{"id":53090,"date":"2024-06-03T14:00:00","date_gmt":"2024-06-03T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=53090"},"modified":"2024-06-06T19:46:00","modified_gmt":"2024-06-06T22:46:00","slug":"o-que-os-derivadores-da-expedicao-costa-amazonica-viva-nos-dizem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-os-derivadores-da-expedicao-costa-amazonica-viva-nos-dizem\/","title":{"rendered":"O que os derivadores da Expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva nos dizem?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Pesquisa realizada pelo IEPA mostra alcance transfronteiri\u00e7o de eventual derramamento de petr\u00f3leo na Bacia da Foz do Amazonas<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/06\/c278cd2f-gp0stzzjc_medium-res-1200px-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53091\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/06\/c278cd2f-gp0stzzjc_medium-res-1200px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/06\/c278cd2f-gp0stzzjc_medium-res-1200px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/06\/c278cd2f-gp0stzzjc_medium-res-1200px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/06\/c278cd2f-gp0stzzjc_medium-res-1200px-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/06\/c278cd2f-gp0stzzjc_medium-res-1200px.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O veleiro Witness, do Greenpeace, fez parte da Expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva, em mar\u00e7o deste ano<br><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Enrico Marone\/Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><br>Guiana Francesa, Suriname, Guiana e, possivelmente, \u00e1guas caribenhas. Esses s\u00e3o alguns dos destinos de poss\u00edveis derramamentos de \u00f3leo de <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/petroleo-na-amazonia-nao\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/petroleo-na-amazonia-nao\/\">projetos de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na Bacia da Foz do Amazonas.<\/a> S\u00e3o <strong>centenas de quil\u00f4metros de contamina\u00e7\u00e3o dos mares<\/strong>, regi\u00f5es costeiras e potenciais impactos irrevers\u00edveis \u00e0 vida marinha.<br><br>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de estudo realizado pelo <a href=\"http:\/\/www.iepa.ap.gov.br\/index.php\" data-type=\"link\" data-id=\"http:\/\/www.iepa.ap.gov.br\/index.php\">IEPA<\/a> (Instituto de Pesquisas Cient\u00edficas e Tecnol\u00f3gicas do Estado do Amap\u00e1) ao longo do m\u00eas de mar\u00e7o durante a <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/informe-se\/oceanos\/costa-amazonica-viva\/\">expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva.<br><\/a><br>Os dados sobre as correntes de superf\u00edcie da regi\u00e3o, marinhas e costeiras, que permitem ampliar o conhecimento sobre a din\u00e2mica das \u00e1guas e poss\u00edveis caminhos de manchas de \u00f3leo, foram coletados por&nbsp; meio de sete derivadores (equipamentos oceanogr\u00e1ficos com GPS) lan\u00e7ados em diferentes pontos da Bacia da Foz do Amazonas, alvo da ind\u00fastria petrol\u00edfera.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Os derivadores acumularam dados de hora em hora e permitiram uma <strong>maior compreens\u00e3o sobre a hidrodin\u00e2mica da Bacia da Foz do Amazonas,<\/strong> que ainda n\u00e3o \u00e9 suficientemente conhecida para que se avaliem os riscos de projetos de alto impacto, e apresenta grande influ\u00eancia&nbsp; do regime de mar\u00e9 e dos fortes ventos da regi\u00e3o.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Onde essa mar\u00e9 vai dar?\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jWdI4TJcBw0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n<p>Segundo Lu\u00eds Takiyama, <a href=\"http:\/\/www.iepa.ap.gov.br\/index.php\" data-type=\"link\" data-id=\"http:\/\/www.iepa.ap.gov.br\/index.php\">pesquisador do IEPA respons\u00e1vel pelo estudo<\/a>, o trabalho contribuiu para elucidar alguns aspectos do comportamento das correntes superficiais na Bacia da Foz do Amazonas, em especial nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 zona costeira, onde est\u00e3o as principais lacunas de dados prim\u00e1rios.