{"id":53878,"date":"2024-07-25T17:34:14","date_gmt":"2024-07-25T20:34:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=53878"},"modified":"2024-07-25T17:35:09","modified_gmt":"2024-07-25T20:35:09","slug":"numero-de-queimadas-na-amazonia-em-2024-ja-e-o-maior-para-o-periodo-em-quase-duas-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/numero-de-queimadas-na-amazonia-em-2024-ja-e-o-maior-para-o-periodo-em-quase-duas-decadas\/","title":{"rendered":"N\u00famero de queimadas na Amaz\u00f4nia em 2024 j\u00e1 \u00e9 o maior para o per\u00edodo em quase duas d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Apenas nos dois \u00faltimos dias (23 e 24), o bioma teve mais de mil registros de fogo. \u201cA melhor forma de combater o fogo \u00e9 evitar que ele comece\u201d, alerta Greenpeace<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/57ac580a-gp0sty7vk_low-res-800px.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53879\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/57ac580a-gp0sty7vk_low-res-800px.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/57ac580a-gp0sty7vk_low-res-800px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/57ac580a-gp0sty7vk_low-res-800px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/07\/57ac580a-gp0sty7vk_low-res-800px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Queimadas na Amaz\u00f4nia em 2023 | Foto: Marizilda Cruppe \/ Greenpeace Brasil <\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Com <strong>20.221 focos<\/strong> de calor registrados de 01 de janeiro a 24 de julho de 2024, os registros de fogo na Amaz\u00f4nia nos sete primeiros meses do ano j\u00e1 s\u00e3o o maior para o per\u00edodo desde 2005, segundo dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Al\u00e9m de um recorde em quase 20 anos, o fogo registrado na Amaz\u00f4nia nos sete primeiros meses do ano teve um aumento de 43,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023 (14.116 focos de calor).<\/p>\n\n<p>O especialista em campanhas do Greenpeace Brasil, R\u00f4mulo Batista, v\u00ea com especial aten\u00e7\u00e3o o m\u00eas de julho de 2024, que, a uma semana para o final do m\u00eas, j\u00e1 supera o total registrado em julho do ano passado: enquanto foram registrados 5.772 focos de calor de 01 a 31 de julho de 2023 na Amaz\u00f4nia, o per\u00edodo de 01 a 24 de julho deste j\u00e1 soma 6.732 focos.<\/p>\n\n<p>\u201cO registro de fogo at\u00e9 24 de julho j\u00e1 superou o total observado para todo o m\u00eas de julho do ano passado. Al\u00e9m disso, somente nos \u00faltimos dois dias, 23 e 24, foram mais de mil focos de calor\u201d, alerta Batista.<\/p>\n\n<p>Nos dias 23 e 24 de julho, a Amaz\u00f4nia teve 1.318 focos de calor. Para se ter no\u00e7\u00e3o da quantidade de fogo, esses dois mesmos dias no ano passado registraram 671 focos, um aumento de 96%. Em 2022, tais dias tiveram 399 focos.<\/p>\n\n<p>O porta-voz do Greenpeace Brasil lembra que, historicamente, \u00e9 esperado um alto \u00edndice de desmatamento e queimadas na Amaz\u00f4nia entre julho e outubro, \u00e9poca onde a maioria dos estados passa pelo chamado<strong><em> \u201cver\u00e3o amaz\u00f4nico\u201d<\/em><\/strong>, caracterizado pela diminui\u00e7\u00e3o da chuva e da umidade relativa do ar e do aumento da temperatura, o que deixa a vegeta\u00e7\u00e3o mais seca e sujeita ao fogo. \u201cMas, considerando que ainda n\u00e3o chegamos ao fim de julho e que ainda temos mais tr\u00eas meses de ver\u00e3o amaz\u00f4nico, a situa\u00e7\u00e3o do fogo e da seca \u00e9 de extrema preocupa\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia\u201d, explica Batista.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-us.