{"id":57793,"date":"2025-06-13T15:23:21","date_gmt":"2025-06-13T18:23:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=57793"},"modified":"2025-07-02T04:19:15","modified_gmt":"2025-07-02T07:19:15","slug":"o-que-e-uma-transicao-energetica-justa-popular-e-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-e-uma-transicao-energetica-justa-popular-e-sustentavel\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa, popular e sustent\u00e1vel?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"767\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/d4800713-gp0su16wk_medium-res-with-credit-line-1200px-1024x767.jpg\" title=\"Greenpeace formam um catavento humano na Pra\u00e7a Tartini, em Piran, para promover e cobrar do governo a amplia\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica na Eslov\u00eania\" alt=\"Greenpeace formam um catavento humano na Pra\u00e7a Tartini, em Piran, para promover e cobrar do governo a amplia\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica na Eslov\u00eania\" class=\"wp-image-57797\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/d4800713-gp0su16wk_medium-res-with-credit-line-1200px-1024x767.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/d4800713-gp0su16wk_medium-res-with-credit-line-1200px-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/d4800713-gp0su16wk_medium-res-with-credit-line-1200px-768x575.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/d4800713-gp0su16wk_medium-res-with-credit-line-1200px-454x340.jpg 454w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/d4800713-gp0su16wk_medium-res-with-credit-line-1200px.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00a9 Videoteka &#8211; Ativistas do Greenpeace formam um catavento humano na Pra\u00e7a Tartini, em Piran, para promover e cobrar do governo a amplia\u00e7\u00e3o da energia e\u00f3lica na Eslov\u00eania<\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>E por que ainda insistimos em chamar de transi\u00e7\u00e3o o que \u00e9 s\u00f3 ac\u00famulo de fontes<\/em><\/p>\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, o debate sobre transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica ganhou for\u00e7a no Brasil. Mas ser\u00e1 que estamos indo na dire\u00e7\u00e3o certa? De um lado, h\u00e1 conquistas importantes. Em 2023, quase metade da energia usada no pa\u00eds veio de fontes renov\u00e1veis, como hidrel\u00e9tricas (energia da \u00e1gua), parques e\u00f3licos (energia do vento) e pain\u00e9is solares (energia do sol). Segundo dados oficiais, essas <strong>fontes limpas representaram 49,1% da Oferta Interna de Energia (OIE)<\/strong> \u2014 um crescimento em rela\u00e7\u00e3o aos 45% registrados em 2021.<\/p>\n\n<p>A energia solar, em especial, tem crescido muito: sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 37 gigawatts em 2023, isso equivale a milh\u00f5es de casas abastecidas. <strong>Mas s\u00f3 isso n\u00e3o basta.<\/strong><\/p>\n\n<p>Apesar do crescimento das fontes renov\u00e1veis, a produ\u00e7\u00e3o e o consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis tamb\u00e9m continuam aumentando. Isso revela um problema central: <strong>o Brasil n\u00e3o est\u00e1 substituindo uma matriz energ\u00e9tica poluente por uma limpa \u2014 est\u00e1 apenas somando fontes<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color\">E transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 soma. \u00c9 mudan\u00e7a.<\/mark><\/strong><\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u201cPara al\u00e9m da necess\u00e1ria substitui\u00e7\u00e3o gradual dos combust\u00edveis f\u00f3sseis por fontes energ\u00e9ticas renov\u00e1veis, a transi\u00e7\u00e3o promove uma profunda reflex\u00e3o sobre o uso eficiente da energia produzida.\u201d<\/h3>\n\n<p><br>\u2014 <em>Danicley de Aguiar, porta-voz do Greenpeace Brasil<\/em>.<\/p>\n\n<p>O que temos visto, na pr\u00e1tica, \u00e9 a tentativa de <strong>modernizar o velho modelo energ\u00e9tico com uma nova embalagem<\/strong>. O discurso da transi\u00e7\u00e3o tem sido usado, inclusive, para legitimar o avan\u00e7o da ind\u00fastria f\u00f3ssil em \u00e1reas extremamente sens\u00edveis, como a Foz do Amazonas. Em vez de promover uma mudan\u00e7a de rota, o pa\u00eds segue prolongando sua depend\u00eancia do petr\u00f3leo e do g\u00e1s natural.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para ser justa, a transi\u00e7\u00e3o precisa ser popular<\/strong><\/h2>\n\n<p>Zerar as emiss\u00f5es do setor energ\u00e9tico at\u00e9 2050 \u00e9 uma meta que exige a\u00e7\u00e3o agora. <\/p>\n\n<p><em>Isso significa:<\/em><\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li> Planejar com responsabilidade;<\/li>\n\n\n\n<li> Garantir recursos e;<\/li>\n\n\n\n<li>Incluir diferentes vozes na constru\u00e7\u00e3o desse caminho.