{"id":59300,"date":"2025-08-07T12:30:58","date_gmt":"2025-08-07T15:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=59300"},"modified":"2025-08-07T12:30:58","modified_gmt":"2025-08-07T15:30:58","slug":"relatorio-do-greenpeace-expoe-zonas-de-sacrificio-causadas-pela-industria-do-plastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/relatorio-do-greenpeace-expoe-zonas-de-sacrificio-causadas-pela-industria-do-plastico\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio do Greenpeace exp\u00f5e \u201czonas de sacrif\u00edcio\u201d causadas pela ind\u00fastria do pl\u00e1stico"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/cbcde883-gp0su1uyg_pressmedia-2500px-1024x576.jpg\" alt=\"Vista a\u00e9rea de uma manifesta\u00e7\u00e3o com caiaques dispostos em c\u00edrculo sobre vegeta\u00e7\u00e3o aqu\u00e1tica. No centro, letras amarelas formam a frase &quot;NO M\u00c1S PL\u00c1STICOS&quot;, ao lado de um jacar\u00e9 simb\u00f3lico. Participantes seguram faixas com mensagens ambientais. A a\u00e7\u00e3o denuncia a polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1sticos nos ecossistemas aqu\u00e1ticos\" class=\"wp-image-59304\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/cbcde883-gp0su1uyg_pressmedia-2500px-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/cbcde883-gp0su1uyg_pressmedia-2500px-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/cbcde883-gp0su1uyg_pressmedia-2500px-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/cbcde883-gp0su1uyg_pressmedia-2500px-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/cbcde883-gp0su1uyg_pressmedia-2500px-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/cbcde883-gp0su1uyg_pressmedia-2500px-510x287.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Paola Chiomante \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Documento mostra que mais de 51 milh\u00f5es de pessoas vivem pr\u00f3ximas a f\u00e1bricas petroqu\u00edmicas e est\u00e3o expostas \u00e0 polui\u00e7\u00e3o do ar causada pela produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos<\/em><\/p>\n\n<p>O pl\u00e1stico est\u00e1 em todo lugar, basta abrir os olhos e voc\u00ea certamente ver\u00e1, ou at\u00e9 pode estar vestindo algo que tem pl\u00e1sticos em sua composi\u00e7\u00e3o. Neste momento, ao escrever esse texto, digito em um teclado feito de pl\u00e1sticos, me hidrato em uma garrafinha, com pl\u00e1stico em sua composi\u00e7\u00e3o e at\u00e9 meu amado caf\u00e9 n\u00e3o escapa dessa.<\/p>\n\n<p>Quando falamos em crise do pl\u00e1stico, o imagin\u00e1rio coletivo ainda associa o problema \u00e0s tartarugas engasgando com canudos ou \u00e0quele copinho descart\u00e1vel boiando no mar, e tudo isso infelizmente continua, acompanhados de um inimigo que consegue ser invis\u00edvel e ainda maior.&nbsp;<\/p>\n\n<p>O novo <a href=\"https:\/\/maps.greenpeace.org\/maps\/gpea\/every-breath-you-take\/\">relat\u00f3rio do <em>Greenpeace Internacional<\/em><\/a> revela algo preocupante:<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color\">A produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos est\u00e1 envenenando o ar que respiramos e comprometendo a sa\u00fade de milh\u00f5es de pessoas ao redor do mundo.<\/mark><\/strong><\/h3>\n\n<p><\/p>\n\n<p>Publicado em julho de 2025, o relat\u00f3rio <strong><em>Every Breath You Take<\/em><\/strong> mapeia \u00e1reas pr\u00f3ximas a f\u00e1bricas petroqu\u00edmicas em 11 pa\u00edses e revela que mais de 51 milh\u00f5es de pessoas vivem em um raio de at\u00e9 10 km dessas instala\u00e7\u00f5es; uma proximidade associada a doen\u00e7as respirat\u00f3rias, c\u00e2ncer e impactos severos na sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que o pl\u00e1stico tem a ver com o ar que a gente respira?<\/strong><\/h2>\n\n<p>Essas f\u00e1bricas n\u00e3o est\u00e3o isoladas em zonas industriais. Pelo contr\u00e1rio, se instalam lado a lado de comunidades, geralmente habitadas por pessoas pobres, negras, ind\u00edgenas ou marginalizadas. Nos Estados Unidos, por exemplo, os maiores focos est\u00e3o em Louisiana e no Texas, em locais apelidados de &#8220;<em>Cancer Alley<\/em>&#8221; por suas taxas elevadas de c\u00e2ncer.