{"id":60850,"date":"2025-11-03T15:25:35","date_gmt":"2025-11-03T18:25:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=60850"},"modified":"2026-02-23T15:28:50","modified_gmt":"2026-02-23T18:28:50","slug":"da-cop-de-minamata-a-cop30-alianca-indigena-quer-uma-amazonia-livre-de-garimpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/da-cop-de-minamata-a-cop30-alianca-indigena-quer-uma-amazonia-livre-de-garimpo\/","title":{"rendered":"Da COP de Minamata \u00e0 COP30: Alian\u00e7a ind\u00edgena quer uma Amaz\u00f4nia Livre de Garimpo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Lideran\u00e7as ind\u00edgenas dos povos Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami levam at\u00e9 Genebra o pedido pelo fim do merc\u00fario e do garimpo nos territ\u00f3rios<\/em>.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/e27cfaca-image-1024x768.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-60853\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/e27cfaca-image-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/e27cfaca-image-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/e27cfaca-image-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/e27cfaca-image-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/e27cfaca-image-453x340.jpeg 453w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/e27cfaca-image.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lideran\u00e7as Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami no plen\u00e1rio da COP de Minamata, em Genebra. Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>O garimpo \u00e9 uma amea\u00e7a \u00e0 vida dos povos ind\u00edgenas e \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica que atravessa as fronteiras do territ\u00f3rio amaz\u00f4nico. \u00c9 com essa mensagem que as lideran\u00e7as Jairo Saw Munduruku, Junior Hekurari Yanomami e Doto Takak-Ire Kayap\u00f3 participam da COP-6 da Conven\u00e7\u00e3o de Minamata sobre Merc\u00fario, que acontece de 3 a 7 de novembro de 2025, em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n\n<p>A reuni\u00e3o re\u00fane pa\u00edses signat\u00e1rios do tratado internacional que busca eliminar gradualmente o uso do merc\u00fario em produtos e processos industriais, controlar seu descarte e proteger a sa\u00fade humana e o meio ambiente. A conven\u00e7\u00e3o foi adotada em 2013, em homenagem \u00e0 cidade japonesa de Minamata, onde a contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario despejado por uma f\u00e1brica nas \u00e1guas da ba\u00eda da cidade, causou uma trag\u00e9dia sanit\u00e1ria e ambiental que marcou o s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n<p>Hoje, mais de meio s\u00e9culo depois, o merc\u00fario volta a amea\u00e7ar vidas, desta vez, na Amaz\u00f4nia. Nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas Munduruku, Yanomami e Kayap\u00f3, o garimpo avan\u00e7a, contaminando rios, solos e corpos com merc\u00fario usado na extra\u00e7\u00e3o do ouro. O \u00edndice de contamina\u00e7\u00e3o nos Munduruku \u00e9 um dos mais altos do pa\u00eds. Segundo uma pesquisa feita em 2019 pela Fiocruz, cerca de 57,9% apresentaram n\u00edveis de merc\u00fario acima do limite m\u00e1ximo de seguran\u00e7a estabelecido por \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade internacionais, como a ag\u00eancia ambiental americana (EPA-US, na sigla em ingl\u00eas) e a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade).<\/p>\n\n<p>O levantamento analisou indiv\u00edduos de dez aldeias do m\u00e9dio e alto Tapaj\u00f3s, e a concentra\u00e7\u00e3o mais elevada foi observada em mulheres e crian\u00e7as. Outro estudo produzido em conjunto pelo Greenpeace Brasil, Fiocruz, WWF e ISA (Instituto Socioambiental), apontou que 21% dos peixes vendidos em feiras livres na Amaz\u00f4nia t\u00eam alto \u00edndice de merc\u00fario. A an\u00e1lise incluiu 1.010 esp\u00e9cies em 17 munic\u00edpios de seis estados da Amaz\u00f4nia Legal, dentre eles Itaituba e Santar\u00e9m, na regi\u00e3o do Tapaj\u00f3s.<\/p>\n\n<p>\u201cN\u00f3s precisamos de um equil\u00edbrio, um equil\u00edbrio justo, pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social. Queremos ser ouvidos, n\u00e3o os nossos l\u00edderes decidirem por n\u00f3s, porque eles precisam ouvir as popula\u00e7\u00f5es tradicionais que est\u00e3o nos territ\u00f3rios. \u00c9 triste ver a cena das nossas crian\u00e7as t\u00e3o felizes brincando no rio contaminado por merc\u00fario. Eu quero que voc\u00eas se sensibilizem pela vida. N\u00f3s lutamos n\u00e3o s\u00f3 em prol das nossas vidas, mas em prol da humanidade. A Amaz\u00f4nia \u00e9 de todos, \u00e9 do mundo e ela precisa ser protegida, seus povos precisam ser protegidos\u201d, discursou Jairo Saw Munduruku durante plen\u00e1ria do evento.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/80045199-20251102_134504-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-60854\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/80045199-20251102_134504-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/80045199-20251102_134504-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/80045199-20251102_134504-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/80045199-20251102_134504-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/80045199-20251102_134504-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/80045199-20251102_134504-1821x1366.jpg 1821w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/80045199-20251102_134504-453x340.jpg 453w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lideran\u00e7as Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami no plen\u00e1rio da COP de Minamata, em Genebra. Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n\n<p>Al\u00e9m da contamina\u00e7\u00e3o, as lideran\u00e7as alertam para outros impactos trazidos pelo garimpo: inseguran\u00e7a alimentar, viol\u00eancia, presen\u00e7a de fac\u00e7\u00f5es criminosas, aliciamento de jovens, destrui\u00e7\u00e3o da biodiversidade e perda das \u00e1reas de ca\u00e7a, pesca e ro\u00e7a.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alian\u00e7a pela vida e pelos territ\u00f3rios<\/strong><\/h3>\n\n<p>As tr\u00eas lideran\u00e7as participam da COP representando a Alian\u00e7a em Defesa dos Territ\u00f3rios, que re\u00fane organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, entre elas a Hutukara Associa\u00e7\u00e3o Yanomami, a Urihi Associa\u00e7\u00e3o Yanomami, o Instituto Raoni, o Instituto Kabu, a Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres Munduruku Wakobor\u0169n, a Associa\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena Pariri e tem apoio do Instituto Socioambiental (ISA) e do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<p>O grupo atua em incid\u00eancia pol\u00edtica nacional e internacional para denunciar os impactos do garimpo e exigir pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas de desintrus\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n<p>\u201cMinamata foi o alerta que o mundo n\u00e3o ouviu. Hoje, a Amaz\u00f4nia vive o mesmo drama: corpos contaminados, rios mortos, florestas destru\u00eddas. A diferen\u00e7a \u00e9 que ainda h\u00e1 tempo de mudar o curso da hist\u00f3ria. E essa mudan\u00e7a come\u00e7a com a supera\u00e7\u00e3o do garimpo e o fortalecimento de uma economia capaz de conviver com a floresta, superar a pobreza e respeitar os direitos humanos \u201d, afirma Danicley Aguiar, porta-voz do Greenpeace Brasil.<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/1d83a615-20251103_105805-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-60855\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/1d83a615-20251103_105805-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/1d83a615-20251103_105805-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/1d83a615-20251103_105805-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/1d83a615-20251103_105805-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/1d83a615-20251103_105805-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/1d83a615-20251103_105805-1821x1366.jpg 1821w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/1d83a615-20251103_105805-453x340.jpg 453w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lideran\u00e7as Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami no plen\u00e1rio da COP de Minamata, em Genebra. Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><strong>De Genebra \u00e0 Bel\u00e9m<\/strong><\/p>\n\n<p>A agenda da Alian\u00e7a segue at\u00e9 a COP30, que ser\u00e1 realizada em Bel\u00e9m, em novembro de 2025, onde o grupo pretende refor\u00e7ar o chamado por uma Amaz\u00f4nia Livre de Garimpo em uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es de incid\u00eancia pol\u00edtica. Um dos eventos centrais ser\u00e1 a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio \u201cAmaz\u00f4nia: A Nova Minamata?\u201d, realizado pela Alian\u00e7a em Defesa dos Territ\u00f3rios, Greenpeace Brasil e Oceans Films.<\/p>\n\n<p>A exibi\u00e7\u00e3o especial acontecer\u00e1 no Cine L\u00edbero Luxardo, seguida de um cine-debate com grandes lideran\u00e7as ind\u00edgenas como Alessandra Munduruku, Davi Kopenawa e Raoni Metuktire, um momento de reflex\u00e3o e di\u00e1logo sobre os desafios do combate ao garimpo na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n<p>Proteger a Amaz\u00f4nia \u00e9 assegurar o futuro do planeta. A prote\u00e7\u00e3o das Terras Ind\u00edgenas e das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio clim\u00e1tico, da biodiversidade e da dignidade dos povos que vivem na floresta. Diante das amea\u00e7as crescentes do garimpo ilegal, \u00e9 imprescind\u00edvel fortalecer o compromisso coletivo com a prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. <a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/apoie\/amazonia-livre-de-garimpo\/\">Assine a peti\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Livre de Garimpo<\/a> e reafirme seu apoio \u00e0 defesa do meio ambiente e dos direitos dos povos da floresta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lideran\u00e7as ind\u00edgenas dos povos Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami levam at\u00e9 Genebra o pedido pelo fim do garimpo nos territ\u00f3rios.<\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":60855,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,68],"tags":[60],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-60850","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-povos-e-territorios","tag-garimpo","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60850"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60850\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60856,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60850\/revisions\/60856"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60850"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=60850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}