{"id":55834,"date":"2024-12-12T11:45:09","date_gmt":"2024-12-12T14:45:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=55834"},"modified":"2024-12-20T13:58:43","modified_gmt":"2024-12-20T16:58:43","slug":"mais-de-60-organizacoes-assinam-manifesto-em-defesa-da-moratoria-da-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/mais-de-60-organizacoes-assinam-manifesto-em-defesa-da-moratoria-da-soja\/","title":{"rendered":"Mais de 70 organiza\u00e7\u00f5es assinam Manifesto em defesa da Morat\u00f3ria da Soja"},"content":{"rendered":"\n<p>Acordo que ajudou a reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia vem sofrendo ataques coordenados, com propostas legislativas para prejudicar quem age pela natureza<br><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/af76384b-gp0stpt7l_medium-res-1200px-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55835\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/af76384b-gp0stpt7l_medium-res-1200px-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/af76384b-gp0stpt7l_medium-res-1200px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/af76384b-gp0stpt7l_medium-res-1200px-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/af76384b-gp0stpt7l_medium-res-1200px-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/af76384b-gp0stpt7l_medium-res-1200px.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma \u00e1rvore solit\u00e1ria interrompe o infinito padr\u00e3o de linhas formado pelos brotos de soja, em Nova Mutum, no Mato Grosso. Ali n\u00e3o h\u00e1 mais lugar para a floresta. (\u00a9 Bruno Kelly \/ Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Vivemos uma crise clim\u00e1tica que j\u00e1 tem afetado vidas no mundo todo, e a perda de biodiversidade segue em um ritmo t\u00e3o acelerado, que cientistas j\u00e1 falam de uma 6\u00ba extin\u00e7\u00e3o em massa. Em um cen\u00e1rio t\u00e3o brutal, espera-se que todos os setores pol\u00edticos, econ\u00f4micos e sociais estejam preocupados em colocar a\u00e7\u00f5es em pr\u00e1tica para frear o fim do mundo como conhecemos. Mas n\u00e3o \u00e9 o que se passa na cabe\u00e7a dos ruralistas brasileiros, que iniciaram ataques vorazes para implodir o mais bem sucedido acordo de mercado para evitar o desmatamento em cadeia produtiva, a Morat\u00f3ria da Soja. O que pode colocar o Brasil, e todo o mundo, \u00e0 caminho do precip\u00edcio.<\/p>\n\n<p>O setor mais retr\u00f3grado do agroneg\u00f3cio brasileiro tem advogado pelo fim da Morat\u00f3ria, defendendo que quem faz mais do que exigido pelo C\u00f3digo Florestal para proteger o meio ambiente deve ser prejudicado, deixando de receber incentivos fiscais direcionados ao setor. O que, na pr\u00e1tica, significa premiar quem destr\u00f3i a Amaz\u00f4nia. \u00c9 o maior ataque ao acordo em seus 18 anos de exist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Movimenta\u00e7\u00f5es na C\u00e2mara dos Deputados e nas Assembleias legislativas dos estados v\u00eam promovendo projetos de lei para penalizar os produtores que participam da morat\u00f3ria. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/governo-do-mato-grosso-defende-desmatadores-e-enfraquece-a-protecao-ao-meio-ambiente\/\">Mato Grosso <\/a>e Rond\u00f4nia j\u00e1 aprovaram leis nesse sentido (Lei 12709-MT e Lei 5837-RO) e existem&nbsp; projetos semelhantes em outros estados, como o PL 1041 GO e o PL 419-PA, bem como um Projeto de Lei no Congresso Nacional (PL 3927).&nbsp;<\/p>\n\n<p>&#8220;A aprova\u00e7\u00e3o desses projetos de leis pelas assembleias legislativas e executivo estaduais, com o objetivo de desconstruir esse instrumento fundamental para a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, \u00e9 uma manifesta falta de comprometimento com a crise clim\u00e1tica&#8221;, afirma Alice Thuault, Diretora Executiva do Instituto Centro de Vida (ICV).<\/p>\n\n<p>Para denunciar este grave ataque ao acordo e \u00e0 natureza em si, mais de 70 organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil j\u00e1 assinaram o&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/89e6e990-manifesto-em-defesa-da-moratoria-da-soja19.12.2024.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Manifesto em Defesa da Morat\u00f3ria<\/a><\/strong>, (atualiza\u00e7\u00e3o em 20\/12 <strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/3c3df612-joint-statement-in-defence-of-the-amazon-soya-moratorium-19.12.2024.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">e vers\u00e3o ingl\u00eas aqui<\/a><\/strong>), j\u00e1 que seu fim representa uma grave amea\u00e7a \u00e0s metas clim\u00e1ticas do Brasil e \u00e0 biodiversidade. \u00c9 um sinal verde para destruir a floresta, com o restabelecimento do incentivo ao desmatamento. Cen\u00e1rio que pode ser visto atualmente em biomas como o Cerrado brasileiro e o Gran Chaco sul-americano, que n\u00e3o s\u00e3o alcan\u00e7ados pelo acordo e enfrentam um processo de desmatamento acelerado por causa da r\u00e1pida expans\u00e3o das planta\u00e7\u00f5es de soja.