{"id":60863,"date":"2025-11-04T09:27:57","date_gmt":"2025-11-04T12:27:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/?p=60863"},"modified":"2025-11-04T10:13:37","modified_gmt":"2025-11-04T13:13:37","slug":"estudo-revela-que-o-ar-da-amazonia-esta-mais-poluido-que-o-de-megacidades-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/blog\/estudo-revela-que-o-ar-da-amazonia-esta-mais-poluido-que-o-de-megacidades-do-mundo\/","title":{"rendered":"Estudo revela que o ar da Amaz\u00f4nia est\u00e1 mais polu\u00eddo que o de megacidades do mundo."},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3c07eeea-gp0su31iu-1024x576.jpg\" title=\"N\u00e9voa de fuma\u00e7a em Porto Velho em 2024.\" alt=\"N\u00e9voa de fuma\u00e7a em Porto Velho em 2024.\" class=\"wp-image-60859\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3c07eeea-gp0su31iu-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3c07eeea-gp0su31iu-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3c07eeea-gp0su31iu-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3c07eeea-gp0su31iu-510x287.jpg 510w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3c07eeea-gp0su31iu.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Porto Velho encoberta pela fuma\u00e7a das queimadas em 2024.<div class=\"credit icon-left\"> \u00a9 Fer Ligabue \/ Greenpeace<\/div><\/figcaption><\/figure>\n\n<p><a href=\"https:\/\/media.greenpeace.org\/Detail\/27MZIFJV04CXJ\"><\/a>O sol se levanta em Porto Velho com um c\u00e9u cinza, pesado. N\u00e3o \u00e9 n\u00e9voa nem polui\u00e7\u00e3o industrial: \u00e9 fuma\u00e7a. Durante meses de queimadas que acontecem anualmente na regi\u00e3o, a cidade e os arredores respiram part\u00edculas finas liberadas por inc\u00eandios que queimam florestas, pastagens e o bem viver. Para os habitantes, a vida di\u00e1ria se transforma em um desafio quase invis\u00edvel. A garganta arde, a tosse n\u00e3o cessa, os olhos lacrimejam, sintomas de uma crise silenciosa que o Greenpeace Internacional acaba de confirmar com o estudo<em> <\/em><strong><em>C\u00e9us T\u00f3xicos: Como o agroneg\u00f3cio est\u00e1 sufocando a Amaz\u00f4nia<\/em>.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<p>A uma semana para a COP30, <strong>a an\u00e1lise mostra que a polui\u00e7\u00e3o do ar das queimadas durante a esta\u00e7\u00e3o seca faz com que a m\u00e9dia anual da regi\u00e3o seja pior do que de metr\u00f3poles como Pequim, S\u00e3o Paulo ou Santiago<\/strong>. E n\u00e3o \u00e9 acidente: \u00e9 resultado direto de um modelo de agroneg\u00f3cio que lucra com a destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que o estudo revela: polui\u00e7\u00e3o acima de tudo<\/strong><\/h2>\n\n<p>O estudo monitorou a qualidade do ar em duas \u00e1reas da Amaz\u00f4nia brasileira: Porto Velho (RO), que est\u00e1 cercada por grandes propriedades agropecu\u00e1rias, e o munic\u00edpio de L\u00e1brea (AM). Al\u00e9m disso, reuniu dados de outras localidades mensurados por sat\u00e9lites e esta\u00e7\u00f5es terrestres, que foram combinados para comparar com grandes cidades no Brasil e no mundo.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Principais descobertas<\/strong><\/h3>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Durante as queimadas recordes de 2024, as concentra\u00e7\u00f5es de part\u00edculas finas (PM2.5) em Porto Velho e L\u00e1brea<strong> excederam em 20x o limite di\u00e1rio recomendado pela OMS<\/strong>. J\u00e1 em 2025<strong>,<\/strong> mesmo com queimadas muito menos intensas, os limites di\u00e1rios foram excedidos em<strong> mais de 6x<\/strong>.<br><\/li>\n\n\n\n<li>A polui\u00e7\u00e3o anual de PM2.5 em Porto Velho supera a de megacidades como Pequim, S\u00e3o Paulo e Santiago, embora Porto Velho n\u00e3o tenha ind\u00fastrias pesadas ou tr\u00e1fego urbano massivo. <strong>Uma \u201ccidade amaz\u00f4nica\u201d que respira como uma megacidade industrial.