<\/p>\n\n<p>Casos semelhantes foram identificados no Canad\u00e1, \u00cdndia, Coreia do Sul,&nbsp; \u00c1frica do Sul e na Europa. Em muitos desses lugares, o termo<mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color\"> <strong>\u201czonas de sacrif\u00edcio\u201d<\/strong> <\/mark>passou a ser usado para descrever \u00e1reas onde os impactos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente s\u00e3o t\u00e3o severos que parecem n\u00e3o importar para governos e corpora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>A polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1sticos \u00e9 uma das grandes crises que agravam a vulnerabilidade do planeta. Oceanos contaminados n\u00e3o cumprem seu papel na regula\u00e7\u00e3o do clima, e o pl\u00e1stico infiltrado na vida marinha amea\u00e7a diretamente a sa\u00fade humana e ambiental. \u00c9 urgente a decis\u00e3o dos pa\u00edses de frear a produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos e os combust\u00edveis f\u00f3sseis que alimentam essa cadeia de destrui\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p><strong>Mariana Andrade,<\/strong> porta-voz do Greenpeace Brasil<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico afetando o clima e a sa\u00fade<\/strong><\/h2>\n\n<p>O relat\u00f3rio alerta que a fabrica\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos petroqu\u00edmicos gera emiss\u00f5es t\u00f3xicas e gases do efeito estufa, incluindo:<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Gases de efeito estufa, como <strong>di\u00f3xido de carbono<\/strong> e metano;<\/li>\n\n\n\n<li>Compostos Org\u00e2nicos Vol\u00e1teis (COVs) como<strong> benzeno<\/strong>, <strong>tolueno<\/strong> e <strong>1,3-butadieno <\/strong>\u2014 subst\u00e2ncias cancer\u00edgenas e neurot\u00f3xicas;<\/li>\n\n\n\n<li>Part\u00edculas inal\u00e1veis (MP2.5 e MP10), NOx e SOx, que afetam diretamente pulm\u00f5es e cora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"684\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/e2e607d2-gp1supi8_pressmedia-2500px-1024x684.jpg\" alt=\"Complexo industrial com grandes estruturas met\u00e1licas e chamin\u00e9s brancas e vermelhas, liberando fuma\u00e7a branca no ar. A cena \u00e9 capturada ao entardecer, com c\u00e9u nublado e tonalidades rosadas. A instala\u00e7\u00e3o est\u00e1 cercada por \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o rasteira. A imagem sugere impacto ambiental e emiss\u00e3o de poluentes.\" class=\"wp-image-59305\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/e2e607d2-gp1supi8_pressmedia-2500px-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/e2e607d2-gp1supi8_pressmedia-2500px-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/e2e607d2-gp1supi8_pressmedia-2500px-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/e2e607d2-gp1supi8_pressmedia-2500px-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/e2e607d2-gp1supi8_pressmedia-2500px-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/e2e607d2-gp1supi8_pressmedia-2500px-2046x1366.jpg 2046w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/e2e607d2-gp1supi8_pressmedia-2500px-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Giuseppe Lanotte \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que s\u00e3o f\u00e1bricas petroqu\u00edmicas e por que elas poluem tanto?<\/strong><\/h2>\n\n<p>As f\u00e1bricas petroqu\u00edmicas, foco deste relat\u00f3rio, ocupam o est\u00e1gio intermedi\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos, conhecido como <em>midstream<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Nessa etapa, combust\u00edveis f\u00f3sseis refinados, como <strong>petr\u00f3leo cru e g\u00e1s natural<\/strong>, s\u00e3o transformados em compostos qu\u00edmicos que d\u00e3o origem \u00e0s <em>resinas pl\u00e1sticas.