{"id":59543,"date":"2025-08-29T16:10:49","date_gmt":"2025-08-29T19:10:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=59543"},"modified":"2025-08-29T16:58:06","modified_gmt":"2025-08-29T19:58:06","slug":"seis-anos-do-derramamento-de-oleo-no-nordeste-memorias-de-um-crime-que-nao-acabou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/seis-anos-do-derramamento-de-oleo-no-nordeste-memorias-de-um-crime-que-nao-acabou\/","title":{"rendered":"Seis anos do derramamento de \u00f3leo no Nordeste, mem\u00f3rias de um crime que n\u00e3o acabou"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/693fbf76-image-1024x683.png\" alt=\"Fot\u00f3grafo e morador local, criador do sistema de filtragem com boias no rio Piracanga, atua na limpeza.\nEle veste macac\u00e3o branco, botas e luvas verdes enquanto ajusta a barreira de conten\u00e7\u00e3o.\nNa peneira, retira fragmentos de \u00f3leo retidos pela rede instalada no manguezal.\nA cena mostra o encontro de areia, \u00e1gua e vegeta\u00e7\u00e3o impactada.\" class=\"wp-image-59546\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/693fbf76-image-1024x683.png 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/693fbf76-image-300x200.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/693fbf76-image-768x512.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/693fbf76-image-1536x1025.png 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/693fbf76-image-510x340.png 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/693fbf76-image.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Willians Gomes, fot\u00f3grafo, criador do sistema de filtragem de boias na foz do rio Piracanga.\u00a9 Nilmar Lage \/ Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Comunidades pesqueiras seguem enfrentando adoecimento, perda de renda e amea\u00e7as enquanto o Brasil insiste em ampliar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo<\/em><\/p>\n\n<p>Em agosto de 2019, o litoral do Nordeste brasileiro foi palco de um dos maiores desastres ambientais j\u00e1 registrados na costa do pa\u00eds. Um derramamento de petr\u00f3leo que, al\u00e9m de destruir ecossistemas e impactar a vida de milhares de pessoas, revelou o despreparo e a ina\u00e7\u00e3o das autoridades diante de uma crise de tamanha magnitude.<\/p>\n\n<p>Seis anos depois, o impacto desse crime ambiental ainda \u00e9 sentido nas praias, nos manguezais e, sobretudo, nas comunidades que dependem desses ambientes para sobreviver. O \u00f3leo se infiltrou na lama, nas ra\u00edzes, no corpo e na mem\u00f3ria coletiva.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cE assim, foi um momento dif\u00edcil e a participa\u00e7\u00e3o maci\u00e7a da comunidade contou muito a favor. A gente conseguiu n\u00e3o fazer 100%, mas 80% da mancha foi contida antes de chegar \u00e0s praias. A comunidade est\u00e1 de parab\u00e9ns, principalmente as mulheres pelo trabalho feito naquele momento de desespero, quando vimos nossas praias contaminadas por uma coisa estranha que nunca t\u00ednhamos visto na vida\u201d \u2014 <strong>Gileno Nascimento, pescador do Baixo sul da Bahia<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Linha do tempo do descaso<\/strong><\/h2>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Agosto de 2019:<\/strong> As primeiras manchas de \u00f3leo aparecem no<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/ibama\/pt-br\/assuntos\/fiscalizacao-e-protecao-ambiental\/emergencias-ambientais\/manchasdeoleo\/arquivos\/ibama-manchasdeoleo-desmobilizacao-cartilha_v2.pdf?utm_source=chatgpt.com\"> litoral da Para\u00edba.<\/a> Comunidades locais e turistas s\u00e3o surpreendidos pela aus\u00eancia de medidas de mitiga\u00e7\u00e3o efetivas.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Setembro-Outubro:<\/strong> O \u00f3leo atinge manguezais e praia, al\u00e9m de 11 estados brasileiros: Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Para\u00edba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro. As a\u00e7\u00f5es de limpeza s\u00e3o lideradas por pescadores, volunt\u00e1rios e ONGs.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Novembro:<\/strong> Relat\u00f3rios revelam a extens\u00e3o do desastre e a falta de a\u00e7\u00e3o coordenada do governo brasileiro.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>2020 e al\u00e9m:<\/strong> As consequ\u00eancias continuam afetando sa\u00fade, ambiente e economia das comunidades.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Enquanto os <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1095859-ATINGIDOS-PELO-MAIOR-DERRAMAMENTO-DE-OLEO-NO-BRASIL-DENUNCIAM-FALTA-DE-REPARACAO-CINCO-ANOS-DEPOIS#:~:text=A%20Pol%C3%ADcia%20Federal%20e%20o,desastre%20ambiental%20no%20litoral%20brasileiro.