{"id":52104,"date":"2024-03-21T15:17:00","date_gmt":"2024-03-21T18:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=52104"},"modified":"2025-03-11T09:07:49","modified_gmt":"2025-03-11T12:07:49","slug":"comunidades-costeiras-do-amapa-revelam-preocupacao-com-exploracao-de-petroleo-63-temem-vazamentos-e-impactos-na-pesca-e-vida-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/comunidades-costeiras-do-amapa-revelam-preocupacao-com-exploracao-de-petroleo-63-temem-vazamentos-e-impactos-na-pesca-e-vida-marinha\/","title":{"rendered":"Comunidades costeiras do Amap\u00e1 revelam preocupa\u00e7\u00e3o com explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo; 63% temem vazamentos e impactos na pesca e vida marinha"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><em>Relat\u00f3rio \u00e9 resultado parcial da Expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva, do Greenpeace Brasil, e foi produzido pela Amapari Consultoria Ambiental; veleiro Witness percorre regi\u00e3o e apura, por meio de derivadores, o &#8220;caminho&#8221; de potenciais vazamentos<\/em><\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/3857dbce-gp0stzzje_medium_res_with_credit_line-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-52105\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/3857dbce-gp0stzzje_medium_res_with_credit_line-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/3857dbce-gp0stzzje_medium_res_with_credit_line-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/3857dbce-gp0stzzje_medium_res_with_credit_line-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/3857dbce-gp0stzzje_medium_res_with_credit_line-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/3857dbce-gp0stzzje_medium_res_with_credit_line.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>&nbsp;Estudo \u201cCosta do Amap\u00e1\u201d faz parte da Expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva do Greenpeace Brasil, que ocorre na regi\u00e3o e a bordo do veleiro Witness | Foto: Enrico Marone\/Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Macap\u00e1 (AP), 21 de mar\u00e7o de 2024 \u2013<\/strong> O Greenpeace Brasil lan\u00e7a nesta quinta (21) o estudo in\u00e9dito <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/e3f2d9e3-green_costa_relatorio-v4.pdf\">Costa do Amap\u00e1: potenciais impactos do petr\u00f3leo e alternativas econ\u00f4micas<\/a>, realizado pela Amapari Consultoria Ambiental. A pesquisa foi apurada em seis munic\u00edpios costeiros, e um distrito municipal do estado do Amap\u00e1, na regi\u00e3o da Bacia da Foz do Amazonas, \u00e1rea que est\u00e1 na mira da ind\u00fastria do petr\u00f3leo. Entre os dados apresentados no relat\u00f3rio, 42% dos entrevistados t\u00eam expectativas negativas sobre a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o; 69,2% citam o vazamento de \u00f3leo como poss\u00edvel causa de impactos sobre a pesca e a vida marinha. A amostra tamb\u00e9m indica que 96% das comunidades costeiras do Amap\u00e1 n\u00e3o participaram de nenhuma audi\u00eancia p\u00fablica sobre o tema.<\/p>\n\n<p>Entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, a equipe realizou coleta de dados prim\u00e1rios por meio de 103 entrevistas individualizadas. O campo da pesquisa est\u00e1&nbsp; situado em duas mesorregi\u00f5es, norte e sul, sendo: Oiapoque, Cal\u00e7oene, Amap\u00e1 e Pracu\u00faba, ao norte, e Cutias, Macap\u00e1 e distrito do Bailique, ao sul. Com exce\u00e7\u00e3o da capital Macap\u00e1, os munic\u00edpios e o distrito citados est\u00e3o localizados na zona costeira do estado do Amap\u00e1<\/p>\n\n<p>As pessoas entrevistadas s\u00e3o&nbsp; de comunidades tradicionais em seus territ\u00f3rios, col\u00f4nias de pesca, associa\u00e7\u00f5es; atores de empreendimentos da sociobiodiversidade, al\u00e9m de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, universidades e entes governamentais e n\u00e3o governamentais.