{"id":57312,"date":"2025-04-09T17:06:51","date_gmt":"2025-04-09T20:06:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=57312"},"modified":"2025-07-02T04:19:52","modified_gmt":"2025-07-02T07:19:52","slug":"garimpo-destruiu-area-equivalente-a-6-mil-campos-de-futebol-na-amazonia-greenpeace-cobra-auditoria-da-agencia-nacional-de-mineracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/garimpo-destruiu-area-equivalente-a-6-mil-campos-de-futebol-na-amazonia-greenpeace-cobra-auditoria-da-agencia-nacional-de-mineracao\/","title":{"rendered":"Garimpo destruiu \u00e1rea equivalente a 6 mil campos de futebol na Amaz\u00f4nia; Greenpeace cobra auditoria da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Diante do cen\u00e1rio de destrui\u00e7\u00e3o, Greenpeace Brasil pede auditoria urgente da ANM das Permiss\u00f5es de Lavra Garimpeira (PLG) que est\u00e3o em atividade;<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Discrep\u00e2ncias nos dados do com\u00e9rcio de ouro entre Brasil e Su\u00ed\u00e7a indicam falta de transpar\u00eancia e poss\u00edveis irregularidades &#8211; pa\u00eds europeu registra ter importado significativamente mais ouro do que o Brasil exportou;<\/em><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Entre 2023 e 2024, 4.219 hectares de floresta tropical foram destru\u00eddos por garimpeiros nas Terras Ind\u00edgenas Yanomami, Munduruku, Kayap\u00f3 e Sarar\u00e9;&nbsp;<\/em><em>Galeria de imagens do Greenpeace Brasil para uso da imprensa: <\/em><a href=\"https:\/\/media.greenpeace.org\/collection\/27MZIFJVE4JDN\"><em>aqui<\/em><\/a><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"468\" height=\"382\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/05\/2f500075-image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-57313\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/05\/2f500075-image.png 468w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/05\/2f500075-image-300x245.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/05\/2f500075-image-417x340.png 417w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Panorama das \u00e1reas desmatadas pelo garimpo de ouro em territ\u00f3rios ind\u00edgenas, 2023-2024.\u00a0<\/em><br><em>Fonte: Fonte: Relat\u00f3rio \u201cOuro T\u00f3xico&#8221;, do Greenpeace Brasil.<\/em><br><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Relat\u00f3rio in\u00e9dito do Greenpeace Brasil revela que, entre 2023 e 2024, o garimpo destruiu 4.219 hectares em Terras Ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia brasileira, nos territ\u00f3rios Kayap\u00f3 (PA), Munduruku (PA), Yanomami (AM e RR) e Sarar\u00e9 (MT). Diante desse cen\u00e1rio, o Greenpeace Brasil refor\u00e7a a necessidade de uma auditoria urgente por parte da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM) nas Permiss\u00f5es de Lavra Garimpeira (PLGs) em atividade. A aus\u00eancia de um controle eficaz na concess\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o dessas permiss\u00f5es tem facilitado a extra\u00e7\u00e3o e escoamento de ouro ilegal no Brasil.<\/p>\n\n<p>Embora o garimpo tenha diminu\u00eddo nas Terras Ind\u00edgenas Yanomami (-7%), Munduruku (-57%) e Kayap\u00f3 (-31%), a atividade se deslocou para o territ\u00f3rio Sarar\u00e9 (MT), com aumento expressivo de 93%, concentrando 1.816 hectares destru\u00eddos no per\u00edodo analisado. O conte\u00fado completo do estudo est\u00e1 dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/gpbr-public\/toxic-gold\/Greenpeace_Relato%CC%81rio_Ouro_To%CC%81xico.pdf\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n<p>O Greenpeace Brasil alerta que a Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM) tem falhado em controlar de maneira eficaz as lavras garimpeiras, abrindo brechas para que o ouro ilegal seja facilmente escoado. A falta de efici\u00eancia da ANM na concess\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o das Permiss\u00f5es de Lavra Garimpeira acaba contribuindo para o avan\u00e7o do garimpo em Terras Ind\u00edgenas.