{"id":53841,"date":"2024-06-03T09:18:00","date_gmt":"2024-06-03T12:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=53841"},"modified":"2025-03-11T09:08:16","modified_gmt":"2025-03-11T12:08:16","slug":"greenpeace-brasil-e-iepa-lancam-dados-consolidados-de-estudo-que-demonstra-impactos-de-possivel-vazamento-de-oleo-na-bacia-da-foz-do-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/greenpeace-brasil-e-iepa-lancam-dados-consolidados-de-estudo-que-demonstra-impactos-de-possivel-vazamento-de-oleo-na-bacia-da-foz-do-amazonas\/","title":{"rendered":"Greenpeace Brasil e IEPA lan\u00e7am dados consolidados de estudo que demonstra impactos de poss\u00edvel vazamento de \u00f3leo na Bacia da Foz do Amazonas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Pesquisadores analisaram as intensas correntes mar\u00edtimas da regi\u00e3o com o aux\u00edlio de derivadores e conclu\u00edram que um derramamento tanto na Foz do Amazonas, quanto no Bloco 59 &#8211; po\u00e7o de interesse da Petrobras &#8211; atingiria a costa do Amap\u00e1,\u00a0 e chegaria a tr\u00eas pa\u00edses vizinhos.<\/em><br><br><em>Confira o relat\u00f3rio completo <\/em><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/05\/19675a82-versao-final-relatorio-parcial-iepa.pdf\"><em>aqui<\/em><\/a><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/a8953519-gp0stzzj5_medium_res_with_credit_line-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-51792\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/a8953519-gp0stzzj5_medium_res_with_credit_line-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/a8953519-gp0stzzj5_medium_res_with_credit_line-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/a8953519-gp0stzzj5_medium_res_with_credit_line-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/a8953519-gp0stzzj5_medium_res_with_credit_line-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/03\/a8953519-gp0stzzj5_medium_res_with_credit_line.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem de um dos derivadores lan\u00e7ados nas \u00e1guas do Amazonas pela Expedi\u00e7\u00e3o Costa Amaz\u00f4nica Viva <div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Enrico Marone\/Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Um <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/05\/19675a82-versao-final-relatorio-parcial-iepa.pdf\">estudo<\/a> do <strong>Instituto de Pesquisas Cient\u00edficas e Tecnol\u00f3gicas do Estado do Amap\u00e1 (IEPA)<\/strong>, com apoio do<strong> Greenpeace Brasil<\/strong>, que mapeou as correntes marinhas da Bacia da Foz do Amazonas, concluiu que um eventual derramamento de \u00f3leo na regi\u00e3o contaminaria centenas de quil\u00f4metros de mares de regi\u00f5es costeiras nacionais e de pa\u00edses da Pan-Amaz\u00f4nia, impactando de maneira dr\u00e1stica tanto a vida marinha quanto a popula\u00e7\u00e3o costeira.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A pesquisa foi realizada em mar\u00e7o a bordo do veleiro Witness, do Greenpeace, e integrou a expedi\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/informe-se\/oceanos\/costa-amazonica-viva\/\">Costa Amaz\u00f4nica Viva<\/a>, que navegou pelas costas do Amap\u00e1 e do Par\u00e1, regi\u00e3o de alta vulnerabilidade socioambiental e alvo de especula\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria petroleira. (Imagens da expedi\u00e7\u00e3o podem ser baixadas no nosso <a href=\"https:\/\/media.greenpeace.org\/\">banco de imagens<\/a> e reproduzidas pela imprensa, mediante uso dos cr\u00e9ditos)<\/p>\n\n<p>\u201cA Bacia da Foz do Amazonas tem correntes mar\u00edtimas e costeiras muito fortes, cujas din\u00e2micas s\u00e3o pouco conhecidas, com um grande carregamento de \u00e1gua do mar para os oceanos. Nessas condi\u00e7\u00f5es, o que sabemos \u00e9 que um vazamento de \u00f3leo na regi\u00e3o causaria uma grande dispers\u00e3o dif\u00edcil de ser contida&#8221;, explica o coordenador da frente de Oceanos do Greenpeace Brasil, Marcelo Laterman.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n\n<p>Partindo da costa do Amap\u00e1 rumo ao Par\u00e1, os pesquisadores do IEPA, com aux\u00edlio da tripula\u00e7\u00e3o do Greenpeace, lan\u00e7aram ao mar sete derivadores, equipamentos oceanogr\u00e1ficos parecidos com boias, equipados com sensores e antenas que transmitem sua geolocaliza\u00e7\u00e3o em tempo real e captam informa\u00e7\u00f5es precisas da temperatura da superf\u00edcie do mar.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Os derivadores foram lan\u00e7ados tanto na plataforma continental interna (menos de 100 km da costa) como na plataforma externa (mais de 100 km), em sete pontos estrat\u00e9gicos ao longo da Foz do Amazonas e do Bloco 59, po\u00e7o de petr\u00f3leo no litoral do Amap\u00e1 onde a Petrobras pretende perfurar. Ao monitorar em tempo real os movimentos dos equipamentos lan\u00e7ados ao mar, os especialistas conseguiram simular caminhos e impactos de um poss\u00edvel vazamento de \u00f3leo na regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>\u201cOs pesquisadores do IEPA determinaram a escolha dos pontos e a quantidade dos derivadores necess\u00e1rias para simular um poss\u00edvel vazamento de \u00f3leo, seja durante a perfura\u00e7\u00e3o do Bloco 59, seja durante o transporte do \u00f3leo em navios pela regi\u00e3o\u201d, explica o porta-voz de Oceanos do Greenpeace Brasil, o ge\u00f3grafo Denison Ferreira, que integrou a tripula\u00e7\u00e3o do Greenpeace durante a expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica pela Bacia da Foz do Amazonas.