{"id":56413,"date":"2025-02-27T12:16:19","date_gmt":"2025-02-27T15:16:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=56413"},"modified":"2025-02-27T12:16:25","modified_gmt":"2025-02-27T15:16:25","slug":"denuncia-garimpo-ameaca-povo-paiter-surui-na-terra-indigena-sete-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/denuncia-garimpo-ameaca-povo-paiter-surui-na-terra-indigena-sete-de-setembro\/","title":{"rendered":"Den\u00fancia: garimpo amea\u00e7a povo Paiter Suru\u00ed, na Terra Ind\u00edgena Sete de Setembro"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Levantamento foi realizado via sistema de monitoramento remoto desenvolvido pela organiza\u00e7\u00e3o, o Papa Alpha, e mostra aumento da \u00e1rea acumulada de garimpo nos \u00faltimos anos.<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/60086883-whatsapp-image-2025-02-19-at-16.16.19-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-56415\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/60086883-whatsapp-image-2025-02-19-at-16.16.19-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/60086883-whatsapp-image-2025-02-19-at-16.16.19-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/60086883-whatsapp-image-2025-02-19-at-16.16.19-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/60086883-whatsapp-image-2025-02-19-at-16.16.19-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/60086883-whatsapp-image-2025-02-19-at-16.16.19-1-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/02\/60086883-whatsapp-image-2025-02-19-at-16.16.19-1-510x287.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Garimpo dentro da Terra Ind\u00edgena Sete de Setembro. Fonte: Registro obtido pelo Greenpeace.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O Greenpeace Brasil denuncia a presen\u00e7a de garimpeiros ilegais dentro da Terra Ind\u00edgena Sete de Setembro, do povo Paiter Suru\u00ed, localizada entre os munic\u00edpios de Cacoal e Espig\u00e3o D&#8217;Oeste, no estado de Rond\u00f4nia. Possui \u00e1rea total de 248 mil hectares e sua maior por\u00e7\u00e3o (60%) est\u00e1 localizada no munic\u00edpio de Rondol\u00e2ndia.<\/p>\n\n<p>Atrav\u00e9s das imagens de sat\u00e9lite, identificamos uma \u00e1rea de 78 hectares de atividade garimpeira, equivalente a 109 campos de futebol. O garimpo est\u00e1 concentrado principalmente nas ramifica\u00e7\u00f5es do rio Fortuninha, na regi\u00e3o central da Terra Ind\u00edgena, e nos bra\u00e7os do rio Fortuna, na parte nordeste do territ\u00f3rio. \u00c9 urgente e necess\u00e1rio que as autoridades tomem medidas de prote\u00e7\u00e3o ao povo Paiter Suru\u00ed, realizem a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o e monitoramento da atividade garimpeira e promovam a\u00e7\u00f5es de desintrus\u00e3o dos invasores.<\/p>\n\n<p>O garimpo \u00e9 um problema na TI Sete de Setembro h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Em 2024, o Greenpeace realizou um <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/garimpo-devastou-584-campos-de-futebol-em-apenas-tres-terras-indigenas-da-amazonia-no-primeiro-semestre-de-2024\/\">levantamento<\/a> para denunciar o avan\u00e7o do garimpo no sul do Amazonas. A \u00e1rea destru\u00edda dentro da Terra Ind\u00edgena era de 55 hectares, em 2022, e foi para 72,16 hectares em 2024. O povo Paiter Suru\u00ed enfrenta um crescente aumento de conflitos territoriais entre invasores e as comunidades locais, que resistem a diversas formas de press\u00e3o para a apropria\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de seus recursos.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXenvVg32YDt0wKlBO-NXoi_3EIdAA4SkMidZ9KB0WpKjEeanDaTnKspzFR-SKctrMwPUrz2zLQ8eP5rTTnUMlQQQWn6wGMcDXe-DFl1xYCC0oGub4YBg2BP-j8Bakqte12cRjZP?key=cbCdhL5zWx_i5CRR3G9Dj7sM\" alt=\"\" style=\"width:666px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mapa comparativo da \u00e1rea de garimpo entre junho de 2023 e janeiro de 2025. Fonte: Departamento de Pesquisa do Greenpeace Brasil.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Sete de Setembro \u00e9 um territ\u00f3rio rico em diamantes, ouro e cassiterita e por causa disso, tem atra\u00eddo aten\u00e7\u00e3o de garimpeiros que t\u00eam migrado de outros estados para dentro do territ\u00f3rio ind\u00edgena. \u201cO garimpo dentro das Terras Ind\u00edgenas causa in\u00fameras consequ\u00eancias. Al\u00e9m da desestrutura\u00e7\u00e3o social, amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade e atos de viol\u00eancia contra povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais, o garimpo destr\u00f3i o meio ambiente com o desmatamento e contamina, com merc\u00fario, os recursos h\u00eddricos, o solo, os animais e a floresta\u201d afirma Jorge Eduardo Dantas, porta-voz da Frente de Povos Ind\u00edgenas do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<p>Dados do PRODES apontam que o desmatamento atingiu seu pico em 2021 com a perda alarmante de 1.420 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o. No total, mais de 5.000 ha j\u00e1 foram desmatados no territ\u00f3rio.