{"id":587,"date":"2016-04-13T00:00:00","date_gmt":"2016-04-13T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/hidreletricas-na-amazonia-um-mau-negocio-para-o-brasil-e-para-o-mundo\/"},"modified":"2024-04-04T11:22:06","modified_gmt":"2024-04-04T14:22:06","slug":"hidreletricas-na-amazonia-um-mau-negocio-para-o-brasil-e-para-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/publicacoes\/hidreletricas-na-amazonia-um-mau-negocio-para-o-brasil-e-para-o-mundo\/","title":{"rendered":"Hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia: entenda quais s\u00e3o os seus impactos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2149 alignleft\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/cover-hidreletricas-amazonia.png\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/cover-hidreletricas-amazonia.png 350w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/cover-hidreletricas-amazonia-211x300.png 211w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/cover-hidreletricas-amazonia-239x340.png 239w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A constru\u00e7\u00e3o de grandes <\/span><b>hidrel\u00e9tricas na<\/b> <b>Amaz\u00f4nia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> tem sido apresentada como indispens\u00e1vel para garantir o crescimento do pa\u00eds. No entanto, exemplos recentes de instala\u00e7\u00e3o dessas usinas na maior floresta tropical do mundo est\u00e3o mostrando que, na realidade, elas n\u00e3o passam de uma falsa solu\u00e7\u00e3o, e est\u00e3o longe de serem limpas ou sustent\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Quais s\u00e3o os impactos das hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia?<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atropelamento de direitos humanos, impactos profundos na biodiversidade e nas comunidades tradicionais, viola\u00e7\u00e3o de leis e acordos internacionais e den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o generalizada (como se viu a partir de depoimentos da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato sobre a usina de Belo Monte, no Rio Xingu): esses s\u00e3o alguns exemplos que t\u00eam caracterizado a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de todos esses problemas, as usinas instaladas em \u00e1reas de floresta tropical emitem quantidades consider\u00e1veis \u200b\u200bde gases de efeito estufa (di\u00f3xido de carbono e metano) como resultado da degrada\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o alagada e do solo. Com todos esses impactos na balan\u00e7a, \u00e9 imposs\u00edvel classificar as hidrel\u00e9tricas como energia limpa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em busca de verdadeiras solu\u00e7\u00f5es, o Greenpeace Brasil lan\u00e7ou, em abril de 2016, o relat\u00f3rio \u201cHidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia: um mau neg\u00f3cio para o Brasil e para o mundo\u201d, que apresenta cen\u00e1rios de gera\u00e7\u00e3o de eletricidade utilizando fontes renov\u00e1veis mais limpas e menos prejudiciais, como a combina\u00e7\u00e3o das energias e\u00f3lica, solar e biomassa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses cen\u00e1rios mostram que, aliando investimento nessas fontes e medidas de efici\u00eancia energ\u00e9tica, \u00e9 poss\u00edvel garantir a energia que o Brasil precisa sem destruir a Amaz\u00f4nia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tomando como exemplo a hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s, com capacidade instalada de 8.040 MW e uma m\u00e9dia de energia firme esperada de 4.012 MW, \u00e9 plaus\u00edvel considerar que uma combina\u00e7\u00e3o de novas fontes renov\u00e1veis poderia gerar a mesma quantidade de energia firme (4.012 MW) em um per\u00edodo equivalente, e com um investimento compar\u00e1vel, caso o atual n\u00edvel de contrata\u00e7\u00e3o dessas fontes por meio de leil\u00f5es aumentasse em 50%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/relatorio_hidreletricas_na_amazonia.pdf\">Leia aqui o relat\u00f3rio completo.<\/a><\/strong><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Cen\u00e1rios de fontes renov\u00e1veis para substituir o projeto da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s<\/span><\/h2>\n<table style=\"height: 305px;\" width=\"733\">\n<colgroup>\n<col width=\"267\" \/>\n<col width=\"132\" \/>\n<col width=\"105\" \/>\n<col width=\"119\" \/><\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<th>Comna\u00e7\u00e3o de usinas<\/th>\n<th>GarantiaF\u00edsica (MW m\u00e9dios)<\/th>\n<th>Per\u00edodo total de contrata\u00e7\u00e3o + instala\u00e7\u00e3o (anos)<\/th>\n<th>Investimento (R$ bilh\u00f5es)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fotovoltaicas + e\u00f3licas<\/td>\n<td>4.425<\/td>\n<td>8<\/td>\n<td>50,51<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fotovoltaicas + e\u00f3licas + biomassa<\/td>\n<td>4.093<\/td>\n<td>7<\/td>\n<td>45,23<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>E\u00f3licas + biomassa<\/td>\n<td>4.185<\/td>\n<td>8<\/td>\n<td>35,61<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Prevista para ser constru\u00edda no rio Tapaj\u00f3s, em uma \u00e1rea que abrange o territ\u00f3rio ancestral do povo ind\u00edgena Munduruku, ela ser\u00e1 a maior usina prevista para a Amaz\u00f4nia depois de Belo Monte, no Xingu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se constru\u00edda, alagar\u00e1 376 km\u00b2 de floresta em uma regi\u00e3o classificada por especialistas como de biodiversidade excepcional at\u00e9 para padr\u00f5es amaz\u00f4nicos. \u201cA aposta em novas hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia tem causado enorme destrui\u00e7\u00e3o e se mostrado um erro desastroso para o pa\u00eds e para o mundo\u201d, afirma Danicley de Aguiar, porta-voz dodo Greenpeace Brasil.