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Sem um plano concreto que nos leve para longe dos f\u00f3sseis, o Brasil corre o risco de ficar para tr\u00e1s no esfor\u00e7o global contra a crise clim\u00e1tica.<\/p>\n\n<p>O modelo energ\u00e9tico atual j\u00e1 exclui popula\u00e7\u00f5es \u2014 e h\u00e1 o risco de que a transi\u00e7\u00e3o siga o mesmo caminho. Por isso, o debate precisa sair dos gabinetes t\u00e9cnicos e chegar \u00e0s comunidades, periferias e territ\u00f3rios. O Brasil s\u00f3 far\u00e1 uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa se ela for constru\u00edda com e para o povo.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Energia limpa \u00e9 aquela que respeita a vida<\/strong><\/h2>\n\n<p>N\u00e3o basta reduzir emiss\u00f5es se, ao mesmo tempo, <strong>expandimos projetos que causam desmatamento, expulsam comunidades e amea\u00e7am biomas inteiros<\/strong>. Energia s\u00f3 \u00e9 verdadeiramente limpa quando \u00e9 produzida <strong>em harmonia com o clima, as pessoas e os territ\u00f3rios<\/strong>.<\/p>\n\n<p>No Nordeste brasileiro, a expans\u00e3o de grandes empreendimentos e\u00f3licos deixou um alerta: projetos de energia renov\u00e1vel tamb\u00e9m podem gerar injusti\u00e7as sociais e ambientais se n\u00e3o forem bem planejados e regulados. O mesmo risco paira sobre a Amaz\u00f4nia. Os impactos da instala\u00e7\u00e3o de infraestruturas energ\u00e9ticas precisam ser monitorados com rigor, e os benef\u00edcios, distribu\u00eddos de forma equitativa.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>N\u00e3o existe transi\u00e7\u00e3o sem abandono dos f\u00f3sseis<\/strong><\/h2>\n\n<p>A tentativa de liberar o Bloco 59 para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo revela uma contradi\u00e7\u00e3o central: <mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color\"><strong>n\u00e3o h\u00e1 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica verdadeira se ela continuar abrindo caminho para mais petr\u00f3leo<\/strong>.<\/mark><\/p>\n\n<p>Defender a Foz do Amazonas \u00e9 defender o compromisso clim\u00e1tico que o Brasil assinou \u2014 e que precisa cumprir com coer\u00eancia. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou que \u201c<em>o IBAMA \u00e9 o respons\u00e1vel por atrasar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d<\/em> por n\u00e3o liberar licen\u00e7as para explora\u00e7\u00e3o na Foz. Mas a realidade \u00e9 outra: a maior barreira \u00e9 a aus\u00eancia de um plano concreto para conduzir o Brasil rumo a uma matriz limpa.<\/p>\n\n<p>Enquanto pressiona por licen\u00e7as de petr\u00f3leo, o ministro deixa de lado o Plano Nacional de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica (PLANTE) \u2014 lan\u00e7ado em 2023, mas ainda sem avan\u00e7os relevantes. Estruturas como o F\u00f3rum Nacional de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica (FONTE), criadas para elaborar pol\u00edticas p\u00fablicas inclusivas, seguem inoperantes.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u201cEmbora os combust\u00edveis f\u00f3sseis (carv\u00e3o e petr\u00f3leo) tenham contribu\u00eddo para o desenvolvimento tecnol\u00f3gico e produtivo da humanidade nos s\u00e9culos passados, a heran\u00e7a deixada por esse per\u00edodo ainda nos custa caro: o aquecimento global e in\u00fameros impactos socioambientais. Nosso futuro depender\u00e1 da nossa capacidade de fortalecer e transitar para um modelo energ\u00e9tico mais justo e limpo.\u201d <\/h3>\n\n<p><strong>Pablo Nava,<\/strong> <em>Especialista em Energia.\u00a0<\/em><\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Promete-se o futuro, mas se insiste no passado<\/strong><\/h2>\n\n<p>Al\u00e9m disso, o discurso de que o petr\u00f3leo ser\u00e1 usado para financiar a transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se sustenta. Estudos mostram que os <strong>subs\u00eddios governamentais \u00e0 ind\u00fastria f\u00f3ssil <\/strong><a href=\"https:\/\/climainfo.org.br\/2024\/10\/29\/combustiveis-fosseis-recebem-82-dos-subsidios-para-energia-no-brasil\/\"><strong>s\u00e3o quase cinco vezes maiores que os destinados \u00e0s fontes renov\u00e1veis<\/strong>, <\/a>revelando a incoer\u00eancia entre discurso e pr\u00e1tica.<\/p>\n\n<p>Embora o governo afirme caminhar para uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, parte das a\u00e7\u00f5es e investimentos mostram o contr\u00e1rio. Um exemplo \u00e9 o avan\u00e7o das tecnologias de <strong>captura e armazenamento de carbono (CCS)<\/strong> \u2014 uma t\u00e9cnica que retira o CO\u2082 emitido por combust\u00edveis f\u00f3sseis e o armazena no subsolo. Embora promova a redu\u00e7\u00e3o parcial das emiss\u00f5es, essa tecnologia <strong>permite que o petr\u00f3leo, o carv\u00e3o e o g\u00e1s natural sigam sendo explorados<\/strong>, com a promessa de que seriam \u201cmenos poluentes\u201d. Na pr\u00e1tica, isso <strong>prolonga a vida \u00fatil de um modelo energ\u00e9tico ultrapassado<\/strong>, adiando as mudan\u00e7as estruturais necess\u00e1rias.