<br><br>\u201cDada a <strong>alta sensibilidade dos ambientes costeiros <\/strong>\u00e9 importante verificar se h\u00e1 a possibilidade de algum \u00f3leo derramado chegar \u00e0 costa amaz\u00f4nica, seja no Brasil ou em outros pa\u00edses vizinhos. Entretanto, h\u00e1 de se considerar tamb\u00e9m o transporte de \u00f3leo e derivados e a atividade de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em toda a Margem Equatorial, as quais apresentam riscos de um poss\u00edvel derramamento afetar as \u00e1reas costeiras do sistema de dispers\u00e3o amaz\u00f4nico\u201d, explica.<br><\/p>\n\n<p>Das sete \u201cboias com GPS\u201d lan\u00e7adas ao mar, por exemplo, cinco atravessaram a fronteira brasileira em um curto intervalo de tempo. Marcelo Laterman, coordenador na frente de Oceanos, explica que essas movimenta\u00e7\u00f5es <strong>representam uma grave amea\u00e7a ambiental aos pa\u00edses da Pan-Amaz\u00f4nia<\/strong>, aos seus povos, e com eventuais impasses diplom\u00e1ticos e operacionais.<br><br>\u201cA Bacia da Foz do Amazonas tem correntes marinhas e costeiras muito fortes cujas din\u00e2micas s\u00e3o pouco conhecidas pela ci\u00eancia. Exemplo disso \u00e9 o hist\u00f3rico de 95 perfura\u00e7\u00f5es em \u00e1guas rasas na regi\u00e3o, a maioria pela Petrobras, que contabilizaram 27 acidentes mec\u00e2nicos e nenhum po\u00e7o bem sucedido. <strong>Hoje a amea\u00e7a \u00e9 ainda maior, mas as incertezas s\u00e3o as mesmas\u201d<\/strong>, afirma Marcelo Laterman, coordenador da frente de Oceanos do Greenpeace Brasil.<br><br>O porta-voz destaca que a bacia conta com um total de 213 blocos explorat\u00f3rios entre os j\u00e1 concedidos, em oferta e em estudo. \u201c<strong>Uma verdadeira bomba de carbono para atmosfera<\/strong> e, potencialmente, de vazamentos de petr\u00f3leo para os mares, a costa, os recifes, os manguezais, as popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas\u201d.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/00c186a6-gp0stzzj8_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-52218\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/00c186a6-gp0stzzj8_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/00c186a6-gp0stzzj8_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/00c186a6-gp0stzzj8_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/00c186a6-gp0stzzj8_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/00c186a6-gp0stzzj8_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os derivadores foram lan\u00e7ados em sete pontos da Bacia da Foz do Amazonas e receberam o nome de sete esp\u00e9cies da regi\u00e3o (Foto: Enrico Marone\/Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>&nbsp;<strong>E o Brasil?<\/strong><\/p>\n\n<p>J\u00e1 os outros dois derivadores, lan\u00e7ados mais pr\u00f3ximos \u00e0 zona costeira e em \u00e1guas rasas, tocaram a costa do Amap\u00e1 e do Par\u00e1. Esses deslocamentos trazem um alerta sobre como a expans\u00e3o de petr\u00f3leo na Margem Equatorial brasileira pode trazer consequ\u00eancias graves para a biodiversidade local.<\/p>\n\n<p>\u201cMesmo com a descarga do rio Amazonas aumentando (m\u00eas de mar\u00e7o), os derivadores trafegaram em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 costa, indicando que se o \u00f3leo chegar em \u00e1reas rasas existe risco de o mesmo atingir as \u00e1reas litor\u00e2neas\u201d, detalha Lu\u00eds Takiyama.<br><br>O pesquisador do IEPA tamb\u00e9m reitera que devido ao limitado n\u00famero de estudos na Bacia da Foz do Amazonas, \u00e9 preciso \u201caumentar o esfor\u00e7o de pesquisa e monitoramento em todas as \u00e1reas do conhecimento para melhor entendimento das din\u00e2micas (f\u00edsicas, qu\u00edmicas, geol\u00f3gicas e biol\u00f3gicas), para assim melhor prevermos os riscos e vulnerabilidades associadas \u00e0s atividades que ocorrem na Bacia.