<\/strong><strong><br><\/strong><\/li>\n\n\n\n<li>Cerca de <strong>75% das \u00e1reas queimadas<\/strong> no entorno de Porto Velho s\u00e3o utilizadas como pastagens, ou seja, o fogo \u00e9 usado principalmente para renovar pastagens.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mais da metade da \u00e1rea total queimada em 2024 na Amaz\u00f4nia est\u00e1 localizada em um raio de 360 \u200b\u200bkm ao redor das instala\u00e7\u00f5es da JBS<\/strong>, a maior processadora de carne do mundo. Frigor\u00edficos como a JBS n\u00e3o t\u00eam pol\u00edticas que pro\u00edbem o uso deliberado do fogo em suas cadeias produtivas, deixando-as expostas ao risco de v\u00ednculos indiretos ou diretos com fazendas em \u00e1reas de queimadas, inclusive por meio da manuten\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es comerciais.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>Esses n\u00fameros mostram algo que j\u00e1 desconfi\u00e1vamos, mas que agora temos material concreto para comprovar: o impacto das queimadas vai muito al\u00e9m da destrui\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores. O ar est\u00e1 virando um agente ativo de desastre sanit\u00e1rio. Isso afeta a sa\u00fade, o clima, a biodiversidade e a economia local. A floresta amaz\u00f4nica, que deveria garantir equil\u00edbrio clim\u00e1tico e qualidade do ar para quem vive nela, est\u00e1 virando fonte de polui\u00e7\u00e3o para seus pr\u00f3prios habitantes. <strong>A fuma\u00e7a n\u00e3o \u00e9 apenas um desconforto: \u00e9 um agente de crise clim\u00e1tica e de sa\u00fade p\u00fablica.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"864\" height=\"441\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/152d7040-grafico-pm25.png\" alt=\"N\u00edveis m\u00e9dios anuais de PM2,5 em Porto Velho e nas principais cidades regionais e globais entre 2019 e 2023, em compara\u00e7\u00e3o com as diretrizes da OMS.\" class=\"wp-image-60866\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/152d7040-grafico-pm25.png 864w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/152d7040-grafico-pm25-300x153.png 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/152d7040-grafico-pm25-768x392.png 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/152d7040-grafico-pm25-510x260.png 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 864px) 100vw, 864px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">N\u00edveis m\u00e9dios anuais de PM2,5 em Porto Velho e nas principais cidades regionais e globais entre 2019 e 2023, em compara\u00e7\u00e3o com as diretrizes da OMS. Os dados sobre polui\u00e7\u00e3o do ar excluem poeira natural e sal marinho e s\u00e3o do AQLI\/EPIC da Universidade de Chicago, com base em dados do Grupo de An\u00e1lise da Composi\u00e7\u00e3o Atmosf\u00e9rica (ACAG) da Universidade de Washington em St. Louis (99).<\/figcaption><\/figure>\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/18LYG1zwkvHY9q0WxUIhM-03Hzx1C8PR9\/view?usp=drive_link\"><\/a><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/bdf830f4-greenpeace_ceus_toxicos_2025.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Acesse aqui o relat\u00f3rio completo<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impactos na sa\u00fade<\/strong><\/h2>\n\n<p>De acordo com o estudo, os n\u00edveis de PM2.5 em determinados dias ultrapassam o recomendado pela OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) n\u00e3o em 2x ou 5x, mas <strong>mais de 20x<\/strong>. Isso causa efeitos imediatos na sa\u00fade respirat\u00f3ria (asma, bronquite, infec\u00e7\u00f5es pulmonares), causa irrita\u00e7\u00e3o e aumenta hospitaliza\u00e7\u00f5es, especialmente entre crian\u00e7as e idosos.&nbsp;<\/p>\n\n<p>Por tr\u00e1s de cada estat\u00edstica, h\u00e1 hist\u00f3rias humanas. Pessoas que respiram esse ar pesado e que sentem no corpo os efeitos que o desmatamento e queimadas trazem.