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"767\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/16c5f35c-gp1sw674_medium-res-1200px-1024x767.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55837\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/16c5f35c-gp1sw674_medium-res-1200px-1024x767.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/16c5f35c-gp1sw674_medium-res-1200px-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/16c5f35c-gp1sw674_medium-res-1200px-768x575.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/16c5f35c-gp1sw674_medium-res-1200px-454x340.jpg 454w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/16c5f35c-gp1sw674_medium-res-1200px.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em Humait\u00e1 (AM) h\u00e1 uma grande movimenta\u00e7\u00e3o de infraestrutura para a chegada da soja ao munic\u00edpio. Silos Mazutti para armazenamento de gr\u00e3os na margem do Rio Madeira. (\u00a9 Nilmar Lage \/ Greenpeace)<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>\u201cTais iniciativas visam a retirada de incentivos fiscais para empresas que adotem crit\u00e9rios de compra adicionais ao C\u00f3digo Florestal, alinhados com exig\u00eancias de mercado. Isso significa penalizar empresas comprometidas com o fim do desmatamento, promovendo a continuidade da expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio sobre \u00e1reas de floresta Amaz\u00f4nica, criar subs\u00eddios ao desmatamento, e discriminar a concess\u00e3o de incentivos fiscais com base em compromisso ambiental das empresas. Logo, quem tem mais ambi\u00e7\u00e3o na prote\u00e7\u00e3o ambiental perde o incentivo\u201d, detalha o Manifesto.<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio mercado da soja sair\u00e1 prejudicado, j\u00e1 que isso aumenta os riscos reputacionais para as empresas, que ter\u00e3o menos evid\u00eancias e robustez para se defenderem de acusa\u00e7\u00f5es de compra de \u00e1reas rec\u00e9m desmatadas, e para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola brasileira como um todo.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cH\u00e1 pouco tempo nossa preocupa\u00e7\u00e3o ambiental aqui no Acre era com o desmatamento para transformar a floresta em pasto de boi, mas nos \u00faltimos anos a soja vem dominando a paisagem. Isso n\u00e3o pode continuar acontecendo, o poder p\u00fablico n\u00e3o consegue combater esses problemas de forma estrutural e o \u00fanico instrumento que se tem para tratar essa situa\u00e7\u00e3o com cuidado e aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a Morat\u00f3ria da Soja, mas as for\u00e7as do agroneg\u00f3cio est\u00e3o num esfor\u00e7o de destruir esse mecanismo e n\u00e3o podemos permitir de jeito nenhum que isso aconte\u00e7a, a\u00ed sim, o fim da Amaz\u00f4nia estar\u00e1 decretado de vez\u201d, afirma Angela Mendes, Presidente Executiva do Comit\u00ea Chico Mendes.&nbsp;<\/p>\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/12\/89e6e990-manifesto-em-defesa-da-moratoria-da-soja19.12.2024.pdf\"><strong>LEIA O MANIFESTO NA \u00cdNTEGRA&nbsp;<\/strong><\/a><\/p>\n\n<p>\u201cExiste uma forte press\u00e3o vinda das alas mais retr\u00f3gradas do agroneg\u00f3cio para eliminar toda e qualquer restri\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura predat\u00f3ria. A Morat\u00f3ria da Soja \u00e9 a bola da vez e o ataque n\u00e3o vai cessar. Demandamos que as empresas participantes n\u00e3o se curvem a essas press\u00f5es e joguem fora 18 anos de resultados da Morat\u00f3ria que elas ajudaram a construir\u201d, defende Cristiane Mazzetti, coordenadora da frente de Florestas do Greenpeace Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Morat\u00f3ria da Soja: 18 anos de sucesso em conter o desmatamento na Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n\n<p>Em 2004\/2005, a situa\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia brasileira era alarmante, com a segunda maior taxa de desmatamento anual j\u00e1 registrada. Embora a principal inimiga da floresta fosse a pecu\u00e1ria &#8211; o que segue sendo uma realidade &#8211; a abertura de uma nova fronteira para a soja em locais como Santar\u00e9m e Belterra, distantes do tradicional \u201carco do desmatamento\u201d que devastou Rond\u00f4nia, Mato Grosso e regi\u00f5es do sul e leste do Par\u00e1, havia acendido o sinal vermelho. Precisava ser contida antes que fosse tarde demais.