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Empresas internacionais de olho na Amaz\u00f4nia<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Ativistas do Greenpeace da Alemanha estiveram na sede da Siemens, em Munique, durante a reuni\u00e3o anual da empresa para informar os executivos e trabalhadores a respeito dos potenciais problemas envolvidos na constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Siemens \u00e9 uma das empresas que poder\u00e1 participar do projeto fornecendo tecnologia para a gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de energia. Associada \u00e0 Voith Hydro, a empresa j\u00e1 esteve envolvida em outros projetos danosos, como o de Belo Monte, marcado por viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos e cercado por esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u201cA Siemens est\u00e1 pr\u00f3xima de se envolver em um novo projeto que vai causar ainda mais destrui\u00e7\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Em vez de contribuir com isso, tanto ela como as outras empresas interessadas deveriam ajudar o Brasil a desenvolver um futuro de energia verdadeiramente limpa\u201d, afirma Aguiar. \u201cJ\u00e1 o governo brasileiro deve cancelar seus planos para novas hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia e investir nas energias verdadeiramente limpas\u201d, completa ele.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_2170\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2170\" class=\"wp-image-2170 size-large\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/GP0STPSX6_PressMedia-1024x696.jpg\" alt=\"Ativistas do Greenpeace na sede da Siemens, na Alemanha, para informar sobre os riscos da constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s.\" width=\"1024\" height=\"696\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/GP0STPSX6_PressMedia-1024x696.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/GP0STPSX6_PressMedia-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/GP0STPSX6_PressMedia-768x522.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/GP0STPSX6_PressMedia-2009x1366.jpg 2009w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2016\/04\/GP0STPSX6_PressMedia-500x340.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-2170\" class=\"wp-caption-text\">Ativistas do Greenpeace estiveram na sede da Siemens, na Alemanha, para informar sobre os riscos da constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s.<\/p><\/div>\n<h2><span style=\"font-weight: 400;\">Hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia: saiba mais sobre o tema<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s conferir esse panorama sobre as hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia, vale a pena se aprofundar no tema para entender melhor o cen\u00e1rio e os impactos que esse tipo de projeto pode causar. Dessa forma, ficar\u00e1 mais f\u00e1cil compreender por que essa \u00e9 uma grande amea\u00e7a para a regi\u00e3o, para o pa\u00eds e para o mundo.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Quantas hidrel\u00e9tricas t\u00eam na Amaz\u00f4nia?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A bacia amaz\u00f4nica apresenta um grande n\u00famero de hidrel\u00e9tricas, tanto na Amaz\u00f4nia Andina quanto na Amaz\u00f4nia Legal. Quatro dos grandes empreendimentos hidrel\u00e9tricos do Brasil est\u00e3o justamente na regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia. S\u00e3o eles:<\/span><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: capacidade de produ\u00e7\u00e3o de 11233 MW;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Usina Hidrel\u00e9trica do Tucuru\u00ed<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: capacidade de produ\u00e7\u00e3o de 8370 MW;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Usina Hidrel\u00e9trica do Jirau<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: capacidade de produ\u00e7\u00e3o de 3750 MW;<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Usina Hidrel\u00e9trica de Santo Ant\u00f4nio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: capacidade de produ\u00e7\u00e3o de 3568 MW.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar disso, vale saber que essas hidrel\u00e9tricas, grandes ou pequenas, <\/span><b>n\u00e3o focam em abastecer comunidades isoladas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. As usinas hidrel\u00e9tricas da Amaz\u00f4nia geram 26% de toda a energia consumida no Brasil, mas 1 milh\u00e3o de pessoas da Amaz\u00f4nia Legal dependem de geradores e de termel\u00e9tricas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, 3 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o fazem parte do Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso faz com que muitas comunidades n\u00e3o tenham abastecimento el\u00e9trico, mesmo que algumas delas fiquem pr\u00f3ximas \u00e0s usinas de gera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo assim, o n\u00famero de hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia pode continuar aumentando. Em 2023, a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) autorizou a Eletrobras e a Eletronorte a realizarem estudos de viabilidade t\u00e9cnica das usinas de Cachoeira do Ca\u00ed, Cachoeira dos Patos e Jamanxim. O projeto prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o dessas usinas na Bacia do Rio Tapaj\u00f3s.