\">n\u00fameros oficiais<\/a> falam em <strong>mais de 5 mil toneladas de petr\u00f3leo retiradas<\/strong> e <strong>3 mil km de costa atingida<\/strong>, nenhuma empresa ou respons\u00e1vel foi punido.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/6bde04d0-image-1024x683.png\" alt=\"Homem com chap\u00e9u de palha, m\u00e1scara e luvas caminha pela praia segurando peneira com res\u00edduos.\nEle participa da coleta ap\u00f3s o derramamento de \u00f3leo no Nordeste em 2019.\nAo fundo, outro trabalhador utiliza ferramenta para retirar contaminantes.\nO cen\u00e1rio mostra areia clara, mar ao fundo e marcas de passos.\" class=\"wp-image-59545\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/6bde04d0-image-1024x683.png 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/6bde04d0-image-300x200.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/6bde04d0-image-768x512.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/6bde04d0-image-1536x1025.png 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/6bde04d0-image-510x340.png 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/6bde04d0-image.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a9 Nilmar Lage \/ Greenpeace<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Corpos doentes, territ\u00f3rios amea\u00e7ados<\/strong><\/h2>\n\n<p>Para al\u00e9m do dano ambiental, os impactos \u00e0 sa\u00fade seguem invisibilizados. Pescadores e marisqueiras que entraram em contato direto com o \u00f3leo relatam alergias, problemas respirat\u00f3rios e adoecimento mental.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNa sa\u00fade eu me sinto fragilizado desde 2019, por ter tido contato direto com o petr\u00f3leo. Nenhum pescador ou pescadora recebeu acompanhamento das secretarias municipais, ou estaduais para entender as consequ\u00eancias na sa\u00fade de quem vive da pesca artesanal\u201d \u2014 <strong>Gileno<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<p>A aus\u00eancia de pol\u00edticas de compensa\u00e7\u00e3o levou fam\u00edlias a abandonar a pesca e buscar outras atividades. As mulheres marisqueiras foram particularmente afetadas, com queda dr\u00e1stica de renda e amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cQuem teve contato com o petr\u00f3leo cru n\u00e3o teve acompanhamento. At\u00e9 hoje n\u00e3o existe monitoramento da sa\u00fade dessas pessoas. Muitos relatam problemas de pele, vis\u00e3o, alergias, al\u00e9m da ansiedade e depress\u00e3o que se agravaram com a falta de respostas e a impunidade\u201d \u2014 <strong>Andr\u00e9a Rocha, coordenadora da campanha Mar de Luta<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/7cf1a00d-img_20230829_112357-1024x768.jpg\" alt=\"Mulher segura um cartaz em frente ao Pal\u00e1cio do Planalto, em Bras\u00edlia.\nNo cartaz, a mensagem: \u201cCuidar da Amaz\u00f4nia \u00e9 dizer n\u00e3o \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo\u201d.\nEla veste camiseta branca da campanha Mar de Luta.\nO edif\u00edcio moderno do governo e a bandeira do Brasil aparecem ao fundo.\" class=\"wp-image-59547\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/7cf1a00d-img_20230829_112357-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/7cf1a00d-img_20230829_112357-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/7cf1a00d-img_20230829_112357-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/7cf1a00d-img_20230829_112357-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/7cf1a00d-img_20230829_112357-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/7cf1a00d-img_20230829_112357-1821x1366.jpg 1821w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/7cf1a00d-img_20230829_112357-453x340.jpg 453w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>\u00a9 Pescadora Delaine Rocha &#8211; Foto: Henrique Cavalheiro\/ Mar de Luta<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vozes da resist\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n<p>Desde 2019, pescadores e pescadoras assumiram o protagonismo na limpeza, na den\u00fancia e na organiza\u00e7\u00e3o coletiva. Essa mobiliza\u00e7\u00e3o se tornou a semente da<a href=\"https:\/\/cppnacional.org.br\/campanhas\/campanha-mar-de-luta\"> <strong>campanha Mar de Luta<\/strong><\/a>, lan\u00e7ada oficialmente em 2020, que segue articulando comunidades contra a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA campanha nasce desse processo de den\u00fancia, mobiliza\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia. Desde o in\u00edcio, nosso objetivo \u00e9 reivindicar justi\u00e7a socioambiental e lutar contra a expans\u00e3o da ind\u00fastria do petr\u00f3leo nos territ\u00f3rios pesqueiros\u201d \u2014 <strong>Andr\u00e9a Rocha.