<\/p>\n\n<p>Em abril de 2006, o Greenpeace lan\u00e7ou o relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/usa\/wp-content\/uploads\/legacy\/Global\/usa\/planet3\/PDFs\/eating-up-the-amazon-executiv.pdf\"><em>\u201cEating up the Amazon\u201d<\/em>,<\/a> que mostrava o quanto a cadeia da soja amaz\u00f4nica estava contaminada pelo desmatamento. Ap\u00f3s muitas rodadas de negocia\u00e7\u00f5es, nascia a Morat\u00f3ria da Soja, fruto de uma campanha bem-sucedida e da press\u00e3o exercida por consumidores ao redor do mundo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>O que era visto como uma \u201cafronta\u201d para o mercado acabou se tornando um grande trunfo comercial ao longo dos anos. Afinal, produzir soja livre de desmatamento abriu as portas de mais mercados para o produto brasileiro em tempos de reflex\u00f5es sobre a origem do produto, consumo sustent\u00e1vel e emerg\u00eancia clim\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n<div data-hydrate=\"planet4-blocks\/gallery\" data-attributes=\"{&quot;attributes&quot;:{&quot;multiple_image&quot;:&quot;53831,53830,53829,53827,53828,53826&quot;,&quot;image_data&quot;:[{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/13341bec-gp01obm_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:53831},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/03ba50c2-gp01obg_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:53830},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/81f4e26e-gp01e3l_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:53829},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/5aac0b80-gp01e39_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:53827},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/16b087f3-gp01am1_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:53828},{&quot;url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/19943276-gp03je2_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;focalPoint&quot;:{&quot;x&quot;:0.5,&quot;y&quot;:0.5},&quot;id&quot;:53826}],&quot;gallery_block_style&quot;:0,&quot;gallery_block_title&quot;:&quot;&quot;,&quot;gallery_block_description&quot;:&quot;&quot;,&quot;gallery_block_focus_points&quot;:&quot;&quot;,&quot;images&quot;:[{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/13341bec-gp01obm_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/13341bec-gp01obm_medium-res-1200px.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/13341bec-gp01obm_medium-res-1200px-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/13341bec-gp01obm_medium-res-1200px-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/13341bec-gp01obm_medium-res-1200px-768x512.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/13341bec-gp01obm_medium-res-1200px-510x340.jpg 510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Ativistas do Greenpeace UK protestam em frente \\u00e0 loja do McDonald\\u2019s em Londres, em 2006. 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(\\u00a9 Greenpeace \\\/ Daniel Beltr\\u00e1)\\n&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/5aac0b80-gp01e39_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/5aac0b80-gp01e39_medium-res-1200px.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/5aac0b80-gp01e39_medium-res-1200px-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/5aac0b80-gp01e39_medium-res-1200px-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/5aac0b80-gp01e39_medium-res-1200px-768x512.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/5aac0b80-gp01e39_medium-res-1200px-510x340.jpg 510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Na imagem, ativistas do Greenpeace protestam em \\u00e1rea desmatada, em Santar\\u00e9m. (\\u00a9 Greenpeace \\\/ Daniel Beltr\\u00e1)&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/16b087f3-gp01am1_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/16b087f3-gp01am1_medium-res-1200px.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/16b087f3-gp01am1_medium-res-1200px-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/16b087f3-gp01am1_medium-res-1200px-1024x683.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/16b087f3-gp01am1_medium-res-1200px-768x512.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/16b087f3-gp01am1_medium-res-1200px-510x340.jpg 510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Eles foram recebidos com viol\\u00eancia e hostilidade. (\\u00a9 Greenpeace \\\/ Daniel Beltr\\u00e1)\\n&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/19943276-gp03je2_medium-res-1200px.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/19943276-gp03je2_medium-res-1200px.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/19943276-gp03je2_medium-res-1200px-300x212.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/19943276-gp03je2_medium-res-1200px-1024x723.jpg 1024w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/19943276-gp03je2_medium-res-1200px-768x542.jpg 768w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2024\\\/07\\\/19943276-gp03je2_medium-res-1200px-482x340.jpg 482w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Paulo Adario, campaigner s\\u00eanior do Greenpeace Brasil, em uma coletiva de imprensa, com representantes da ind\\u00fastria da soja e da sociedade civil (incluindo o Greenpeace), para anunciar um acordo de morat\\u00f3ria da soja. (\\u00a9 Rodrigo Baleia \\\/ Greenpeace)&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;&quot;}]}}\"><section class=\"block carousel-wrap \"><\/section><\/div>\n<p>Ao longo desses 18 anos, a Morat\u00f3ria da Soja se tornou mundialmente reconhecida como um instrumento importante para reduzir o avan\u00e7o do desmatamento na Amaz\u00f4nia e propiciar melhores condi\u00e7\u00f5es de mercado para a exporta\u00e7\u00e3o da soja brasileira frente \u00e0s exig\u00eancias dos mercados consumidores.