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<p><strong>Hilda Barabad\u00e1 Karitiana<\/strong>, moradora da aldeia Beijarana, na Terra Ind\u00edgena Karitiana, pr\u00f3xima a Porto Velho, descreve essa realidade:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-left has-blue-green-800-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-4f62a8db3f07e9ed1ce1c51a90da7b9c\"><em>No ver\u00e3o, na seca, aqui d\u00e1 muita fuma\u00e7a. Quando venta, vem a fuma\u00e7a de longe e afeta a aldeia tamb\u00e9m, mesmo que o fogo n\u00e3o seja perto. A gente sente pelo ar. Come\u00e7a a dor na garganta, nariz irritado, muita tosse.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Hilda fala sobre o cotidiano de uma comunidade sufocada: a fuma\u00e7a que n\u00e3o respeita limites, o desconforto persistente. Ela vive a ambiguidade de estar perto da floresta mas n\u00e3o estar segura dos impactos do fogo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem lucra e quem perde, e a responsabilidade do agroneg\u00f3cio<\/strong><\/h2>\n\n<p>N\u00e3o estamos falando de fogo natural, de tempestades de raios que acendem florestas. Estamos falando de queimadas intencionais, para &#8220;limpar&#8221; \u00e1reas rec\u00e9m desmatadas ou renovar pastagens para produ\u00e7\u00e3o de carne.<\/p>\n\n<p>A maior parte das \u00e1reas queimadas, segundo o estudo, <strong>ocorre em \u00e1reas de pastagem ou em \u00e1reas desmatadas para pastagens.<\/strong> Por exemplo, <strong>quase 75% das \u00e1reas queimadas ao redor de Porto Velho eram pastagens, indicando que o fogo \u00e9 uma ferramenta para a pecu\u00e1ria, e n\u00e3o um ciclo natural.<\/strong> A cadeia do gado tem peso desproporcional nessa conta, e as grandes empresas do agroneg\u00f3cio podem ter sua cadeia produtiva vinculada a \u00e1reas de grandes queimadas, sobretudo porque, at\u00e9 o momento, o uso ilegal de fogo n\u00e3o \u00e9 crit\u00e9rio para a veda\u00e7\u00e3o de compra de gado de acordo com as pol\u00edticas das empresas. Al\u00e9m disso, pouco avan\u00e7aram no monitoramento e bloqueio de fornecedores indiretos que podem estar envolvidos com desmatamento e queimadas ilegais.<\/p>\n\n<p class=\"has-red-500-background-color has-background\" style=\"font-size:16px\">O Greenpeace Brasil vem denunciando as atividades nocivas das gigantes do agroneg\u00f3cio. O dossi\u00ea<strong><a href=\"https:\/\/cozinhandooplaneta.org.br\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> <mark style=\"background-color:#1c1c1c\" class=\"has-inline-color has-white-color\">\u201cJBS: Cozinhando o Planeta\u201d<\/mark><\/a><\/strong>, com foco no hist\u00f3rico da JBS, exp\u00f5e como leis, florestas e pessoas s\u00e3o atropeladas para alimentar o mercado global de carne. E este novo relat\u00f3rio alerta que que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a perda de floresta que deve ser vista como emerg\u00eancia, mas tamb\u00e9m a crise de sa\u00fade p\u00fablica provocada por uma polui\u00e7\u00e3o que atravessa rios, aldeias e cidades.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O ciclo vicioso entre as queimadas e o futuro clim\u00e1tico<\/strong><\/h2>\n\n<p>O <strong>contexto clim\u00e1tico <\/strong>amplia a gravidade da situa\u00e7\u00e3o do ar na Amaz\u00f4nia. O desmatamento reduz a umidade, favorece a seca e cria condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para novos inc\u00eandios, que liberam ainda mais gases de efeito estufa, refor\u00e7ando o aquecimento global. \u00c9 um ciclo vicioso: desmatamento, queimada, polui\u00e7\u00e3o, seca, inc\u00eandios. Toda a regi\u00e3o e suas comunidades sofrem as consequ\u00eancias, enquanto grandes empresas continuam lucrando com suas cadeias produtivas ligadas \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n\n<p><strong>Jo\u00e3o Gobo, pesquisador da UNIR <\/strong>especializado em biometeorologia humana, explica a din\u00e2mica. Ele revela que essa crise n\u00e3o \u00e9 epis\u00f3dica, mas parte de uma cadeia cada vez mais perigosa e interligada:<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\" style=\"font-size:22px\">\n<p class=\"has-blue-green-800-color