{"id":52101,"date":"2024-03-26T15:05:00","date_gmt":"2024-03-26T18:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=52101"},"modified":"2024-04-04T15:12:21","modified_gmt":"2024-04-04T18:12:21","slug":"em-acao-em-belem-durante-visita-de-macron-greenpeace-brasil-pede-que-lula-defenda-a-amazonia-da-exploracao-de-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/em-acao-em-belem-durante-visita-de-macron-greenpeace-brasil-pede-que-lula-defenda-a-amazonia-da-exploracao-de-petroleo\/","title":{"rendered":"Em a\u00e7\u00e3o em Bel\u00e9m durante visita de Macron, Greenpeace Brasil pede que Lula defenda a Amaz\u00f4nia da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>A bordo do veleiro Witness, que est\u00e1 em \u00e1guas brasileiras para a expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva, ativistas da organiza\u00e7\u00e3o ambiental exibiram faixas em prol da prote\u00e7\u00e3o da costa amaz\u00f4nica;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>A\u00e7\u00e3o ocorreu nesta ter\u00e7a (26), no momento em que os presidentes partiam para a Ilha do Combu, na margem sul do Rio Guam\u00e1, para conhecer produtores locais de cacau<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"635\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/dc53be92-whatsapp-image-2024-03-26-at-6.37.07-pm-1024x635.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-52102\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/dc53be92-whatsapp-image-2024-03-26-at-6.37.07-pm-1024x635.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/dc53be92-whatsapp-image-2024-03-26-at-6.37.07-pm-300x186.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/dc53be92-whatsapp-image-2024-03-26-at-6.37.07-pm-768x477.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/dc53be92-whatsapp-image-2024-03-26-at-6.37.07-pm-1536x953.jpeg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/dc53be92-whatsapp-image-2024-03-26-at-6.37.07-pm-2048x1271.jpeg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/dc53be92-whatsapp-image-2024-03-26-at-6.37.07-pm-510x316.jpeg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Veleiro Witness, do Greenpeace, leva mensagem pela defesa da Amaz\u00f4nia para a Ilha do Combu, em Bel\u00e9m, onde Lula e Macron visitaram popula\u00e7\u00f5es locais. Foto: Enrico Marone\/ Greenpeace Brasil <\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Bel\u00e9m (PA), 26 de mar\u00e7o de 2024 \u2013 <\/strong>&#8220;Lula, declare a Amaz\u00f4nia uma zona livre de petr\u00f3leo&#8221;. Essa foi uma das mensagens exibidas por ativistas do <strong>Greenpeace Brasil<\/strong> nesta ter\u00e7a (26), pr\u00f3ximo \u00e0 Ilha do Combu, em Bel\u00e9m, onde os presidentes Lula e Macron se reuniram para uma agenda bilateral com programa\u00e7\u00e3o voltada a temas relacionados ao meio ambiente, povos ind\u00edgenas e COP30.<\/p>\n\n<p>A bordo do veleiro Witness, que est\u00e1 no Brasil para fomentar a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico sobre a din\u00e2mica das correntes da Bacia da Foz do Amazonas e avaliar poss\u00edveis impactos da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o, a equipe do Greenpeace exibiu uma grande faixa com os dizeres \u201cPetr\u00f3leo na Amaz\u00f4nia N\u00e3o\u201d no momento em que passavam as embarca\u00e7\u00f5es da comitiva oficial dos presidentes.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A press\u00e3o do governo, da ind\u00fastria e de pol\u00edticos locais para a abertura de uma nova fronteira explorat\u00f3ria na Margem Equatorial brasileira \u00e9 grande. Por\u00e9m, ao apostar em petr\u00f3leo na Bacia da Foz do Amazonas, o Brasil estar\u00e1 prejudicando n\u00e3o somente a sua sociobiodiversidade, mas<strong> \u201cexportando\u201d potenciais derramamentos de petr\u00f3leo para os pa\u00edses vizinhos, incluindo<\/strong> a <strong>Guiana Francesa<\/strong><\/p>\n\n<p>&#8220;Ser\u00e1 que o Lula contou para o Macron nesse encontro que grandes volumes de eventuais vazamentos e derramamentos de petr\u00f3leo ocorridos na bacia da Foz do Amazonas tendem a ir para a Guiana Francesa, que \u00e9 territ\u00f3rio franc\u00eas?, questiona o coordenador da \u00e1rea de Oceanos do Greenpeace Brasil, Marcelo Laterman, presente na a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>A costa amaz\u00f4nica \u00e9 lar de uma biodiversidade \u00fanica \u2013 \u00e9 l\u00e1 que est\u00e1 o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/os-corais-da-amazonia-existem-a-ciencia-garante\/\">Grande Sistema de Recifes da Amaz\u00f4nia <\/a>e o maior corredor cont\u00ednuo de manguezais do planeta, entre muitas outras esp\u00e9cies. Apesar disso, \u00e9 na Bacia da Foz do Amazonas que est\u00e1 o bloco FZA-M-59, que j\u00e1 foi alvo de petrol\u00edferas estrangeiras e que, atualmente, pode ser explorado pela Petrobras. Diante deste cen\u00e1rio, o Greenpeace Brasil come\u00e7ou uma campanha no ano passado pedindo que o governo declare a Amaz\u00f4nia uma zona livre de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n<p>&#8220;Lula