{"id":52108,"date":"2024-03-11T15:23:00","date_gmt":"2024-03-11T18:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=52108"},"modified":"2024-04-04T15:30:46","modified_gmt":"2024-04-04T18:30:46","slug":"garimpo-abriu-area-equivalente-a-quatro-campos-de-futebol-por-dia-em-2023-nos-territorios-yanomami-kayapo-e-munduruku","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/garimpo-abriu-area-equivalente-a-quatro-campos-de-futebol-por-dia-em-2023-nos-territorios-yanomami-kayapo-e-munduruku\/","title":{"rendered":"Garimpo abriu \u00e1rea equivalente a quatro campos de futebol por dia em 2023 nos territ\u00f3rios Yanomami, Kayap\u00f3 e Munduruku"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Levantamento do Greenpeace Brasil mostra que atividade ilegal permanece em expans\u00e3o nas tr\u00eas terras ind\u00edgenas mais afetadas pelo garimpo no pa\u00eds<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/36f07a0d-gp0stvw4b-1024x683.jpg\" title=\"Overflight on Munduruku and Kayap\u00f3 Territories in Par\u00e1, Brazil. \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace\" alt=\"Overflight on Munduruku and Kayap\u00f3 Territories in Par\u00e1, Brazil. \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace\" class=\"wp-image-51700\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/36f07a0d-gp0stvw4b-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/36f07a0d-gp0stvw4b-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/36f07a0d-gp0stvw4b-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/36f07a0d-gp0stvw4b-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/36f07a0d-gp0stvw4b.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Munduruku em mar\u00e7o de 2023\n\u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/figcaption><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Christian Braga \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, 11 de mar\u00e7o de 2024 &#8211; <\/strong>Dados de levantamento do <strong>Greenpeace Brasil <\/strong>mostram que o garimpo devastou uma \u00e1rea de 1.409,3 hectares em 2023 nas terras ind\u00edgenas (TIs) <strong>Yanomami, Kayap\u00f3 e Munduruku<\/strong>, o equivalente \u00e0 abertura de quatro campos de futebol por dia. O levantamento do Greenpeace Brasil mostra que, juntos, os tr\u00eas territ\u00f3rios concentram mais de 26,4 mil hectares da atividade ilegal.<\/p>\n\n<p><strong>Segundo o levantamento do Greenpeace Brasil:<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Terras Ind\u00edgenas (TIs)<\/strong><\/td><td><strong>Novas \u00e1reas de garimpo em 2023<\/strong><\/td><td><strong>\u00c1reas de garimpo no acumulado at\u00e9 2023&nbsp;<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Kayap\u00f3<\/td><td>1.019 ha<\/td><td>15.430 ha<\/td><\/tr><tr><td>Munduruku<\/td><td>152 ha<\/td><td>7.094 ha<\/td><\/tr><tr><td>Yanomami<\/td><td>239 ha<\/td><td>3.892 ha<\/td><\/tr><tr><td>TOTAL<\/td><td><strong>1.410 ha<\/strong><\/td><td><strong>26.416 ha<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n<p>Para o porta-voz do Greenpeace Brasil, Jorge Eduardo Dantas, os dados comprovam que os esfor\u00e7os de combate e fiscaliza\u00e7\u00e3o nestes territ\u00f3rios ainda s\u00e3o insuficientes, o que exige medidas urgentes e a\u00e7\u00f5es direcionadas dos governos para n\u00e3o apenas diminuir, mas acabar com a atividade garimpeira em terras ind\u00edgenas, proibida por lei.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cCada hora que passa com os garimpeiros dentro dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas significa mais pessoas amea\u00e7adas, uma por\u00e7\u00e3o de rio destru\u00eddo e mais biodiversidade perdida. Precisamos, para j\u00e1, de uma Amaz\u00f4nia livre de garimpo\u201d, alerta Dantas.<\/p>\n\n<p><strong>TI Kayap\u00f3<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/_LRbzGSIrPJnIBJmur8J2y3pKGfmVKUa9MC6qaTVqlFRQeAqJ-tZfDF5G__8-payb9RK3152AP-Pf2kSvuh-uA2NskKdU2PzLPjLF2NgTCx1tBlerlb2YfW510FmALPa1GykkhiBtgIJompGBKslgA\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n<p><em>Imagem de sat\u00e9lite mostra avan\u00e7o do garimpo no territ\u00f3rio Kayap\u00f3.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<p><em>Fonte: estudo do Greenpeace Brasil<\/em><\/p>\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior na TI Kayap\u00f3, onde o garimpo devastou novas \u00e1reas somando 1.019 hectares no ano passado. No acumulado at\u00e9 dezembro de 2023, o territ\u00f3rio tem mais de 15,4 mil hectares de garimpo. Pelas imagens de sat\u00e9lite, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ver que a atividade ilegal est\u00e1 concentrada na parte Leste e Nordeste da terra ind\u00edgena e sobreposta a pelo menos quatro aldeias do povo Kayap\u00f3.<\/p>\n\n<p>\u201cTemos lido e ouvido bastante sobre os esfor\u00e7os do governo para combater o garimpo ilegal na TI Yanomami. Por\u00e9m, precisamos lembrar que os territ\u00f3rios dos povos Kayap\u00f3 e Munduruku, no Par\u00e1, t\u00eam sido muito prejudicados e \u00e9 preciso refor\u00e7ar as opera\u00e7\u00f5es e trabalhos de fiscaliza\u00e7\u00e3o por ali tamb\u00e9m. N\u00e3o basta s\u00f3 a vontade pol\u00edtica\u201d, afirma Dantas.