has-text-color has-link-color wp-elements-1908db425ebd2010979a732db6a3850e\" style=\"font-size:21px\">Os focos de calor e queimada s\u00e3o consequ\u00eancia do desmatamento em sua grande maioria, e impactam o clima e a qualidade do ar. Comunidades tradicionais e ind\u00edgenas s\u00e3o mais vulner\u00e1veis porque dependem quase que exclusivamente dos recursos naturais. O efeito na sa\u00fade \u00e9 exacerbado nos per\u00edodos secos, quando as queimadas aumentam. As proje\u00e7\u00f5es do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas) indicam que a regi\u00e3o sofrer\u00e1 com secas mais intensas e frequentes, e j\u00e1 vemos isso nos \u00faltimos 40 a 60 anos de dados observados.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><\/ul>\n<div data-hydrate=\"planet4-blocks\/gallery\" data-attributes=\"{&quot;attributes&quot;:{&quot;multiple_image&quot;:&quot;60886,60891,60890,60888,60889&quot;,&quot;gallery_block_focus_points&quot;:&quot;{\\&quot;60886\\&quot;:\\&quot;51% 53%\\&quot;,\\&quot;60888\\&quot;:\\&quot;50% 50%\\&quot;,\\&quot;60889\\&quot;:\\&quot;50% 50%\\&quot;,\\&quot;60890\\&quot;:\\&quot;50% 50%\\&quot;,\\&quot;60891\\&quot;:\\&quot;50% 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510w&quot;,&quot;image_sizes&quot;:false,&quot;alt_text&quot;:&quot;Fuma\\u00e7a invade comunidade ind\\u00edgena em Rond\\u00f4nia, em 2024.&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;Fuma\\u00e7a invade comunidade ind\\u00edgena em Rond\\u00f4nia, em 2024.&quot;,&quot;focus_image&quot;:&quot;50% 50%&quot;,&quot;credits&quot;:&quot;\\u00a9 Fer Ligabue \\\/ Greenpeace&quot;},{&quot;image_src&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2025\\\/11\\\/5480be46-gp0su6o3g.jpg&quot;,&quot;image_srcset&quot;:&quot;https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2025\\\/11\\\/5480be46-gp0su6o3g.jpg 1200w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2025\\\/11\\\/5480be46-gp0su6o3g-300x200.jpg 300w, https:\\\/\\\/www.greenpeace.org\\\/static\\\/planet4-brasil-stateless\\\/2025\\\/11\\\/5480be46-gp0su6o3g-1024x683.jpg 1024w, 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fragilidades<\/strong><\/h2>\n\n<p>Em 2025, alguns progressos importantes mostraram que pol\u00edticas p\u00fablicas podem fazer diferen\u00e7a. Um exemplo \u00e9 a Pol\u00edtica Nacional de Manejo Integrado do Fogo, com menos de um ano, j\u00e1 apresentou resultados no primeiro semestre de 2025, com queda na \u00e1rea queimada no Brasil de 65% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n<p>Houve redu\u00e7\u00e3o de <strong>75,4% nas \u00e1reas queimadas<\/strong> e <strong>61,7% nos focos de calor<\/strong> no primeiro semestre de 2025 em compara\u00e7\u00e3o a 2024. Tamb\u00e9m se registrou que de janeiro a outubro de 2025 foi o menor acumulado de focos de fogo da s\u00e9rie hist\u00f3rica para esse per\u00edodo. As chuvas est\u00e3o dentro de padr\u00f5es favor\u00e1veis, o que evitou a estiagem severa que marcou anos anteriores.<\/p>\n\n<p>Mesmo com esses avan\u00e7os, h\u00e1 sinais de alerta. Algumas \u00e1reas desmatadas recentemente, inclusive com embargo, j\u00e1 foram flagradas em processo de queima. O que sugere que a fiscaliza\u00e7\u00e3o, embora refor\u00e7ada, n\u00e3o \u00e9 suficiente para resolver um problema estrutural que \u00e9 a pr\u00e1tica de queimadas para desmatamento e limpeza de pasto. <strong>S\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas s\u00f3lidas que continuem gerando efeitos positivos e de longo prazo, independente da gest\u00e3o do governo ou de condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-blue-green-800-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-d4760ac8945c98a1c2ec688c12708292\" style=\"font-size:17px\"><strong><mark style=\"background-color:#66cc00\" class=\"has-inline-color has-beige-100-color\">Derrubando mitos<\/mark><\/strong><br>\u274c Os queimadas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica ocorrem naturalmente e s\u00e3o ben\u00e9ficas para o ecossistema.