{"id":5196,"date":"2018-10-08T15:06:33","date_gmt":"2018-10-08T18:06:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=5196"},"modified":"2021-12-01T09:33:04","modified_gmt":"2021-12-01T12:33:04","slug":"ou-agimos-agora-ou-sera-tarde-demais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/ou-agimos-agora-ou-sera-tarde-demais\/","title":{"rendered":"Ou agimos agora ou ser\u00e1 tarde demais"},"content":{"rendered":"<h4>O clima n\u00e3o espera: cientistas do IPCC alertam que combater o aquecimento global exige mudan\u00e7as sem precedentes, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel se n\u00e3o perdermos tempo; e nossas florestas s\u00e3o motivo para ter esperan\u00e7a<\/h4>\n<div id=\"attachment_5200\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5200\" class=\"wp-image-5200 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/5dd8b481-gp0w03-1024x682.jpg\" alt=\"Ind\u00fastria vista ao p\u00f4r do sol \u00a9 Martin Lueders\" width=\"1024\" height=\"682\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/5dd8b481-gp0w03-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/5dd8b481-gp0w03-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/5dd8b481-gp0w03-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/5dd8b481-gp0w03-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/5dd8b481-gp0w03.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-5200\" class=\"wp-caption-text\">Limitar o aquecimento global a 1,5 grau se torna mais dif\u00edcil a cada dia, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel, se agirmos agora, cobrando dos l\u00edderes pol\u00edticos a\u00e7\u00f5es firmes<\/p><\/div>\n<p>O time mais robusto de cientistas do mundo, o Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC, em ingles) divulgou nesta segunda-feira, na Coreia do Sul, um novo relat\u00f3rio sobre o caminho para limitar o aquecimento global a 1.5 grau e assim cumprir o hist\u00f3rico Acordo de Paris. <strong>\u00c9 uma tarefa que envolve escolhas dif\u00edceis e urgentes, e s\u00f3 poder\u00e1 ser alcan\u00e7ada se n\u00e3o perdermos mais tempo.<\/strong> Para l\u00edderes politicos e corporativos, a mensagem \u00e9 clara: \u201cAjam agora!\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, j\u00e1 enfrentamos 1 grau Celsius de aquecimento. Para os cientistas da ONU, que revisaram mais de 6 mil estudos, estamos muito pr\u00f3ximos de atingir 1.5o C e at\u00e9 mesmo chegar a 2o C de aquecimento j\u00e1 na primeira metade do s\u00e9culo, ou seja, logo daqui trinta anos. Este \u00e9 o n\u00edvel m\u00ednimo seguro para a forma como vivemos no planeta. A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, diz o relat\u00f3rio, \u00e9 reduzir pela metade at\u00e9 2030 a emiss\u00e3o de gases que esquentam o planeta, para ent\u00e3o zer\u00e1-las em 2050, al\u00e9m de absorver parte do carbono que j\u00e1 est\u00e1 na atmosfera. Neste caminho n\u00e3o bastam s\u00f3 novas tecnologias e energia limpa \u2013 <strong>as florestas tamb\u00e9m ter\u00e3o papel fundamental<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cNo cen\u00e1rio tra\u00e7ado pelo IPCC, o futuro da humanidade depende n\u00e3o apenas de eliminarmos os combust\u00edveis f\u00f3sseis, como carv\u00e3o e petr\u00f3leo, e zerar o desmatamento em escala mundial para reduzir as emiss\u00f5es, mas tamb\u00e9m proteger florestas, savanas e outras formas de vegeta\u00e7\u00e3o natural para capturar o excesso de CO2 que j\u00e1 est\u00e1 na atmosfera e o que ainda ser\u00e1 emitido na fase de transi\u00e7\u00e3o para uma economia neutra em carbono\u201d, diz o estrategista internacional de Florestas do Greenpeace, Paulo Ad\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para ele, a melhor e mais aceit\u00e1vel forma de fazer isso \u00e9 adotar um ambicioso programa de restaura\u00e7\u00e3o das florestas degradadas em escala global. \u201cAfinal, as \u00e1rvores s\u00e3o \u2018usinas\u2019 naturais de capta\u00e7\u00e3o de carbono desenvolvidas e testadas h\u00e1 milh\u00f5es de anos\u201d, afirma.<\/p>\n<div id=\"attachment_5202\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5202\" class=\"wp-image-5202 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/63acc9ae-gp0stpodo-1024x684.jpg\" alt=\"Floresta amaz\u00f4nica pr\u00f3ximo ao rio Tapaj\u00f3s \u00a9 Valdemir Cunha\" width=\"1024\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/63acc9ae-gp0stpodo-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/63acc9ae-gp0stpodo-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/63acc9ae-gp0stpodo-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/63acc9ae-gp0stpodo-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/10\/63acc9ae-gp0stpodo.