{"id":54337,"date":"2024-09-06T11:54:51","date_gmt":"2024-09-06T14:54:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=54337"},"modified":"2024-09-06T12:42:08","modified_gmt":"2024-09-06T15:42:08","slug":"garimpo-ilegal-ja-devastou-mais-de-13-mil-hectares-dentro-de-unidades-de-conservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/garimpo-ilegal-ja-devastou-mais-de-13-mil-hectares-dentro-de-unidades-de-conservacao\/","title":{"rendered":"Garimpo ilegal j\u00e1 devastou mais de 13 mil hectares dentro de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>\u00c1rea garimpada dentro da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Alto Mau\u00e9s (AM) aumentou mais de 420% em quatro anos<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Pesquisadores identificaram um movimento migrat\u00f3rio da atividade garimpeira saindo do Par\u00e1 indo em dire\u00e7\u00e3o ao estado do Amazonas, com impactos sendo vistos nos rios Tapaj\u00f3s, Jamanxin, Anam\u00e3 e Parauari<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"724\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/09\/d3a756b4-sobrevoo-nos-campos-amazonicos-1-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-54341\" style=\"width:736px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/09\/d3a756b4-sobrevoo-nos-campos-amazonicos-1-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/09\/d3a756b4-sobrevoo-nos-campos-amazonicos-1-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/09\/d3a756b4-sobrevoo-nos-campos-amazonicos-1-768x543.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/09\/d3a756b4-sobrevoo-nos-campos-amazonicos-1-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/09\/d3a756b4-sobrevoo-nos-campos-amazonicos-1-2048x1448.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/09\/d3a756b4-sobrevoo-nos-campos-amazonicos-1-1932x1366.jpg 1932w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/09\/d3a756b4-sobrevoo-nos-campos-amazonicos-1-481x340.jpg 481w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sobrevoo nos Campos Amaz\u00f4nicos. \u00a0Cr\u00e9dito: \u00a9 Pesquisas\/ Greenpeace \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Um novo e in\u00e9dito levantamento do Greenpeace Brasil mostra que o garimpo ilegal amea\u00e7a um importante e fundamental patrim\u00f4nio natural brasileiro: as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs). Novos dados reunidos pela \u00e1rea de Pesquisa da organiza\u00e7\u00e3o, registram que o garimpo ilegal j\u00e1 devastou 13.484 hectares dentro dessas \u00e1reas protegidas &#8211; concentrados em 15 Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o nos estados do Amap\u00e1, Amazonas e Par\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Desse total, 1.512 hectares est\u00e3o localizados em Unidades de Prote\u00e7\u00e3o Integral e 11.972 hectares em Unidades de Uso Sustent\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n<p>As Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o \u00e1reas protegidas, estabelecidas pelo poder p\u00fablico, que tem como objetivo proteger a biodiversidade, os recursos naturais e os ecossistemas brasileiros. Elas t\u00eam papel fundamental na mitiga\u00e7\u00e3o dos impactos causados pela crise clim\u00e1tica e na educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n<p><strong>Ranking das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o com maior \u00e1rea ocupada por garimpo<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><\/td><td><strong>Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td><td><strong>\u00c1rea de garimpo (ha)<\/strong><\/td><td><strong>Categoria&nbsp;<\/strong><\/td><td><strong>UF<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>1<\/td><td>Floresta Nacional do Aman\u00e3<\/td><td>6.812<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>PA<\/td><\/tr><tr><td>2<\/td><td>Floresta Nacional do Urupadi<\/td><td>2.613,03<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>AM<\/td><\/tr><tr><td>3<\/td><td>Floresta Nacional do Crepori<\/td><td>1.172,49<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>PA<\/td><\/tr><tr><td>4<\/td><td>Parque Nacional do Jamanxin<\/td><td>622,64<\/td><td>Prote\u00e7\u00e3o