{"id":59940,"date":"2025-09-25T10:52:50","date_gmt":"2025-09-25T13:52:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=59940"},"modified":"2025-09-25T21:48:56","modified_gmt":"2025-09-26T00:48:56","slug":"gado-ilegal-na-amazonia-como-o-gado-criado-em-terra-indigena-contaminou-a-cadeia-produtiva-da-jbs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/gado-ilegal-na-amazonia-como-o-gado-criado-em-terra-indigena-contaminou-a-cadeia-produtiva-da-jbs\/","title":{"rendered":"Gado ilegal na Amaz\u00f4nia: como o gado criado em terra ind\u00edgena contaminou a cadeia produtiva da JBS"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Carne com gosto de devasta\u00e7\u00e3o: mais um esc\u00e2ndalo que envolve a maior processadora de carne do mundo<\/em><br><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"645\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/f47477da-f__3274-1024x645.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-59954\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/f47477da-f__3274-1024x645.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/f47477da-f__3274-300x189.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/f47477da-f__3274-768x484.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/f47477da-f__3274-1536x968.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/f47477da-f__3274-2048x1291.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/f47477da-f__3274-510x321.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tuane Fernandes \/ \u00a9 Greenpeace<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>A carne que chega ao prato de milh\u00f5es de brasileiros e tamb\u00e9m \u00e0s g\u00f4ndolas da Europa carrega uma hist\u00f3ria de devasta\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, ocupa\u00e7\u00e3o irregular em terras ind\u00edgenas e viola\u00e7\u00e3o de direitos. Uma investiga\u00e7\u00e3o do Greenpeace Brasil revela que bois criados ilegalmente dentro da Terra Ind\u00edgena Pequizal do Naruv\u00f4tu, no Mato Grosso, foram transferidos para fazenda pr\u00f3xima que, no mesmo per\u00edodo, vendeu gado para unidades da JBS, a maior processadora de carne bovina do mundo.<\/p>\n\n<p>Esse tipo de opera\u00e7\u00e3o, conhecido como <em>\u201clavagem de gado\u201d<\/em>, \u00e9 um mecanismo recorrente: animais criados em \u00e1reas com algum tipo de irregularidade s\u00e3o transferidos para propriedades \u201climpas\u201d, que operam de forma regular sob o aspecto socioambiental, e de l\u00e1 passam a&nbsp; ser comercializados livremente. O resultado? A cadeia da carne continua fomentando atividades ilegais, enquanto empresas lucram com a destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n<p><strong>Terra ind\u00edgena sob ataque<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"885\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/e9e41caa-caso-2-mapa-timeline-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-59947\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/e9e41caa-caso-2-mapa-timeline-1.png 885w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/e9e41caa-caso-2-mapa-timeline-1-266x300.png 266w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/e9e41caa-caso-2-mapa-timeline-1-768x868.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/e9e41caa-caso-2-mapa-timeline-1-301x340.png 301w\" sizes=\"auto, (max-width: 885px) 100vw, 885px\" \/><\/figure>\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Pequizal do Naruv\u00f4tu foi homologada por decreto presidencial em 2016, uma d\u00e9cada depois de sua identifica\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (FUNAI). A Constitui\u00e7\u00e3o Federal pro\u00edbe tanto a ocupa\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas j\u00e1 demarcadas quanto a realiza\u00e7\u00e3o de atividades agropecu\u00e1rias nelas por n\u00e3o ind\u00edgenas, mas a homologa\u00e7\u00e3o no papel n\u00e3o impediu que fazendeiros continuassem explorando economicamente a regi\u00e3o, inclusive contestando na justi\u00e7a a demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, baseando-se na tese do marco temporal. Em maio de 2025, o Supremo Tribunal Federal reafirmou a validade da demarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>Um desses fazendeiros \u00e9 <strong>Mauro Fernando Schaedler<\/strong>, dono de diversas propriedades que fazem fronteira ou se sobrep\u00f5em aos limites da Terra Ind\u00edgena Pequizal do Naruv\u00f4tu. Uma de suas fazendas, a <strong>Tr\u00eas Coqueiros II,<\/strong> se tornou s\u00edmbolo de irregularidades: foi autuada e embargada pelo Ibama por manter atividade agropecu\u00e1ria sem licen\u00e7a dentro da terra ind\u00edgena. A \u00e1rea embargada soma <strong>592 hectares<\/strong>. S\u00f3 nessa propriedade, a multa aplicada chegou a <strong>R$ 1,5 milh\u00e3o<\/strong>. No total, as propriedades de Schaedler, que se espalham tamb\u00e9m por outras regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia, acumulam mais de <strong>R$ 3,1 milh\u00f5es em multas ambientais<\/strong>.