{"id":59445,"date":"2025-08-19T14:59:02","date_gmt":"2025-08-19T17:59:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=59445"},"modified":"2025-08-19T15:22:05","modified_gmt":"2025-08-19T18:22:05","slug":"yanomami-munduruku-e-kayapo-reforcam-alianca-em-defesa-dos-territorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/yanomami-munduruku-e-kayapo-reforcam-alianca-em-defesa-dos-territorios\/","title":{"rendered":"Yanomami, Munduruku e Kayap\u00f3 refor\u00e7am Alian\u00e7a em Defesa dos Territ\u00f3rios"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/18948489-gp0stvuau_low-res-800px-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-57730\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/18948489-gp0stvuau_low-res-800px-1.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/18948489-gp0stvuau_low-res-800px-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/18948489-gp0stvuau_low-res-800px-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/06\/18948489-gp0stvuau_low-res-800px-1-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O garimpo destr\u00f3i as Terras Ind\u00edgenas e amea\u00e7a a sobreviv\u00eancia dos povos que nela habitam. Cr\u00e9dito: \u00a9 Marizilda Cruppe \/ Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Nos dias 13 e 14 de agosto de 2025, lideran\u00e7as Yanomami, Munduruku e Kayap\u00f3 reuniram-se no escrit\u00f3rio do Greenpeace Brasil, em Manaus, para alinhar a\u00e7\u00f5es conjuntas da <strong>Alian\u00e7a em Defesa dos Territ\u00f3rios*<\/strong> para os pr\u00f3ximos meses &#8211; com um olhar tamb\u00e9m para a COP 30. O encontro foi marcado por trocas de experi\u00eancias, atualiza\u00e7\u00e3o de dados sobre as amea\u00e7as e constru\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias coletivas de incid\u00eancia pol\u00edtica e comunica\u00e7\u00e3o, com o objetivo de fortalecer a resist\u00eancia e a autonomia dos povos.<\/p>\n\n<p>Durante o encontro, o Greenpeace Brasil apresentou informa\u00e7\u00f5es sobre a presen\u00e7a do garimpo nas Terras Ind\u00edgenas Yanomami, Munduruku, Kayap\u00f3 e Sarar\u00e9, al\u00e9m de alertas sobre a atividade em outras Terras Ind\u00edgenas e Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia. Os dados mostram que o garimpo n\u00e3o afeta apenas a \u00e1rea diretamente explorada: todo o ecossistema ao redor sofre impactos severos, ampliando os danos ambientais, sociais e culturais.<\/p>\n\n<p>As lideran\u00e7as apontaram tamb\u00e9m outros problemas que o garimpo carrega para dentro dos territ\u00f3rios, como inseguran\u00e7a alimentar; contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e do solo; impactos \u00e0 sa\u00fade, especialmente em mulheres ind\u00edgenas gr\u00e1vidas e crian\u00e7as; viol\u00eancia e presen\u00e7a de fac\u00e7\u00f5es criminosas; aliciamento de jovens ind\u00edgenas; destrui\u00e7\u00e3o da biodiversidade; e perda de \u00e1reas de ca\u00e7a, pesca e ro\u00e7a.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A voz das lideran\u00e7as!<\/strong><\/h3>\n\n<p>Para Julio Ye\u2019kwana Yanomami, sistemas de alerta s\u00e3o fundamentais para coibir o garimpo, mas \u00e9 preciso garantir que o monitoramento seja feito tamb\u00e9m pelos pr\u00f3prios ind\u00edgenas:<\/p>\n\n<p>\u201cN\u00f3s, povos ind\u00edgenas, temos que ficar na ativa na defesa do territ\u00f3rio, n\u00e3o apenas esperar pelo governo. Nossa terra \u00e9 grande, fiscalizar custa caro. N\u00e3o podemos depender s\u00f3 da Funai ou do governo. Queremos formar jovens para operar drones e fazer o monitoramento territorial pelas associa\u00e7\u00f5es Yanomami\u201d, destacou.<\/p>\n\n<p>Ele ressaltou os avan\u00e7os ap\u00f3s a desintrus\u00e3o permanente iniciada em 2023:<\/p>\n\n<p>\u201cDepois da desintrus\u00e3o, vimos a \u00e1gua limpando, as crian\u00e7as voltando para a aldeia e mais seguran\u00e7a. A desintrus\u00e3o \u00e9 muito boa, mas n\u00e3o adianta s\u00f3 tirar o garimpo, \u00e9 preciso criar alternativas econ\u00f4micas para cidades vizinhas ao territ\u00f3rio e para os jovens.