{"id":60493,"date":"2025-10-20T14:28:26","date_gmt":"2025-10-20T17:28:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=60493"},"modified":"2025-10-20T14:55:10","modified_gmt":"2025-10-20T17:55:10","slug":"ibama-libera-perfuracao-na-foz-do-amazonas-as-vesperas-da-cop30-e-mancha-de-oleo-discurso-climatico-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/ibama-libera-perfuracao-na-foz-do-amazonas-as-vesperas-da-cop30-e-mancha-de-oleo-discurso-climatico-nacional\/","title":{"rendered":"Ibama libera perfura\u00e7\u00e3o na Foz do Amazonas \u00e0s v\u00e9speras da COP30 e mancha de \u00f3leo discurso clim\u00e1tico nacional"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Greenpeace alerta que, no atual cen\u00e1rio de emerg\u00eancia clim\u00e1tica, a abertura de novos po\u00e7os de petr\u00f3leo contradiz os compromissos do pr\u00f3prio pa\u00eds com a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e apenas refor\u00e7a padr\u00f5es excludentes, insustent\u00e1veis e ambientalmente predat\u00f3rios<\/em><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"599\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/10\/a6d7880d-gp0su6p4o_low-res-800px.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-60494\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/10\/a6d7880d-gp0su6p4o_low-res-800px.jpg 800w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/10\/a6d7880d-gp0su6p4o_low-res-800px-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/10\/a6d7880d-gp0su6p4o_low-res-800px-768x575.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/10\/a6d7880d-gp0su6p4o_low-res-800px-454x340.jpg 454w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Greenpeace Brasil realiza a\u00e7\u00e3o pac\u00edfica em Copacabana, em setembro de 2025, pedindo a \u201cindepend\u00eancia de combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d &#8211; Foto.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Thomas Mendel \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, 20 de outubro de 2025 &#8211;<\/strong> A menos de um m\u00eas para a COP30, em Bel\u00e9m, o Ibama acaba de conceder a licen\u00e7a para que a Petrobras explore petr\u00f3leo na Bacia da Foz do Amazonas, regi\u00e3o rica em biodiversidade marinha e que abriga um massivo sistema recifal de relevante import\u00e2ncia ecol\u00f3gica para o Oceano Atl\u00e2ntico e comunidades ind\u00edgenas, quilombolas e tradicionais que dependem da Amaz\u00f4nia costeira para sobreviver.&nbsp;<\/p>\n\n<p><strong>\u201c<\/strong>\u00c0s v\u00e9speras da COP 30, o Brasil se veste de verde no palco internacional, mas se mancha de \u00f3leo na pr\u00f3pria casa. Enquanto o mundo se volta para a Amaz\u00f4nia em busca de solu\u00e7\u00f5es para a crise clim\u00e1tica, vemos o Ibama conceder licen\u00e7a para que a Petrobras abra um po\u00e7o de petr\u00f3leo em pleno cora\u00e7\u00e3o do planeta\u201d, afirma a coordenadora da frente de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade.<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m da contradi\u00e7\u00e3o entre o discurso clim\u00e1tico do Brasil e o avan\u00e7o de uma nova fronteira de petr\u00f3leo no pa\u00eds, Andrade ressalta que, em um cen\u00e1rio de emerg\u00eancia clim\u00e1tica como o atual, a abertura de novos po\u00e7os de petr\u00f3leo contradiz os compromissos do pr\u00f3prio pa\u00eds com a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e apenas refor\u00e7a padr\u00f5es excludentes, insustent\u00e1veis e ambientalmente predat\u00f3rios.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica poss\u00edvel quando o alicerce \u00e9 destrui\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o de abrir uma nova fronteira explorat\u00f3ria na Foz do Amazonas revela uma l\u00f3gica de lucro que perpetua desigualdades. A Petrobras tem condi\u00e7\u00f5es de direcionar seus esfor\u00e7os para uma estrat\u00e9gia verdadeiramente voltada \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o e de contribuir de forma coerente com compromissos clim\u00e1ticos assumidos pelo Brasil\u201d, diz Andrade.<\/p>\n\n<p>A advogada do Greenpeace Brasil, Daniela Jerez, lembra que o pol\u00eamico processo de licenciamento do Bloco 59 se arrastou h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada e que apresenta falhas graves de procedimento.&nbsp;<\/p>\n\n<p>\u201cA licen\u00e7a do Bloco 59 tem falhas graves de procedimento e conte\u00fado, violando a Constitui\u00e7\u00e3o, tratados internacionais e a legisla\u00e7\u00e3o ambiental. Pela lei, a licen\u00e7a s\u00f3 pode ser concedida quando houver comprova\u00e7\u00e3o clara da capacidade da empresa de prevenir e responder aos riscos envolvidos e os planos de emerg\u00eancia apresentados no decorrer do processo de licenciamento ambiental s\u00e3o insuficientes e n\u00e3o demonstram essa capacidade. Al\u00e9m disso, n\u00e3o houve avalia\u00e7\u00e3o adequada dos impactos sobre os povos ind\u00edgenas, nem a consulta livre, pr\u00e9via e informada. Esses v\u00edcios tornam a licen\u00e7a inv\u00e1lida e podem ser questionados judicialmente\u201d, explica Jerez.<\/p>\n\n<p><strong>Opera\u00e7\u00e3o da Petrobras amea\u00e7a regi\u00f5es costeiras nacionais e de pa\u00edses da Pan-Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n\n<p>A Bacia da Foz do Amazonas ocupa uma faixa do territ\u00f3rio mar\u00edtimo que se estende do Amap\u00e1 at\u00e9 a Ba\u00eda do Maraj\u00f3, na Margem Equatorial, uma das regi\u00f5es mais biodiversas do planeta. Recifes, manguezais e esp\u00e9cies end\u00eamicas sustentam ecossistemas marinhos vitais e garantem seguran\u00e7a alimentar a milhares de pessoas, especialmente na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n<p>A explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo nesta \u00e1rea representa alto risco de contamina\u00e7\u00e3o por vazamentos de petr\u00f3leo e polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, com potencial de comprometer ecossistemas sens\u00edveis, a sa\u00fade e a subsist\u00eancia das comunidades costeiras. Esse tipo de opera\u00e7\u00e3o afeta cidades e comunidades, intensificando vulnerabilidades socioambientais.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Em abril de 2024,\u00a0 o Instituto de Pesquisas Cient\u00edficas e Tecnol\u00f3gicas do Estado do Amap\u00e1 (IEPA), com apoio do Greenpeace Brasil, demonstrou em um <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/05\/19675a82-versao-final-relatorio-parcial-iepa.pdf\">estudo<\/a> que um derramamento de \u00f3leo na regi\u00e3o poderia atingir pa\u00edses da Pan-Amaz\u00f4nia e chegar \u00e0 costa do Amap\u00e1 e do Par\u00e1, com impactos devastadores sobre a vida marinha e popula\u00e7\u00f5es locais.<br><br><em>Confira o estudo completo <\/em><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2024\/05\/19675a82-versao-final-relatorio-parcial-iepa.pdf\"><em>aqui<\/em><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo, 20 de outubro de 2025 &#8211; A menos de um m\u00eas para a COP30, em Bel\u00e9m, o Ibama acaba de conceder a licen\u00e7a para que a Petrobras explore&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":60494,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[74,64],"tags":[27,73],"p4-page-type":[14],"class_list":["post-60493","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cop30","category-oceanos","tag-oceanos","tag-cop30","p4-page-type-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60493"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60495,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60493\/revisions\/60495"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60494"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60493"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=60493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}