<\/p>\n\n<p>No entanto, nem essas san\u00e7\u00f5es nem a localiza\u00e7\u00e3o irregular da fazenda, dentro de terra ind\u00edgena, impediram a continuidade da atividade pecu\u00e1ria. Pelo contr\u00e1rio: as investiga\u00e7\u00f5es mostram que a Tr\u00eas Coqueiros II seguiu produzindo e transferindo gado para outra fazenda, que por sua vez abastecia os frigor\u00edficos da JBS sem seguir protocolos de monitoramento capazes de identificar irregularidades.<\/p>\n\n<p><strong>A engrenagem da \u201clavagem de gado\u201d que contamina a cadeia produtiva da JBS<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"927\" height=\"679\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/8a5e9970-caso-2-lavagem-gado.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-59948\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/8a5e9970-caso-2-lavagem-gado.png 927w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/8a5e9970-caso-2-lavagem-gado-300x220.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/8a5e9970-caso-2-lavagem-gado-768x563.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/8a5e9970-caso-2-lavagem-gado-464x340.png 464w\" sizes=\"auto, (max-width: 927px) 100vw, 927px\" \/><\/figure>\n\n<p>Entre janeiro de 2018 e janeiro de 2025, <strong>1.238 bois<\/strong> sa\u00edram da Fazenda Tr\u00eas Coqueiros II e foram enviados para a <strong>Fazenda Itapirana, <\/strong>de outros propriet\u00e1rios, localizada a menos de 2 km dali. Essa segunda fazenda n\u00e3o estava dentro da terra ind\u00edgena e nem possu\u00eda embargos ativos, o que a transformou em um \u201cportal\u201d de legaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p>A partir da Itapirana, bois foram comercializados com frigor\u00edficos da JBS. No total, considerando o per\u00edodo entre 2018 e fevereiro de 2025, <strong>2.856 animais<\/strong> foram repassados \u00e0 companhia, contaminando assim a cadeia produtiva com gado criado ilegalmente em terra ind\u00edgena. Dos frigor\u00edficos da JBS de \u00c1gua Boa (MT) e de Barra do Gar\u00e7as (MT), a carne foi ent\u00e3o distribu\u00edda para consumidores em todo o mundo.<\/p>\n\n<p>O frigor\u00edfico de Barra do Gar\u00e7as (MT) est\u00e1 <strong>habilitado para exporta\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia<\/strong>. Isso significa que cortes de carne ligados a pr\u00e1ticas ilegais podem ter cruzado o Atl\u00e2ntico e chegado ao mercado europeu. J\u00e1 a unidade de \u00c1gua Boa tamb\u00e9m est\u00e1 autorizada a exportar para uma s\u00e9rie de lugares, incluindo Hong Kong.&nbsp;<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"927\" height=\"325\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/ff970fb5-caso-2-fluxograma.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-59949\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/ff970fb5-caso-2-fluxograma.png 927w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/ff970fb5-caso-2-fluxograma-300x105.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/ff970fb5-caso-2-fluxograma-768x269.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/ff970fb5-caso-2-fluxograma-510x179.png 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 927px) 100vw, 927px\" \/><\/figure>\n\n<p>Em 2009, ap\u00f3s campanha do Greenpeace, a JBS aderiu ao <a href=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/planet4-brasil-stateless\/2018\/07\/criterios-m-nimos-para-opera-2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Compromisso P\u00fablico da Pecu\u00e1ria<\/a>, que trazia a promessa de eliminar o desmatamento da cadeia produtiva de carne na Amaz\u00f4nia, incluindo o monitoramento e bloqueio de fazendas indiretas at\u00e9 2011. O caso relatado aqui, assim como outros que indicam pr\u00e1ticas iguais ou semelhantes, mostram que essas irregularidades n\u00e3o foram descuido, mas que fazem parte de uma estrat\u00e9gia repetida: ocultar rastros e seguir produzindo ilegalmente &#8211; sempre contando com a lentid\u00e3o na implementa\u00e7\u00e3o dos compromissos assumidos pela JBS, marcada por fragilidade do sistema de monitoramento. A empresa j\u00e1 deveria monitorar integralmente seu abastecimento indireto, onde frequentemente existem irregularidades socioambientais, e refor\u00e7ar o monitoramento direto, de modo que fosse capaz de identificar ind\u00edcios dessas pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n<p><strong><em>*As movimenta\u00e7\u00f5es est\u00e3o detalhados no relat\u00f3rio t\u00e9cnico completo que pode ser consultado <\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/09\/e49308f3-greenpeace-caso-jbs-pequizal-do-naruvotu-lowres.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>neste link<\/em><\/strong><\/a><strong><em>.<\/em><\/strong><\/p>\n\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o, \u00e9 sistema<\/strong><\/p>\n\n<p>Casos como o da TI Pequizal do Naruv\u00f4tu s\u00e3o tratados muitas vezes como epis\u00f3dios isolados, mas a realidade \u00e9 que eles fazem parte de um <strong>sistema que permite e alimenta irregularidades socioambientais<\/strong>. Enquanto n\u00e3o houver rastreabilidade completa da cadeia da carne, brechas como a da \u201clavagem de gado\u201d continuar\u00e3o sendo exploradas.