\u201d<\/p>\n\n<p>Alessandra Korap Munduruku cobrou a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas que combinem a retirada dos invasores com oportunidades de gera\u00e7\u00e3o de renda:<\/p>\n\n<p>\u201cO povo Munduruku consegue viver sem garimpo. Temos terra, ca\u00e7a, pesca, artesanato, extrativismo. Mas sem investimento nessas alternativas econ\u00f4micas, o ind\u00edgena acaba indo para o garimpo. Precisamos de projetos de etnodesenvolvimento, turismo de base comunit\u00e1ria, cadeias produtivas que fortale\u00e7am nossa autonomia.\u201d<\/p>\n\n<p>Patkore Kayap\u00f3 destacou que o garimpo causa n\u00e3o s\u00f3 destrui\u00e7\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m desuni\u00e3o entre as comunidades:<\/p>\n\n<p>\u201cHoje sofremos com rios contaminados, como o Rio Fresco e o Rio Branco, cheios de barro e lama. O garimpo traz fac\u00e7\u00e3o criminosa, drogas, armas e bebidas alco\u00f3licas. Quando os invasores saem, deixam terra revirada, maquin\u00e1rio queimado e \u00f3leo derramado. Precisamos recuperar o territ\u00f3rio com projetos sustent\u00e1veis que garantam nossa sobreviv\u00eancia e a floresta viva.\u201d<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Caminhos para o futuro<\/strong><\/h3>\n\n<p>Os povos reafirmaram que a desintrus\u00e3o \u00e9 importante, mas que sozinha n\u00e3o resolve todos os impactos deixados pelo garimpo, que \u00e9 preciso construir alternativas econ\u00f4micas sustent\u00e1veis dentro dos territ\u00f3rios, como extrativismo, sistemas agroflorestais, turismo de base comunit\u00e1ria e cadeias produtivas que gerem renda para as comunidades. O PGTA (Plano de Gest\u00e3o Territorial e Ambiental) foi citado como um instrumento estrat\u00e9gico para garantir autonomia, gest\u00e3o participativa e di\u00e1logo com pol\u00edticas p\u00fablicas e financiadores.<\/p>\n\n<p>A Alian\u00e7a tamb\u00e9m destacou que a luta deve seguir em duas frentes. A defesa jur\u00eddica e pol\u00edtica dos territ\u00f3rios, garantindo a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 231 e barrando projetos de lei como o PL 5060\/2023, aprovado na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e que viola os direitos ind\u00edgenas, por meio da abertura das Terras Ind\u00edgenas para a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. E o fortalecimento comunit\u00e1rio, com monitoramento pr\u00f3prio, capacita\u00e7\u00e3o de jovens e constru\u00e7\u00e3o de uma nova economia que valorize a floresta em p\u00e9.<\/p>\n\n<p>A reuni\u00e3o em Manaus reafirmou que a uni\u00e3o entre Yanomami, Munduruku e Kayap\u00f3 \u00e9 fundamental para enfrentar amea\u00e7as comuns e garantir que a voz dos povos ind\u00edgenas ecoe em todos os espa\u00e7os de decis\u00e3o. <\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center has-action-yellow-background-color has-background\">Se voc\u00ea quer apoiar a\u00e7\u00f5es de fortalecimento da luta ind\u00edgena e a prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, participe da peti\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/amazonia-livre-de-garimpo\/\">Amaz\u00f4nia Livre de Garimpo<\/a> e colabore para manter viva a maior floresta tropical do planeta.<\/p>\n\n<p><em>* Articula\u00e7\u00e3o criada em dezembro de 2021, com povos vindos das Terras Ind\u00edgenas mais afetadas pelo garimpo \u2013 juntas, elas atuam realizando incid\u00eancia pol\u00edtica junto a autoridades e institui\u00e7\u00f5es, contra a explora\u00e7\u00e3o ilegal de ouro em seus territ\u00f3rios.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reunidas em Manaus, lideran\u00e7as definem estrat\u00e9gias conjuntas para combater o garimpo e fortalecer a autonomia das comunidades<\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":57730,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[6,43],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-59445","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-clima","tag-povos-e-territorios","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59445"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59450,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59445\/revisions\/59450"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59445"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=59445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}