<\/p>\n\n<p>Segundo dados da CCS Brasil, o potencial nacional para captura de carbono pode alcan\u00e7ar at\u00e9 <strong>32% das emiss\u00f5es do setor energ\u00e9tico<\/strong>, o equivalente a cerca de <strong>130 milh\u00f5es de toneladas de CO\u2082 por ano<\/strong>. Al\u00e9m de serem projetos com alt\u00edssimos custos, desviam o fluxo de investimentos dos projetos que realmente precisam ser financiados.&nbsp;<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entenda o contexto da explora\u00e7\u00e3o na Foz do Amazonas<\/strong><\/h2>\n\n<p>A libera\u00e7\u00e3o de novos blocos para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o da Foz do Amazonas vai na contram\u00e3o de tudo que se espera de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa. Os impactos ambientais e sociais s\u00e3o profundos:<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Manguezais e ecossistemas marinhos \u00fanicos est\u00e3o sob amea\u00e7a de colapso;<\/li>\n\n\n\n<li>O protocolo de consulta dos Povos Ind\u00edgenas do Oiapoque n\u00e3o foi respeitado;<\/li>\n\n\n\n<li>Comunidades ribeirinhas, ind\u00edgenas e tradicionais n\u00e3o foram ouvidas sobre os riscos da atividade.<\/li>\n<\/ul>\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color\">Explorar petr\u00f3leo ali <strong>\u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o ambiental, cultural e clim\u00e1tica.<\/strong><\/mark><\/h4>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mas afinal, o que s\u00e3o blocos explorat\u00f3rios?<\/strong><\/h2>\n\n<p>Blocos explorat\u00f3rios s\u00e3o <strong>\u00e1reas delimitadas pelo governo federal<\/strong> com o objetivo de avaliar seu potencial de reservas e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural. No Brasil, os f\u00f3sseis pertencem \u00e0 Uni\u00e3o, que atua por meio do:<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE)<\/strong> \u2014 que define as diretrizes do setor;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP)<\/strong> \u2014 que realiza os estudos e os leil\u00f5es desses blocos.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Esses blocos podem abrir novas fronteiras de produ\u00e7\u00e3o, inclusive em \u00e1reas ainda pouco estudadas ou com alta sensibilidade ecol\u00f3gica \u2014 como a Foz do Amazonas.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que podemos exigir?<\/strong><\/h2>\n\n<p>Para que a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica brasileira seja real, \u00e9 preciso garantir:<\/p>\n\n<p>\u2714 Um <strong>plano concreto para eliminar progressivamente os f\u00f3sseis<\/strong><strong><br><\/strong>\u2714 Participa\u00e7\u00e3o popular na tomada de decis\u00f5es<br>\u2714 Respeito aos direitos das comunidades locais<br>\u2714 Projetos de energia limpa que sejam sustent\u00e1veis tamb\u00e9m do ponto de vista social<\/p>\n\n<p>O presidente Lula precisa deixar de ouvir as vozes do passado e assumir o compromisso com um futuro energ\u00e9tico justo, inclusivo e popular \u2014 come\u00e7ando pela Petrobras, que at\u00e9 hoje n\u00e3o apresentou um plano de transi\u00e7\u00e3o capaz de proteger os interesses do pa\u00eds e dos seus pr\u00f3prios trabalhadores.<\/p>\n\n<p>Sem isso, continuaremos apenas <strong>repetindo as falhas do passado com uma nova embalagem<\/strong>.<\/p>\n\n<p>Apoie as a\u00e7\u00f5es do Greenpeace.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Sua voz \u00e9 essencial nesta luta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar do avan\u00e7o das renov\u00e1veis, o Brasil mant\u00e9m investimentos em combust\u00edveis f\u00f3sseis sob o r\u00f3tulo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. A aus\u00eancia de um plano concreto exp\u00f5e contradi\u00e7\u00f5es e riscos para o futuro clim\u00e1tico do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":57797,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[5],"tags":[13],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-57793","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-greenpeace","tag-greenpeace","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57793"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57793\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58447,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57793\/revisions\/58447"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57793"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=57793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}