<\/p>\n\n<p>Enquanto os munic\u00edpios monitorados pela <a href=\"https:\/\/abiove.org.br\/abiove_content\/Abiove\/Relatorio-Moratoria-da-Soja_2022-23.pdf\">Morat\u00f3ria tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 69% no desmatamento (entre 2009 e 2022), a \u00e1rea plantada de soja no bioma Amaz\u00f4nia cresceu 344%<\/a>.<\/p>\n\n<p>Desse crescimento, 95,6% ocorreu em \u00e1reas j\u00e1 desmatadas\/abertas antes de 2008, principalmente para pastagens. Neste mesmo per\u00edodo, o Brasil se tornou <a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/soja\/cultivos\/soja1\/dados-economicos\">o maior produtor de soja no mundo<\/a>, sendo respons\u00e1vel por mais de um ter\u00e7o do gr\u00e3o produzido globalmente. O que prova que \u00e9 poss\u00edvel expandir a produ\u00e7\u00e3o, fazendo melhor uso na terra agricult\u00e1vel, sem precisar grilar terras, desmatar, queimar e destruir a biodiversidade.<\/p>\n\n<p>Para Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil,<strong> <\/strong>a Morat\u00f3ria da Soja tem se provado uma iniciativa muito bem-sucedida, pois n\u00e3o impediu a expans\u00e3o da soja no bioma, mas sim o desmatamento provocado por sua expans\u00e3o, consolidando-se como uma ferramenta fundamental para combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cA preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia deveria estar no topo das prioridades dos produtores rurais, que j\u00e1 sentem os efeitos da mudan\u00e7a do clima e da altera\u00e7\u00e3o no regime de chuvas que o desmatamento do bioma j\u00e1 provoca. A ci\u00eancia j\u00e1 provou a import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia para o clima mundial e para o regime de chuvas no centro-sul da Am\u00e9rica do Sul, do qual dependem a seguran\u00e7a el\u00e9trica e h\u00eddrica das milh\u00f5es de pessoas que vivem na regi\u00e3o. Nesse sentido, Embora firmado h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas, \u00e9 um acerto multissetorial em linha com acordos globais de clima, biodiversidade e at\u00e9 comerciais, como o recente pacto entre a Uni\u00e3o Europeia e o Mercosul, que prev\u00ea salvaguardas ambientais\u201d, afirma Maur\u00edcio.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Por todos esses motivos, os signat\u00e1rios do Manifesto em Defesa da Morat\u00f3ria defendem a\u00e7\u00f5es contundentes do setor p\u00fablico e do setor privado que levem \u00e0 r\u00e1pida e necess\u00e1ria redu\u00e7\u00e3o do desmatamento. Demandamos que as empresas ligadas \u00e0 cadeia da soja mantenham o compromisso com o desmatamento zero e a participa\u00e7\u00e3o na Morat\u00f3ria da Soja.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Qualquer tentativa de flexibiliza\u00e7\u00e3o da Morat\u00f3ria para atender a essas novas legisla\u00e7\u00f5es e a sanha por destrui\u00e7\u00e3o e lucro de ruralistas, representa um retrocesso inaceit\u00e1vel, limitando significativamente a capacidade de se evitar a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos associados \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. \u00c9 fundamental que este mecanismo, que j\u00e1 demonstrou resultados ambientais importantes, continue fazendo o seu trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O que \u00e9 a Morat\u00f3ria da Soja? - Greenpeace Explica\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qMB7mF5XHpk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acordo que ajudou a reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia vem sofrendo ataques coordenados, com propostas legislativas para prejudicar quem age pela natureza<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":55835,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[46],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-55834","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-desmatamento","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55834"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55834\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55908,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55834\/revisions\/55908"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55835"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55834"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=55834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}