{"id":53743,"date":"2024-06-12T17:42:00","date_gmt":"2024-06-12T20:42:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=53743"},"modified":"2024-07-11T18:01:45","modified_gmt":"2024-07-11T21:01:45","slug":"greenpeace-brasil-alerta-para-necessidade-de-participacao-social-na-elaboracao-do-plano-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/greenpeace-brasil-alerta-para-necessidade-de-participacao-social-na-elaboracao-do-plano-clima\/","title":{"rendered":"Greenpeace Brasil alerta para necessidade de participa\u00e7\u00e3o social na elabora\u00e7\u00e3o do Plano Clima"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Desenvolvido pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, iniciativa pretende criar estrat\u00e9gias para conter as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e eventos extremos no pa\u00eds;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil defenderam, na C\u00e2mara dos Deputados, que pessoas afetadas por desastres clim\u00e1ticos sejam ouvidas no processo de criar solu\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias para os territ\u00f3rios<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"599\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/abfb5364-gp0su0uwf_low-res-800px.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53744\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/abfb5364-gp0su0uwf_low-res-800px.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/abfb5364-gp0su0uwf_low-res-800px-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/abfb5364-gp0su0uwf_low-res-800px-768x575.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/abfb5364-gp0su0uwf_low-res-800px-454x340.jpg 454w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Destrui\u00e7\u00e3o em Arroio do Meio no Rio Grande do Sul | Fernanda Ligabue \/ Greenpeace Brasil <\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Durante participa\u00e7\u00e3o nesta ter\u00e7a (11) em semin\u00e1rio na C\u00e2mara dos Deputados sobre adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, o Greenpeace Brasil reivindicou que o poder p\u00fablico inclua, efetivamente, as popula\u00e7\u00f5es mais afetadas por eventos clim\u00e1ticos extremos na elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas sobre o tema. A defesa do Greenpeace Brasil pela participa\u00e7\u00e3o popular nas pol\u00edticas p\u00fablicas do clima corrobora a posi\u00e7\u00e3o da Rede por Adapta\u00e7\u00e3o Antirracista.<\/p>\n\n<p>As reivindica\u00e7\u00f5es do Greenpeace Brasil, em linha com as pautas das demais organiza\u00e7\u00f5es presentes, se d\u00e3o em torno da necessidade de participa\u00e7\u00e3o da sociedade, sobretudo das pessoas mais impactadas pelos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, no processo de constru\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es, medidas e pol\u00edticas p\u00fablicas para preven\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e resposta aos eventos extremos. As pessoas mais afetadas s\u00e3o exatamente as que j\u00e1 s\u00e3o obrigadas a desenvolver solu\u00e7\u00f5es nos seus territ\u00f3rios e que precisam ter essas solu\u00e7\u00f5es impulsionadas pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n\n<p>O semin\u00e1rio sobre adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica foi realizado pelas comiss\u00f5es de Direitos Humanos, de Meio Ambiente e de Legisla\u00e7\u00e3o Participativa, segundo informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias, a pedido dos deputados Ivan Valente (Psol\/SP) e Tal\u00edria Petrone (Psol\/RJ). O Greenpeace Brasil participou do evento como uma das organiza\u00e7\u00f5es representantes da sociedade civil organizada.<\/p>\n\n<p>&#8220;As pessoas afetadas por desastres s\u00e3o as que conhecem melhor as localidades onde vivem. Por isso, devem ser ouvidas no processo de elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que viabilizem solu\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias de perman\u00eancia nesses territ\u00f3rios&#8221;, afirmou, no semin\u00e1rio, o coordenador de Justi\u00e7a Clim\u00e1tica do Greenpeace Brasil, Igor Travassos.<\/p>\n\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es presentes na C\u00e2mara alertaram para a necessidade de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis aos eventos clim\u00e1ticos extremos, como pessoas negras, ind\u00edgenas e quilombolas, que est\u00e3o entre as mais afetadas em todos os desastres clim\u00e1ticos e ainda sofrem ao serem removidas dos locais onde vivem, uma decis\u00e3o muitas vezes tomada de forma arbitr\u00e1ria, sem considerar o modo de vida daquela popula\u00e7\u00e3o, sua hist\u00f3ria e suas principais necessidades.<\/p>\n\n<p>\u201cA gente n\u00e3o tem hoje, no Brasil, justificativa para n\u00e3o estruturar uma \u00e1rea de risco. Tanto que a gente v\u00ea as mesmas caracter\u00edsticas em \u00e1reas de elite, das grandes cidades, de aglomera\u00e7\u00e3o do capital em \u00e1reas de morro que seriam de risco se n\u00e3o tivessem estrutura e preparo. Isso nada mais \u00e9 do que racismo ambiental\u201d, disse Travassos.