{"id":53863,"date":"2024-05-07T11:54:00","date_gmt":"2024-05-07T14:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=53863"},"modified":"2024-07-25T12:00:42","modified_gmt":"2024-07-25T15:00:42","slug":"greenpeace-brasil-alerta-que-e-dever-dos-governos-preparar-populacoes-a-lidarem-com-eventos-climaticos-extremos-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/greenpeace-brasil-alerta-que-e-dever-dos-governos-preparar-populacoes-a-lidarem-com-eventos-climaticos-extremos-no-pais\/","title":{"rendered":"Greenpeace Brasil alerta que \u00e9 dever dos governos preparar popula\u00e7\u00f5es a lidarem com eventos clim\u00e1ticos extremos no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>\u201c<\/em>Precisamos de protocolos que sejam conhecidos e entendidos pela popula\u00e7\u00e3o<em>\u201d, alerta o porta-voz de Justi\u00e7a Clim\u00e1tica da organiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/0ca3eaeb-gp0su0o6y_low-res-800px.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53864\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/0ca3eaeb-gp0su0o6y_low-res-800px.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/0ca3eaeb-gp0su0o6y_low-res-800px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/0ca3eaeb-gp0su0o6y_low-res-800px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/0ca3eaeb-gp0su0o6y_low-res-800px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Alagamento no Bairro Ipanema em Porto Alegre, Rio Grande do Sul | Foto: Tuane Fernandes\/Greenpeace Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Diante das fortes chuvas e dos impactos devastadores que atingem as popula\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul, o Greenpeace Brasil alerta que os governos estaduais, municipais e federal precisam criar e estimular no pa\u00eds uma cultura de preven\u00e7\u00e3o diante da ocorr\u00eancia cada vez mais frequente de eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n\n<p>\u201cPrecisamos de protocolos que sejam conhecidos e entendidos pela popula\u00e7\u00e3o, como protocolos de evacua\u00e7\u00e3o, onde procurar abrigo, como se proteger em determinada situa\u00e7\u00e3o etc, assim como acontece em v\u00e1rios pa\u00edses asi\u00e1ticos que lidam com terremotos e tsunamis. As pessoas precisam aprender o que fazer e n\u00e3o fazer diante de um evento clim\u00e1tico extremo e \u00e9 dever dos governos prepar\u00e1-las para lidar com essa nova realidade imposta pelas mudan\u00e7as do clima\u201d, afirma o coordenador de Justi\u00e7a Clim\u00e1tica do Greenpeace Brasil, Igor Travassos.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O porta-voz tamb\u00e9m lembra que estados e munic\u00edpios precisam ter investimento p\u00fablico em preven\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o das estruturas das cidades e a\u00e7\u00f5es de resposta aos impactos dos eventos clim\u00e1ticos extremos.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cDiante dessa realidade que j\u00e1 est\u00e1 posta, precisamos debater urgentemente a agenda da adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica para as cidades e prepar\u00e1-las para enfrentar tempestades, enchentes, vendavais, ciclones, ondas de altas e baixas temperaturas, estiagem e seca, entre v\u00e1rios outros eventos que temos observados no Brasil nos \u00faltimos anos. Na pr\u00e1tica, isso significa discutir moradia, macro e micro drenagem, mobilidade urbana, sa\u00fade e, para isso, \u00e9 preciso destina\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento p\u00fablico\u201d, diz Travassos.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Or\u00e7amento para Defesa Civil do RS \u00e9 de apenas R$0,70 por habitante<\/strong><\/p>\n\n<p>No Rio Grande do Sul, segundo dados da Lei Or\u00e7ament\u00e1ria de 2024 consultados pelo Greenpeace Brasil\u00b9, somente 7.6 milh\u00f5es foram destinados para a Defesa Civil &#8211; o equivalente a <strong>apenas 0,009%<\/strong><strong> da receita total do estado para 2024<\/strong>. Com isso, o valor previsto para a Defesa Civil do RS \u00e9 de R$0,70 [setenta centavos] por habitante.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cApesar de devastador, o cen\u00e1rio que estamos vivendo no Rio Grande do Sul n\u00e3o \u00e9 algo novo ou inesperado para os governos. Essa previs\u00e3o deveria se refletir em a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o e or\u00e7amento para essas \u00e1reas, por\u00e9m, de acordo com a lei or\u00e7ament\u00e1ria de 2024, o valor previsto para a Defesa Civil do RS \u00e9 de apenas R$0,70 por habitante. \u00c9 um dado escandaloso. Precisamos entender que eventos clim\u00e1ticos extremos ficar\u00e3o cada vez mais frequentes e intensos devido \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, finaliza Travessos.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Para entender o emprego dos R$0,70 centavos por habitante e a gravidade desse valor, a previs\u00e3o \u00e9 que este montante contempla as seguintes a\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ampliar o Centro de Opera\u00e7\u00f5es da Defesa Civil objetivando atua\u00e7\u00e3o eminentemente preventiva;<\/li>\n\n\n\n<li>Reunir com t\u00e9cnicos da Defesa Civil para verificar os equipamentos e materiais necess\u00e1rios para o desenvolvimento satisfat\u00f3rio do projeto; adequar o espa\u00e7o f\u00edsico; adquirir e instalar os equipamentos;<\/li>\n\n\n\n<li>Atender as comunidades atingidas por eventos adversos, atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia e socorro; adquirir equipamentos e materiais de constru\u00e7\u00e3o, alimentos, medicamentos, roupas, etc.<\/li>\n\n\n\n<li>Aparelhar a Defesa Civil com equipamentos necess\u00e1rios para atua\u00e7\u00e3o preventiva e de resposta em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia;<\/li>\n\n\n\n<li>Desenvolver a\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o do Sistema Estadual de Gest\u00e3o Integrada de Riscos e Desastres (SEGIRD), do Levantamento de Locais de Risco;<\/li>\n\n\n\n<li>Recebimento de Planos de Conting\u00eancia e da atualiza\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Estadual de Gest\u00e3o Integrada de Riscos e Desastres.<\/li>\n\n\n\n<li>Minimizar os efeitos da estiagem, maior desastre natural que tem afetado o Estado do Rio Grande do Sul nos \u00faltimos anos. Respons\u00e1vel por altos preju\u00edzos econ\u00f4micos e financeiros, demanda a\u00e7\u00f5es preliminares voltadas \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o de seus efeitos.<\/li>\n\n\n\n<li>Implementar um local que busque minimizar os desastres naturais ou tecnol\u00f3gicos que fazem parte da rotina do nosso Estado.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante das fortes chuvas e dos impactos devastadores que atingem as popula\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul, o Greenpeace Brasil alerta que os governos estaduais, municipais e federal precisam criar&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":53864,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[71,48],"tags":[42],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-53863","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eventos-extremos","category-justica-climatica","tag-justica-climatica","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53863"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53863\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53865,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53863\/revisions\/53865"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53863"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=53863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}