{"id":581,"date":"2017-09-11T12:32:00","date_gmt":"2017-09-11T12:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/ambientalistas-exigem-que-mercado-pare-o-desmatamento-do-cerrado\/"},"modified":"2019-11-06T05:20:53","modified_gmt":"2019-11-06T08:20:53","slug":"ambientalistas-exigem-que-mercado-pare-o-desmatamento-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/ambientalistas-exigem-que-mercado-pare-o-desmatamento-do-cerrado\/","title":{"rendered":"Ambientalistas exigem que mercado pare o desmatamento do Cerrado"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-content\">\n<h4 style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em><em>Em manifesto, organiza\u00e7\u00f5es alertam que empresas podem impedir a destrui\u00e7\u00e3o de mais de 30% do bioma que abriga as nascentes de 8 das 12 regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas brasileiras<\/em><\/em><\/h4>\n<div class=\"events-box big-box left\">\n<div class=\"frame\">\n<div style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"open-img EnlargeImage\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STR1E7_PressMedia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" id=\"ctl00_cphContentArea_epiEntryContent_ctl00_ctl02_Image1\" class=\"Thumbnail\" style=\"border-width: 0px;\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/GP0STR1E7_PressMedia.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea da cidade de Balsas, Maranh\u00e3o, na regi\u00e3o do Matopiba, conflu\u00eancia dos estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia. O Cerrado brasileiro j\u00e1 perdeu em torno de 50% de sua forma\u00e7\u00e3o original devido \u00e0 expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio (Foto: Marizilda Cruppe \/ Greenpeace)<\/p><\/div>\n<p>Entre 2013 e 2015, o Brasil destruiu 18.962 km\u00b2 de Cerrado. Isso significa que a cada dois meses, neste per\u00edodo, perdemos no bioma o equivalente \u00e0 \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo. Este ritmo de destrui\u00e7\u00e3o o torna um dos ecossistemas mais amea\u00e7ados do planeta. Por essa raz\u00e3o, o Greenpeace Brasil e demais organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas lan\u00e7am hoje o manifesto:\u00a0<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B9Q81I9GzbdfeVNYNFJHWFp1ZzA\/view?usp=sharing\"><strong><em><span>Nas m\u00e3os do mercado, o futuro do Cerrado: \u00e9 preciso interromper o desmatamento<\/span><\/em><\/strong><\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>No manifesto, 40 organiza\u00e7\u00f5es afirmam que a principal causa da destrui\u00e7\u00e3o do bioma \u00e9 a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio sobre a vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Dada \u00e0 grave situa\u00e7\u00e3o do Cerrado, que supera h\u00e1 mais de dez anos as taxas de desmatamento da Amaz\u00f4nia, as entidades pedem uma medida imediata em defesa do Cerrado a ser tomada pelas empresas que compram soja e gado desse bioma, assim como os investidores que atuam nesses setores, no sentido de adotarem pol\u00edticas e compromissos eficazes para eliminar o desmatamento e desvincular suas cadeias produtivas de \u00e1reas naturais recentemente convertidas em pasto ou planta\u00e7\u00f5es de soja.<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m cobram o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo governo no Acordo de Paris e que sejam criados instrumentos e pol\u00edticas para uma produ\u00e7\u00e3o mais respons\u00e1vel e unidades de conserva\u00e7\u00e3o no Cerrado. Alertam que s\u00f3 cumprir a lei n\u00e3o \u00e9 suficiente, pois ela autoriza que mais 40 milh\u00f5es de hectares sejam legalmente convertidos no bioma.<\/p>\n<p>\u201cA exemplo de compromissos assumidos por empresas na Amaz\u00f4nia para eliminar o desmatamento de suas cadeias, \u00e9 fundamental que um passo na mesma dire\u00e7\u00e3o seja dado para o Cerrado, onde a situa\u00e7\u00e3o do desmatamento \u00e9 muito grave\u201d, afirma Cristiane Mazzetti, especialista em desmatamento zero do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<h4>O manifesto traz 15 argumentos que justificam seus pedidos, sendo alguns deles:<\/h4>\n<ul>\n<li>O Cerrado abriga as nascentes de 8 das 12 regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas brasileiras e responde por um ter\u00e7o da biodiversidade do Brasil, com 44% de endemismo de plantas, mas est\u00e1 amea\u00e7ado, tendo perdido cerca de 50% de sua \u00e1rea original;<\/li>\n<li>Se mantido o padr\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o do Cerrado observado entre 2003 e 2013, at\u00e9 2050 ser\u00e3o extintas 480 esp\u00e9cies de plantas e mais de 31 a 34% do Cerrado poder\u00e1 ser perdido;<\/li>\n<li>As emiss\u00f5es de gases de efeito estufa decorrentes desse processo impedir\u00e3o o Brasil de cumprir com seus compromissos no Acordo de Paris;<\/li>\n<li>A redu\u00e7\u00e3o do bioma pode alterar o regime de chuvas na regi\u00e3o, impactando a produtividade da pr\u00f3pria atividade agropecu\u00e1ria;<\/li>\n<\/ul>\n<p>O governo brasileiro se comprometeu a disponibilizar os dados oficiais do desmatamento do Cerrado anualmente. Um dos argumentos trazidos por parte do setor privado para justificar a falta de monitoramento de suas cadeias produtivas era a aus\u00eancia do Prodes do Cerrado. O Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es\u00a0j\u00e1 publicou os dados oficiais at\u00e9 2015 e afirma que o monitoramento come\u00e7ar\u00e1 a ser realizado anualmente, como ocorre no bioma Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Leia\u00a0<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B9Q81I9GzbdfeVNYNFJHWFp1ZzA\/view?usp=sharing\"><strong>aqui<\/strong><\/a>\u00a0o manifesto na \u00edntegra.<\/h4>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em manifesto, organiza\u00e7\u00f5es alertam que empresas podem impedir a destrui\u00e7\u00e3o de mais de 30% do bioma que abriga as nascentes de 8 das 12 regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas brasileiras.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":582,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[22],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-581","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-proteja-a-natureza","tag-florestas","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=581"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2306,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/581\/revisions\/2306"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=581"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}