{"id":56212,"date":"2025-02-06T16:27:30","date_gmt":"2025-02-06T19:27:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=56212"},"modified":"2025-02-07T11:07:41","modified_gmt":"2025-02-07T14:07:41","slug":"chuvas-e-descaso-por-que-sao-paulo-nao-esta-preparada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/chuvas-e-descaso-por-que-sao-paulo-nao-esta-preparada\/","title":{"rendered":"Chuvas e descaso: por que S\u00e3o Paulo n\u00e3o est\u00e1 preparada?"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O colapso da infraestrutura e o descompasso entre planejamento urbano&nbsp;e investimento p\u00fablico agravam os impactos das enchentes e as injusti\u00e7as sociais<\/h4>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"613\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/b0bd1ef2-image-5-1024x613.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-56213\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/b0bd1ef2-image-5-1024x613.png 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/b0bd1ef2-image-5-300x179.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/b0bd1ef2-image-5-768x459.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/b0bd1ef2-image-5-510x305.png 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/b0bd1ef2-image-5.png 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jardim Pantanal, S\u00e3o Paulo, fevereiro de 2025. Foto: Letycia Bond\/ Ag\u00eancia Brasil<br><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>H\u00e1 duas semanas, os moradores da cidade de S\u00e3o Paulo enfrentam as consequ\u00eancias das fortes chuvas e de uma cidade despreparada para a atual realidade clim\u00e1tica. As maiores dificuldades <a href=\"https:\/\/apublica.org\/2025\/02\/sao-paulo-chuvas-deixam-moradores-ilhados-na-maior-cidade-do-pais\/\">recaem sobre as popula\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas<\/a>, que vivem em bairros historicamente negligenciados pelo poder p\u00fablico, como \u00e9 o caso do Jardim Pantanal, na zona Leste da capital paulista, submerso h\u00e1 quase sete dias.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m de todas as dificuldades que se imp\u00f5em pela falta de acesso a direitos fundamentais nos bairros mais vulnerabilizados, a popula\u00e7\u00e3o tem testemunhado um<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/it\/node\/1629058\"> embate de narrativas<\/a> que agravam as incertezas sobre o presente e o futuro no lugar onde construiu sua hist\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo n\u00e3o est\u00e1 preparada<\/strong><\/p>\n\n<p>Poucos dias antes dos alagamentos no Jardim Pantanal, em 24 de janeiro, v\u00e9spera do anivers\u00e1rio de S\u00e3o Paulo, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DFQablAv8Hg\/\">choveu o equivalente \u00e0 metade<\/a> do que estava previsto para o m\u00eas inteiro. Uma pessoa morreu, ruas e esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 ficaram alagadas e carros ilhados. Na ocasi\u00e3o, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/noticia\/2025\/01\/26\/podia-fazer-o-que-fosse-nao-teria-condicoes-de-evitar-os-danos-diz-nunes-sobre-enxurrada-que-caiu-na-estacao-jd-sao-paulo-do-metro.ghtml\">Nunes afirmou que a cidade estava preparada<\/a> e nada mais poderia ser feito para conter a for\u00e7a da \u00e1gua.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em resposta, diversos especialistas contestam a fala e apontam para a realidade: <strong>S\u00e3o Paulo n\u00e3o est\u00e1 preparada.<\/strong> H\u00e1, sim, muito a ser feito para reduzir os impactos e prevenir os danos causados por temporais como o do dia 24, os que aconteceram na sequ\u00eancia e os que ainda vir\u00e3o.<\/p>\n\n<p>A cidade sofre com um sistema de drenagem insuficiente e uma grande quantidade de superf\u00edcies imperme\u00e1veis, como asfalto e concreto, que impedem a absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Obras de drenagem, infraestrutura verde e solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza, como \u00e1reas de infiltra\u00e7\u00e3o e parques inund\u00e1veis, est\u00e3o entre as solu\u00e7\u00f5es que podem reduzir significativamente os alagamentos.