<br><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-green-800-color\">\u2705<\/mark> As queimadas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica s\u00e3o provocadas pela a\u00e7\u00e3o humana e altamente destrutivas para o ecossistema amaz\u00f4nico.<br><br>\u274cAs queimadas na Amaz\u00f4nia ocorrem devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o madeireira.<br>\u2705Vastas \u00e1reas do bioma amaz\u00f4nico s\u00e3o incendiadas&nbsp;para abrir espa\u00e7o para a cria\u00e7\u00e3o de gado.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A COP30 \u00e9 o nosso momento decisivo<\/strong><\/h2>\n\n<p>Bel\u00e9m do Par\u00e1, sede da COP30, ser\u00e1 palco n\u00e3o s\u00f3 de discursos, mas da oportunidade de mudar rumos. \u00c9 a primeira COP realizada em uma floresta tropical, o que eleva o simbolismo, mas ele precisa se traduzir em a\u00e7\u00f5es concretas. <strong>Para a COP30, o Greenpeace Brasil j\u00e1 apresentou um <\/strong><a href=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/imprensa\/um-mes-para-a-cop30-greenpeace-brasil-propoe-plano-para-fim-do-desmatamento-e-protecao-das-florestas\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=informar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>plano de a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><strong> para colocar as florestas no centro das negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong>.<\/p>\n\n<p>O <strong>Cacique Z\u00e9 Bajaga Apurin\u00e3<\/strong>, da aldeia Idecora, da Terra Ind\u00edgena Caititu, denuncia a morosidade e cobra efetividade.  Para o Cacique, a responsabilidade n\u00e3o \u00e9 simb\u00f3lica, precisa ser efetiva, com a\u00e7\u00f5es que interrompam o ciclo de destrui\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-ad2f72ca wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3506bd97-image-for-chapter-1.2-testimonial-box-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-60881\" style=\"width:323px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3506bd97-image-for-chapter-1.2-testimonial-box-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3506bd97-image-for-chapter-1.2-testimonial-box-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3506bd97-image-for-chapter-1.2-testimonial-box-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3506bd97-image-for-chapter-1.2-testimonial-box-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/www.greenpeace.org\/static\/planet4-brasil-stateless\/2025\/11\/3506bd97-image-for-chapter-1.2-testimonial-box-510x340.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jos\u00e9 Bajaga Apurin\u00e3, Cacique Geral da Terra Ind\u00edgena Caititu. \u00a9 Marizilda Cruppe\/Greenpeace.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-medium-font-size is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-blue-green-800-color has-text-color has-link-color wp-elements-0a6cfc087145d389706a3043b7ab92e7\" style=\"font-size:22px\">Os pa\u00edses mais ricos querem pagar compensa\u00e7\u00e3o aos mais pobres, mas que compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 essa pelo que j\u00e1 foi perdido? Aqui na Amaz\u00f4nia brasileira, a gente t\u00e1 tendo muita invas\u00e3o, muita queimada, muita devasta\u00e7\u00e3o. Causa muita polui\u00e7\u00e3o; vem dessas grandes ind\u00fastrias, e tudo isso ser\u00e1 vendido no exterior. Quem est\u00e1 destruindo o planeta s\u00e3o grandes empres\u00e1rios que s\u00f3 pensam em dinheiro. Que respeitem a todos n\u00f3s.<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n\n<p>Sem a\u00e7\u00f5es efetivas, a Amaz\u00f4nia continuar\u00e1 a ser explorada, seu ar continuar\u00e1 a ser t\u00f3xico, e milh\u00f5es de pessoas seguir\u00e3o pagando o pre\u00e7o.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Entre as demandas urgentes:<\/strong><\/h3>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Zerar o desmatamento com medidas efetivas:<\/strong> designando terras p\u00fablicas para conserva\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel, protegendo-as da grilagem e dos inc\u00eandios ilegais.