{"id":55248,"date":"2024-11-07T18:54:10","date_gmt":"2024-11-07T21:54:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=55248"},"modified":"2024-12-05T14:40:41","modified_gmt":"2024-12-05T17:40:41","slug":"desmatamento-da-amazonia-cai-31-apesar-de-ano-marcado-pelas-queimadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desmatamento-da-amazonia-cai-31-apesar-de-ano-marcado-pelas-queimadas\/","title":{"rendered":"Desmatamento da Amaz\u00f4nia cai 31%, apesar de ano marcado pelas queimadas"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Recorde de queimadas na regi\u00e3o e taxa de 6.288 km\u00b2, no entanto, mostra que ainda h\u00e1 muito o que fazer para cumprir a meta de desmatamento zero<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/8cd77697-mari3345-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-52379\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/8cd77697-mari3345-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/8cd77697-mari3345-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/8cd77697-mari3345-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/04\/8cd77697-mari3345-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fazenda desmatada e ocupada por gado em L\u00e1brea (AM). \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><br>O desmatamento da Amaz\u00f4nia teve redu\u00e7\u00e3o de 30,6% no \u00faltimo ano, na compara\u00e7\u00e3o no mesmo per\u00edodo do ano anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo Programa de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amaz\u00f4nica Brasileira por Sat\u00e9lite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Cerrado tamb\u00e9m registrou queda na \u00e1rea desmatada, ap\u00f3s cinco anos de altas consecutivas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>De acordo com o Prodes, a estimativa da taxa oficial de desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal, que considera o per\u00edodo que vai de agosto de 2023 a julho de 2024, foi de 6.288 km\u00b2, a menor \u00e1rea desde 2016 e a menor taxa dos \u00faltimos nove anos.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Para Tha\u00eds Bannwart, porta-voz da frente de Florestas do Greenpeace Brasil, a retomada do Plano de A\u00e7\u00e3o para Preven\u00e7\u00e3o e Controle do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal (PPCDAm), \u00e9 a principal respons\u00e1vel pela queda do desmatamento na regi\u00e3o, mas ainda \u00e9 preciso avan\u00e7ar ainda mais no combate ao desmatamento e preven\u00e7\u00e3o de queimadas.<\/p>\n\n<p>\u201cEmbora a volta da fiscaliza\u00e7\u00e3o e a estrat\u00e9gia de prioriza\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios cr\u00edticos tenham refletido positivamente nos n\u00fameros anunciados, o Brasil segue muito longe do objetivo de alcan\u00e7ar o desmatamento zero at\u00e9 2030, assumido pelo governo brasileiro\u201d, afirma.<\/p>\n\n<p>Enquanto os estados de Rond\u00f4nia e Mato Grosso tiveram as maiores redu\u00e7\u00f5es no desmatamento, com quedas de 62% e 45% respectivamente, Roraima teve aumento de 53% na \u00e1rea desmatada. An\u00e1lise do Greenpeace aponta que esse resultado foi impulsionado pelas intensas queimadas enfrentadas no estado nos primeiros meses de 2024, que entraram no c\u00e1lculo do Prodes.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Desmatamento no Cerrado come\u00e7a, finalmente, a cair<\/strong><\/p>\n\n<p>No Cerrado, os dados do Prodes apontam para uma redu\u00e7\u00e3o de 25,7% no desmatamento, em rela\u00e7\u00e3o a 2023. Foi a primeira queda, ap\u00f3s cinco anos de aumentos consecutivos, chegando a&nbsp; 8.174 km\u00b2. Considerando os estados que comp\u00f5em o MATOPIBA (Acr\u00f4nimo de Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia), regi\u00e3o de interesse econ\u00f4mico marcada pela expans\u00e3o agressiva do agroneg\u00f3cio e que nos \u00faltimos anos vem registrando aumentos expressivos no desmatamento, houve queda em todos os estados, com destaque para a Bahia, que teve redu\u00e7\u00e3o de 63% no desmatamento, na compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo anterior, e Maranh\u00e3o, com queda de 15%.