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-5202\" class=\"wp-caption-text\">As florestas capturam e armazenam o carbono da atmosfera; restaurantes-las \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o natural mais vi\u00e1vel e acess\u00edvel no enfrentamento do aquecimento global.<\/p><\/div>\n<p>No Brasil, l\u00edderes pol\u00edticos e empresariais t\u00eam o dever de ampliar os compromissos j\u00e1 assumidos com a comunidade global e adotar as medidas necess\u00e1rias para nos proteger dos impactos que j\u00e1 est\u00e3o sendo sentidos, como secas severas prolongadas e tempestades com for\u00e7a recorde.\u00a0&#8220;Al\u00e9m de acelerar a transi\u00e7\u00e3o para uma matriz energ\u00e9tica 100% limpa e renov\u00e1vel, o pa\u00eds tem o desafio de revolucionar o setor agropecu\u00e1rio &#8211; que responde por cerca de 70% das emiss\u00f5es brasileiras, inclu\u00eddo a o \u2018pum\u2019 dos rebanhos, o uso de fertilizantes e o desmatamento de novas \u00e1reas &#8211; e traz\u00ea-lo para um patamar sustent\u00e1vel\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Desafio ao novo presidente<\/strong><\/p>\n<p>Seja qual for o candidato eleito. o pr\u00f3ximo presidente do pa\u00eds ter\u00e1 a miss\u00e3o de reduzir em 43% as emiss\u00f5es brasileiras at\u00e9 2030. E isso s\u00f3 poder\u00e1 ser feito combatendo duramente o desmatamento da Amaz\u00f4nia. Enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o moral para a sobreviv\u00eancia dos brasileiros, tanto agora como para o futuro.<\/p>\n<p><strong>Pontos-chave do relat\u00f3rio dos cientistas da ONU<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>2\u00b0 C de aquecimento global \u00e9 muito mais perigoso do que se pensava quando o Acordo de Paris foi assinado, em 2015. Estamos mais perto de pontos cr\u00edticos de ruptura dos ecossistemas e outros riscos importantes do que pens\u00e1vamos. Quatro das cinco principais raz\u00f5es para preocupa\u00e7\u00e3o foram revisadas para sinalizar que h\u00e1 riscos substancialmente mais altos para humanos, esp\u00e9cies e economias mesmo com n\u00edveis mais baixos de aquecimento.<\/li>\n<li>Limitar o aquecimento a 1,5\u00b0 C em vez de 2\u00b0 C faria uma enorme diferen\u00e7a para a vida nos oceanos e na Terra. Protegeria centenas de milh\u00f5es de pessoas de frequentes ondas extremas de calor, reduziria pela metade a propor\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es que sofrem com a escassez de \u00e1gua e ajudaria a atingir metas de desenvolvimento sustent\u00e1vel e erradica\u00e7\u00e3o da pobreza.<\/li>\n<li>Limitar o aquecimento a 1,5\u00b0 C ou menos \u00e9 um desafio, mas ainda \u00e9 poss\u00edvel, se formos r\u00e1pidos, ousados \u200b\u200be afortunados, e acelerarmos nossa a\u00e7\u00e3o em todas as frentes agora.<\/li>\n<li>Existem solu\u00e7\u00f5es que podem reduzir pela metade as emiss\u00f5es globais de carbono at\u00e9 2030, de forma a apoiar as metas de desenvolvimento, construir a resili\u00eancia clim\u00e1tica e nos fornecer sociedades mais saud\u00e1veis \u200b\u200be pr\u00f3speras.<\/li>\n<li>Os pr\u00f3ximos anos s\u00e3o cr\u00edticos para o mundo embarcar em um caminho de transforma\u00e7\u00e3o que reduza as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e aumente as florestas em dire\u00e7\u00e3o a uma economia neutra em carbono. Com as atuais metas clim\u00e1ticas dos pa\u00edses para 2030, n\u00e3o ter\u00edamos chance. Ent\u00e3o elas devem ser melhoradas.<\/li>\n<li>Precisamos pensar grande, em todos os n\u00edveis, com todos a bordo. O desafio \u00e9 sem precedentes e n\u00e3o ser\u00e1 resolvido apenas pela tecnologia ou pela economia. Precisamos de melhor governan\u00e7a e compreens\u00e3o mais profunda das transforma\u00e7\u00f5es do sistema, ag\u00eancia e motiva\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a. E precisamos nos preparar para os impactos e perdas que n\u00e3o podem mais ser evitados, atendendo \u00e0s necessidades das pessoas em risco.<\/li>\n<li>Estamos agora a 1\u00b0 C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. Se a temperatura continuar a aumentar no ritmo atual, o aquecimento de 1,5\u00b0 C ser\u00e1 excedido entre 2030 e 2052.<\/li>\n<li>Outros 0,5\u00b0 C aumentar\u00e3o os impactos, riscos e perdas generalizados. 1, \u00b0 C pode ser suficiente para desestabilizar os mantos de gelo, matar at\u00e9 90% dos corais de \u00e1gua quente, causar s\u00e9rios problemas \u00e0 vida marinha, ao \u00c1rtico e \u00e0s pessoas.<\/li>\n<li>No entanto, limitar o aquecimento a 1,5\u00b0 C em vez de 2 \u00b0 C reduziria ainda mais os riscos e impactos, em rela\u00e7\u00e3o a extremos clim\u00e1ticos, perda de esp\u00e9cies, escassez de \u00e1gua, escassez de alimentos, mortes relacionadas ao calor, impactos oce\u00e2nicos, regi\u00f5es polares etc.<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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