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Por que as hidrel\u00e9tricas causam impactos ambientais?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 presen\u00e7a e <\/span><b>constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> tem a ver com os <\/span><b>impactos ambientais que elas podem causar<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> na regi\u00e3o e sua biodiversidade. A constru\u00e7\u00e3o dessas usinas, muitas vezes, gera desvios no curso dos rios. Tamb\u00e9m \u00e9 comum ocorrer o represamento de parte deles.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como essa \u00e9 uma regi\u00e3o que abriga uma fauna e flora diversas, as mudan\u00e7as no percurso da \u00e1gua causam s\u00e9rios impactos. As <\/span><b>esp\u00e9cies migrat\u00f3rias de peixes s\u00e3o especialmente afetadas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como os rios se tornam mais compartimentados pela presen\u00e7a das usinas, os peixes t\u00eam dificuldades em alcan\u00e7ar a piracema para a reprodu\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, isso coloca cada vez mais esp\u00e9cies em risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um estudo publicado na <\/span><a href=\"https:\/\/conbio.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/csp2.12853\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">Conservation Science and Practice<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> fala exatamente sobre isso. A pesquisa demonstra que os rios da bacia amaz\u00f4nica criam corredores migrat\u00f3rios insubstitu\u00edveis e que s\u00e3o usados por peixes, tartarugas, golfinhos e outras esp\u00e9cies em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mudan\u00e7as na forma como os rios correm e como se conectam afeta toda essa din\u00e2mica. Com isso, as esp\u00e9cies que dependem desses corredores perdem os locais adequados para sua reprodu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m ocorrem efeitos nos ciclos de cheias e vazantes. Considerando a <\/span><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-e-biodiversidade-entenda-a-importancia-de-preservar-a-natureza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">biodiversidade<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da regi\u00e3o, mudan\u00e7as t\u00e3o intensas afetam diretamente o equil\u00edbrio do ambiente.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias sociais das usinas hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m do ponto de vista ambiental, a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia e a opera\u00e7\u00e3o dessas usinas t\u00eam <\/span><b>efeitos sociais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Isso ocorre, principalmente, sobre as popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas que vivem no entorno das usinas e nas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. Inclusive, muitas usinas interferem em \u00e1reas demarcadas, ainda que n\u00e3o sejam constru\u00eddas nelas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse contexto, um dos impactos sociais \u00e9 a <\/span><b>diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade de peixes para a pesca<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Com menos interconex\u00e3o entre as \u00e1guas amaz\u00f4nicas e menos esp\u00e9cies migrat\u00f3rias, a popula\u00e7\u00e3o de peixes e outras esp\u00e9cies \u00e9 diretamente impactada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso \u00e9 um problema por dois motivos principais. O primeiro \u00e9 que muitas popula\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o dependem da pesca como atividade para gerar renda. Sem peixes, as popula\u00e7\u00f5es <\/span><b>sofrem um decl\u00ednio da renda <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">e t\u00eam a pr\u00f3pria subsist\u00eancia amea\u00e7ada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, os peixes costumam ser fontes de alimento para diversas popula\u00e7\u00f5es, especialmente de ind\u00edgenas. Nesse cen\u00e1rio, as hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia podem contribuir para a perda de qualidade nutricional de popula\u00e7\u00f5es inteiras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda, h\u00e1 <\/span><b>impactos nas culturas e tradi\u00e7\u00f5es<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, em especial as ind\u00edgenas. Diversos povos t\u00eam rituais ligados \u00e0 pescaria, por exemplo. Com a falta de peixes, o compartilhamento desses momentos se torna mais dif\u00edcil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em algumas \u00e1reas, outro problema \u00e9 relacionado aos <\/span><b>preju\u00edzos para o turismo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Em \u00e1reas que obt\u00eam renda a partir do ecoturismo, com a observa\u00e7\u00e3o aqu\u00e1tica, por exemplo, os impactos sobre os peixes interferem nos resultados.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Como as hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia podem contribuir para a vulnerabilidade clim\u00e1tica?