<\/p>\n\n<p>Em entrevista ao <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/noticia\/2025\/01\/28\/sistema-de-drenagem-atualizado-e-areas-permeaveis-poderiam-ter-evitado-danos-da-chuva-em-sp-afirmam-especialistas.ghtml\">portal do G1<\/a>, Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), destaca que a infraestrutura de S\u00e3o Paulo est\u00e1 defasada para o atual contexto clim\u00e1tico.&nbsp;<\/p>\n\n<p>&#8220;O que est\u00e1 acontecendo \u00e9 que S\u00e3o Paulo est\u00e1 dando sinais de um colapso no seu sistema de drenagem, porque nas \u00faltimas d\u00e9cadas teve muita interven\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o da cidade, muitas obras de infraestrutura [&#8230;] principalmente nos sistemas de drenagem na cidade que n\u00e3o teve adapta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria a esses processos de transforma\u00e7\u00e3o do tecido urbano, mas tamb\u00e9m a esses processos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que est\u00e1 entrando em uma situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia clim\u00e1tica&#8221;, afirmou Nakano \u00e0 GloboNews.<\/p>\n\n<p><strong>Descompasso entre planejamento e aplica\u00e7\u00e3o de recursos<\/strong><\/p>\n\n<p>O Greenpeace Brasil tamb\u00e9m ouviu alguns especialistas, entre eles Jeferson Tavares, professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU-USP) em S\u00e3o Carlos (SP). Tavares publicou, em colabora\u00e7\u00e3o com mais dez pesquisadores, o estudo <em>S\u00edntese Territorial: Infraestruturas Urbanas nas Cidades Brasileiras<\/em>, fruto de uma pesquisa realizada entre 2019 e 2024 em munic\u00edpios de diversas regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o sintetiza os principais resultados de pesquisas sobre pol\u00edticas p\u00fablicas\u00a0 urbanas e regionais vinculadas ao planejamento das cidades brasileiras, com foco na infraestrutura e na expans\u00e3o da malha urbana e como se relacionam com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n<p>Uma das problem\u00e1ticas levantadas pelo professor \u00e9 o descompasso entre os recursos destinados pelo governo federal, especialmente por meio do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), e as obras municipais no planejamento que orientam o desenvolvimento da cidade, como o Plano Diretor.<\/p>\n\n<p>\u201cHistoricamente, os investimentos em infraestrutura no Brasil t\u00eam sido feitos de forma fragmentada, tratando habita\u00e7\u00e3o, saneamento e transporte, entre outros, de maneira isolada, sem uma abordagem territorial unificada. Essa setoriza\u00e7\u00e3o dificulta a cria\u00e7\u00e3o de cidades mais funcionais e resilientes, pois ignora a interdepend\u00eancia entre diferentes pol\u00edticas p\u00fablicas. Ou seja, por um lado estamos planejando a cidade, e, por outro, estamos (governo federal e municipal est\u00e3o) investindo de uma forma que n\u00e3o \u00e9 a priorit\u00e1ria decidida democraticamente\u201d, comenta Tavares.<\/p>\n\n<p>A falta de alinhamento entre investimentos e planejamento urbano resulta em cidades desiguais, onde o deslocamento da popula\u00e7\u00e3o para novas \u00e1reas urbanizadas desorganiza o tecido social e econ\u00f4mico.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cEm geral, se voc\u00ea tem os ricos se deslocando para o extremo dessa mancha urbanizada e para longe das \u00e1reas centrais mais bem equipadas, voc\u00ea certamente vai ter, por exemplo, um n\u00famero muito maior de autom\u00f3veis, portanto, polui\u00e7\u00e3o mais intensa. Al\u00e9m disso, \u00e1reas que antes eram determinadas para uso rural ou ent\u00e3o tinham fun\u00e7\u00f5es ambientais espec\u00edficas v\u00e3o se transformar em territ\u00f3rios&nbsp; imperme\u00e1veis. E se a gente for olhar pro mercado informal ou ilegal, vamos ter outros problemas, como ocupa\u00e7\u00e3o de encostas, de \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente (APPs), ocasionando um impacto direto naquele recurso natural que tinha uma fun\u00e7\u00e3o ambiental de garantir um minimo de seguran\u00e7a para uma determinada cidade, distrito ou bairro\u201d, complementa.