{"id":53812,"date":"2024-07-15T17:33:27","date_gmt":"2024-07-15T20:33:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=53812"},"modified":"2024-07-23T17:57:55","modified_gmt":"2024-07-23T20:57:55","slug":"garimpo-devastou-584-campos-de-futebol-em-apenas-tres-terras-indigenas-da-amazonia-no-primeiro-semestre-de-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/garimpo-devastou-584-campos-de-futebol-em-apenas-tres-terras-indigenas-da-amazonia-no-primeiro-semestre-de-2024\/","title":{"rendered":"Garimpo devastou 584 campos de futebol em apenas tr\u00eas Terras Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia no primeiro semestre de 2024"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\">Territ\u00f3rio Kayap\u00f3 registrou a maior parte das aberturas de novas \u00e1reas entre janeiro e junho<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"393\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/a7d4b10d-kayapo-mapa.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-53813\" style=\"width:735px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/a7d4b10d-kayapo-mapa.png 567w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/a7d4b10d-kayapo-mapa-300x208.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/a7d4b10d-kayapo-mapa-491x340.png 491w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens mostram avan\u00e7o das \u00e1reas de garimpo identificadas na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3 entre janeiro e julho. Fonte: Greenpeace Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Levantamento exclusivo do Greenpeace Brasil via sat\u00e9lite mostra que o garimpo continua abrindo novas \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o dentro de Terras Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia: entre janeiro e junho de 2024, 417 hectares de novas \u00e1reas de desmatamento associado ao garimpo foram abertas nas Terras Ind\u00edgenas Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami.<\/p>\n\n<p>O territ\u00f3rio mais devastado no per\u00edodo analisado foi a TI Kayap\u00f3, com 54,4% dos alertas; seguido da TI Yanomami, com 40,63%. A Terra Ind\u00edgena Munduruku registrou 4,87% do total acumulado no semestre. Os resultados s\u00e3o oriundos do sistema de alertas de monitoramento Papa Alpha, utilizado pelo Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<p>At\u00e9 dezembro de 2023, a \u00e1rea devastada pelo garimpo nos territ\u00f3rios Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami totalizava mais de 26 mil hectares &#8211; isso \u00e9 mais de 90% das ocorr\u00eancias de garimpo dentro de territ\u00f3rios ind\u00edgenas no Brasil. De acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, \u00e9 ilegal garimpar nos territ\u00f3rios dos povos origin\u00e1rios.<\/p>\n\n<p>Para o porta-voz da Frente de Povos Ind\u00edgenas do Greenpeace, Jorge Eduardo Dantas, apesar de for\u00e7as-tarefas do governo federal nos \u00faltimos meses, os dados nas tr\u00eas terras ind\u00edgenas analisadas mostram que h\u00e1 muito a ser feito no combate ao garimpo ilegal.<\/p>\n\n<p>\u201cUm dos grandes apelos dos povos origin\u00e1rios \u00e9 a desintrus\u00e3o de seus territ\u00f3rios, que \u00e9 a expuls\u00e3o total dos garimpeiros de suas terras. Isso j\u00e1 foi feito na Terra Yanomami em 2023, mas os Kayap\u00f3 e os Munduruku seguem aguardando quando isso vai acontecer. O garimpo destr\u00f3i ecossistemas, desestabiliza popula\u00e7\u00f5es tradicionais e amea\u00e7a nossa capacidade de combater a crise clim\u00e1tica. Por isso, a expuls\u00e3o dos garimpeiros ilegais e a defesa dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas precisam ser pautas defendidas por todos n\u00f3s\u201d, afirma o porta-voz do Greenpeace Brasil. De maneira geral, os alertas dentro dos territ\u00f3rios origin\u00e1rios monitorados pelo Greenpeace diminu\u00edram significativamente em compara\u00e7\u00e3o com os \u00faltimos anos. No entanto, pequenas \u00e1reas est\u00e3o sendo abertas pr\u00f3ximas a garimpos j\u00e1 estabelecidos, como uma tentativa de dificultar a detec\u00e7\u00e3o por imagens de sat\u00e9lite.<\/p>\n\n<p><strong>Migra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3 registrou 227 hectares devastados pelo garimpo no primeiro semestre de 2024. Desde que o Greenpeace Brasil iniciou esse tipo de monitoramento, em 2022, foram registrados um total de 15.715 hectares desmatados pelo garimpo no territ\u00f3rio Kayap\u00f3. Em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, houve queda de 60,18% na abertura de novas \u00e1reas.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"475\" height=\"318\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/cd6f5907-kayapo-mapa-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-53814\" style=\"width:737px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/cd6f5907-kayapo-mapa-2.png 475w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/cd6f5907-kayapo-mapa-2-300x201.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 475px) 100vw, 475px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagens mostram avan\u00e7o das \u00e1reas de garimpo identificadas na Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3 entre janeiro e julho.