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao contr\u00e1rio do que muitas pessoas podem pensar, n\u00e3o \u00e9 apenas o <\/span><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/desmatamento-na-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">desmatamento na Amaz\u00f4nia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que <\/span><b>contribui para a vulnerabilidade clim\u00e1tica<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. A presen\u00e7a cada vez mais forte de hidrel\u00e9tricas na regi\u00e3o tamb\u00e9m tem um papel ativo nessa quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro ponto \u00e9 que a decomposi\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o alagada contribui para a gera\u00e7\u00e3o de gases do efeito estufa, como voc\u00ea viu. Eles est\u00e3o entre os principais elementos que afetam as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas de modo global.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vulnerabilidade clim\u00e1tica tamb\u00e9m \u00e9 afetada porque os desvios e o represamento de rios podem <\/span><b>afetar diretamente os regimes de chuvas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Isso pode levar n\u00e3o apenas a quadros mais severos de <\/span><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/seca-na-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400;\">seca na Amaz\u00f4nia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> como em outras \u00e1reas da regi\u00e3o e do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, as hidrel\u00e9tricas podem ajudar no ac\u00famulo de materiais org\u00e2nicos em seu entorno. Com per\u00edodos mais r\u00edgidos de estiagem, isso pode levar a um aumento no risco de inc\u00eandios \u2014 sendo, inclusive, de dif\u00edcil controle.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Quais s\u00e3o as alternativas mais sustent\u00e1veis para a Amaz\u00f4nia?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora, muitas vezes, as hidrel\u00e9tricas sejam divulgadas como parte de uma matriz limpa de energia, na pr\u00e1tica, n\u00e3o \u00e9 isso que acontece. Como voc\u00ea viu at\u00e9 aqui, <\/span><b>elas causam impactos ambientais, sociais e clim\u00e1ticos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao pensar em op\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis vale considerar recorrer a fontes renov\u00e1veis, como a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica via biomassa ou solar. Com a energia solar, em especial, \u00e9 poss\u00edvel aproveitar a incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o solar em toda a regi\u00e3o para gerar energia sem res\u00edduos secund\u00e1rios imediatos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A mudan\u00e7a na matriz energ\u00e9tica brasileira pode ser combinada a outras possibilidades, como usinas revers\u00edveis e de reserva. Isso ocorre porque, como s\u00e3o as principais geradoras de energia, essas usinas muitas vezes n\u00e3o conseguem operar plenamente nas secas, pois sua capacidade de gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 aproveitada, o que representa um desperd\u00edcio energ\u00e9tico.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Como o Greenpeace est\u00e1 ajudando a salvar a Amaz\u00f4nia?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Greenpeace atua de forma comprometida com a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade em diversas esferas. Desde a conscientiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o das pessoas at\u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o de demandas para governos e autoridades, lutamos pela prote\u00e7\u00e3o das florestas, dos oceanos e de outros ecossistemas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Voc\u00ea pode fazer parte disso. A iniciativa <\/span><a href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/salve-a-amazonia\/p\"><span style=\"font-weight: 400;\">Salve a Amaz\u00f4nia!<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> tem como objetivo ajudar a proteger o futuro ao cuidar de uma das maiores biodiversidades do mundo.<\/span><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/todos-pela-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quero assinar a peti\u00e7\u00e3o<\/a><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-button is-style-cta\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/salve-a-amazonia\/p\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quero doar<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p><a href=\"https:\/\/doe.greenpeace.org.br\/doar\/p\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Doe e ajude a proteger a Amaz\u00f4nia!<\/a> Participe de nossas iniciativas em busca de um mundo mais justo e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n<p>Garanta que mais pessoas saibam sobre esse assunto t\u00e3o importante! Compartilhe o conte\u00fado!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio do Greenpeace mostra por que as hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia n\u00e3o s\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o de energia limpa e traz cen\u00e1rios alternativos \u00e0 usina de S\u00e3o Luiz do Tapaj\u00f3s a partir de fontes como e\u00f3lica, solar e biomassa.<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":2149,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"Hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia: quais s\u00e3o os impactos","p4_og_description":"Explorando os impactos das hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia. Conhe\u00e7a os desafios ambientais e alternativas sustent\u00e1veis. 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