{"id":55019,"date":"2024-10-14T10:59:58","date_gmt":"2024-10-14T13:59:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=55019"},"modified":"2024-10-14T14:17:18","modified_gmt":"2024-10-14T17:17:18","slug":"peidos-arrotos-e-muito-mais-metano-o-gas-invisivel-que-cozinha-o-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/peidos-arrotos-e-muito-mais-metano-o-gas-invisivel-que-cozinha-o-clima\/","title":{"rendered":"Peidos, arrotos e muito mais: metano, o g\u00e1s invis\u00edvel que cozinha o clima"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Presente nos puns e arrotos das vacas, e emitido a partir do esterco de animais de cria\u00e7\u00e3o, o g\u00e1s metano \u00e9 um dos supervil\u00f5es da crise clim\u00e1tica, e a m\u00e1 not\u00edcia: o Brasil produz um mont\u00e3o dele<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/f8b60daf-gp1suhvr_medium-res-1200px-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55020\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/f8b60daf-gp1suhvr_medium-res-1200px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/f8b60daf-gp1suhvr_medium-res-1200px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/f8b60daf-gp1suhvr_medium-res-1200px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/f8b60daf-gp1suhvr_medium-res-1200px-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/f8b60daf-gp1suhvr_medium-res-1200px.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O metano \u00e9 produzido no processo de digest\u00e3o de vacas e outros ruminantes, e a partir da fermenta\u00e7\u00e3o de dejetos resultantes da cria\u00e7\u00e3o intensiva de animais. \u00a9 Fred Dott \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Voc\u00eas j\u00e1 devem ter ouvido falar de aquecimento global, certo? Trata-se do aquecimento da superf\u00edcie da Terra e dos oceanos, provocado pela concentra\u00e7\u00e3o de gases que esquentam nossa atmosfera. O di\u00f3xido de carbono (CO<sub>2<\/sub>) \u00e9 o mais conhecido deles, emitido pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis e pela mudan\u00e7a do uso da terra, o conhecido desmatamento. Mas existe um outro g\u00e1s, bem menos famoso, que \u00e9 80 vezes mais potente para o aquecimento global\u00a0que CO<sub>2\u00a0<\/sub> num intervalo de 20 anos: o metano. Sua emiss\u00e3o precisa ser reduzida.\u00a0<\/p>\n\n<p>Embora o di\u00f3xido de carbono seja um g\u00e1s com efeito de estufa bem conhecido e que permanece na atmosfera durante s\u00e9culos &#8211; a vida \u00fatil do metano \u00e9 mais curta, ele desaparece da atmosfera em apenas 12 anos se n\u00e3o continuarmos a emiti-lo &#8211;  o g\u00e1s metano \u00e9 mais potente e aquece o nosso planeta mais rapidamente do que outros gases, causando muitos danos ao nosso clima.<\/p>\n\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o atual de metano \u00e9 quase 3 vezes maior <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-022-00312-2\">do que era durante a era pr\u00e9-industrial<\/a>, e as emiss\u00f5es deste g\u00e1s est\u00e3o <a href=\"https:\/\/news.stanford.edu\/stories\/2024\/09\/methane-emissions-are-rising-faster-than-ever\">subindo mais r\u00e1pido do que nunca<\/a>. O metano ocorre naturalmente na Terra, mas tamb\u00e9m \u00e9 liberado pela a\u00e7\u00e3o humana, sendo resultante da opera\u00e7\u00e3o de setores como \u00f3leo, g\u00e1s e carv\u00e3o, agricultura (cultivo de arroz), cria\u00e7\u00e3o de animais (ind\u00fastria de carne e latic\u00ednios) e res\u00edduos. Mas uma forma relevante em que ele \u00e9 produzido e liberado na atmosfera \u00e9 durante a digest\u00e3o das vacas.<\/p>\n\n<p>Arrotar faz parte do processo digestivo das vacas e, \u00e0 medida que esses animais comem plantas e as decomp\u00f5em no est\u00f4mago, o metano \u00e9 produzido e liberado quando elas arrotam. E uma vaca pode arrotar a cada 90 segundos, o que \u00e9 muito! O metano na cria\u00e7\u00e3o de animais tamb\u00e9m \u00e9 produzido a partir de grandes quantidades de esterco de porco, vaca e galinha. Quanto mais desses animais em um s\u00f3 lugar, mais estrume e mais metano. Considerando a escala global de produ\u00e7\u00e3o industrial de carne e latic\u00ednios, as emiss\u00f5es do setor s\u00e3o substanciais e representam um enorme problema para o clima e para todos n\u00f3s.