\u201d<\/p>\n\n<p><strong>DETALHANDO A ROTA<\/strong><\/p>\n\n<p>Os derivadores foram nomeados em homenagem a sete esp\u00e9cies da costa amaz\u00f4nica. No in\u00edcio da Expedi\u00e7\u00e3o questionamos: onde essa mar\u00e9 vai dar? Corre aqui e vem checar onde essa mar\u00e9 chegou!&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"566\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/06\/2ab552dc-gif-300kb.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-53092\"\/><\/figure>\n\n<p><br><strong>Tartaruga Marinha<\/strong><\/p>\n\n<p>O derivador Tartaruga Marinha foi lan\u00e7ado sobre o bloco FZA-M-59, principal aposta da Petrobras para o in\u00edcio da atividade explorat\u00f3ria na Bacia da Foz do Amazonas. Em pouco mais de um dia, precisamente 26h, j\u00e1 havia atravessado a fronteira com a Guiana Francesa.<br><strong><br><\/strong>Considerando que o caminho percorrido pelo derivador simula tamb\u00e9m a locomo\u00e7\u00e3o de uma mancha de \u00f3leo, <strong>o tempo de cruzamento com a fronteira \u00e9 preocupante.<\/strong> Ainda mais considerando que segundo o Plano de Emerg\u00eancia apresentado pela Petrobras, a base de resposta designada para um eventual acidente est\u00e1 localizada em Bel\u00e9m\/PA a 830 km do local.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Seria preciso um per\u00edodo de 43h a 48h para que o socorro da estatal chegasse \u00e0 regi\u00e3o quando, devido \u00e0s altas velocidades de dispers\u00e3o, o \u00f3leo j\u00e1 teria chegado a \u00e1reas distantes do bloco de explora\u00e7\u00e3o, no caso, em \u00e1guas francesas.<\/p>\n\n<p>O equipamento seguiu em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1guas internacionais e se deslocou por mais de mil quil\u00f4metros.<br><br><strong>Boto<br><\/strong><br>O derivador Boto, por sua vez, foi lan\u00e7ado no bloco FZA-M-86, ao norte da Bacia da Foz do Amazonas, e cruzou a fronteira da Guiana Francesa ainda mais r\u00e1pido: em somente 16h, 52 km foram percorridos at\u00e9 l\u00e1. O bloco em quest\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 concedido para a Petrobras.<br><br>Ele j\u00e1 passou por \u00e1guas caribenhas e seguiu em \u00e1guas internacionais.<\/p>\n\n<p><strong>Guar\u00e1-Vermelho<\/strong><strong><br><\/strong><br>Lan\u00e7ado a 100 km do Parque Nacional Cabo Orange, na costa do estado do Amap\u00e1, ainda na Plataforma Continental Externa, o derivador Guar\u00e1-Vermelho cruzou a fronteira com a Guiana Francesa em apenas 19h. As \u00e1guas o levaram por 43 km neste curto espa\u00e7o de tempo<strong>. Essa dist\u00e2ncia \u00e9 mais de 7 vezes a extens\u00e3o do Encontro das \u00c1guas, do Rio Negro e Solim\u00f5es, de ponta a ponta.<\/strong><br><br>Ap\u00f3s 13 dias derivando por 854 km, o derivador chegou a Ilha Legan, Essequibo, na Guiana.<\/p>\n\n<p><strong>Pargo<\/strong><\/p>\n\n<p>O ponto de lan\u00e7amento do Pargo tamb\u00e9m foi pr\u00f3ximo aos sistemas recifais do Amazonas. O derivador encalhou na costa de Sinnamary, na Guiana Francesa. Em 9 dias percorreu&nbsp; 557 km. <strong>Quase 7 vezes o tamanho da orla da cidade do Rio de Janeiro, de ponta a ponta.<\/strong><\/p>\n\n<p>Boa parte do litoral da Guiana Francesa \u00e9 coberto por manguezais, o que inviabiliza uma a\u00e7\u00e3o protetiva estruturada. \u00c9 v\u00e1lido lembrar que o pr\u00f3prio pa\u00eds n\u00e3o explora petr\u00f3leo em suas \u00e1guas e que <strong>os impactos ao meio ambiente n\u00e3o reconhecem fronteiras.<br><\/strong><br>Comunidades ind\u00edgenas e pesqueiras da Guiana Francesa j\u00e1 manifestaram preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos impactos do petr\u00f3leo brasileiro em seus modos de vida, denunciando tamb\u00e9m que nunca foram consultados ou informados sobre o projeto.<br><br>A biodiversidade marinha \u00e9 base de subsist\u00eancia e renda para os povos da costa do pa\u00eds, o que significa que um<\/p>\n\n<p><strong>Pescada amarela<\/strong><\/p>\n\n<p>J\u00e1 o derivador Pescada Amarela foi ainda mais longe: ap\u00f3s 9 dias em alto-mar, chegou at\u00e9 a costa do Parque Nacional Wia-Wia, no Suriname.