{"id":53929,"date":"2024-08-01T07:30:00","date_gmt":"2024-08-01T10:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=53929"},"modified":"2024-08-02T16:29:28","modified_gmt":"2024-08-02T19:29:28","slug":"focos-de-calor-na-amazonia-em-julho-de-2024-tiveram-aumento-de-98-em-relacao-ao-mesmo-mes-no-passado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/focos-de-calor-na-amazonia-em-julho-de-2024-tiveram-aumento-de-98-em-relacao-ao-mesmo-mes-no-passado\/","title":{"rendered":"Focos de calor na Amaz\u00f4nia em julho de 2024 tiveram aumento de 98% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas no passado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Com 11,4 mil focos, julho tem recorde de fogo para o m\u00eas em quase vinte anos. Dentre todos os biomas, a Amaz\u00f4nia registrou mais da metade dos focos de calor em julho, com 50,9% do total<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/6d643554-gp0su1t9j_pressmedia-2500px-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53931\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/6d643554-gp0su1t9j_pressmedia-2500px-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/6d643554-gp0su1t9j_pressmedia-2500px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/6d643554-gp0su1t9j_pressmedia-2500px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/6d643554-gp0su1t9j_pressmedia-2500px-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/6d643554-gp0su1t9j_pressmedia-2500px.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto registrada por sobrevoo do Greenpeace Brasil no norte de Rond\u00f4nia em 30 de julho de 2024. Cr\u00e9ditos: Marizilda Cruppe \/ Greenpeace Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Sobrevoos do Greenpeace Brasil realizados nos \u00faltimos dias registrou inc\u00eandios no sul do Amazonas e norte de Rond\u00f4nia (<\/strong><a href=\"https:\/\/media.greenpeace.org\/Share\/j6j2n163xi4be2v11m6mm8k3n0q5l8ea?FR_=1&amp;W=1366&amp;H=633\"><strong>baixe as imagens com os cr\u00e9ditos aqui<\/strong><\/a><strong>)<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Amazonas<\/strong> foi o estado com maior n\u00famero de focos de calor, com 4241 registros, recorde hist\u00f3rico para o m\u00eas &#8211; o uso do fogo no sul do estado est\u00e1 proibido desde o dia 05 de julho; Par\u00e1, com 3265 focos, e Rond\u00f4nia, com 1617 focos, aparecem em segundo e terceiro lugares;<\/li>\n\n\n\n<li>Os munic\u00edpios campe\u00f5es em focos de calor para o m\u00eas foram Apu\u00ed e L\u00e1brea, no Amazonas, e Porto Velho, em Rond\u00f4nia;<\/li>\n\n\n\n<li>As <strong>terras ind\u00edgenas<\/strong> que mais concentram focos de calor em julho s\u00e3o as que mais sofrem com garimpo historicamente: TI Munduruku e TI Kayap\u00f3;<\/li>\n\n\n\n<li>Entre as <strong>Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong>, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 especialmente preocupante no Parque Estadual de Guajar\u00e1-Mirim, em Rond\u00f4nia, com 40% dos registros em UCs.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>A Amaz\u00f4nia teve 11.434 focos de calor em julho de 2024, segundo dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um aumento de 98% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas no ano passado (que registrou 5.772 focos de calor). O maior registro de fogo no m\u00eas foi 30 de julho, com 1348 registros em um \u00fanico dia.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Julho tamb\u00e9m teve o maior registro de fogo na Amaz\u00f4nia desde 2005, quando ocorreu o recorde hist\u00f3rico de 19 mil focos de calor para um m\u00eas de julho. No estado do Amazonas, o recorde de focos de queimadas \u00e9 hist\u00f3rico, sendo o maior desde 1998, quando o Inpe iniciou as medi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n<p>\u00c9 esperado um aumento nos alertas de de desmatamento e nas queimadas na Amaz\u00f4nia entre julho e outubro, \u00e9poca onde a maioria dos estados passa pelo<strong><em> \u201cver\u00e3o amaz\u00f4nico\u201d, <\/em><\/strong>per\u00edodo em h\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o da chuva e da umidade relativa do ar e do aumento da temperatura, o que deixa a vegeta\u00e7\u00e3o mais seca e sujeita ao fogo.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cNo entanto, cabe lembrar que, mesmo assim, a grande maioria desse fogo tem sua origem por a\u00e7\u00e3o humana, seja propositalmente para desmatar ou queimar a floresta no ch\u00e3o, seja por perder o controle da queima de pastos e \u00e1reas de agricultura que acabam se espalhando\u201d, explica o especialista em campanhas do Greenpeace Brasil, R\u00f4mulo Batista.<\/p>\n\n<p>O porta-voz tamb\u00e9m alerta que julho \u00e9 apenas o primeiro m\u00eas deste per\u00edodo seco na Amaz\u00f4nia, e que h\u00e1 previs\u00f5es de uma seca muito severa no bioma em 2024.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cConsiderando que ainda temos mais tr\u00eas meses de ver\u00e3o amaz\u00f4nico, a situa\u00e7\u00e3o do fogo e da seca, que j\u00e1 fez tr\u00eas estados decretarem estado de emerg\u00eancia, \u00e9 de extrema preocupa\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia.&nbsp; A floresta e seus povos ainda n\u00e3o se recuperaram da \u00faltima grande seca e dos inc\u00eandios florestais do ano passado e outra grande seca se avizinha que com muito fogo, pode levar a floresta ainda mais perto do ponto de n\u00e3o retorno\u201d, explica Batista.<\/p>\n\n<p><strong>Caminhos para o combate do fogo<\/strong><em>\u201c\u00c9 preciso abandonar o uso do fogo na pecu\u00e1ria e agricultura, ficando seu uso restrito a povos ind\u00edgenas, popula\u00e7\u00f5es tradicionais que historicamente manejam o fogo em \u00e1reas muito pequenas e pequenos agricultores que n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel tecnicamente e financeiramente\u201d, afirma o porta-voz.<\/em><em><br><\/em><em><br><\/em><em>\u201cA Amaz\u00f4nia precisa de um planejamento sistem\u00e1tico do bioma, que passa por continuar combatendo o desmatamento e atingir o Desmatamento zero o quanto antes, mas tamb\u00e9m precisamos atuar fortemente na preven\u00e7\u00e3o, no manejo integrado do fogo e criar verdadeiros batalh\u00f5es de combate a queimadas e inc\u00eandios de biomas naturais que sejam estruturados, bem pagos e equipados para esse combate. Locais com dif\u00edcil acesso, como no Pantanal e na Amaz\u00f4nia, precisam que o Brasil invista em um esquadr\u00e3o de combate ao fogo, inclusive com avi\u00f5es de grande porte dando suporte a esse combate. N\u00e3o adianta termos somente brigadistas em parte do ano na Amaz\u00f4nia\u201d, completa Batista.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com 11,4 mil focos, julho tem recorde de fogo para o m\u00eas em quase vinte anos. 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