<\/p>\n\n<p>Apesar dos compromissos assumidos pela JBS e outros grandes frigor\u00edficos para garantir a rastreabilidade de toda a cadeia de abastecimento da pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia, esta investiga\u00e7\u00e3o mostra que a realidade \u00e9 outra:<strong> o desmatamento e as viola\u00e7\u00f5es dos direitos dos povos ind\u00edgenas continuam presentes na cadeia da carne <\/strong>e podem chegar, sem barreiras, ao prato de consumidores no Brasil e no mundo.<\/p>\n\n<p>A JBS segue anunciando metas e prazos para eliminar o desmatamento de sua cadeia, mas ainda est\u00e1 longe de cumprir promessas, mesmo as mais antigas. O relat\u00f3rio do Greenpeace Brasil,<em> <\/em><a href=\"https:\/\/cozinhandooplaneta.org.br\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>\u201cJBS: Cozinhando o Planeta<\/em><\/a>\u201d, j\u00e1 havia exposto como a empresa reafirma compromissos enquanto segue conectada \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da floresta. Na pr\u00e1tica, a JBS, atrav\u00e9s do descontrole da sua cadeia produtiva, continua empurrando a Amaz\u00f4nia para cada vez mais perto de seu ponto de n\u00e3o retorno,&nbsp; acelerando o caos clim\u00e1tico.<\/p>\n\n<p>Enquanto isso, \u00e1reas incontestavelmente irregulares dentro de territ\u00f3rios protegidos seguem em atividade, violando direitos ind\u00edgenas, alimentando conflitos e abastecendo frigor\u00edficos. Grandes corpora\u00e7\u00f5es como a JBS precisam ser reconhecidas pelos danos que provocam e responsabilizadas pelos impactos socioambientais de seus modelos de neg\u00f3cio.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que precisa acontecer agora<\/strong><\/h3>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Combate global ao desmatamento<\/strong>: sob lideran\u00e7a do governo brasileiro, l\u00edderes mundiais devem adotar na COP30<a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/08\/9379ca99-plano-de-acao-florestas-cop30.pdf\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> um plano concreto para acabar<\/a> com o desmatamento e a degrada\u00e7\u00e3o das florestas at\u00e9 2030. \u00c9 hora de transformar compromissos em a\u00e7\u00e3o.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Institui\u00e7\u00f5es financeiras<\/strong>: bancos e fundos precisam exercer sua devida dilig\u00eancia, revendo financiamentos e investimentos que alimentam agentes destrutivos do setor pecu\u00e1rio.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Governos<\/strong>: cabe regular com urg\u00eancia os setores agropecu\u00e1rio e financeiro, alinhando-os ao <strong>Acordo de Paris<\/strong>, ao <strong>Marco Global da Biodiversidade<\/strong> e aos <strong>Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da ONU<\/strong>. Isso inclui garantir sistemas alimentares justos e sustent\u00e1veis, acabar com o desmatamento e reduzir emiss\u00f5es associadas \u00e0 pecu\u00e1ria, inclusive o metano.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>O lucro n\u00e3o est\u00e1 acima da vida. \u00c9 hora de transformar compromissos em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-cta\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/cozinhandooplaneta.org.br\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A luta contra o desmatamento n\u00e3o acontece apenas na floresta ou nos tribunais. <br>Ela tamb\u00e9m passa pelo que voc\u00ea decide apoiar e exigir como cidad\u00e3o. <br><strong>Assine a peti\u00e7\u00e3o<\/strong> que cobra das lideran\u00e7as globais o respeito pela Amaz\u00f4nia!<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<p><strong>O que diz a JBS?<\/strong><\/p>\n\n<p>A JBS teve a oportunidade de comentar as conclus\u00f5es do estudo de caso. Em sua resposta, indicou que todas as compras mencionadas na investiga\u00e7\u00e3o estavam em conformidade com a pol\u00edtica da empresa e com o protocolo setorial. Acrescentou, ainda, que, \u00e0 luz das informa\u00e7\u00f5es apresentadas na investiga\u00e7\u00e3o, a JBS bloqueou preventivamente a Fazenda Itapirana, em Mato Grosso, e solicitou esclarecimentos ao produtor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carne com gosto de devasta\u00e7\u00e3o: mais um esc\u00e2ndalo que envolve a maior processadora de carne do mundo<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":59954,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49],"tags":[46],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-59940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","tag-desmatamento","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59940"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59940\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59999,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59940\/revisions\/59999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59954"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59940"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=59940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}