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Repara\u00e7\u00e3o integral: o que as comunidades exigem<\/strong><\/h2>\n\n<p>Para os membros da campanha Mar de Luta, justi\u00e7a s\u00f3 vir\u00e1 com um processo de <strong>repara\u00e7\u00e3o integral<\/strong>, que contemple:<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Prote\u00e7\u00e3o e regulariza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios pesqueiros;<br><\/li>\n\n\n\n<li>Reconhecimento das comunidades como guardi\u00e3s das \u00e1guas;<br><\/li>\n\n\n\n<li>Monitoramento da sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es atingidas;<br><\/li>\n\n\n\n<li>Acompanhamento dos ecossistemas impactados;<br><\/li>\n\n\n\n<li>Repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pelas perdas acumuladas desde 2019;<br><\/li>\n\n\n\n<li>Responsabiliza\u00e7\u00e3o dos culpados.<br><\/li>\n<\/ul>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO que n\u00f3s desejamos como repara\u00e7\u00e3o \u00e9 a puni\u00e7\u00e3o dos culpados, simplesmente isso. Que a justi\u00e7a seja feita para que crimes como esse n\u00e3o voltem a acontecer. E a garantia disso \u00e9 clara: n\u00e3o pode haver mais nenhum po\u00e7o perfurado\u201d \u2014 <strong>Gileno<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Amea\u00e7as na Foz do Amazonas<\/strong><\/h2>\n\n<p>Enquanto o Nordeste ainda luta pelas marcas de 2019, um novo risco paira sobre a costa brasileira: a tentativa de liberar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o da <strong>Foz do Amazonas<\/strong>. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/o-que-os-derivadores-sinalizam-sobre-possiveis-rotas-de-um-vazamento-de-oleo\/\">Pesquisas do Instituto de Pesquisas Cient\u00edficas e Tecnol\u00f3gicas do Estado do Amap\u00e1 (IEPA) mostram que um derramamento na regi\u00e3o<\/a> poderia se espalhar rapidamente por Guiana Francesa, Suriname, Guiana e at\u00e9 o Caribe.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:#80d643\" class=\"has-inline-color\">Comunidades locais e organiza\u00e7\u00f5es refor\u00e7am que n\u00e3o se pode repetir o erro do passado.<\/mark><\/strong><\/h3>\n\n<p><\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA repara\u00e7\u00e3o integral precisa vir acompanhada do compromisso de n\u00e3o ampliar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. \u00c9 preciso proteger os territ\u00f3rios e fortalecer as economias sustent\u00e1veis que j\u00e1 existem\u201d \u2014 <strong>Andr\u00e9a Rocha, coordenadora da campanha Mar de Luta.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Futuro incerto<\/strong><\/h2>\n\n<p>O cen\u00e1rio de incerteza n\u00e3o est\u00e1 apenas relacionado ao passado. Ele se projeta no futuro, onde comunidades pesqueiras seguem amea\u00e7adas por novos empreendimentos e pela continuidade da pol\u00edtica de expans\u00e3o do petr\u00f3leo.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOlhando pra frente ficou o medo de que aconte\u00e7a novamente e nada seja feito e ningu\u00e9m seja punido, como at\u00e9 hoje ningu\u00e9m foi. Fica essa interroga\u00e7\u00e3o no ar: ser\u00e1 que amanh\u00e3 n\u00e3o vai acontecer novamente e passaremos pela mesma coisa ou pior?\u201d \u2014 <strong>Jadeir Regina, pescadora e presidenta da Col\u00f4nia Z-15 de Maxaranguape (RN)<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Seguimos em luta<\/strong><\/h2>\n\n<p>Seis anos depois, o crime do petr\u00f3leo no Nordeste segue sem repara\u00e7\u00e3o. Mas a mem\u00f3ria das comunidades e a resist\u00eancia dos povos das \u00e1guas mant\u00eam a luta viva.<\/p>\n\n<p><strong>N\u00e3o esquecemos. N\u00e3o toleramos. Seguimos em luta.<\/strong><strong><br><\/strong><\/p>\n\n<p>Sua voz \u00e9 essencial: Assine a peti\u00e7\u00e3o e <em>diga <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/petroleo-na-amazonia-nao\/\">n\u00e3o ao petr\u00f3leo na Amaz\u00f4nia.<\/a><\/em><\/p>\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunidades pesqueiras seguem enfrentando adoecimento, perda de renda e amea\u00e7as enquanto o Brasil insiste em ampliar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo<\/p>\n","protected":false},"author":136,"featured_media":59544,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,5,64],"tags":[27],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-59543","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-greenpeace","category-oceanos","tag-oceanos","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59543","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/136"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59543"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59543\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59549,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59543\/revisions\/59549"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59544"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59543"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=59543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}