e Macron est\u00e3o discutindo a COP30 em um territ\u00f3rio que est\u00e1 sob amea\u00e7a direta da ind\u00fastria do petr\u00f3leo. J\u00e1 s\u00e3o mais de 200 blocos de explora\u00e7\u00e3o entre os j\u00e1 concedidos, em oferta e em estudo na bacia da Foz do Amazonas. O pa\u00eds, que tem as condi\u00e7\u00f5es de liderar pelo exemplo a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica global e ser protagonista na agenda clim\u00e1tica, deve ir de her\u00f3i a vil\u00e3o caso o governo insista na abertura de uma nova fronteira de petr\u00f3leo na Amaz\u00f4nia. Ainda \u00e9 tempo do presidente assumir a responsabilidade que traz nos discursos e declarar a Amaz\u00f4nia uma zona livre de petr\u00f3leo&#8221;, afirma Marcelo Laterman.<\/p>\n\n<p>A embarca\u00e7\u00e3o do Greenpeace usada na a\u00e7\u00e3o estava em frente \u00e0 Ilha do Combu, na margem oposta de onde Lula e Macron foram&nbsp; conhecer as popula\u00e7\u00f5es que produzem cacau de forma artesanal e sustent\u00e1vel. A campanha de press\u00e3o para que os l\u00edderes entendam os riscos do petr\u00f3leo \u00e0 sociobiodiversidade da regi\u00e3o da Foz do Amazonas tamb\u00e9m inclui mensagens em franc\u00eas e portugu\u00eas nas redes sociais do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<p>A presen\u00e7a do Witness em \u00e1guas brasileiras \u00e9 parte da expedi\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/informe-se\/oceanos\/costa-amazonica-viva\/\"><em>Costa Amaz\u00f4nica Viva<\/em><\/a>, que viabiliza pesquisas cient\u00edficas sobre a regi\u00e3o da Margem Equatorial e avalia potenciais impactos da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o. A iniciativa busca dados que possam contribuir para um entendimento mais acurado sobre a trajet\u00f3ria de eventuais vazamentos de petr\u00f3leo, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 um consenso cient\u00edfico sobre tais din\u00e2micas. Pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 um dissenso fundamental: as modelagens de dispers\u00e3o de \u00f3leo apresentadas pela Petrobras, que indicavam que ele n\u00e3o chegaria at\u00e9 a costa foram recebidas com ceticismo por ocean\u00f3grafos de renomadas institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Pesquisa com popula\u00e7\u00f5es do Amap\u00e1<\/strong><\/p>\n\n<p>A Iniciativa do Greenpeace Brasil j\u00e1 resultou no estudo in\u00e9dito <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/e3f2d9e3-green_costa_relatorio-v4.pdf\">Costa do Amap\u00e1: potenciais impactos do petr\u00f3leo e alternativas socioecon\u00f4micas<\/a>, lan\u00e7ado na \u00faltima semana. A pesquisa foi apurada em seis munic\u00edpios costeiros e um distrito municipal do Amap\u00e1, na regi\u00e3o da Bacia da Foz do Amazonas, \u00e1rea que est\u00e1 na mira da ind\u00fastria do petr\u00f3leo. Entre os dados apresentados no relat\u00f3rio, 42% dos entrevistados t\u00eam expectativas negativas sobre a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o; 69,2% citam o vazamento de \u00f3leo como poss\u00edvel causa de impactos sobre a pesca e a vida marinha. A amostra tamb\u00e9m indica que 96% das comunidades costeiras do Amap\u00e1 n\u00e3o participaram de nenhuma audi\u00eancia p\u00fablica sobre o tema.<br>Com a expedi\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/informe-se\/oceanos\/costa-amazonica-viva\/\">Costa Amaz\u00f4nica Viva<\/a>, o Greenpeace pretende fomentar o debate p\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o aos potenciais impactos do petr\u00f3leo na regi\u00e3o, cobrar responsabilidade das entidades de Estado (e o pr\u00f3prio governo) para que os povos do territ\u00f3rio e a ci\u00eancia sejam escutados e que se respeite o Princ\u00edpio da Precau\u00e7\u00e3o &#8211; que prev\u00ea a n\u00e3o implementa\u00e7\u00e3o de projetos sem que haja consenso cient\u00edfico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o e os potenciais impactos das atividades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A bordo do veleiro Witness, que est\u00e1 em \u00e1guas brasileiras para a expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva, ativistas da organiza\u00e7\u00e3o ambiental exibiram faixas em prol da prote\u00e7\u00e3o da costa amaz\u00f4nica;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":52102,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,5,64],"tags":[13,27],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-52101","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-greenpeace","category-oceanos","tag-greenpeace","tag-oceanos","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52101","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52101"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52103,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52101\/revisions\/52103"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52101"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=52101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}