{"id":569,"date":"2018-04-13T00:00:00","date_gmt":"2018-04-13T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/adriano-karipuna-vai-a-onu-denunciar-graves-violencias-contra-seu-povo\/"},"modified":"2019-11-06T05:20:44","modified_gmt":"2019-11-06T08:20:44","slug":"adriano-karipuna-vai-a-onu-denunciar-graves-violencias-contra-seu-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/adriano-karipuna-vai-a-onu-denunciar-graves-violencias-contra-seu-povo\/","title":{"rendered":"Adriano Karipuna vai \u00e0 ONU denunciar graves viol\u00eancias contra seu povo"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"leader\"><em>Quase extinto na d\u00e9cada de 1970, os Karipuna t\u00eam sido crescentemente pressionados pelo roubo de madeira, pela grilagem e pela venda de lotes. Segundo as lideran\u00e7as ind\u00edgenas, a viol\u00eancia tamb\u00e9m vem se agravando.<\/em><\/h4>\n<div>\n<p>O povo Karipuna n\u00e3o pode mais transitar livremente por seu territ\u00f3rio tradicional, localizado no estado de Rond\u00f4nia, na Amaz\u00f4nia brasileira. Apesar de homologada pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 1998 \u2013 h\u00e1 quase tr\u00eas d\u00e9cadas, a Terra Ind\u00edgena (TI) Karipuna tem sido gradualmente invadida, suas florestas est\u00e3o sendo destru\u00eddas para a retirada ilegal da madeira e at\u00e9 mesmo a venda de lotes, pelos invasores, vem ocorrendo. Como consequ\u00eancia, as amea\u00e7as e a viol\u00eancia tamb\u00e9m tem aumentado.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o relato que Adriano Karipuna, uma das lideran\u00e7as de seu povo, far\u00e1 em uma das sess\u00f5es do F\u00f3rum Permanente das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Quest\u00f5es Ind\u00edgenas, que acontecer\u00e1 em Nova Iorque (EUA), entre os dias 16 e 22 de abril. \u201cUma das consequ\u00eancias destas atividades ilegais \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o tem paz na sua pr\u00f3pria casa. Voc\u00ea tem uma resid\u00eancia, mas n\u00e3o tem paz\u201d, testemunhar\u00e1 Adriano.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/k8V94Yj1k0U\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Ao denunciar a dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o de seu povo para a comunidade internacional, a lideran\u00e7a pretende chamar aten\u00e7\u00e3o para a necessidade do governo brasileiro promover a\u00e7\u00f5es efetivas e cont\u00ednuas de prote\u00e7\u00e3o ao territ\u00f3rio tradicional e aos seus habitantes origin\u00e1rios.<\/p>\n<p>O povo Karipuna foi contatado pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) na d\u00e9cada de 1970. Em um contexto de intensa explora\u00e7\u00e3o da borracha na regi\u00e3o, eles quase foram dizimados, e chegaram a ter a sua popula\u00e7\u00e3o reduzida a apenas quatro indiv\u00edduos. Mesmo com a terra homologada, a prote\u00e7\u00e3o da TI Karipuna existe apenas no papel. A realidade \u00e9 bastante diferente, e o processo de invas\u00e3o e apossamento ilegal por parte de n\u00e3o-ind\u00edgenas coloca em risco a sua exist\u00eancia enquanto povo.\u00a0O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) de Rond\u00f4nia define a vulner\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o dos Karipuna como sendo de eminente genoc\u00eddio.<\/p>\n<div class=\"events-box small-box right\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 205px\" class=\"wp-caption alignright\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/mapa_Karipuna_A3_final_AEA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_Property3_ctl00_ctl04_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/mapa_Karipuna_A3_final_AEA.jpg\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"275\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Mapa da Terra ind\u00edgena Karipuna.<\/p><\/div>\n<p>Entre os anos de 2000 e 2014, imagens de sat\u00e9lite do Prodes evidenciam que a taxa de desmatamento na TI Karipuna foi de 342 hectares. Apenas nos primeiros seis meses de 2017 foram desmatados 1.045 hectares de floresta, fazendo com que a TI Karipuna seja uma das terras ind\u00edgenas mais invadidas na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Um mapa com o registro do desmatamento na TI e em seu entorno desde 1997 foi entregue \u00e0s autoridades. Utilizando dados p\u00fablicos, o material permite visualizar a situa\u00e7\u00e3o de degrada\u00e7\u00e3o nas unidades de conserva\u00e7\u00e3o no entorno da terra ind\u00edgena e o aumento das invas\u00f5es em seu interior a partir de 2015.<\/p>\n<p>O caso Karipuna \u00e9 ainda mais emblem\u00e1tico porque existem refer\u00eancias da pr\u00f3pria Funai em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a de ind\u00edgenas isolados no interior da TI Karipuna. Estes ind\u00edgenas evitam o contato com a sociedade n\u00e3o-ind\u00edgena e a pr\u00f3pria exist\u00eancia deles est\u00e1 bastante amea\u00e7ada pela destrui\u00e7\u00e3o da floresta e a expans\u00e3o do esbulho territorial que est\u00e1 ocorrendo no local.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase extinto na d\u00e9cada de 1970, os Karipuna t\u00eam sido crescentemente pressionados pelo roubo de madeira, pela grilagem e pela venda de lotes.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":571,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22,8],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-569","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","tag-resista","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/569","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=569"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/569\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2155,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/569\/revisions\/2155"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/571"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=569"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=569"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=569"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=569"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}