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Ainda que uma vez derramado no oceano o \u00f3leo tenha altera\u00e7\u00f5es em sua composi\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o dos sedimentos presentes na \u00e1gua e da oxida\u00e7\u00e3o, entre outros fatores, processo conhecido como intemperismo, o deslocamento do equipamento oceanogr\u00e1fico mostra a possibilidade de um res\u00edduo mais denso e viscoso chegar at\u00e9 o Suriname ou outras \u00e1reas por meio de correntes mais profundas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Foi o que aconteceu, por exemplo, com o derramamento de \u00f3leo na costa do Nordeste brasileiro em 2019, onde res\u00edduos do vazamento ressurgiram em outras regi\u00f5es, despreparadas para este tipo de situa\u00e7\u00e3o, dificultando a conten\u00e7\u00e3o do material.<\/p>\n\n<p><strong>Peixe-boi <br><br><\/strong>Este derivador foi lan\u00e7ado em \u00e1guas mais rasas e costeiras da Bacia da Foz do Amazonas. Em 10 dias, ap\u00f3s 800 km de deslocamento, chegou at\u00e9 a APA do Arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3.<br><br>\u201c<strong>Muitos imaginam que o rio \u2018corre para fora\u2019 e que as correntes \u2018expulsariam\u2019 o derivador para fora, mas n\u00e3o foi isso que aconteceu<\/strong>. Da\u00ed a import\u00e2ncia desse ponto, para mostrar a complexidade da regi\u00e3o em termos da hidrologia e hidrodin\u00e2mica influenciada por mar\u00e9s, ventos e ondas\u201d, ressalta o pesquisador Lu\u00eds Takiyama.<\/p>\n\n<p><strong>Caranguejo-U\u00e7\u00e1<br><\/strong><br>O Caranguejo-U\u00e7\u00e1 tamb\u00e9m foi lan\u00e7ado em zona costeira, podendo simular para onde as correntes levariam um derramamento que alcan\u00e7asse estas \u00e1reas. Ap\u00f3s 10 dias, atracou \u00e0s margens da Reserva Biol\u00f3gica do Lago Piratuba, no Amap\u00e1.<br><strong><br>E quem pode frear essa amea\u00e7a?<\/strong><\/p>\n\n<p>Marcelo Laterman, porta-voz do Greenpeace Brasil, relembra que a popula\u00e7\u00e3o brasileira tem padecido aos mais brutais impactos da crise do clima, a exemplo das fortes chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cAcabou o tempo. N\u00e3o cabem mais manobras, desculpas e contradi\u00e7\u00f5es\u201d, diz, apontando a contradi\u00e7\u00e3o do governo federal.<\/p>\n\n<p>\u201cO pa\u00eds que insiste em perpetuar o modelo do petr\u00f3leo, em \u00e1rea sens\u00edvel, na costa amaz\u00f4nica, <strong>n\u00e3o ser\u00e1 o pa\u00eds da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. <\/strong>Muito menos da justi\u00e7a clim\u00e1tica. Se o governo Lula n\u00e3o quiser ser lembrado como parte da solu\u00e7\u00e3o, o ser\u00e1 como parte do problema. Por isso pedimos que ele honre sua lideran\u00e7a pelo exemplo e declare a Amaz\u00f4nia, em terra e em mar, uma zona livre de petr\u00f3leo.\u201d&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-14c487f4 wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-font-size is-style-cta has-medium-font-size\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-align-center wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/petroleo-na-amazonia-nao\/\"><strong>Fa\u00e7a parte do abaixo-assinado Petr\u00f3leo na Amaz\u00f4nia N\u00e3o<\/strong><\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada pelo IEPA mostra alcance transfronteiri\u00e7o de eventual derramamento de petr\u00f3leo na Bacia da Foz do Amazonas<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":53091,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-53090","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53090"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53090\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53298,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53090\/revisions\/53298"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53091"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53090"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=53090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}