{"id":6056,"date":"2018-11-12T10:01:19","date_gmt":"2018-11-12T13:01:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=6056"},"modified":"2021-12-01T09:32:57","modified_gmt":"2021-12-01T12:32:57","slug":"concentracao-de-renda-desmatamento-e-esgotamento-dos-recursos-naturais-o-retrato-do-agronegocio-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/concentracao-de-renda-desmatamento-e-esgotamento-dos-recursos-naturais-o-retrato-do-agronegocio-no-cerrado\/","title":{"rendered":"Concentra\u00e7\u00e3o de renda, desmatamento e esgotamento dos recursos naturais: o retrato do agroneg\u00f3cio no Cerrado"},"content":{"rendered":"<h4>Relat\u00f3rio do Greenpeace mostra que 58% dos munic\u00edpios do Matopiba, tida como regi\u00e3o modelo do agroneg\u00f3cio, continuam pobres e s\u00e3o ainda mais desiguais do que a m\u00e9dia de seus estados<\/h4>\n<div id=\"attachment_6080\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6080\" class=\"size-large wp-image-6080\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/546a7e21-gp0stsndm_medium_res-1024x575.jpg\" alt=\"A regi\u00e3o entre os estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, conhecida como MATOPIBA, \u00e9 considerada a vitrine do agroneg\u00f3cio brasileiro. Mas esse modelo vem acelerando o desmatamento no Cerrado.\" width=\"1024\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/546a7e21-gp0stsndm_medium_res-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/546a7e21-gp0stsndm_medium_res-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/546a7e21-gp0stsndm_medium_res-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/546a7e21-gp0stsndm_medium_res-510x286.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/546a7e21-gp0stsndm_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-6080\" class=\"wp-caption-text\">A regi\u00e3o entre os estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, conhecida como MATOPIBA, \u00e9 considerada a vitrine do agroneg\u00f3cio brasileiro. Mas esse modelo vem acelerando o desmatamento no Cerrado.<\/p><\/div>\n<p>A agricultura \u00e9 uma das especializa\u00e7\u00f5es mais antigas do mundo e, como tal, \u00e9 repleta de cultura e saberes que a tornam poss\u00edvel. Na Amaz\u00f4nia, as popula\u00e7\u00f5es sabem que na \u00e9poca de vazante dos rios, as v\u00e1rzeas cheias de terra nutritiva garantir\u00e3o a safra anual de mandioca ou ab\u00f3bora. No Cerrado, a coopera\u00e7\u00e3o com os elementos da natureza \u00e9 fundamental para evitar o descontrole do fogo e garantir uma fonte pr\u00f3xima de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um fen\u00f4meno em curso que, como disse o engenheiro agr\u00f4nomo e florestal Sebasti\u00e3o Pinheiro, vem transformando esta cultura em um neg\u00f3cio. E para esse modelo doente de neg\u00f3cio, \u00a0o desmatamento e a aniquila\u00e7\u00e3o de culturas tradicionais s\u00e3o &#8220;males menores&#8221;, um &#8220;custo inerente ao progresso&#8221;. Ser\u00e1?<\/p>\n<p>Um estudo in\u00e9dito apoiado pelo Greenpeace sobre as din\u00e2micas socioecon\u00f4micas na regi\u00e3o de Cerrado denominada Matopiba &#8211; que re\u00fane munic\u00edpios do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia- refuta essa ideia e mostra que munic\u00edpios campe\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de soja na regi\u00e3o n\u00e3o tem indicadores de desenvolvimento social condizentes com a riqueza que produzem na balan\u00e7a comercial.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/904dd412-relatorio_greenpeace_matopiba.pdf\">\u201cSegure a Linha: A Expans\u00e3o do Agroneg\u00f3cio e a Disputa pelo Cerrado\u201d<\/a>, somente em 45 dos 337 munic\u00edpios do Matopiba, os indicadores de produ\u00e7\u00e3o e de bem estar superam a m\u00e9dia dos respectivos estados. A grande maioria est\u00e1 na situa\u00e7\u00e3o oposta: 196 munic\u00edpios continuam pobres, com produ\u00e7\u00e3o e qualidade de vida piores do que a m\u00e9dia de seus estados.<\/p>\n<div id=\"attachment_6042\" style=\"width: 1210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6042\" class=\"wp-image-6042 size-full\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/2b37af3f-gp0stsncg.jpg\" alt=\"'Hold the Line' report. \u00a9 Marizilda Cruppe\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/2b37af3f-gp0stsncg.jpg 1200w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/2b37af3f-gp0stsncg-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/2b37af3f-gp0stsncg-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/2b37af3f-gp0stsncg-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/2b37af3f-gp0stsncg-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><p id=\"caption-attachment-6042\" class=\"wp-caption-text\">O movimento de expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio coloca em risco popula\u00e7\u00f5es tradicionais e a disponibilidade de recursos naturais.