&nbsp;<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Discrep\u00e2ncias em dados de exporta\u00e7\u00e3o de ouro para a Su\u00ed\u00e7a trazem questionamentos<\/strong><\/h3>\n\n<p>O estudo do Greenpeace Brasil analisou dados do <em>COMEX STAT (Sistema Oficial para Extra\u00e7\u00e3o das Estat\u00edsticas do Com\u00e9rcio Exterior Brasileiro de Bens)<\/em> e os comparou com os registros da plataforma Comtrade, da ONU, um dos principais reposit\u00f3rios de dados do com\u00e9rcio internacional. A an\u00e1lise revelou disparidades alarmantes entre o volume de ouro que o Brasil declara exportar e o que a Su\u00ed\u00e7a declara importar.<\/p>\n\n<p><strong>Em 2022, a Su\u00ed\u00e7a importou 67% a mais de ouro do que o Brasil declarou ter exportado. Em 2023, a diferen\u00e7a foi de 62%.<\/strong> Isso representa uma discrep\u00e2ncia de aproximadamente 9,7 toneladas em 2022 e 8,7 toneladas em 2023. <strong>Essas lacunas evidenciam a falta de transpar\u00eancia no com\u00e9rcio internacional de ouro e sugerem poss\u00edveis irregularidades no setor<\/strong>.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Ano<\/td><td>Pa\u00eds de destino<\/td><td>Peso l\u00edquido exportado&nbsp;(pelo Brasil)<\/td><td>Peso l\u00edquido importado&nbsp;(do Brasil)<\/td><td>Peso do diferencial (exporta\u00e7\u00e3o\/importa\u00e7\u00e3o, em toneladas)<\/td><\/tr><tr><td><strong>2022<\/strong><\/td><td>Su\u00ed\u00e7a<\/td><td>14.5&nbsp;<\/td><td>24.2<\/td><td><strong>9.7&nbsp;<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>2023<\/strong><\/td><td>Su\u00ed\u00e7a<\/td><td>14.2&nbsp;<\/td><td>22.9<\/td><td><strong>8.7&nbsp;<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Discrep\u00e2ncias nas exporta\u00e7\u00f5es internacionais de ouro do Brasil e nas importa\u00e7\u00f5es de ouro da Su\u00ed\u00e7a.\u00a0 Fonte: Relat\u00f3rio \u201cOuro T\u00f3xico&#8221;, do Greenpeace Brasil<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O estudo do Greenpeace refor\u00e7a que o percurso pelo qual o ouro extra\u00eddo ilegalmente na Amaz\u00f4nia entra na cadeia de abastecimento legal \u00e9 complexo e abrange v\u00e1rias etapas. Esse caminho vai desde a falsifica\u00e7\u00e3o de documentos e registro de minas de ouro at\u00e9 o contrabando, \u201cesquentamento\u201d e pseudo-refina\u00e7\u00e3o do ouro. No final da cadeia, o ouro \u00e9 exportado para todo o mundo, com a Su\u00ed\u00e7a como um dos principais destinos internacionais de refinamento e processamento &#8211; o pa\u00eds \u00e9 o segundo maior importador direto do ouro brasileiro, atr\u00e1s apenas do Canad\u00e1.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em 2024, 4,5 toneladas de ouro da regi\u00e3o amaz\u00f4nica brasileira foram exportadas para a Su\u00ed\u00e7a, representando 23% do total exportado pelo Brasil.<br><br>O relat\u00f3rio aponta relatos de como o ouro extra\u00eddo do garimpo na Amaz\u00f4nia chega \u00e0 Su\u00ed\u00e7a, seja por meio de empresas de correio ou simplesmente na bagagem de m\u00e3o de passageiros em avi\u00f5es. Mesmo com a declara\u00e7\u00e3o conjunta de refinarias su\u00ed\u00e7as em 2022 de que n\u00e3o aceitariam ouro ilegal da Amaz\u00f4nia, a presen\u00e7a desse metal no com\u00e9rcio internacional segue preocupante. A falta de controle rigoroso por parte dos pa\u00edses importadores, aliada \u00e0 fragilidade da fiscaliza\u00e7\u00e3o no Brasil, alimenta a destrui\u00e7\u00e3o ambiental e viola\u00e7\u00e3o dos direitos dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n<p>Nesses casos, as origens il\u00edcitas n\u00e3o podem ser exclu\u00eddas. \u00c9 por esta raz\u00e3o que n\u00e3o s\u00f3 as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil apelam por uma maior transpar\u00eancia e pelas obriga\u00e7\u00f5es de dilig\u00eancia devida, mas tamb\u00e9m v\u00e1rios relatores especiais e o <em>Grupo de Trabalho das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos<\/em> criticaram a Su\u00ed\u00e7a pelo seu tratamento negligente no processamento e com\u00e9rcio de ouro<\/p>\n\n<p><strong>Monitoramento une imagens de sat\u00e9lite e sobrevoos<\/strong><\/p>\n\n<p>Os registros de garimpo em Terras Ind\u00edgenas foram analisados por meio de imagens de sat\u00e9lite dos sistemas Planet Lab e Sentinel-2. Alertas do Papa Alpha, uma ferramenta desenvolvida pelo Greenpeace Brasil que utiliza os sistemas de alerta GLAD (Global Analysis and Discovery), tamb\u00e9m apoiaram a an\u00e1lise. O sistema RADD (Radar para a Detec\u00e7\u00e3o do Desmatamento) foi utilizado para analisar as zonas com forte nebulosidade. Al\u00e9m disso, o Greenpeace Brasil realizou sobrevoos nas \u00e1reas estudadas para validar e aperfei\u00e7oar os dados recolhidos e melhorar a t\u00e9cnica de monitoramento.