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/2422c7c3-gp0stwxcg_medium-res-1200px-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55021\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/2422c7c3-gp0stwxcg_medium-res-1200px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/2422c7c3-gp0stwxcg_medium-res-1200px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/2422c7c3-gp0stwxcg_medium-res-1200px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/2422c7c3-gp0stwxcg_medium-res-1200px-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/2422c7c3-gp0stwxcg_medium-res-1200px.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tanques a c\u00e9u aberto armazenam as fezes de porcos, em Rislev, na Dinamarca.\u00a9 Will Rose \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Um novo relat\u00f3rio publicado pelo Greenpeace N\u00f3rdico estimou que <strong>as emiss\u00f5es de metano de 29 empresas do setor da carne e lactic\u00ednios rivalizam com as das 100 maiores empresas mundiais do setor dos combust\u00edveis f\u00f3sseis para a emiss\u00e3o do g\u00e1s.<\/strong> E aponta que mudan\u00e7as sistem\u00e1ticas na produ\u00e7\u00e3o e no consumo em pa\u00edses de renda m\u00e9dia e alta poderiam proporcionar um efeito de arrefecimento significativo at\u00e9 2050, com alguns resultados positivos j\u00e1 em 2030. <\/p>\n\n<p>Em contrapartida, se n\u00e3o for regulamentado, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que o setor de produ\u00e7\u00e3o de carne e lactic\u00ednios, sozinho, aque\u00e7a o mundo em mais 0,32\u00b0C at\u00e9 2050. As novas proje\u00e7\u00f5es baseiam-se no cen\u00e1rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO) para uma trajet\u00f3ria de manuten\u00e7\u00e3o do ritmo atual de produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050.<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-sweden-stateless\/2024\/10\/2996f732-2024.10.07_turning-down-the-heat-report-with-design_english.pdf\">Leia o relat\u00f3rio <em>Turning Down the Heat <\/em>(Reduzindo o aquecimento) &#8211; apenas em ingl\u00eas<\/a>\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Atualmente, os cinco maiores emissores de metano do setor da carne e lactic\u00ednios s\u00e3o JBS, Marfrig, Minerva, Cargill e Dairy Farmers da Am\u00e9rica, segundo o relat\u00f3rio. As emiss\u00f5es dessas empresas superam as emiss\u00f5es combinadas de metano dos grandes gigantes dos combust\u00edveis f\u00f3sseis como a ExxonMobil, Shell, Total Energies, Chevron e BP.<\/p>\n\n<p><strong>Segurar o avan\u00e7o da pecu\u00e1ria \u00e9 bom para a Amaz\u00f4nia, para os animais e para o planeta<\/strong><\/p>\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o global de carne e lactic\u00ednios \u00e9 impulsionada por uma s\u00e9rie de grandes empresas e segue crescendo como se n\u00e3o existisse amanh\u00e3. No Brasil, pastagens ocupam cerca de <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/meio-ambiente\/noticia\/2024\/10\/03\/mais-de-90percent-do-desmatamento-da-amazonia-e-para-abertura-de-pastagem-diz-mapbiomas.ghtml?cmid=4b7f20dc-57a5-4722-9c1c-300830f51f50\">\u00a090%<\/a> da \u00e1rea desmatada na Amaz\u00f4nia at\u00e9 2023, segundo o Mapbiomas, e <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-sweden-stateless\/2024\/10\/2996f732-2024.10.07_turning-down-the-heat-report-with-design_english.pdf\">o relat\u00f3rio do Greenpeace N\u00f3rdico<\/a> mostrou como as emiss\u00f5es de metano da pecu\u00e1ria rivalizam com as da ind\u00fastria de combust\u00edveis f\u00f3sseis (para metano).<\/p>\n\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, a JBS, o maior produtor de carne do mundo, e conhecida por seu p\u00e9ssimo hist\u00f3rico de envolvimento com o desmatamento, \u00e9 respons\u00e1vel por mais emiss\u00f5es de metano do que a ExxonMobil e Shell juntas. De fato, a empresa ocuparia o 5\u00ba lugar em compara\u00e7\u00e3o com as maiores empresas emissoras de metano no setor de f\u00f3sseis.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/483433d5-gp0stq5ii_medium-res-1200px-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55022\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/483433d5-gp0stq5ii_medium-res-1200px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/483433d5-gp0stq5ii_medium-res-1200px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/483433d5-gp0stq5ii_medium-res-1200px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/483433d5-gp0stq5ii_medium-res-1200px-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/483433d5-gp0stq5ii_medium-res-1200px.