<\/p>\n\n<p>\u201c\u00c9 um resultado que merece ser comemorado, mesmo com todos os desafios que ainda existem.&nbsp; O Cerrado \u00e9 ber\u00e7o de nascentes que alimentam v\u00e1rias das principais bacias hidrogr\u00e1ficas que abastecem o pa\u00eds, al\u00e9m de ser um hotspot da biodiversidade e precisa n\u00e3o s\u00f3 de um plano, mas de a\u00e7\u00f5es de longo prazo para sua prote\u00e7\u00e3o, que inclua o reconhecimento dos direitos territoriais dos povos ind\u00edgenas e popula\u00e7\u00f5es tradicionais\u201d, afirma Tha\u00eds.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, desmatamento precisa acabar<\/strong><\/h2>\n\n<p>Acabar com o desmatamento \u00e9 fundamental para reduzir a contribui\u00e7\u00e3o do Brasil com a crise clim\u00e1tica, tema que estar\u00e1 em pauta nas reuni\u00f5es da COP29 e do G20. A agropecu\u00e1ria e o desmatamento comp\u00f5em a maior parte (74%) das emiss\u00f5es dom\u00e9sticas de gases do efeito estufa. De acordo com dados do Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es e Remo\u00e7\u00f5es de Gases de Efeito Estufa <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/agencia-brasil\/2024\/11\/07\/brasil-reduz-em-12-emissoes-de-gases-do-efeito-estufa-em-2023.htm\">(SEEG)<\/a> para 2023, do Observat\u00f3rio do Clima, 46% das emiss\u00f5es vieram de mudan\u00e7a do uso da terra e 28% foram provenientes da agropecu\u00e1ria, que \u00e9 tamb\u00e9m o setor que mais desmata.\u00a0<\/p>\n\n<p>Em 2023 e 2024, enfrentamos anos com temperaturas recorde e secas hist\u00f3ricas. J\u00e1 vivemos um cen\u00e1rio marcado por inunda\u00e7\u00f5es, secas, queimadas e n\u00e3o h\u00e1 tempo a perder. A atualiza\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira, com metas mais ambiciosas para 2035, \u00e9 uma oportunidade para acelerar as mudan\u00e7as necess\u00e1rias, mas \u00e9 preciso agir o quanto antes.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Mundo em Chamas: Ep. 2 - Cuidado com a Sa\u00fade em tempo de fuma\u00e7a | Greenpeace Brasil\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FTVWniass8A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Assista \u00e0 s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tOvTZCMyVHk&amp;list=PLgypAGt9KjpB0QS038VgQfvrf5o_7_DIt\">Mundo em Chamas, no Youtube. Clique aqui.<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio, ainda, bloquear todos os caminhos utilizados pelos desmatadores, com a\u00e7\u00f5es estruturantes e medidas de longo prazo, tais como vedar cr\u00e9dito, regular efetivamente os fluxos financeiros que ainda chegam a quem desmata, al\u00e9m de avan\u00e7ar na destina\u00e7\u00e3o de terras p\u00fablicas, demarca\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios tradicionais, na regulariza\u00e7\u00e3o ambiental das propriedades inscritas no CAR e transpar\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es socioambientais e em mecanismos que promovam a rastreabilidade total de produtos agropecu\u00e1rios\u201d, defende Tha\u00eds Bannwart.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recorde de queimadas na regi\u00e3o e taxa de 6.288 km\u00b2, no entanto, mostra que ainda h\u00e1 muito o que fazer para cumprir a meta de desmatamento zero<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":55249,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[46],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-55248","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-desmatamento","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55248","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55248"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55248\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55647,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55248\/revisions\/55647"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55249"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55248"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55248"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55248"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=55248"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}