{"id":57300,"date":"2025-05-09T16:31:15","date_gmt":"2025-05-09T19:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=57300"},"modified":"2025-05-15T16:38:14","modified_gmt":"2025-05-15T19:38:14","slug":"desmatamento-amazonia-perdeu-area-equivalente-a-cidade-de-belo-horizonte-em-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/desmatamento-amazonia-perdeu-area-equivalente-a-cidade-de-belo-horizonte-em-abril\/","title":{"rendered":"Desmatamento: Amaz\u00f4nia perdeu \u00e1rea equivalente \u00e0 cidade de Belo Horizonte em abril"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Apesar de queda no primeiro quadrimestre de 2025, Greenpeace Brasil v\u00ea com preocupa\u00e7\u00e3o o aumento nos alertas de desmatamento no bioma em abril em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"534\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/05\/489cdcf8-gp0su36vj_low-res-800px.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57301\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/05\/489cdcf8-gp0su36vj_low-res-800px.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/05\/489cdcf8-gp0su36vj_low-res-800px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/05\/489cdcf8-gp0su36vj_low-res-800px-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/05\/489cdcf8-gp0su36vj_low-res-800px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sobrevoo em Mato Grosso em 2024 | Foto: \u00a9 Anna Santos \/ Greenpeace Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Apesar da boa not\u00edcia sobre a queda de nos alertas de desmatamento na Amaz\u00f4nia nos primeiros quatro meses de 2025 anunciada pelo governo federal nesta quinta-feira (8), o Greenpeace Brasil alerta para o aumento de mais de 55% nos alertas de abril deste ano, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2024*(para comparar as taxas mensais, \u00e9 preciso comparar o mesmo m\u00eas em diferentes anos).&nbsp;<\/p>\n\n<p>Segundo os dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os alertas de desmatamento saltaram de 174 quil\u00f4metros quadrados de abril de 2024 para 270 quil\u00f4metros quadrados em abril de 2025. A \u00e1rea \u00e9 equivalente ao tamanho de capitais como Belo Horizonte ou Curitiba.<\/p>\n\n<p>\u201cOs dados do Deter de abril mostram que as pol\u00edticas de comando e controle de desmatamento s\u00e3o eficazes, por\u00e9m, sozinhas, n\u00e3o garantir\u00e3o que alcancemos a meta do desmatamento zero, meta esta que deve ser alcan\u00e7ada muito antes de 2030. \u00c9 importante que outras a\u00e7\u00f5es com efeitos perenes avancem mais rapidamente para coibir o desmatamento\u201d, afirma a porta-voz do Greenpeace Brasil, Thais Bannwart.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O Greenpeace Brasil lembra que a expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia tem sido o motor principal do desmatamento no bioma h\u00e1 d\u00e9cadas, e que a pastagem \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 90% do desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira nos \u00faltimos 39 anos (de 1985 a 2023), segundo<a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/10\/Factsheet-Amazonia_C9_01.10_v2.pdf\"> dados do Mapbiomas<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Por isso, a organiza\u00e7\u00e3o defende que seja adotado o monitoramento para toda a cadeia produtiva da agropecu\u00e1ria no Brasil, seja nos financiamentos ou nas cadeias produtivas dos frigor\u00edficos. \u201cEnquanto houver acesso ao cr\u00e9dito rural e investimentos sem crit\u00e9rios socioambientais robustos, bem como empresas que compram e comercializam gado com rastro de desmatamento, essa realidade de desmatamento e devasta\u00e7\u00e3o das florestas n\u00e3o vai mudar\u201d, diz Bannwart.<\/p>\n\n<p><strong>Desmatamento e efeito estufa<\/strong><\/p>\n\n<p>A porta-voz lembra que, enquanto o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 a principal fonte de emiss\u00f5es de gases do efeito estufa no mundo,<strong> a principal fonte de emiss\u00f5es desses gases <\/strong>&nbsp;<strong>no Brasil \u00e9 o desmatamento, promovido principalmente pelo avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio sobre ambientes naturais<\/strong> e cuja atividade, por si s\u00f3, tamb\u00e9m contribui com um grande volume de emiss\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cEm ano de COP30 na Amaz\u00f4nia, \u00e9 hora de darmos nome ao grande vil\u00e3o do clima, para al\u00e9m dos combust\u00edveis f\u00f3sseis: o agroneg\u00f3cio. Se quisermos frear as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, precisamos zerar o desmatamento e, para isso, as grandes empresas do agroneg\u00f3cio precisam ser contidas e reduzir drasticamente as emiss\u00f5es associadas \u00e0 agropecu\u00e1ria. Proteger a Amaz\u00f4nia \u00e9 urgente e requer maior ambi\u00e7\u00e3o, chega de boi comendo a floresta\u201d, diz Bannwart.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de queda no primeiro quadrimestre de 2025, Greenpeace Brasil v\u00ea com preocupa\u00e7\u00e3o o aumento nos alertas de desmatamento no bioma em abril em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":57301,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[46],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-57300","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-desmatamento","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57300"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57302,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57300\/revisions\/57302"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57301"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57300"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=57300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}