{"id":54218,"date":"2024-08-22T17:00:10","date_gmt":"2024-08-22T20:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=54218"},"modified":"2024-08-23T06:57:11","modified_gmt":"2024-08-23T09:57:11","slug":"sob-pressao-avanco-do-garimpo-desafia-o-estado-e-destroi-a-terra-indigena-sarare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/sob-pressao-avanco-do-garimpo-desafia-o-estado-e-destroi-a-terra-indigena-sarare\/","title":{"rendered":"Sob press\u00e3o: avan\u00e7o do garimpo desafia o Estado e destroi a Terra Ind\u00edgena Sarar\u00e9"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/bce00dd0-img_6013-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-54219\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/bce00dd0-img_6013-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/bce00dd0-img_6013-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/bce00dd0-img_6013-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/bce00dd0-img_6013-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/bce00dd0-img_6013-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/08\/bce00dd0-img_6013-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Garimpo avan\u00e7a e deixa destrui\u00e7\u00e3o na Terra Ind\u00edgena Sarar\u00e9 &nbsp;\u00a9 F\u00e1bio Bispo \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong><strong>Demarcada em 1985, a Terra Ind\u00edgena (TI) Sarar\u00e9, lar do povo Nambikwara, est\u00e1 sob ataque.<\/strong><\/strong> Cerca de 250 ind\u00edgenas, distribu\u00eddos em sete aldeias, vivem em um territ\u00f3rio de 67 mil hectares que est\u00e1 sendo desmantelado pelo avan\u00e7o do garimpo. Centenas de escavadeiras, operadas por garimpeiros, desafiam diariamente as for\u00e7as de seguran\u00e7a e de prote\u00e7\u00e3o ambiental em uma disputa constante. O garimpo avan\u00e7a a menos de 200 metros das aldeias, amea\u00e7ando a sobreviv\u00eancia de um povo e de suas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n<p><strong>O ano de 2024 marcou um recorde de alertas de garimpo na TI Sarar\u00e9,<\/strong> com 570 hectares de destrui\u00e7\u00e3o identificados pelo DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), superando at\u00e9 mesmo a TI Kayap\u00f3, que registrou 285 hectares. O n\u00famero de alertas saltou de 7,2 em 2020 para 929 hectares no total de alertas gerais, \u00e1rea equivalente a 1.274 campos de futebol. Esta devasta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas uma trag\u00e9dia ambiental, mas tamb\u00e9m uma grave quest\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n<p>Relatos das lideran\u00e7as ind\u00edgenas indicam que fac\u00e7\u00f5es criminosas regionais, ligadas ao Comando Vermelho (CV), est\u00e3o operando nos garimpos abertos de norte a sul, ao longo do limite oeste do territ\u00f3rio. Essas fac\u00e7\u00f5es controlam a maioria das currutelas (pequenos acampamentos garimpeiros), e espalham viol\u00eancia. Mais de 10 ind\u00edgenas est\u00e3o sob amea\u00e7a de morte, e o territ\u00f3rio, que j\u00e1 foi palco de conflitos por espa\u00e7o entre os pr\u00f3prios garimpeiros, registra um n\u00famero crescente de assassinatos. Desde o ano passado, mais de 10 garimpeiros foram mortos na disputa por \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Escavadeiras: ferramentas de destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n<p>A falta de controle sobre o com\u00e9rcio de escavadeiras \u00e9 o hoje maior desafio para a prote\u00e7\u00e3o das Terras Ind\u00edgenas invadidas pelo garimpo na Amaz\u00f4nia.<a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2024\/06\/hyundai-caterpillar-lideram-ranking-retroescavadeiras-garimpo-ilegal\/\"> Em 2023, a TI Sarar\u00e9 registrou a maior apreens\u00e3o de escavadeiras, com cerca de 29 m\u00e1quinas confiscadas e destru\u00eddas<\/a>. No entanto, as autoridades n\u00e3o conseguem identificar seus propriet\u00e1rios, o que dificulta a responsabiliza\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es criminosas que financiam e lucram com os garimpos espalhados pela Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n<p>Essas escavadeiras, frequentemente escondidas na floresta ou em cidades pr\u00f3ximas para evitar a fiscaliza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o respons\u00e1veis pela devasta\u00e7\u00e3o em larga escala, e s\u00e3o pe\u00e7a chave para a viabilidade dos garimpos. <strong>Operadas de forma coordenada, elas podem remover grandes volumes de terra, permitindo a extra\u00e7\u00e3o de at\u00e9 1 kg de ouro por dia em cada frente de lavra.<\/strong> Monitorar e documentar o uso dessas m\u00e1quinas \u00e9 essencial para pressionar por regulamenta\u00e7\u00f5es mais r\u00edgidas e uma fiscaliza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/p>\n\n<p>Desde o ano passado, <strong>o Greenpeace Brasil vem pedindo ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente que inclua revendedores e compradores das escavadeiras no Cadastro T\u00e9cnico Federal (CTF).<\/strong> Esta medida pode garantir a rastreabilidade m\u00ednima dessas m\u00e1quinas, sendo um ponto de partida para investiga\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o dos danos causados por milhares de escavadeiras floresta adentro.<\/p>\n\n<p>Libertar a Amaz\u00f4nia do garimpo deve estar no horizonte de todas as pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e no enfrentamento \u00e0 crise clim\u00e1tica. De forma que sejamos capazes de planejar e implementar uma uma nova economia para a Amaz\u00f4nia, capaz de conviver com a floresta, respeitar os direitos humanos e superar a pobreza.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A devasta\u00e7\u00e3o causada pelo garimpo ilegal n\u00e3o pode continuar impune. A sobreviv\u00eancia do povo Nambikwara e a integridade de seu territ\u00f3rio dependem de uma a\u00e7\u00e3o imediata e coordenada. Mais de 185 mil pessoas j\u00e1 demonstraram seu apoio \u00e0 campanha \u2018Amaz\u00f4nia Livre de Garimpo\u2019. Fa\u00e7a parte desta luta <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/amazonia-livre-de-garimpo\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/amazonia-livre-de-garimpo\/\">assinando a nossa peti\u00e7\u00e3o.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Demarcada em 1985, a Terra Ind\u00edgena (TI) Sarar\u00e9, lar do povo Nambikwara, est\u00e1 sob ataque.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":54220,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[60,22,45,43],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-54218","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-garimpo","tag-florestas","tag-mineracao","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54218","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54218"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54218\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54223,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54218\/revisions\/54223"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54220"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54218"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=54218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}