{"id":55075,"date":"2024-10-17T12:37:00","date_gmt":"2024-10-17T15:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=55075"},"modified":"2025-02-11T15:48:22","modified_gmt":"2025-02-11T18:48:22","slug":"garimpo-cresce-em-terras-indigenas-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/garimpo-cresce-em-terras-indigenas-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Garimpo cresce em Terras Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>\u00c1rea destru\u00edda pelo garimpo nas Terras Ind\u00edgenas Kayap\u00f3, Munduruku, Yanomami no \u00faltimo trimestre aumentou em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Greenpeace lan\u00e7a storymap para facilitar visualiza\u00e7\u00e3o de dados e informa\u00e7\u00f5es\u00a0<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"724\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/a857c964-localizacao_4tis_03102024-1-1024x724.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55077\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/a857c964-localizacao_4tis_03102024-1-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/a857c964-localizacao_4tis_03102024-1-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/a857c964-localizacao_4tis_03102024-1-768x543.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/a857c964-localizacao_4tis_03102024-1-1536x1086.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/a857c964-localizacao_4tis_03102024-1-2048x1448.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/a857c964-localizacao_4tis_03102024-1-1932x1366.jpg 1932w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/a857c964-localizacao_4tis_03102024-1-481x340.jpg 481w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Localiza\u00e7\u00e3o das Terras Ind\u00edgenas monitoradas e \u00e1reas de garimpo. Cr\u00e9dito: Departamento de Pesquisa\/ Greenpeace <\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O garimpo continua sendo um grande fator de destrui\u00e7\u00e3o nas Terras Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia. Levantamento in\u00e9dito do Greenpeace mostra que a \u00e1rea devastada pela atividade garimpeira nas Terras Ind\u00edgenas Kayap\u00f3 (PA), Yanomami (AM\/RR), Munduruku (PA) nos \u00faltimos tr\u00eas meses &#8211; agosto, setembro e outubro de 2024 &#8211; cresceu em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Em conjunto com a Terra Ind\u00edgena Sarar\u00e9 (MT), inclu\u00edda no monitoramento por conta da r\u00e1pida destrui\u00e7\u00e3o que v\u00eam ocorrendo ali naquele territ\u00f3rio, foram contabilizados 505 hectares de florestas destru\u00eddos pelo garimpo nos \u00faltimos tr\u00eas meses &#8211; o equivalente a 707 campos de futebol.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Somando-se a isso os problemas trazidos pelo fogo e pela estiagem na atual temporada, desenha-se na Amaz\u00f4nia um cen\u00e1rio de intensa destrui\u00e7\u00e3o em alguns dos territ\u00f3rios origin\u00e1rios mais simb\u00f3licos do bioma.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para este levantamento, o Greenpeace preparou um <em><a href=\"https:\/\/storymaps.arcgis.com\/stories\/6f1df6f1b0b9489590f8275e1b8be80c\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/storymaps.arcgis.com\/stories\/6f1df6f1b0b9489590f8275e1b8be80c\">storymap<\/a><\/em>, que permite que pesquisadores, cientistas, estudiosos e ativistas envolvidos com a pauta visualizem de maneira mais f\u00e1cil e clara os preju\u00edzos do garimpo ilegal.\u00a0<\/p>\n\n<p><strong>Detalhes<\/strong><\/p>\n\n<p>Segundo os dados do Greenpeace, a Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3 foi a mais afetada pela atividade garimpeira no \u00faltimo trimestre, registrando um aumento de 35% em rela\u00e7\u00e3o a julho, agosto e setembro do ano passado. Foram 315 hectares devastados pelo garimpo, o equivalente a duas vezes o tamanho do Parque Ibirapuera.