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Territ\u00f3rios ind\u00edgenas<\/strong><\/td><td colspan=\"2\"><strong>\u00c1rea destru\u00edda pelo garimpo ilegal (em hectares)<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><\/td><td><strong>2023<\/strong><\/td><td><strong>2024<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Yanomami<\/td><td>239<\/td><td>223<\/td><\/tr><tr><td>Munduruku<\/td><td>152<\/td><td>66<\/td><\/tr><tr><td>Kayap\u00f3<\/td><td>1.019<\/td><td>704<\/td><\/tr><tr><td>Sarar\u00e9<\/td><td>619<\/td><td>1.197<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Panorama das \u00e1reas desmatadas pelo garimpo ilegal de ouro em territ\u00f3rios ind\u00edgenas, 2023-2024. Fonte: Relat\u00f3rio \u201cOuro T\u00f3xico&#8221;, do Greenpeace Brasil<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O monitoramento realizado para medir a abertura de novas \u00e1reas de garimpo nas Terras Ind\u00edgenas Yanomami, Kayap\u00f3, Munduruku e Sarar\u00e9 nos \u00faltimos dois anos mostra que, apesar dos esfor\u00e7os feitos pelo atual governo para impedir a abertura de novas \u00e1reas para a atividade ilegal, os garimpeiros continuam encontrando formas de burlar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e manter o garimpo ativo.&nbsp;<\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>\u00a0<\/em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"624\" height=\"416\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXeFVFYgzB40ZNf2lgQLUbpJsyylTF5wV9ZvL89Vb-OxeQuNcnSUyP-QPqua6z3X1pSVIZLuFaUaueVnGfayli67wkZQO58-9FZCUBEkYMVA-sQjkIqIDr9qm3uflw2z03kXwDe16EysQqzTQpebjV8?key=5rzLlxbzKQNkKE2vcO3EPrwM\"><\/p>\n\n<p>Vale ressaltar que a administra\u00e7\u00e3o Lula vem realizando opera\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, desintrus\u00e3o e esfor\u00e7os de monitoramento em Terras Ind\u00edgenas que desmantelaram importantes bases de apoio ao garimpo e destru\u00edram equipamentos utilizados pelos criminosos, dificultando as atividades clandestinas e obrigando invasores a deixarem as \u00e1reas. As opera\u00e7\u00f5es realizadas nas Terras Ind\u00edgenas Yanomami e Munduruku tiveram papel fundamental na redu\u00e7\u00e3o desses n\u00fameros, assim como a disposi\u00e7\u00e3o do governo em enfrentar o problema.&nbsp;<br>&#8220;Enquanto n\u00e3o houver uma solu\u00e7\u00e3o permanente e o ouro continuar sendo comprado por pa\u00edses estrangeiros, persistir\u00e1 uma amea\u00e7a real para os Povos Ind\u00edgenas, para a floresta amaz\u00f4nica e para o clima global. A extra\u00e7\u00e3o ilegal de ouro afeta todo o planeta, j\u00e1 que grandes \u00e1reas da floresta amaz\u00f4nica s\u00e3o destru\u00eddas e envenenadas com merc\u00fario para a extra\u00e7\u00e3o do metal. \u00c9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o cont\u00ednuo e integrado para combater o garimpo ilegal de ouro, tanto por parte do Brasil quanto dos pa\u00edses que o importam&#8221;, afirma o porta-voz da campanha de Povos Ind\u00edgenas do Greenpeace Brasil, Jorge Eduardo Dantas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio in\u00e9dito do Greenpeace Brasil revela que, entre 2023 e 2024, o garimpo destruiu 4.219 hectares em Terras Ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia brasileira, nos territ\u00f3rios Kayap\u00f3 (PA), Munduruku (PA), Yanomami (AM&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":57313,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[60,43],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-57312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-garimpo","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57312"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57312\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58458,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57312\/revisions\/58458"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57312"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=57312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}