u00e9m afetou a agricultura, facilitando a queima de \u00e1reas de pastagem e soja para renova\u00e7\u00e3o das culturas. Essa pr\u00e1tica, muitas vezes inserida no processo de semeadura, pode ter sido prolongada devido ao atraso no plantio causado pela intensa seca no ano anterior.<\/p>\n\n<p>Mas o fogo tamb\u00e9m \u00e9 usado no processo de desmatamento na Amaz\u00f4nia. Os dados revelam que os focos de calor na Amaz\u00f4nia est\u00e3o predominantemente sobre Pastagem (33,8%) e Forma\u00e7\u00e3o Florestal (33,5%). Isso significa que cerca de um ter\u00e7o das queimadas no bioma aconteceram em \u00e1reas consideradas florestais, indicando poss\u00edvel queima intencional para degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>\u201cJ\u00e1 sabemos que o clima ainda permanecer\u00e1 seco por alguns meses, e que isso facilita o processo de destrui\u00e7\u00e3o da floresta, portanto n\u00e3o h\u00e1 desculpa para que o poder p\u00fablico, tanto federal como estadual, n\u00e3o se prepare adequadamente para mitigar o problema, intensificando as a\u00e7\u00f5es de combate e fiscaliza\u00e7\u00e3o. A crise do fogo e da fuma\u00e7a ainda n\u00e3o acabou\u201d, alerta Ana Clis.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em janeiro de 2024 o n\u00famero de focos de calor no bioma j\u00e1 \u00e9 quase o dobro do registrado em 2023. 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