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Munduruku registrou um aumento de 34,7%, com 32,51 novos hectares abertos no \u00faltimo trimestre. J\u00e1 na Terra Ind\u00edgena Yanomami, o aumento foi de 32%, com 50 novos hectares devastados entre julho, agosto e setembro, ainda que o Governo Federal tenha emitido <a href=\"https:\/\/agenciagov.ebc.com.br\/noticias\/202410\/em-setembro-acoes-do-governo-zeram-abertura-de-garimpos-na-terra-yanomami\">nota<\/a> afirmando que a atividade havia sido zerada na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Na Terra Ind\u00edgena Sarar\u00e9, foram registrados 106,98 hectares destru\u00eddos por garimpeiros entre agosto e setembro. As quatro Terras Ind\u00edgenas monitoradas pelo Greenpeace somam 27.250 hectares devastados &#8211; o equivalente a 11% de toda a destrui\u00e7\u00e3o causada por essa atividade econ\u00f4mica na Amaz\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/8398ce10-gp1ta6cs_low-res-800px-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55080\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/8398ce10-gp1ta6cs_low-res-800px-1.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/8398ce10-gp1ta6cs_low-res-800px-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/8398ce10-gp1ta6cs_low-res-800px-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/10\/8398ce10-gp1ta6cs_low-res-800px-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Minera\u00e7\u00e3o ilegal na Terra Ind\u00edgena Sarar\u00e9 no Mato Grosso. Cr\u00e9dito: \u00a9 Fabio Bispo \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>Garimpo e fogo<\/strong><\/p>\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Kayap\u00f3 \u00e9 a mais devastada entre as \u00e1reas monitoradas. O territ\u00f3rio registrou tr\u00eas recordes no trimestre analisado: o de maior concentra\u00e7\u00e3o de garimpo, o de maior n\u00famero de novas \u00e1reas desmatadas para a atividade garimpeira, e a mais impactada por inc\u00eandios florestais em 2024. No dia 11 de setembro, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2024\/09\/13\/focos-de-queimadas-ameacam-territorios-indigenas-na-divisa-de-mato-grosso-com-para.ghtml\">o Greenpeace Brasil realizou um sobrevoo pela regi\u00e3o<\/a> para registrar o cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o e fuma\u00e7a. Com um total de 15.982 hectares j\u00e1 destru\u00eddos pelo garimpo, s\u00f3 nos \u00faltimos tr\u00eas meses 315 hectares foram desmatados, o que equivale a aproximadamente dois Parques Ibirapuera. Al\u00e9m disso, essa <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/terra-indigena-kayapo-e-a-mais-atingida-por-queimadas-no-brasil\/#:~:text=Levantamento%20divulgado%20pelo%20Greenpeace%20em,hectares%20devastados%20pela%20atividade%20garimpeira.\">TI tamb\u00e9m registrou o maior n\u00famero de focos de inc\u00eandio<\/a>, muitos dos quais relacionados diretamente \u00e0 atividade garimpeira, que utiliza o fogo para abrir novas \u00e1reas para minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Munduruku tamb\u00e9m sofre impactos severos com um total de 7.145 hectares j\u00e1 devastados em toda sua \u00e1rea. Nos \u00faltimos tr\u00eas meses, 32,51 hectares foram destru\u00eddos para abertura de garimpo. Entre as quatro Terras Ind\u00edgenas monitoradas, a TI Munduruku registrou a menor expans\u00e3o de novas \u00e1reas. No entanto, isso ainda representa um aumento em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n\n<p>Na Terra Ind\u00edgena Yanomami, as frentes de garimpo se concentram principalmente no sul do territ\u00f3rio, na \u00e1rea onde ela se sobrep\u00f5e ao Parque Nacional do Pico da Neblina.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sarar\u00e9: a nova fronteira do garimpo<\/strong><\/h3>\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Sarar\u00e9 foi recentemente incorporada ao monitoramento do Greenpeace Brasil, devido ao aumento expressivo da atividade garimpeira na regi\u00e3o. Somente entre agosto e setembro de 2024, 106 hectares foram desmatados, <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/sob-pressao-avanco-do-garimpo-desafia-o-estado-e-destroi-a-terra-indigena-sarare\/\">impulsionados por garimpos ilegais que avan\u00e7am no sul do territ\u00f3rio.