Integral<\/td><td>PA<\/td><\/tr><tr><td>5<\/td><td>Floresta Nacional de Altamira<\/td><td>538,64<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>PA<\/td><\/tr><tr><td>6<\/td><td>Floresta Nacional do Jamari<\/td><td>355,15<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>PA<\/td><\/tr><tr><td>7<\/td><td>Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Alto Mau\u00e9s<\/td><td>313,12<\/td><td>Prote\u00e7\u00e3o Integral<\/td><td>AM<\/td><\/tr><tr><td>8<\/td><td>Parque Nacional do Juruena<\/td><td>289, 18<\/td><td>Prote\u00e7\u00e3o Integral<\/td><td>AM\/MT<\/td><\/tr><tr><td>9<\/td><td>Floresta Nacional de Itaituba<\/td><td>201,65<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>PA<\/td><\/tr><tr><td>10<\/td><td>Parque Nacional do Mapinguari<\/td><td>164,34<\/td><td>Prote\u00e7\u00e3o Integral<\/td><td>AM<\/td><\/tr><tr><td>11<\/td><td>Parque Nacional dos Campos Amaz\u00f4nicos<\/td><td>123<\/td><td>Prote\u00e7\u00e3o Integral<\/td><td>AM<\/td><\/tr><tr><td>12<\/td><td>Floresta Nacional de Itaituba II<\/td><td>116<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>PA<\/td><\/tr><tr><td>13<\/td><td>Floresta Estadual do Amap\u00e1<\/td><td>86,87<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>AP<\/td><\/tr><tr><td>14<\/td><td>Reserva Extrativista Riozinho do Anfr\u00edsio<\/td><td>58,85<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>PA<\/td><\/tr><tr><td>15<\/td><td>Floresta Nacional do Trair\u00e3o<\/td><td>27,14<\/td><td>Uso Sustent\u00e1vel<\/td><td>PA<\/td><\/tr><tr><td colspan=\"2\"><strong>Total<\/strong><\/td><td colspan=\"3\"><strong>13.484,20<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n<p>Fonte: Departamento de Pesquisa do Greenpeace<\/p>\n\n<p><strong>Vetor de destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, o garimpo tem sido um dos principais vetores de destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. O enfraquecimento da fiscaliza\u00e7\u00e3o e o afrouxamento de leis ambientais, ocorridos durante o governo Bolsonaro, assim como o aumento do pre\u00e7o do ouro no mercado externo, fizeram com que os n\u00fameros relativos a essa atividade crescessem exponencialmente, piorando um cen\u00e1rio que j\u00e1 era muito complexo.&nbsp;<\/p>\n\n<p>De maneira geral, os garimpos causam destrui\u00e7\u00e3o ambiental, potencializam as viola\u00e7\u00f5es dos direitos de povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais, geram perdas econ\u00f4micas gra\u00e7as \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o fiscal e n\u00e3o pagamento de impostos e, ultimamente, est\u00e3o atrelados ao crime organizado &#8211; tendo sua infraestrutura utilizada tamb\u00e9m para o tr\u00e1fico de drogas, de armas, de pessoas e de animais silvestres.<\/p>\n\n<p>Recentemente, levantamento feito pelo Greenpeace Brasil mostrou que garimpeiros ilegais continuam abrindo novas \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o nas Terras Ind\u00edgenas Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami: foram 417 hectares abertos entre janeiro e junho de 2024 &#8211; uma \u00e1rea equivalente a 584 campos de futebol.&nbsp;<br><br>Recentemente, a organiza\u00e7\u00e3o ambiental tamb\u00e9m identificou a volta de garimpeiros \u00e0 Terra Ind\u00edgena Sarar\u00e9. A partir de dados do Sistema de Detec\u00e7\u00e3o do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi constatado o aumento de alertas de garimpo na regi\u00e3o, registrados em primeira m\u00e3o por fotografias durante sobrevoo.<br><br>Somente de janeiro a julho de 2024, a TI Sarar\u00e9 j\u00e1 soma 570 hectares de novos alertas de garimpo.<\/p>\n\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n\n<p>Neste novo trabalho, focado nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, os pesquisadores do Greenpeace identificaram um movimento migrat\u00f3rio da atividade garimpeira saindo do sentido leste para o sudoeste da Amaz\u00f4nia &#8211; mais precisamente, saindo do Par\u00e1 e indo em dire\u00e7\u00e3o ao estado do Amazonas, com impactos sendo vistos nos rios Tapaj\u00f3s, Jamanxim, Anam\u00e3 e Parauari. Entre as \u00e1reas analisadas, a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Alto Mau\u00e9s, no munic\u00edpio de Mau\u00e9s, Sul do Amazonas, destacou-se pelo grande e r\u00e1pido crescimento da atividade garimpeira.