<\/p>\n\n<p>O professor ressalta ainda que esse movimento \u00e9 uma consequ\u00eancia do processo de crescimento desordenado das cidades e de uma estrutura s\u00f3cioecon\u00f4mica que acentua as desigualdades.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u00c9 fundamental reconhecer que os bairros perif\u00e9ricos, habitados h\u00e1 d\u00e9cadas pelas popula\u00e7\u00f5es pobres e negras nas cidades, tiveram na autogest\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria uma alternativa fundamental \u00e0 aus\u00eancia do poder p\u00fablico. <strong>Cabe \u00e0 gest\u00e3o municipal garantir solu\u00e7\u00f5es efetivas e assumir a responsabilidade de melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de vida<\/strong>. <\/p>\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a crise das chuvas em S\u00e3o Paulo evidentemente n\u00e3o pode ser considerada uma emerg\u00eancia moment\u00e2nea, enfatiza Luciana Travassos, arquiteta urbanista e docente da UFABC, em depoimento ao Greenpeace Brasil. <\/p>\n\n<p>\u201cEssa crise exp\u00f5e a neglig\u00eancia hist\u00f3rica no planejamento urbano e a falta de investimentos em infraestrutura resiliente. E para enfrentar esse desafio, <strong>\u00e9 essencial adotar uma abordagem que una justi\u00e7a clim\u00e1tica e planejamento territorial, garantindo que as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis n\u00e3o sejam sempre as mais impactadas.<\/strong> Isso inclui integrar a recupera\u00e7\u00e3o de \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APPs) aos investimentos em infraestrutura, promovendo cidades mais adapt\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e mais justas para seus habitantes\u201d, complementa.<\/p>\n\n<p><strong>Jardim Pantanal<\/strong><\/p>\n\n<p>O Jardim Pantanal \u00e9 <a href=\"https:\/\/apublica.org\/2025\/02\/sao-paulo-chuvas-deixam-moradores-ilhados-na-maior-cidade-do-pais\/\">uma das \u00e1reas mais afetadas pelas enchentes<\/a> em S\u00e3o Paulo nos \u00faltimos dias. O bairro \u00e9 historicamente habitado por fam\u00edlias de baixa renda, majoritariamente negras. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), grande parte da regi\u00e3o est\u00e1 em \u00e1rea inund\u00e1vel. Mas, apesar disso, pouco foi investido em solu\u00e7\u00f5es eficazes para mitigar os impactos das chuvas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Um embate de narrativas tamb\u00e9m se imp\u00f5e em rela\u00e7\u00e3o ao bairro. De um lado, o prefeito Ricardo Nunes oscila em suas declara\u00e7\u00f5es<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/sao-paulo\/prefeitura-de-sp-bate-cabeca-em-busca-de-solucao-para-jd-pantanal\"> num vai e vem de vers\u00f5es<\/a> sobre como solucionar as enchentes, do outro, est\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es socioambientais, especialistas e quem precisa ser prioritariamente ouvido, as popula\u00e7\u00f5es mais impactadas, que al\u00e9m de terem de enfrentar uma escalada de desafios enquanto testemunham a \u00e1gua invadindo suas casas, <a href=\"https:\/\/apublica.org\/2025\/02\/sao-paulo-chuvas-deixam-moradores-ilhados-na-maior-cidade-do-pais\/\">t\u00eam de criar suas pr\u00f3prias estrat\u00e9gias <\/a>para sobreviver ao cen\u00e1rio que se agrava e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DFosf3Tss9K\/?igsh=MXgzZGljazJsdHQ3dg%3D%3D&amp;img_index=1\"> sair \u00e0s ruas<\/a> para que sua voz seja reconhecida.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Entre as tr\u00eas vers\u00f5es bastante question\u00e1veis apresentadas pelo prefeito sobre como solucionar o problema, est\u00e1 a de remo\u00e7\u00e3o de milhares de fam\u00edlias. Nunes alegou em entrevistas que a constru\u00e7\u00e3o de um dique para conten\u00e7\u00e3o das \u00e1guas na \u00e1rea custaria mais de R$1 bilh\u00e3o e que <em>\u201cn\u00e3o vale a pena\u201d <\/em>esse investimento. S\u00f3 que poucos dias depois, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/noticia\/2025\/02\/04\/estudo-preliminar-da-prefeitura-de-sp-diz-que-remocao-de-familias-do-jd-pantanal-custara-r-19-bi-com-indenizacao-e-habitacao-popular.ghtml\">foi