<\/p>\n\n<p>Thaynah Gutierrez, secret\u00e1ria-executiva da Rede por Adapta\u00e7\u00e3o Antirracista, aponta a import\u00e2ncia do Plano Clima para a estrutura\u00e7\u00e3o de diretrizes que possibilitem lidar com os eventos clim\u00e1ticos extremos, que seguir\u00e3o impondo desafios para a sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cSem a devida aten\u00e7\u00e3o e acompanhamento dos territ\u00f3rios considerados mais vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e de maneira mais priorit\u00e1ria as popula\u00e7\u00f5es vulnerabilizadas nesses territ\u00f3rios, sendo elas, as popula\u00e7\u00f5es negras, ind\u00edgenas, quilombolas e perif\u00e9ricas, o Plano Clima pode ter uma efetividade contr\u00e1ria \u00e0 garantia de vida digna para a popula\u00e7\u00e3o&#8221;, ressalta Gutierrez.&nbsp;<\/p>\n\n<p>&#8220;N\u00e3o adianta dizer que a constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 centrada nas pessoas se os setores que ir\u00e3o compor o Plano n\u00e3o abrem espa\u00e7o para que as lideran\u00e7as comunit\u00e1rias co-criem as solu\u00e7\u00f5es desenhadas. Precisamos que os territ\u00f3rios sejam a prioridade no desenho da pol\u00edtica. N\u00e3o podemos continuar aceitando solu\u00e7\u00f5es advindas de consultorias internacionais para problemas que s\u00e3o espec\u00edficos dos territ\u00f3rios perif\u00e9ricos do Brasil. Queremos um plano que dialogue com estados e munic\u00edpios, mas n\u00e3o s\u00f3 a partir dos burocratas, e sim pela escuta da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, cobra a representante da Rede.<\/p>\n\n<p><strong>Entenda o Plano Clima<\/strong><\/p>\n\n<p>Diante dos recentes eventos extremos no pa\u00eds, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Clima (MMA) desenvolveu o Plano Clima, uma iniciativa que re\u00fane governos estaduais, academias, empresas e a sociedade para criar estrat\u00e9gias para conter as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. O Plano tamb\u00e9m visa promover a adapta\u00e7\u00e3o aos impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas &#8211; a sociedade tem at\u00e9 5 de agosto para participar da <a href=\"https:\/\/brasilparticipativo.presidencia.gov.br\/processes\/planoclima\/\">consulta p\u00fablica<\/a> do Plano.<\/p>\n\n<p>Elaborado por mais de 18 minist\u00e9rios, al\u00e9m do MMA, o Plano Clima ter\u00e1 diretrizes para diferentes setores socioecon\u00f4micos, num per\u00edodo de tempo que ir\u00e1 at\u00e9 2035. Para Rodrigo Jesus, porta-voz da frente de Justi\u00e7a Clim\u00e1tica do Greenpeace Brasil, a cria\u00e7\u00e3o do Plano Clima reflete a import\u00e2ncia de se discutir e colocar em pr\u00e1tica planos de adapta\u00e7\u00e3o diante do impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cNa Pr\u00e1tica, o Plano Clima ir\u00e1 orientar, organizar e criar diretrizes, metas e princ\u00edpios sobre as principais a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica que precisar\u00e3o ser implementadas tanto a n\u00edvel federal, como nos estados e munic\u00edpios. Essas diretrizes precisam estar dialogando com as popula\u00e7\u00f5es e territ\u00f3rios mais impactados pela crise clim\u00e1tica\u201d, afirma o porta-voz do Greenpeace Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio que&nbsp; o planejamento tenha no territ\u00f3rio a base para a formula\u00e7\u00e3o dessas atividades, caso contr\u00e1rio, ser\u00e1 mais um plano robusto, por\u00e9m isolado e futuramente, arquivado. Se o povo brasileiro cria, participa e demanda essas atividades, elas possivelmente ser\u00e3o executadas e legitimadas no territ\u00f3rio. A solu\u00e7\u00e3o para a crise clim\u00e1tica passa pela participa\u00e7\u00e3o popular, pois s\u00f3 assim teremos uma uma pol\u00edtica p\u00fablica eficiente\u201d, afirma Rodrigo Jesus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante participa\u00e7\u00e3o nesta ter\u00e7a (11) em semin\u00e1rio na C\u00e2mara dos Deputados sobre adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, o Greenpeace Brasil reivindicou que o poder p\u00fablico inclua, efetivamente, as popula\u00e7\u00f5es mais afetadas por eventos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":53744,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[48],"tags":[62,42],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-53743","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-justica-climatica","tag-adaptacao-climatica","tag-justica-climatica","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53743","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53743"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53743\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53745,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53743\/revisions\/53745"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53744"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53743"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53743"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53743"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=53743"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}