&nbsp;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li>Essas resinas s\u00e3o geralmente moldadas em pequenas bolinhas chamadas <em>pellets<\/em> ou <em>nurdles<\/em>, que funcionam como mat\u00e9ria-prima b\u00e1sica para a fabrica\u00e7\u00e3o de quase todos os produtos pl\u00e1sticos \u2014 de <strong>garrafas e sacolas a embalagens<\/strong>, roupas e utens\u00edlios do dia a dia.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Com alto consumo de energia e processamento de grandes volumes qu\u00edmicos, ao produzirem itens pl\u00e1sticos, essas ind\u00fastrias liberam diariamente poluentes perigosos no ar. E embora essa polui\u00e7\u00e3o muitas vezes passe despercebida, seus impactos s\u00e3o profundos e vis\u00edveis nos corpos, na sa\u00fade e nas estat\u00edsticas das comunidades vizinhas.<\/p>\n\n<p>Esse processo faz parte de uma cadeia linear de produ\u00e7\u00e3o que come\u00e7a com a extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, passa pela convers\u00e3o em petroqu\u00edmicos, segue para a fabrica\u00e7\u00e3o de produtos pl\u00e1sticos e culmina no descarte. Mas n\u00e3o para por a\u00ed: muitas vezes, esse descarte ocorre de forma inadequada, fazendo com que o item pl\u00e1stico acumule-se na natureza, chegue a corpos d\u2019\u00e1gua, como o oceano e inicie uma nova etapa de seu ciclo de vida que dura milhares de anos e o transforma em pequenos pedacinhos, ou micropl\u00e1sticos, cada vez mais impactantes para a vida no mar e no continente.&nbsp;<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color\">Ou seja, a polui\u00e7\u00e3o impacta todas as etapas do ciclo de vida do pl\u00e1stico, da origem ao fim.<\/mark><\/strong><\/h3>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O pl\u00e1stico descartado desaparece?<\/strong><\/h2>\n\n<p>N\u00e3o. O pl\u00e1stico descartado se fragmenta em peda\u00e7os cada vez menores, infiltrando-se em ecossistemas marinhos, terrestres, nas casas das pessoas e at\u00e9 dentro de seus corpos. O<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-international-stateless\/2025\/07\/4e19a71b-every-breath-you-take-air-pollution-risks-from-petrochemicals-production-for-the-plastics-supply-chain.pdf\"> relat\u00f3rio cita estudos recentes<\/a> que <strong>encontraram micropl\u00e1sticos nas fezes de mam\u00edferos terrestres<\/strong> em Taiwan, Hong Kong e Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n\n<p>Isso mostra que a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica ultrapassa fronteiras, oceanos e sistemas respirat\u00f3rios, afetando cadeias alimentares, biodiversidade e sa\u00fade humana de formas que ainda estamos come\u00e7ando a entender.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que a produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico continua crescendo?<\/strong><\/h2>\n\n<p>Mesmo com o alerta de cientistas, ambientalistas e consumidores, a produ\u00e7\u00e3o global de pl\u00e1sticos segue em expans\u00e3o e a ind\u00fastria de combust\u00edveis f\u00f3sseis aposta nela como um caminho poss\u00edvel de continuar relevante.&nbsp;<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color\">Estima-se que mais da metade de todo o pl\u00e1stico existente no mundo foi produzido entre 2004 e 2017, e que esse n\u00famero pode dobrar at\u00e9 2050.<\/mark><\/strong><\/h3>\n\n<p>Boa parte dessa produ\u00e7\u00e3o serve para fabricar embalagens descart\u00e1veis e roupas de <em>fast fashion<\/em>, produtos de vida \u00fatil curta, mas que deixam um longo rastro de res\u00edduos, especialmente em pa\u00edses de baixa renda, submetidos ao<strong> colonialismo dos res\u00edduos.