divulgado o resultado<\/a> dos estudos preliminares da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) sobre o Jardim Pantanal, realizadas em 2021, que apontam que o custo de remo\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias (R$ 1,9 bilh\u00e3o) \u00e9 superior \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de obras de enfrentamento da enchente no bairro, calculadas entre R$ 1 bilh\u00e3o e R$ 1,3 bilh\u00e3o. <\/p>\n\n<p class=\"has-dark-green-800-color has-grey-200-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-0489e70af46378a9f7ce36a7a56b45fe\"><strong>Vale ressaltar que desde de 2021 o estudo aponta as medidas estruturais e n\u00e3o estruturais que deveriam ser realizadas pelo poder p\u00fablico e que poderiam mitigar os riscos de inunda\u00e7\u00e3o no bairro.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p>\u201c\u00c9 injusto e violento optar por remover as pessoas do seu territ\u00f3rio por causa das chuvas, ao inv\u00e9s de investir em obras de preven\u00e7\u00e3o e sistemas de drenagem no local, principalmente se for do desejo delas permanecer ali. A situa\u00e7\u00e3o das enchentes no Jardim Pantanal \u00e9 hist\u00f3rica, assim como a neglig\u00eancia do poder p\u00fablico com as fam\u00edlias que moram naquele territ\u00f3rio h\u00e1 mais de 40 anos. <strong>O que traz seguran\u00e7a para a vida das pessoas frente aos eventos extremos \u00e9 implementar medidas eficientes de preven\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica,<\/strong> e n\u00e3o remov\u00ea-las de um local para outros\u201d, alerta o porta-voz da campanha de Justi\u00e7a Clim\u00e1tica do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus.<\/p>\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/alana.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Jd-Pantanal-Plano-Emergencial-e-propostas-iniciais-para-plano-de-bairro.pdf\">plano de bairro do Jardim Pantanal<\/a>, elaborado pelos moradores, com apoio do Instituto Alana em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil em S\u00e3o Paulo,&nbsp; tamb\u00e9m aponta medidas e tecnologias existentes que podem ser utilizadas para mitiga\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o dos alagamentos existentes, como a recupera\u00e7\u00e3o do rio Tiet\u00ea a partir da restaura\u00e7\u00e3o da sua mata ciliar, a implementa\u00e7\u00e3o de infraestrutura verde como bacias de reten\u00e7\u00e3o, alagado constru\u00eddo, biovaletas, pavimento perme\u00e1vel, entre outras medidas, al\u00e9m de amplia\u00e7\u00e3o do recurso de preven\u00e7\u00e3o em \u00e1reas consideradas suscet\u00edveis a inunda\u00e7\u00f5es, com recursos para obras de sistemas de drenagem, monitoramento de desastres e a\u00e7\u00f5es preventivas cont\u00ednuas de limpeza de c\u00f3rregos e bueiros.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>A prefeitura tem o dever de garantir condi\u00e7\u00f5es dignas de moradia e infraestrutura para a popula\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O colapso da infraestrutura e o descompasso entre planejamento urbano\u00a0 e investimento p\u00fablico agravam os impactos das enchentes e as injusti\u00e7as sociais<\/p>\n","protected":false},"author":67,"featured_media":56213,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[71,48],"tags":[20,62,42],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-56212","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eventos-extremos","category-justica-climatica","tag-cidades","tag-adaptacao-climatica","tag-justica-climatica","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56212","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/67"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56212"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56212\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56222,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56212\/revisions\/56222"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56212"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=56212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}