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdHH4-34sNu3lIQ-Lq0VluH-aWWQqGFqMdK19eRTMySYfZdrddFe-kUxWYBWrc06lwpsBiR_gFCT3_qJj7FYDMFe4xmkVGsnx31b2riliIJ-pazDsD5r1oNcEekk2MDRAGAG193?key=cbCdhL5zWx_i5CRR3G9Dj7sM\" alt=\"\" style=\"width:375px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Escavadeira utilizada na atividade ilegal dentro da Terra Ind\u00edgena Sete de Setembro. Fonte: Registro obtido pelo Greenpeace.<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>\u201cAs escavadeiras, observadas nos registros obtidos, exercem um papel devastador na abertura de novas \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o. Uma m\u00e1quina dessas realiza em um dia o trabalho que cerca de tr\u00eas homens levariam quarenta dias para fazer\u201d, ressalta Jorge Eduardo Dantas. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio, cada vez mais, que as autoridades possam estruturar pol\u00edticas p\u00fablicas robustas capazes de atender as popula\u00e7\u00f5es amaz\u00f4nidas e oferecer alternativas econ\u00f4micas contr\u00e1rias a essa pr\u00e1tica predat\u00f3ria e criminosa\u201d , completa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>Explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e minera\u00e7\u00e3o em Terras Ind\u00edgenas:<\/strong><\/p>\n\n<p>Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, divulgou uma minuta de Lei Complementar como resultado das reuni\u00f5es da Mesa de Concilia\u00e7\u00e3o do Marco Temporal. Um dos pontos mais controversos \u00e9 a permiss\u00e3o para explora\u00e7\u00e3o de minerais estrat\u00e9gicos em Terras Ind\u00edgenas. \u00c9 bastante preocupante pensar que se essa proposta for aceita, para al\u00e9m de ser o maior retrocesso nos direitos dos povos ind\u00edgenas desde a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, e desrespeito ao direito de Consulta Livre, Pr\u00e9via e Informada, como estabelecida pela Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), ratificada em lei pelo Brasil, as cenas de destrui\u00e7\u00e3o do garimpo hoje vistas em v\u00e1rias Terras Ind\u00edgenas, como a Sete de Setembro, ser\u00e3o cada vez mais frequentes e comuns.<\/p>\n\n<p>A devasta\u00e7\u00e3o causada pelo garimpo \u00e9 uma trag\u00e9dia que amea\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 as Terras Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia e seus povos, mas tamb\u00e9m o nosso futuro. A prote\u00e7\u00e3o desses territ\u00f3rios faz parte do conjunto de a\u00e7\u00f5es para combater a crise clim\u00e1tica. Mais de 200 mil pessoas j\u00e1 se uniram \u00e0 campanha \u201c<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/amazonia-livre-de-garimpo\/\">Amaz\u00f4nia Livre de Garimpo<\/a>\u201d para enviar uma mensagem de preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Essa \u00e9 uma luta coletiva e urgente! Assine a peti\u00e7\u00e3o e junte-se a n\u00f3s!<\/p>\n\n<p><em>O mapeamento dos garimpos em Terras Ind\u00edgenas \u00e9 realizado por meio de alertas gerados por radar e sensores \u00f3pticos, utilizando os sistemas GLAD (Global Analysis and Discovery) e RADD (Radar for Detecting Deforestation) na ferramenta interna do Greenpeace, batizada de \u2018Papa Alpha\u2019. A acur\u00e1cia dos alertas para garimpo \u00e9 confirmada atrav\u00e9s das imagens de sat\u00e9lite dos sistemas Planet Lab e Sentinel-2. As informa\u00e7\u00f5es enviadas por parceiros que estiveram em \u00e1reas de garimpo dentro da Terra Ind\u00edgena entre 10 e 22 de novembro de 2024 e em 22 de janeiro de 2025 refor\u00e7am os registros das imagens de sat\u00e9lite.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento foi realizado via sistema de monitoramento remoto desenvolvido pela organiza\u00e7\u00e3o, o Papa Alpha, e mostra aumento da \u00e1rea<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":56414,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[60,45,43],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-56413","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-garimpo","tag-mineracao","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56413","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56413"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56413\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56416,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56413\/revisions\/56416"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56414"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56413"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=56413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}