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Das \u00e1reas analisadas pelo Greenpeace, duas delas chamaram aten\u00e7\u00e3o por conta do avan\u00e7o recente do garimpo em seu interior: a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Alto Mau\u00e9s; e o Parque Nacional dos Campos Amaz\u00f4nicos, que protege, dentro da floresta amaz\u00f4nica, uma \u00e1rea de savana muito distinta e particular. O Parque fica situado entre os estados do Amazonas, Mato Grosso e Rond\u00f4nia.<\/p>\n\n<p>Na Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Alto Mau\u00e9s, as primeiras cicatrizes de atividade garimpeira apareceram em 2020, com a identifica\u00e7\u00e3o de 60 hectares de garimpo. Em 2023, esse n\u00famero estava em 178 hectares e em 2024 ele chegou a 313 hectares acumulados at\u00e9 o m\u00eas de julho &#8211; um aumento de 421% em quatro anos. A \u00e1rea devastada pelo garimpo dentro desta \u00e1rea protegida \u00e9 hoje aproximadamente duas vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, de S\u00e3o Paulo (SP). Dentro da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Alto Mau\u00e9s, o garimpo se concentra na regi\u00e3o sudeste, principalmente nos afluentes do rio Parauari. Tamb\u00e9m foi poss\u00edvel observar duas pistas de pouso ativas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O primeiro alerta de garimpo dentro do Parque Nacional dos Campos Amaz\u00f4nicos foi observado pela ferramenta espec\u00edfica do Greenpeace, o sistema Papa Alpha, em 29 de janeiro de 2023. Na ocasi\u00e3o, foram identificadas duas aberturas relativas \u00e0 atividade garimpeira e o incremento de um ramal. Um segundo conjunto de alertas apareceu em fevereiro do mesmo ano. O tamanho da \u00e1rea devastada associada ao garimpo dentro daquela Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 de 123 hectares. Al\u00e9m do garimpo, os Campos Amaz\u00f4nicos sofrem com desmatamento para transforma\u00e7\u00e3o em pastagens ilegais, inc\u00eandios florestais e roubo de madeira.<\/p>\n\n<p><strong>Problema hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n\n<p>Al\u00e9m das duas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o citadas, vale a pena relembrar algumas outras, em que o garimpo ilegal tamb\u00e9m \u00e9 um grande e hist\u00f3rico problema.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Na Floresta Nacional do Aman\u00e3, que fica na divisa entre o Amazonas e o Par\u00e1, o Greenpeace Brasil identificou 6,8 mil hectares de garimpo. \u201cAman\u00e3\u201d \u00e9 um termo de origem ind\u00edgena que significa \u201c\u00e1gua que vem do c\u00e9u&#8221;. O rio de mesmo nome, o mais importante daquela Floresta Nacional, possui 156 quil\u00f4metros &#8211; desses, 56 j\u00e1 foram afetados pelo garimpo, sem contar seus afluentes. <strong>A Flona do Aman\u00e3 \u00e9 a Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia que tem a maior \u00e1rea destru\u00edda por garimpo ilegal.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p>Situada no sul do Amazonas, na cidade de Mau\u00e9s, a Floresta Nacional de Urupadi ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o nesse triste ranking. Ela sofre com o garimpo ilegal desde 1985, quando foram identificados 162 hectares da atividade ilegal em seu interior. Em 2016, quando a Floresta Nacional foi criada e a \u00e1rea passou a ser protegida de maneira mais r\u00edgida, o tamanho dessa \u00e1rea era de 303 hectares. Em 2024, o levantamento do Greenpeace encontrou 2.603 hectares de atividade garimpeira &#8211; um aumento de 759% em menos de 8 anos.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Apesar da atividade garimpeira ser permitida em certas zonas da Floresta Nacional do Urupadi, o Plano de Manejo Florestal da Flona n\u00e3o foi localizado, o que seria de suma import\u00e2ncia para verificar se os limites da explora\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo respeitados.