<\/p>\n\n<p>\u201cVale destacar com estes dados a atua\u00e7\u00e3o direta dos pr\u00f3prios povos ind\u00edgenas no combate ao garimpo em suas terras. As lideran\u00e7as dos Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami, por exemplo, recentemente se uniram numa iniciativa hist\u00f3rica e formaram a <a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/noticias-socioambientais\/alianca-em-defesa-dos-territorios-levanta-sua-voz-contra-o-garimpo\"><em>Alian\u00e7a em Defesa dos Territ\u00f3rios<\/em><\/a>, que trabalha fazendo incid\u00eancia pol\u00edtica junto a autoridades contra a explora\u00e7\u00e3o ilegal de ouro\u201d, informa Dantas.<\/p>\n\n<p>A <em>Alian\u00e7a em Defesa dos Territ\u00f3rios<\/em> conta com o apoio do Instituto Socioambiental (ISA) e do Greenpeace Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A Amaz\u00f4nia concentra quase a totalidade do garimpo em todo o Brasil (92%; dados MapBiomas at\u00e9 2022), sendo que as terras ind\u00edgenas Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami (nesta ordem) s\u00e3o os territ\u00f3rios ind\u00edgenas com a maior concentra\u00e7\u00e3o de garimpos no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>TI Munduruku&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/zKIYQcZIt7_q_kZw5S9J1FujMV5BgAKpnqQEQv1BHtaCwG5uUUiwfz31Bvo4RFeJt6KJuRsXwg5iV3JQ3a5SPXAQbFCg95j0xjo2xKoI-W2J1eEowYyy2z1riGO549SU-no0TxB2VMFNJg1LNrndoQ\" alt=\"A map of the area of the forest\n\nDescription automatically generated with medium confidence\"\/><\/figure>\n\n<p><em>Imagem de sat\u00e9lite mostra avan\u00e7o do garimpo no territ\u00f3rio Munduruku. Fonte: estudo do Greenpeace Brasil<\/em><\/p>\n\n<p>Os mapas mostram que v\u00e1rias das novas \u00e1reas de garimpo abertas em 2023 est\u00e3o pr\u00f3ximas a aldeias nas tr\u00eas TIs, mas os casos s\u00e3o mais alarmantes na TI Munduruku, onde os garimpos est\u00e3o adjacentes a pelo menos 15 aldeias.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O territ\u00f3rio do povo Munduruku, ali\u00e1s, \u00e9 a segunda terra ind\u00edgena com a maior \u00e1rea acumulada de garimpo: at\u00e9 dezembro de 2023, somava uma \u00e1rea de 7 mil hectares, sendo que 5,6 mil hectares foram destru\u00eddos nos \u00faltimos cinco anos (entre 2019 e 2023). Por\u00e9m, houve um decr\u00e9scimo recente: enquanto o garimpo devastou uma nova \u00e1rea de 430,9 ha em 2022, esse n\u00famero caiu para 152 ha em 2023. O rio mais impactado pelo garimpo na TI Munduruku \u00e9 o Rio Cabitutu.<\/p>\n\n<p><strong>TI Yanomami<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/qToDOUhGuJzBs6lXhsMVBuF3o9_ORWS7oIMTdJnRFkRQghbTgCeOITNR1_hYHmb3LlWUlq7ssn50ogd1ynGPiv4Zvy2t5Pvghyqrn0qZmsHKH0mdTJI4W1rD-sEW2nN2tMvyP8bERasEMCf6WLKb1Q\" alt=\"A map of the area with a map and a map of the area\n\nDescription automatically generated with medium confidence\"\/><\/figure>\n\n<p><em>Imagem de sat\u00e9lite mostra avan\u00e7o do garimpo no territ\u00f3rio Yanomami. Fonte: estudo do Greenpeace Brasil<\/em><\/p>\n\n<p>Em terceiro lugar aparece a TI Yanomami, que tem um total de \u00e1rea de garimpo acumulada at\u00e9 dezembro de 2023 de 3.892 ha, sendo que uma nova \u00e1rea de 238,9 hectares foi aberta em 2023. Os dados mostram que a abertura de novas \u00e1reas de garimpo na TI Yanomami no ano passado teve um pico em janeiro, seguida por uma queda dr\u00e1stica em fevereiro, logo ap\u00f3s o governo federal decretar situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia nacional no territ\u00f3rio (em 20 de janeiro de 2023). Em mar\u00e7o, houve outro pico de novas \u00e1reas de garimpo, seguido por outubro.<\/p>\n\n<p>Vale ressaltar, contudo, que nem sempre os problemas socioambientais s\u00e3o proporcionais ao tamanho da \u00e1rea de garimpo. Isso explica por que, apesar de ser a terra ind\u00edgena com a menor \u00e1rea de garimpo das tr\u00eas analisadas, a TI Yanomami concentra tantos conflitos dentro do territ\u00f3rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento do Greenpeace Brasil mostra que atividade ilegal permanece em expans\u00e3o nas tr\u00eas terras ind\u00edgenas mais afetadas pelo garimpo no pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":51700,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[60,43],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-52108","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-garimpo","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52108"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52108\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52109,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52108\/revisions\/52109"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52108"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=52108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}