<\/p><\/div>\n<p>Os resultados chegam em um momento cr\u00edtico para o Brasil, onde o Pa\u00eds volta a colocar na balan\u00e7a o valor da preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais em oposi\u00e7\u00e3o a um suposto ganho econ\u00f4mico e social que seria proporcionado pela manuten\u00e7\u00e3o de um modelo agr\u00edcola pouco diverso e extremamente impactante.<\/p>\n<p>\u201cO estudo mostra que h\u00e1 muito mais pobreza e desigualdade do que riqueza e bem estar nesta regi\u00e3o que \u00e9 apresentada como modelo de sucesso pelo agroneg\u00f3cio\u201d, contou o autor do estudo, o Soci\u00f3logo e Doutor em Ci\u00eancia Ambiental, Prof. Arilson Favareto, da Universidade Federal do ABC. A pesquisa levou dois anos para ficar pronta, foram percorridos mais de 7 mil quil\u00f4metros, nos quatro estados, com cerca de 150 entrevistados e an\u00e1lises de dados oficiais de indicadores econ\u00f4micos e sociais, como o acesso a educa\u00e7\u00e3o, mortalidade infantil, renda per capta e vulnerabilidade \u00e0 pobreza.<\/p>\n<p>Dos 10 munic\u00edpios que j\u00e1 s\u00e3o campe\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de soja no Matopiba, apenas tr\u00eas est\u00e3o no grupo com bons indicadores sociais, classificados como munic\u00edpios \u201cricos\u201d, onde h\u00e1 grande produ\u00e7\u00e3o e bons indicadores sociais. Na outra ponta est\u00e3o os munic\u00edpios classificados como \u201cinjustos\u201d, que totalizam 67, onde, mesmo com alta produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, os indicadores sociais, como mortalidade infantil, acesso a educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e n\u00edvel de renda, est\u00e3o bem abaixo da m\u00e9dia dos estado.<\/p>\n<p>\u201cOutra constata\u00e7\u00e3o importante do estudo \u00e9 que, mesmo nas cidades com bons \u00edndices sociais, nota-se que as principais melhorias nas localidades n\u00e3o partem da iniciativa privada do agroneg\u00f3cio, mas sim do pr\u00f3prio Estado, no processo de garantir financiamento e infraestrutura para que o neg\u00f3cio de <em>commodities<\/em> tenha competitividade para levar lucro a seus investidores\u201d, explica Adriana Charoux, do Greenpeace. Segundo o estudo, 60% da renda gerada no Matopiba fica concentrada em 0,4% das fazendas produtoras. Enquanto 80% das fazendas ficam com apenas 5% da riqueza da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/participe\/segure-a-linha\/\">&#8211; Entenda mais e saiba como agir.<\/a><\/p>\n<p>No per\u00edodo de 2013 a 2015, perdemos o equivalente a 24 cidades de S\u00e3o Paulo de vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Cerrado, boa parte desse desmatamento foi no Matopiba, a &#8220;vitrine&#8221; do agroneg\u00f3cio. \u201c\u00c9 uma conta que n\u00e3o fecha. O desmatamento n\u00e3o pode ser visto como um custo inerente ao desenvolvimento que temos que aceitar. J\u00e1 que, na verdade, toda a comunidade cient\u00edfica mundial vem alertando que \u00e9 justamente o contr\u00e1rio. Sem a preserva\u00e7\u00e3o ambiental, estaremos todos n\u00f3s com os dias contatos\u201d, observa Charoux.<\/p>\n<div id=\"attachment_6081\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6081\" class=\"size-large wp-image-6081\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/81b8fa98-gp0stsnef_medium_res-1024x575.jpg\" alt=\" O Cerrado \u00e9 conhecido como &quot;Ber\u00e7o das \u00c1guas&quot;, devido sua enorme capacidade de reter \u00e1gua e recarregar aqu\u00edferos importantes.\" width=\"1024\" height=\"575\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/81b8fa98-gp0stsnef_medium_res-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/81b8fa98-gp0stsnef_medium_res-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/81b8fa98-gp0stsnef_medium_res-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/81b8fa98-gp0stsnef_medium_res-510x286.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/81b8fa98-gp0stsnef_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-6081\" class=\"wp-caption-text\">O Cerrado \u00e9 conhecido como &#8220;Ber\u00e7o das \u00c1guas&#8221;, devido sua enorme capacidade de reter \u00e1gua e recarregar aqu\u00edferos importantes.