<\/p>\n\n<p>&#8220;As trajet\u00f3rias que esses derivadores seguiram nos mostraram o que j\u00e1 era esperado: um vazamento na bacia da Foz do Amazonas contaminaria centenas de quil\u00f4metros de mares e regi\u00f5es costeiras no Amap\u00e1 e em pa\u00edses vizinhos. Estes resultados reafirmam alertas anteriores feitos por diversos especialistas sobre os potenciais impactos da explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera \u00e0 vida marinha e em popula\u00e7\u00f5es costeiras na Margem Equatorial&#8221;, analisa Laterman.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n\n<p>Cinco dos sete derivadores atravessaram \u00e1guas internacionais e chegaram a tr\u00eas pa\u00edses: Guiana Francesa, Suriname e Guiana. Outros dois derivadores, lan\u00e7ados mais pr\u00f3ximos \u00e0 zona costeira e em \u00e1guas rasas, tocaram a costa do Amap\u00e1. Esses deslocamentos s\u00e3o alertas sobre como a expans\u00e3o de petr\u00f3leo na Margem Equatorial brasileira pode trazer consequ\u00eancias graves para a biodiversidade e ecossistema locais e comunidades pesqueiras.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cMesmo com a descarga do rio Amazonas aumentando (no m\u00eas de mar\u00e7o, quando a pesquisa foi realizada), os derivadores trafegaram em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 costa do Amap\u00e1, indicando que se o \u00f3leo chegar em \u00e1reas rasas existe risco de atingir as regi\u00f5es litor\u00e2neas\u201d, detalha Lu\u00eds Takiyama, pesquisador do IEPA respons\u00e1vel pelo estudo.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"704\" height=\"493\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/c9209091-mapa-derivadores.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-53843\" style=\"width:735px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/c9209091-mapa-derivadores.png 704w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/c9209091-mapa-derivadores-300x210.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/c9209091-mapa-derivadores-486x340.png 486w\" sizes=\"auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa mostra caminho dos equipamentos que foram lan\u00e7ados para monitorar as correntes mar\u00edtimas da bacia da foz do Amazonas. Fonte: estudo IEPA\/Greenpeace Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Al\u00e9m da trajet\u00f3ria percorrida, os derivadores tamb\u00e9m acumularam dados em tempo real, de hora em hora, e permitiram uma maior compreens\u00e3o sobre a hidrodin\u00e2mica da bacia da foz do Amazonas, que ainda n\u00e3o \u00e9 suficientemente conhecida para que se avaliem os riscos de projetos de alto impacto, e apresenta grande influ\u00eancia do regime de mar\u00e9 e dos fortes ventos da regi\u00e3o.<\/p>\n\n<p>\u201cPrecisamos aumentar o esfor\u00e7o de pesquisa e monitoramento em todas as \u00e1reas do conhecimento para melhor entendimento das din\u00e2micas f\u00edsicas, qu\u00edmicas, geol\u00f3gicas e biol\u00f3gicas da Bacia da Foz do Amazonas. Somente assim poderemos prever riscos e vulnerabilidades associadas \u00e0s atividades que ocorrem na bacia\u201d, ressalta Takiyama.<\/p>\n\n<p><strong>Discuss\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n<p>&nbsp;Segundo o pesquisador,&nbsp; o estudo tamb\u00e9m contribuiu para elucidar o comportamento das correntes superficiais na regi\u00e3o, em especial nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 zona costeira, onde est\u00e3o as principais lacunas de dados, e onde vivem comunidades pesqueiras tradicionais e povos ind\u00edgenas. Para contribuir com o debate, Marcelo Laterman relembra o hist\u00f3rico de acidentes ocorridos em \u00e1guas rasas na Bacia da Foz do Amazonas durante perfura\u00e7\u00f5es no passado.&nbsp;<br>&#8220;Exemplo da necessidade de mais conhecimento \u00e9 o hist\u00f3rico de 95 perfura\u00e7\u00f5es em \u00e1guas rasas na regi\u00e3o, a maioria pela Petrobras, que contabilizou 27 acidentes mec\u00e2nicos e nenhum po\u00e7o bem-sucedido. Hoje, a amea\u00e7a \u00e9 ainda maior e as incertezas s\u00e3o as mesmas\u201d, diz Laterman.<br><br>Assim como o Bloco 59, a bacia da Foz do Amazonas conta com um total de 213 blocos explorat\u00f3rios em oferta e em estudo. \u201c\u00c9 uma verdadeira bomba de carbono para a atmosfera, com vazamentos potenciais de petr\u00f3leo para os mares, a costa, os recifes, os manguezais, o que traria consequ\u00eancias desastrosas para as popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nicas e at\u00e9 para regi\u00f5es Pan-amaz\u00f4nicas\u201d, alerta Laterman.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo do Instituto de Pesquisas Cient\u00edficas e Tecnol\u00f3gicas do Estado do Amap\u00e1 (IEPA), com apoio do Greenpeace Brasil, que mapeou as correntes marinhas da Bacia da Foz do Amazonas,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":51792,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[13,55],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-53841","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-greenpeace","tag-imprensa","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53841"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53841\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53844,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53841\/revisions\/53844"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53841"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=53841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}