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gado em \u00e1rea desmatada e embargada pelo Ibama, no munic\u00edpio de Aripuan\u00e3 (MT).\u00a9 Bruno Kelly \/ Greenpeace <\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Mudan\u00e7as na forma e intensidade da produ\u00e7\u00e3o de carne e latic\u00ednios \u00e9 um passo crucial para mitigar as emiss\u00f5es de metano e desacelerar o aquecimento global &#8211; e a maneira mais eficaz de fazer isso \u00e9 fazer a transi\u00e7\u00e3o para um sistema de produ\u00e7\u00e3o de alimentos que seja muito mais justo para n\u00f3s, os animais e o planeta.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Portanto, precisamos cortar o metano tanto das grandes empresas de cria\u00e7\u00e3o de animais, como das grandes empresas petrol\u00edferas. Embora a diminui\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de metano possa reduzir o ritmo do aquecimento global, segue sendo essencial eliminar gradualmente a emiss\u00e3o de CO<sub>2 <\/sub>, produzido em grande parte devido ao uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis. S\u00f3 assim poderemos para lidar com o caos clim\u00e1tico e estabilizar o clima.\u00a0<\/p>\n\n<p>O agroneg\u00f3cio, que inclui a ind\u00fastria de carnes e latic\u00ednios, vem deixando um rasto de destrui\u00e7\u00e3o em todo o planeta, contribuindo fortemente para a crise clim\u00e1tica, sendo as emiss\u00f5es de metano uma parte significativa do problema. Na quest\u00e3o do clima, o setor agropecu\u00e1rio precisa ser visto tamb\u00e9m como parte do problema, e ser chamado a reduzir drasticamente suas emiss\u00f5es.\u00a0<\/p>\n\n<p>Neste sentido, governos ao redor do mundo (incluindo o Brasil) devem: a) atuar a partir de leis e metas oficiais para reduzir as emiss\u00f5es da agropecu\u00e1ria, incluindo o g\u00e1s metano; b)obrigar as empresas a reportar publicamente sobre suas emiss\u00f5es; c) introduzir pol\u00edticas para reduzir o consumo exagerado de prote\u00edna animal incentivando dietas mais sustent\u00e1veis, d) fomentar uma transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica justa, e dentre as a\u00e7\u00f5es, deve estar o redirecionamento de fundos.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-group has-action-yellow-background-color has-background is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong>Quer fazer algo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode come\u00e7ar a repensar e reduzir o seu consumo de carne. Para te ajudar, d\u00ea uma olhadinha no nosso compilado de <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/segunda-sem-carne-setembro-2021\/\">Segunda Sem Carne<\/a>, com receitas f\u00e1ceis e deliciosas para experimentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tamb\u00e9m pode ajudar muito <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/relatorio-bancando-a-extincao\/\">assinando agora a peti\u00e7\u00e3o Bancando a Extin\u00e7\u00e3o<\/a>, onde exigimos regras mais r\u00edgidas para a concess\u00e3o de cr\u00e9dito rural para produtores envolvidos com viola\u00e7\u00f5es socioambientais. E acredite, tem muito pecuarista destruidor acessando cr\u00e9dito!<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presente nos puns e arrotos das vacas, e emitido a partir do esterco de animais de cria\u00e7\u00e3o, o g\u00e1s Metano \u00e9 um dos supervil\u00f5es da crise clim\u00e1tica, e a m\u00e1 not\u00edcia: o Brasil produz um mont\u00e3o dele<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":55020,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-55019","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-greenpeace","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55019"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55019\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55036,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55019\/revisions\/55036"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55019"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=55019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}