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O Greenpeace analisou os pedidos de Permiss\u00e3o de Lavra Garimpeira (PLG) disponibilizados pela Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM) dentro da UC. Foi feita a intersec\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de garimpo com a \u00e1rea da PLG, e verificou-se que de 120 pedidos dentro da UC, 43 PLGs em diferentes fases est\u00e3o sobrepostas \u00e0 \u00e1rea de garimpo na UC. .<\/p>\n\n<p><strong>An\u00e1lise<\/strong><\/p>\n\n<p>O objetivo do mais recente levantamento do Greenpeace Brasil foi realizar um mapeamento para compreender a din\u00e2mica de expans\u00e3o e desacelera\u00e7\u00e3o do garimpo ilegal dentro de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, bem como quantificar o tamanho ocupado por essa atividade. A an\u00e1lise excluiu a categoria \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA). Considerou-se garimpo ilegal toda extra\u00e7\u00e3o mineral realizada dentro de Unidades de Prote\u00e7\u00e3o Integral e de Uso Sustent\u00e1vel que n\u00e3o possu\u00edsse autoriza\u00e7\u00e3o no respectivo plano de manejo.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A an\u00e1lise do garimpo dentro das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o foi realizada utilizando imagens de sat\u00e9lite do sistema Planet Lab e Sentinel -2. Foram utilizadas ainda alertas do <em>Papa Alpha<\/em>, ferramenta pr\u00f3pria do Greenpeace, que utiliza os sensores GLAD (<em>Global Analysis and Discovery<\/em>). Sensores RADD (Radar para Detec\u00e7\u00e3o de Desflorestamento) foram empregados para analisar \u00e1reas com muita cobertura de nuvens. Al\u00e9m disso, o Greenpeace realizou um sobrevoo no Parque Nacional dos Campos Amaz\u00f4nicos e Parque Nacional Mapinguari para registrar <em>in loco<\/em> essas atividades.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Ferramentas de conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n<p>As Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o divididas em duas categorias: as de Prote\u00e7\u00e3o Integral e as de Uso Sustent\u00e1vel. As \u00e1reas de Prote\u00e7\u00e3o Integral s\u00e3o mais restritivas e permitem apenas o uso indireto de seus recursos, como pesquisas cient\u00edficas e atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental, como os Parques Nacionais e as Esta\u00e7\u00f5es Ecol\u00f3gicas. J\u00e1 as de Uso Sustent\u00e1vel possibilitam a explora\u00e7\u00e3o de seus recursos, segundo um plano de manejo que estabelece regras &#8211; e sem esquecer da conserva\u00e7\u00e3o da natureza. As Reservas Extrativistas e as Reservas de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel s\u00e3o exemplos de Unidades de Uso Sustent\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n<p>No Brasil, as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o reguladas pela Lei 9.985, que estabeleceu, no ano 2000, o Sistema Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (SNUC). Junto \u00e0s Terras Ind\u00edgenas e Territ\u00f3rios Quilombolas, as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o ferramentas important\u00edssimas de conserva\u00e7\u00e3o da natureza, de manuten\u00e7\u00e3o da vida de povos e comunidades tradicionais e enfrentamento da crise clim\u00e1tica. &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo e in\u00e9dito levantamento do Greenpeace Brasil mostra que o garimpo ilegal amea\u00e7a um importante e fundamental patrim\u00f4nio natural brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":54340,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[22,60,43],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-54337","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-florestas","tag-garimpo","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54337","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54337"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54337\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54359,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54337\/revisions\/54359"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54337"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54337"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54337"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=54337"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}