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Garantir responsabiliza\u00e7\u00e3o real por crimes ambientais:<\/strong> intensificar as investiga\u00e7\u00f5es e puni\u00e7\u00f5es contra quem provoca queimadas e desmatamento, acabando com a impunidade que hoje domina a Amaz\u00f4nia.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cumprir integralmente a decis\u00e3o do STF (ADPF 743)<\/strong> que incluem fortalecer a capacidade de preven\u00e7\u00e3o e combate a inc\u00eandios; garantir governan\u00e7a coordenada entre estados e Uni\u00e3o, com financiamento adequado para pol\u00edticas de controle do fogo; e desapropriar terras usadas de forma deliberada em queimadas e desmatamento ilegal, quando houver comprova\u00e7\u00e3o de culpa dos propriet\u00e1rios.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cortar o acesso ao dinheiro p\u00fablico de quem destr\u00f3i:<\/strong> impedir que produtores rurais que usam fogo ilegal em suas propriedades recebam cr\u00e9dito rural, financiamento ou vendam seus produtos para grandes empresas do agroneg\u00f3cio.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medir e divulgar o ar que se respira na Amaz\u00f4nia: <\/strong>instalar monitores de qualidade do ar nos munic\u00edpios afetados pelo fogo, com dados p\u00fablicos e acess\u00edveis para informar a popula\u00e7\u00e3o e embasar a\u00e7\u00f5es de limpeza do ar.<\/li>\n<\/ul>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Apoie agora!<\/strong><\/h2>\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-cta\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/cozinhandooplaneta.org.br\/#assine\/?utm_source=p4&amp;utm_medium=organic&amp;utm_campaign=desmatamento&amp;utm_content=link&amp;utm_term=assinar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><mark style=\"background-color:#ffffff\" class=\"has-inline-color has-grey-900-color\">Assine a peti\u00e7\u00e3o Respeitem a Amaz\u00f4nia.<\/mark><\/strong> Durante a COP30, pressione as lideran\u00e7as globais por um plano efetivo de frear a destrui\u00e7\u00e3o das florestas, responsabilizar quem lucra com o desmatamento, e garantir pol\u00edticas que protejam sa\u00fade, territ\u00f3rios e clima.<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A uma semana da COP30, a an\u00e1lise mostra que a polui\u00e7\u00e3o do ar das queimadas durante a esta\u00e7\u00e3o seca faz com que a m\u00e9dia anual da regi\u00e3o seja pior do que de metr\u00f3poles como Pequim, S\u00e3o Paulo ou Santiago. E n\u00e3o \u00e9 acidente: \u00e9 resultado direto de um modelo de agroneg\u00f3cio que lucra com a destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":142,"featured_media":60859,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ep_exclude_from_search":false,"p4_og_title":"","p4_og_description":"","p4_og_image":"","p4_og_image_id":"","p4_seo_canonical_url":"","p4_campaign_name":"","p4_local_project":"","p4_basket_name":"","p4_department":"","footnotes":""},"categories":[49,74],"tags":[22,46],"p4-page-type":[16],"class_list":["post-60863","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amazonia","category-cop30","tag-florestas","tag-desmatamento","p4-page-type-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/142"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60863"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60863\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60898,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60863\/revisions\/60898"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60859"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60863"},{"taxonomy":"p4-page-type","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.greenpeace.org\/brasil\/wp-json\/wp\/v2\/p4-page-type?post=60863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}