<\/a> Al\u00e9m disso, a regi\u00e3o enfrenta uma escalada de viol\u00eancia, com lideran\u00e7as ind\u00edgenas sob constante amea\u00e7a de morte devido a conflitos entre garimpeiros e agentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o. A Terra Ind\u00edgena tamb\u00e9m sofreu bastante com as queimadas &#8211; cerca de 70% de seu territ\u00f3rio foi afetado pelas chamas no \u00faltimo trimestre.<\/p>\n\n<p>\u201cOs dados mostram que a atividade garimpeira continua sendo um dos maiores vetores de destrui\u00e7\u00e3o das Terras Ind\u00edgenas brasileiras. O que tem sido feito at\u00e9 agora \u00e9 insuficiente, \u00e9 o que os nossos dados mostram. Os territ\u00f3rios origin\u00e1rios continuam sendo devorados por um modelo de desenvolvimento predat\u00f3rio, que p\u00f5e em risco as nossas florestas, que s\u00e3o alguns dos mais valiosos ativos que temos, e amea\u00e7am de maneira muito grave a vida e sobreviv\u00eancia dos povos ind\u00edgenas. Precisamos de a\u00e7\u00f5es firmes e cont\u00ednuas para proteger essas terras e os povos que dependem delas\u201d, afirma Jorge Eduardo Dantas, porta-voz da Frente de Povos Ind\u00edgenas do Greenpeace Brasil. Dados obtidos via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI) mostram que em 2024 foram realizadas treze opera\u00e7\u00f5es contra o garimpo nas quatro Terras Ind\u00edgenas monitoradas.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n\n<p>O mapeamento dos garimpos em Terras Ind\u00edgenas \u00e9 realizado por meio de alertas gerados por radar e sensores \u00f3pticos, utilizando os sistemas GLAD e RADD (<em>Radar for Detecting Deforestation<\/em>) na ferramenta interna do Greenpeace, chamada &#8216;Papa Alpha&#8217;. A acur\u00e1cia dos alertas para garimpo \u00e9 confirmada atrav\u00e9s das imagens de sat\u00e9lite dos sistemas Planet Lab e Sentinel-2. Esta pesquisa utilizou dados do sistema Alarms &#8211; Lasa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), dados das opera\u00e7\u00f5es foram obtidos via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI), BDE Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e MAPBIOMAS.&nbsp;<\/p>\n\n<p>A devasta\u00e7\u00e3o causada pelo garimpo ilegal \u00e9 uma trag\u00e9dia que amea\u00e7a n\u00e3o apenas as Terras Ind\u00edgenas, mas todo o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico da Amaz\u00f4nia e os povos que dela dependem. N\u00e3o podemos permitir que essa destrui\u00e7\u00e3o continue impune, alimentada pela gan\u00e2ncia de alguns poucos e pela falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva.<\/p>\n\n<p>Mais de 195 mil pessoas j\u00e1 se uniram \u00e0 campanha <strong>\u2018Amaz\u00f4nia Livre de Garimpo\u2019<\/strong>, mostrando que a luta pela preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia \u00e9 coletiva e urgente. Junte-se a n\u00f3s e fa\u00e7a parte dessa mobiliza\u00e7\u00e3o em defesa das florestas e dos povos ind\u00edgenas. Assine a nossa peti\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/amazonia-livre-de-garimpo\/\">&nbsp;Amaz\u00f4nia Livre de Garimpo<\/a> e fortale\u00e7a essa causa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O garimpo continua sendo um grande fator de destrui\u00e7\u00e3o nas Terras Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia. Levantamento in\u00e9dito do Greenpeace mostra que a \u00e1rea devastada pela atividade garimpeira nas Terras Ind\u00edgenas Kayap\u00f3&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":55080,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[60,43],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-55075","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-garimpo","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55075"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55075\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55081,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55075\/revisions\/55081"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55080"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55075"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=55075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}