\u00a0<\/em><br><em>Fonte: Greenpeace Brasil<\/em><br><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Na Terra Ind\u00edgena Yanomami, foram registrados 169,6 hectares destru\u00eddos no primeiro semestre de 2024. Em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2023, a queda nos novos alertas foi de apenas 5,92%.<\/p>\n\n<p>Tamb\u00e9m foi identificado no territ\u00f3rio Yanomami a migra\u00e7\u00e3o da atividade garimpeira para a regi\u00e3o sul da terra ind\u00edgena, na por\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima do Amazonas, alcan\u00e7ando a regi\u00e3o adjacente ao Parque Nacional do Pico da Neblina, no munic\u00edpio de Santa Isabel do Rio Negro. Foram mais de 90 hectares de garimpo registrados na bacia do rio Cauburi &#8211; parte \u00e9 \u00e1rea nova -, a 5 quil\u00f4metros da aldeia Ariabu, e se estendendo por 12 quil\u00f4metros ao longo do igarap\u00e9 de mesmo nome da comunidade; e outra parte \u00e9 de um garimpo antigo, que foi reativado recentemente.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"622\" height=\"440\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/14143c38-yanomami-mapa.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-53815\" style=\"width:736px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/14143c38-yanomami-mapa.png 622w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/14143c38-yanomami-mapa-300x212.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/14143c38-yanomami-mapa-481x340.png 481w\" sizes=\"auto, (max-width: 622px) 100vw, 622px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nova \u00e1rea de garimpo identificado na Terra Ind\u00edgena Yanomami Fonte: Greenpeace Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Novos focos<\/strong> <\/p>\n\n<p>Das tr\u00eas terras monitoradas pelo Greenpeace, a Terra Ind\u00edgena Munduruku registrou o menor n\u00famero de alertas &#8211; foram 20,2 hectares abertos para a atividade garimpeira.<\/p>\n\n<p>No Sul do Amazonas e na fronteira entre Rond\u00f4nia e Mato Grosso, a devasta\u00e7\u00e3o chama aten\u00e7\u00e3o e j\u00e1 amea\u00e7a outras \u00e1reas protegidas, como o Parque Nacional dos Campos Amaz\u00f4nicos e as Terras Ind\u00edgenas Apurin\u00e3, Sete de Setembro e Zor\u00f3. O crescimento do garimpo nesses territ\u00f3rios aponta para novos focos de garimpo e novas rotas de migra\u00e7\u00e3o da atividade criminosa.<\/p>\n\n<p><strong>Unindo esfor\u00e7os<\/strong><\/p>\n\n<p>Com o objetivo de combater o garimpo, lideran\u00e7as dos povos Kayap\u00f3, Yanomami e Munduruku se uniram e formaram uma coaliz\u00e3o &#8211; a Alian\u00e7a em Defesa dos Territ\u00f3rios &#8211; cujo prop\u00f3sito \u00e9 cobrar das autoridades a\u00e7\u00f5es efetivas para a expuls\u00e3o dos garimpeiros de suas terras. Neste m\u00eas, duas dessas lideran\u00e7as est\u00e3o em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, participando da 17\u00aa Sess\u00e3o do Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Ind\u00edgenas (EMRIP), da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Dot\u00f4 Takak Ir\u00ea, lideran\u00e7a Kayap\u00f3, e J\u00falio Ye\u2019kwana, da Terra Ind\u00edgena Yanomami, discursaram na plen\u00e1ria principal do evento e tamb\u00e9m participam de eventos paralelos.<\/p>\n\n<p>\u201cO que acontece nas nossas terras \u00e9 uma explora\u00e7\u00e3o em grande escala: tem m\u00e1quinas pesadas nos nossos territ\u00f3rios, os garimpeiros est\u00e3o metidos com o crime organizado e o ouro \u00e9 vendido internacionalmente. \u00c9 necess\u00e1rio que todos os pa\u00edses se comprometam em verificar a origem do ouro que est\u00e3o comprando. Queremos que a ONU cobre o Brasil para criar leis para controlar a cadeia de comercializa\u00e7\u00e3o do ouro e o uso das m\u00e1quinas escavadeiras\u201d, afirma a lideran\u00e7a ind\u00edgena Dot\u00f4 Kayap\u00f3, que \u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 diretor presidente do Instituto Kabu, uma das maiores e mais importantes organiza\u00e7\u00f5es de seu povo.<span id=\"docs-internal-guid-83b8e99c-7fff-8447-dc56-73fb3640f250\"><div><span style=\"font-size: 11pt; font-family: Calibri, sans-serif; color: rgb(0, 0, 0); background-color: transparent; font-variant-numeric: normal; font-variant-east-asian: normal; font-variant-alternates: normal; font-variant-position: normal; vertical-align: baseline;\"><\/span><\/div><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Territ\u00f3rio Kayap\u00f3 registrou a maior parte das aberturas de novas \u00e1reas entre janeiro e junho<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":53813,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[60,43],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-53812","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-garimpo","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53812","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53812"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53812\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53816,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53812\/revisions\/53816"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53812"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=53812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}