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXf5GhjhJqsQ5-oWeYBx9l-3z8pkAu_Z8hfCXPUpCjsAfuD2Ue_4gfi2az3ZlItEmwZ1XKcYQn2mnbHeUXsa9S8N98Uyi9QCL2RGjaXTRz3PtorCadmDpCyhS2sOOWRxiT-q17Q95W_WUoYw5sYpuERvjy0?key=Jc1zj5MuTIefM2s9s0qf2A\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Parque Estadual Guajar\u00e1-Mirim, em Rond\u00f4nia, no dia 21 de julho. O local registra um ter\u00e7o dos focos de calor registrados em unidades de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia este ano<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>\u201cA melhor forma de combater o fogo \u00e9 evitar que ele comece, pois, uma vez come\u00e7ado, ele se alastra e forma grandes queimadas, como estamos vendo acontecer. A Amaz\u00f4nia precisa de um planejamento sistem\u00e1tico do bioma, que passa por continuar combatendo o desmatamento e atingir o Desmatamento zero o quanto antes, mas tamb\u00e9m precisamos atuar fortemente na preven\u00e7\u00e3o, no manejo integrado do fogo e criar verdadeiros batalh\u00f5es de combate a queimadas e inc\u00eandios de biomas naturais que sejam estruturados, bem pagos e equipados para esse combate. Locais com dif\u00edcil acesso, como no Pantanal e na Amaz\u00f4nia, precisam que o Brasil invista em um esquadr\u00e3o de combate ao fogo, inclusive com avi\u00f5es de grande porte dando suporte a esse combate. N\u00e3o adianta termos somente brigadistas em parte do ano na Amaz\u00f4nia\u201d, completa o porta-voz.<\/p>\n\n<p><strong>M\u00faltiplos fatores<\/strong><\/p>\n\n<p>V\u00e1rios fatores contribu\u00edram para o aumento do fogo na Amaz\u00f4nia em 2024: a regi\u00e3o est\u00e1 mais seca, o que est\u00e1 intimamente relacionado \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e foi potencializada pelo fen\u00f4meno El Ni\u00f1o.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cAcabamos de passar pelo ano mais quente j\u00e1 registrado nos \u00faltimos 100 mil anos e em junho completamos 13 meses consecutivos de temperaturas recordes mensalmente. Quanto maior a temperatura, mais vulner\u00e1vel a floresta e mais sujeita a queimadas ela est\u00e1\u201d, explica o porta-voz do Greenpeace.<\/p>\n\n<p>Batista tamb\u00e9m aponta que a paralisa\u00e7\u00e3o dos servidores do Ibama, devido \u00e0s justas reivindica\u00e7\u00f5es salariais e reestrutura\u00e7\u00e3o de carreiras, pode gerar a sensa\u00e7\u00e3o adicional de impunidade.<\/p>\n\n<p>\u201cSomado ao contexto atual de paralisa\u00e7\u00e3o do Ibama, outro problema hist\u00f3rico \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 rigor por parte dos governos para punir os respons\u00e1veis pelos inc\u00eandios criminosos &#8211; n\u00e3o adianta apenas multar quem incendeia, \u00e9 necess\u00e1rio fiscalizar se houve o pagamento da multa, o que n\u00e3o ocorre na maioria dos casos. Essa leni\u00eancia permite que o crime seja cometido com mais frequ\u00eancia, pela certeza da impunidade. \u00c9 preciso empenho integrado entre o governo federal e os governos estaduais na fiscaliza\u00e7\u00e3o das queimadas no bioma\u201d, diz Batista.<\/p>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas nos dois \u00faltimos dias (23 e 24), o bioma teve mais de mil registros de fogo. \u201cA melhor forma de combater o fogo \u00e9 evitar que ele comece\u201d, alerta&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":53879,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[46,22],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-53878","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-desmatamento","tag-florestas","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53878","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53878"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53878\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53881,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53878\/revisions\/53881"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53879"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53878"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=53878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}