&nbsp; Foram entrevistados com o aux\u00edlio de um formul\u00e1rio socioecon\u00f4mico semiestruturado, que abrangeu quest\u00f5es sociais, ambientais e econ\u00f4micas sobre a potencial explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Para Enrico Marone, porta-voz do Greenpeace Brasil, o principal objetivo do relat\u00f3rio Costa do Amap\u00e1 \u00e9&nbsp; combater a desinforma\u00e7\u00e3o: \u201c\u00c9 preciso entender os impactos que a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo pode causar na regi\u00e3o e, mais do que isso, saber o que pensam as comunidades costeiras locais sobre o poss\u00edvel avan\u00e7o do petr\u00f3leo. As comunidades pesqueiras, ind\u00edgenas e quilombolas precisam ser consultadas e estarem cientes de que o seu territ\u00f3rio e a sua atividade de gera\u00e7\u00e3o de renda podem estar em risco\u201d<br><br>O documento revela que 71,6% das pessoas ouvidas consomem pescado diariamente ou de 5 a 6 vezes na semana. A pesca artesanal, portanto, \u00e9 essencial para a economia e sobreviv\u00eancia dessas fam\u00edlias. Qualquer vazamento de \u00f3leo impactaria diretamente a subsist\u00eancia destas comunidades.<\/p>\n\n<p>\u201cA explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo \u00e9 vendida como \u00fanica possibilidade de desenvolvimento para a regi\u00e3o, mas o estudo mostra que, al\u00e9m dos graves impactos socioecon\u00f4micos e ambientais que a atividade pode gerar, h\u00e1 outras alternativas econ\u00f4micas sustent\u00e1veis que precisam de investimento&#8221;, afirma Marone. &#8220;Dados da Embrapa citados no relat\u00f3rio mostram que as&nbsp; batedeiras de a\u00e7a\u00ed movimentam mais de R$ 150 milh\u00f5es no estado&#8221;, exemplifica o porta-voz.<\/p>\n\n<p>Entre os destaques do ocean\u00f3grafo est\u00e3o o fomento e estrutura\u00e7\u00e3o do turismo sustent\u00e1vel e de base comunit\u00e1ria, a consolida\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de apoio voltadas \u00e0 pesca artesanal e o fortalecimento das cadeias produtivas da sociobiodiversidade da regi\u00e3o. &#8220;Esses s\u00e3o passos fundamentais para uma nova economia sustent\u00e1vel\u201d, argumenta Marone.<\/p>\n\n<p>O estudo \u201cCosta do Amap\u00e1: potenciais impactos do petr\u00f3leo e alternativas econ\u00f4micas\u201d \u00e9 um material complementar da <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/informe-se\/oceanos\/costa-amazonica-viva\/\">Expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva<\/a>, do Greenpeace Brasil, que ocorre na regi\u00e3o a bordo do veleiro Witness, promovendo uma escuta da popula\u00e7\u00e3o local e apoiando a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico sobre as correntes marinhas e costeiras do Amap\u00e1.<\/p>\n\n<p>Acesse o estudo <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/e3f2d9e3-green_costa_relatorio-v4.pdf\">Costa do Amap\u00e1: potenciais impactos do petr\u00f3leo e alternativas econ\u00f4micas<\/a><br><br>Acesse os <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/512180d9-green_costa_amapa.pdf\">infogr\u00e1ficos<\/a> do estudo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio \u00e9 resultado parcial da Expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva, do Greenpeace Brasil, e foi produzido pela Amapari Consultoria Ambiental; veleiro Witness percorre regi\u00e3o e apura, por meio de derivadores, o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":52105,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,5,64],"tags":[27],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-52104","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-greenpeace","category-oceanos","tag-oceanos","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52104","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52104"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52104\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52117,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52104\/revisions\/52117"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52104"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=52104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}