<\/p><\/div>\n<p><b>Desindustrializa\u00e7\u00e3o e esgotamento dos recursos naturais<\/b><\/p>\n<p>Se no balan\u00e7o das exporta\u00e7\u00f5es o Brasil continua bem na foto, na pr\u00e1tica, a aposta do pa\u00eds em continuar exportando mat\u00e9ria prima com pouco valor agregado ao custo do esgotamento de recursos naturais t\u00e3o fundamentais para a qualidade de vida, faz com que o horizonte de futuro do Brasil fique mais no passado do que no presente. A especializa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de bens prim\u00e1rios tem feito com que a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es nacionais, que j\u00e1 foi de 21,8% nos anos 80, esteja hoje no mesmo percentual dos anos 50, l\u00e1 do s\u00e9culo passado: meros 11%.<\/p>\n<p>No Matopiba, por exemplo, o setor que mais oferece empregos formais \u00e9 o de servi\u00e7os, que em 2014 concentrava 67,9% das vagas de trabalho, em m\u00e9dia, nos munic\u00edpios. Enquanto o agroneg\u00f3cio lidera nas &#8220;ocupa\u00e7\u00f5es&#8221;, ou seja, trabalhos tempor\u00e1rios ou informais, que geralmente tem menor remunera\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a aos empregados.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de dizer que tudo de ruim se deve ao agroneg\u00f3cio. Trata-se de chamar \u00a0aten\u00e7\u00e3o para o fato de que \u00e9 ruim para o Brasil depender crescentemente deste setor, sobretudo no tipo de \u201cneg\u00f3cio\u201d que vem se consolidando at\u00e9 aqui. A agenda continua a expandir a produ\u00e7\u00e3o de <em>commodities<\/em>, basicamente dedicada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os para alimentar um padr\u00e3o insustent\u00e1vel de consumo de prote\u00edna animal no mundo todo. Isso recebe mais incentivos e apoio t\u00e9cnico do que a agricultura de base ecol\u00f3gica que produz alimento para consumo interno de forma menos impactante em termos ambientais. O desenvolvimento n\u00e3o vai chegar dessa forma. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de tempo e sim de modelo.<\/p>\n<div id=\"attachment_6083\" style=\"width: 1034px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6083\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/d336f7e0-gp0stsncl_medium_res-1024x683.jpg\" alt=\"Esse modelo extremamente predat\u00f3rio vem acelerando o desmatamento no Cerrado, um dos biomas mais amea\u00e7ados do Brasil e extremamente importante para o abastecimento de aqu\u00edferos em toda a Am\u00e9rica Latina.\" width=\"1024\" height=\"683\" class=\"size-large wp-image-6083\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/d336f7e0-gp0stsncl_medium_res-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/d336f7e0-gp0stsncl_medium_res-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/d336f7e0-gp0stsncl_medium_res-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/d336f7e0-gp0stsncl_medium_res-510x340.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2018\/11\/d336f7e0-gp0stsncl_medium_res.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><p id=\"caption-attachment-6083\" class=\"wp-caption-text\">Esse modelo extremamente predat\u00f3rio vem acelerando o desmatamento no Cerrado, um dos biomas mais amea\u00e7ados do Brasil e extremamente importante para o abastecimento de aqu\u00edferos em toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p><\/div>\n<p>O novo governo, que assumir\u00e1 a administra\u00e7\u00e3o do Brasil a partir de primeiro de janeiro de 2019, tem portanto um grande desafio pela frente. A participa\u00e7\u00e3o ativa do pa\u00eds no Acordo de Paris, que visa unir esfor\u00e7os para conter as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mantendo a temperatura global abaixo dos 1,5 graus celsius, \u00e9 considerada fundamental. Mas para cumprir sua parte no acordo, o Brasil ter\u00e1 que evitar que suas paisagens naturais continuem a ser convertidas em \u00e1reas de monocultura. \u00c9 um neg\u00f3cio que, literalmente, n\u00e3o ter\u00e1 futuro.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a manuten\u00e7\u00e3o de nossa vegeta\u00e7\u00e3o nativa que assegura o equil\u00edbrio clim\u00e1tico fundamental para garantir n\u00e3o apenas a seguran\u00e7a da humanidade, mas a sobreviv\u00eancia do pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio brasileiro\u201d, observa Charoux. &#8220;A produ\u00e7\u00e3o com desmatamento faz com que o Brasil perca competitividade, amea\u00e7ando a gera\u00e7\u00e3o de empregos&#8221;.<\/p>\n<div class=\"EmptyMessage\">Block content is empty. 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