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p>E mesmo com esse cen\u00e1rio alarmante, os esfor\u00e7os globais para conter a crise ainda enfrentam fortes obst\u00e1culos. Um exemplo disso \u00e9 a tentativa de cria\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/rascunho-do-tratado-global-de-plasticos-e-divulgado-e-acende-alerta\/\"><strong>Tratado Global sobre Pl\u00e1sticos, <\/strong><\/a>um acordo internacional que busca reduzir a produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos e seus impactos ao longo de todo o ciclo de vida, desde a extra\u00e7\u00e3o at\u00e9 o descarte.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem est\u00e1 tentando barrar solu\u00e7\u00f5es reais?<\/strong><\/h2>\n\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o do Tratado Global sobre Pl\u00e1sticos, iniciada em 2022 e prevista para ser finalizada em 2024, foi fortemente impactada pela atua\u00e7\u00e3o de mais de 220 lobistas ligados \u00e0s ind\u00fastrias de petr\u00f3leo e qu\u00edmica. Eles promoveram campanhas de desinforma\u00e7\u00e3o, atacaram cientistas e trabalharam ativamente para esvaziar as metas do acordo, chegando, inclusive, a integrar delega\u00e7\u00f5es oficiais nas rodadas de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Ainda assim, na quinta \u2014 e supostamente a \u00faltima \u2014 sess\u00e3o de negocia\u00e7\u00e3o, houve resist\u00eancia. <strong>Mais de 85 pa\u00edses<\/strong> se mantiveram firmes e rejeitaram a proposta de um tratado fraco, sem metas claras de redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o. Dessa forma, um novo encontro em agosto de 2025, em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, foi marcado para impulsionar a cria\u00e7\u00e3o de um tratado verdadeiramente ambicioso, que enfrente a crise pl\u00e1stica e modelo atual de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que precisa ser feito?<\/strong><\/h2>\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos precisa ser <strong><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color\">reduzida em pelo menos 75% at\u00e9 2040.<\/mark> <\/strong>S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel proteger comunidades, frear a crise clim\u00e1tica e dar fim \u00e0 era do pl\u00e1stico descart\u00e1vel.<\/p>\n\n<p>N\u00e3o basta falar de reciclagem. \u00c9 preciso cortar o problema pela raiz, combatendo a polui\u00e7\u00e3o das petroqu\u00edmicas e dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. E esse enfrentamento precisa ser feito de forma justa, com inclus\u00e3o das comunidades afetadas, dos pa\u00edses do Sul Global e da ci\u00eancia.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por um futuro respir\u00e1vel<\/strong><\/h2>\n\n<p>A ind\u00fastria do pl\u00e1stico quer continuar crescendo, mesmo que isso custe a sa\u00fade e o futuro de milh\u00f5es. O mundo precisa de um <strong>Tratado Global sobre Pl\u00e1sticos<\/strong> que seja forte, ambicioso e justo.<\/p>\n\n<p><strong>Junte-se a <\/strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/tratado-global-sobre-plasticos\/#:~:text=Em%202022%2C%20na%20Assembleia%20das,um%20futuro%20livre%20de%20pl%C3%A1sticos!\"><strong>mais de 85 mil pessoas<\/strong><\/a><strong> que pedem por um futuro mais limpo longo dos pl\u00e1sticos!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento mostra que mais de 51 milh\u00f5es de pessoas vivem pr\u00f3ximas a f\u00e1bricas petroqu\u00edmicas e est\u00e3o expostas \u00e0 polui\u00e7\u00e3o do ar causada pela produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":59301,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[64],"tags":[20,47],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-59300","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-oceanos","tag-cidades","tag-internacional","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59300"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59306,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59300\/revisions\/59306"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59301"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59300"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=59300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}